segunda-feira, 21 de março de 2011

II JORNADAS LITERÁRIAS DE FAFE: ÚLTIMO DIA


As II Jornadas Literárias de Fafe chegam ao fim esta segunda-feira, 21 de Março. Pela manhã, diversas escolas andam a semear a poesia pelas ruas, comemorando o Dia Mundial da Poesia e da Árvore.
À tarde, pelas 17h00, na Escola Secundária, continua a dizer-se poesia e inaugura-se o "Jardim das Palavras".
Pelas 18h00, tem lugar a apresentação do último livro das Jornadas, O Prisma das Muitas Cores, antologia de poesia portuguesa e brasileira sobre o amor. Edição da Labirinto.
Finalmente, pelas 21h30, realiza-se no Teatro-Cinema, o espectáculo de encerramento, sob o título “Ser Poeta é Ser Mais Alto”, durante o qual serão entregues prémios literários, será declamada poesia e se assistirá à recriação de uma obra de Fernando Pessoa (Mensagem), pela Academia de Música José Atalaya.
Encerrará com chave de ouro este acontecimento que é considerado “histórico” pela forma como conseguiu envolver as pessoas e as organizações locais em torno de um projecto literário e cultural.

domingo, 20 de março de 2011

II JORNADAS LITERÁRIAS DE FAFE: IMAGENS DOS ÚLTIMOS TRÊS DIAS

Tem sido, na verdade, o acontecimento da semana, quiçá o do mês e até o do ano.
As II Jornadas Literárias de Fafe, que arrancaram a 14 de Março, em diversos palcos culturais do concelho, estiveram este domingo a fruir o belíssimo sol de uma primavera que amanhã começa. Ao sétimo dia, tal como aconteceu com a criação bíblica, a organização descansou. E já não era sem tempo, dado o tremendo esforço a que a maioria dos seus elementos tem sido submetida…
Ficamos aqui com algumas imagens dos três últimos dias de actividades.
Na quinta-feira, dia de grande azáfama nos agrupamentos de Montelongo e de Silvares, em torno de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Alice Vieira, respectivamente, de manhã teve lugar na Sala Manoel de Oliveira uma conferência (em duplicado) do professor da Escola Secundária António Teixeira sobre “O sonho na Mensagem e em Os Lusíadas”, enquanto à tarde o agrupamento Montelongo apresentou “Os Contos de Sophia”, no Teatro-Cinema e a Escola Profissional recebeu dezenas de convidados ilustres para abrir a belíssima exposição “Sentir Camões” e apresentar uma excelente revista sobre os dez anos daquele estabelecimento de ensino, Dextinos.
À noite, a Biblioteca Municipal recebeu a apresentação da surpreendente obra de António de Almeida Mattos, A Ilusão do breve, pela Professora Isabel Pires de Lima, amiga do autor e que aqui regressou, o que já se vai tornando um hábito.

Na blogue do Núcleo de Artes e Letras de Fafe desenvolveremos esta semana aquele evento.
Já na sexta-feira, a manhã e a tarde foram preenchidas, no Teatro-Cinema, com uma divertida peça de teatro para o público escolar, com o título “Deixemos o sexo em paz”, pela actriz Maria Paulos. Uma maneira desempoeirada, alegre e pedagógica de falar da sexualidade aos mais novos…
À tarde, na Escola EB 2,3 Padre Joaquim Flores foi aberta uma mostra etnográfica da sua área pedagógica e uma exposição e labirinto de leitura sobre o saudoso patrono da escola, recordando o homem, o pedagogo, o poeta, o amigo, entremeadas por danças, cantares, trajes, instrumentos e jogos tradicionais. No final, foi inaugurado o “Jardim do conhecimento”, no logradouro da escola.
À noite, no Teatro-Cinema, realizou-se um grande espectáculo, que serviu para apresentação do livro Antigo e Futuro, coordenado proficientemente pela professora Orlanda Silva, seguindo-se ainda uma recriação da I República, com um belo texto da docente e dramaturga Vera Freitas, entre outras rubricas de grande interesse etnográfico e cultural.

Finalmente, na noite de sábado, foi grandioso e extenso o espectáculo “Memória de um Povo”, com mais de um milhar de participantes e de espectadores que tornaram o Pavilhão Multiusos um espaço de recordação e recriação de modos de vida, crenças, cultos, danças, utensílios e outras memórias que teceram a identidade dos nossos avoengos. Ao longo de mais de três horas, dezena e meia de grupos e instituições de todo o concelho deram forma viva às antigas procissões, actividades agrícolas, cantares de reis, marchas sanjoaninas, desfiles carnavalescos e outros números de grande impacto identitário local.
Aí ficam algumas imagens.




Fotos: Manuel Meira Correia

sexta-feira, 18 de março de 2011

II JORNADAS LITERÁRIAS: A FESTA DA CULTURA FAFENSE!





Imagens do espectáculo de abertura das Jornadas, no Pavilhão Multiusos
Hoje gostaria de enaltecer e valorizar um evento cultural que está a decorrer em Fafe, desde a passada segunda-feira, 14 de Março e até à próxima segunda-feira, 21 de Março. Trata-se da segunda edição das Jornadas Literárias de Fafe, sob o lema “Palavras com Liberdade”.
Desde logo, o que haverá a evidenciar é a adesão à iniciativa de todos os agrupamentos e escolas do concelho. Além do município, que financia e coordena as Jornadas, estão envolvidos na organização a Escola Secundária, os Agrupamentos de Escolas Prof. Carlos Teixeira, Montelongo, Arões, Silvares e Padre Joaquim Flores, a Escola Profissional e o Colégio da ACR Fornelos, bem como o Núcleo de Artes e Letras de Fafe, o Cineclube de Fafe, a editora Labirinto e a Academia de Música José Atalaya. Mas outras entidades locais participam nos diferentes números do evento, que se salda pela maior participação popular em termos de espectáculos e de iniciativas culturais ao longo de todo o ano.
Arruada anunciando as Jornadas no centro da cidade, na manhã
de segunda-feira: grupo de bombos da Escola Profissional de Fafe
Basta ver que na segunda-feira passada, o espectáculo de abertura, no Pavilhão Multiusos, juntou várias centenas de jovens de inúmeros estabelecimentos de ensino e bem mais de mil espectadores, durante mais de duas horas onde imperou a música, a dança e a poesia. Um espectáculo belíssimo, que agradou a quem teve o privilégio de a ele assistir (imagens acima).
Entretanto, foram lançadas duas revistas (na segunda-feira, o número 4 de ConVida, da Escola Secundária e na quinta-feira, a Dextinos, da Escola Profissional, às quais voltaresmos), na terça-feira os fafenses viram o belíssimo documentário "José e Pilar" e na quarta-feira durante o dia realizaram-se dois espectáculos da teatro "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, pela Filandorra, que lotaram o Teatro-Cinema de Fafe.

Auto da Barca do Inferno
Na quarta-feira à noite, a sala polivalente da Biblioteca Municipal encheu para ouvir o escritor, guionista e presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, que falou sobretudo da sua mais recente obra romanesca, Mataram o Sidónio e deixou um discurso de esperança quanto ao futuro deste país.

Francisco Moita Flores, em Fafe
Na quinta-feira à noite, teve lugar o lançamento da obra poética do fafense António de Almeida Mattos, com o título A Ilusão do Breve (edição Labirinto), apresentada pela Professora Doutora Isabel Pires de Lima.
Na sexta-feira continuam os espectáculos de teatro para a população escolar, além de actividades realizadas em cada agrupamento e escola, em homenagem ao patrono que elegeu. Voltaremos a estes temas, com imagens.
Faltam três dias para o final das II Jornadas. O realce vai para o grande espectáculo a realizar no sábado, dia 19 de Março, intitulado “Memórias de um Povo”, que avivará tradições, usos e costumes e levará ao Pavilhão Multiusos pelo menos largas centenas de populares de todo o concelho e, finalmente, para o espectáculo de encerramento, no dia 21 de Março, segunda-feira, sob o tema plagiado a Florbela Espanca, “Ser Poeta é Ser Mais Alto”, no Teatro-Cinema, durante o qual serão entregues prémios literários, será declamada poesia e se assistirá à recriação de uma fabulosa obra de Fernando Pessoa (Mensagem), pela Academia de Música José Atalaya.
A cultura em Fafe está em alta, quer em quantidade, quer em qualidade. Indubitavelmente. Pergunte-se às centenas de pessoas que estão a participar activamente nestes eventos. Infelizmente, os “opinadores do costume”, doutorados em maldizer, nos jornais e nos blogues, fingem não saber o que se está a passar; desconhecem o esforço e o sacrifício de dezenas de pessoas que andaram pelas escolas e pelas aldeias a ensaiar e a cativar jovens e menos jovens em torno de uma causa cultural e de lazer. É o silêncio sepulcral e ensurdecedor, quando coisas bonitas se estão a fazer na cidade e no concelho. Parece que ninguém é capaz de dizer bem do que, iniludivelmente, o merece!...
Aos agrupamentos e escolas participantes, às dezenas de esforçados professores da comissão organizadora (eles sabem quem são), a essa alma maior dos maiores espectáculos, sem desprimor para ninguém, mas por justiça, o admirável Carlos Afonso, aqui fica o meu abraço de reconhecimento e de gratidão pelo seu inestimável trabalho em prol de Fafe e da cultura fafense.
Sabemos todos do que estamos a falar!...

Fotos: Manuel Meira Correia

segunda-feira, 14 de março de 2011

Chega de massacrar os portugueses!...

Mais que à rasca, o povo português, e não apenas os jovens precários e sem saída, é hoje em dia um povo massacrado por sucessivas penalizações exorbitantes e contínuas, vulgo, PEC. Escasseiam as palavras para transmitir a indignação, a revolta e a frustração que reinam por esse país fora, nas pessoas e nas famílias. Por isso, não surpreendem as grandiosas manifestações de rua que no sábado encheram praças e avenidas em diversas cidades, juntando muitos milhares de cidadãos de diversas idades, estratos e condições. Talvez dê para estranhar é a serenidade e o civismo que tantos portugueses desesperados ainda conseguem manter, perante o adversa situação. Em outros países, circunstâncias menores têm provocado revoluções e mudanças de poder.
Portugal está a transformar-se numa tragédia grega, sem fim à vista. Esse é que é o drama: a falta de uma luz ao fundo do túnel, apesar de todos os sacrifícios que nos estão a ser impostos.
Bem pregou o Presidente da República, Cavaco Silva, na tomada de posse, numa violenta diatribe contra o governo: que “há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos”; que o Governo tem de ser realista, abandonando os previstos investimentos faraónicos; que é crucial a realização das tão urgentes como sempre adiadas “reformas estruturais” da economia e do Estado; que é urgente um “sobressalto cívico” que acorde a sociedade e sobretudo as novas gerações, para que despertem e não se resignem.
Numa atitude lamentável, do ponto de vista democrático, clandestina, pois não deu conhecimento nem ao Presidente da República, nem ao Parlamento, a casa-mãe da democracia, das gravosas medidas que ia tomar, José Sócrates avançou para Bruxelas com mais um PEC imposto pela degenerada Merkel, de quem o nosso primeiro parece um fiel serventuário, para não dizer outra coisa, m ais condizente com a realidade.
Na “sexta-feira negra”, 11 de Março, o governo foi ao Conselho Europeu levar o quarto pacote de austeridade que penaliza sobretudo os reformados e mais uma vez a classe média, com o reiterado objectivo de cumprir as metas acordadas com Bruxelas e ir agora buscar mais 7,8 mil milhões de euros até 2012.
O que deixa, desde logo, várias interrogações para o comum dos mortais:
- Se José Sócrates se anda a gabarolar desde Fevereiro das excelências da execução orçamental, que necessidade haveria de um novo pacote de austeridade? Ou será que a Europa descobriu, não um “buraco” mas uma “cratera”, nas nossas finanças públicas, como referiu a imprensa internacional?
- O que vale a palavra de José Sócrates, que passa a vida a vender a imagem de que está tudo bem, tudo cor-de-rosa e, afinal, os portugueses acabam por apanhar mais um banho de cortes e impostos? Zero absoluto!...
- Que Durão Barroso, Trichet ou a senhora Merkel, os donos da Europa e de Portugal, saúdem as novas medidas tomadas pelo governo de Sócrates, não é de admirar: não são eles que vão pagar a nossa crise. Aliás, foi a fugir dela que o senhor Barroso avançou para a Europa, para ganhar mais de 25 000 euros, já há uns bons anos atrás… Até eu saudava as medidas socráticas que espezinham e amarguram ainda mais o povo português se vivesse no remanso de Bruxelas!...
- Afinal, que autonomia tem o governo português e que legitimidade democrática tem quem decide as medidas que Portugal deve tomar? Conclui-se que não é o governo português que manda no país, porque se subjuga servilmente aos ditames da chamada “Europa”, para obter o crédito que nos faz falta… Vale, assim, a pena estarmos tão preocupados em apoiar o partido A ou o partido B quando sabemos que a palavra decisiva, nas matérias mais importantes, que têm a ver com os cortes orçamentais, com a idade da reforma, com tantas pequenas coisas do dia a dia, não são decididas em Lisboa mas em Bruxelas, em Bona ou em Paris?
- Quem votou nos senhores que mandam na Europa e decidem o que Sócrates tem de fazer, sob pena de fecharem a torneira?
- Não será chegada a hora de tornar esta Europa pretensamente confederada, numa União de Estados, como os Estados Unidos? Ao menos, não se mentia aos europeus, que julgam possuir uma soberania nacional que não passa de pura ilusão!...
Estas são questões que urge serem debatidas, sem tibiezas, nem mistificações.
No imediato, José Sócrates voltou a curvar-se perante as exigências “europeias”, penalizando cruelmente o seu povo. Afinal de contas, os famigerados “mercados” continuam a borrifar-se para os esforços do nosso governo, não cessando de elevar os juros pelos empréstimos que concedem a Portugal, na certeza de que só o FMI nos salvará.
Chegados a este ponto desesperado, francamente, já estou como o outro: que venha o FMI. José Sócrates tem passado os seus melhores dias a tentar conseguir aspirina para curar a gravíssima doença de que padecem as finanças portugueses e em cuja recuperação já ninguém acredita. Que se chame o médico, para operar o doente, por uma vez por todas! Que os portugueses sofram, de uma vez, mas em nome de uma cura que não há meio de se lobrigar. E que se veja algum futuro: nos sucessivos PEC só há estabilidade, sacrifícios, cortes, quebras, adiamentos, negativismo. Nada de crescimento, nada de esperança, nada de futuro. Chega!
Que venha quem tiver de vir, para dar alguma esperança ao nosso povo cada vez mais infeliz!

NB: Os portugueses continuam à espera que José Sócrates (que é ele quem está em causa, mais ninguém…) explique como é que foi possível chegar a esta situação crítica de um país na bancarrota e que papel ele teve nessa desgraça, em especial ao injectar milhões de euros num banco falido, como é o BPN. Não fora essa nacionalização estúpida, e não estaríamos no fundo do poço!...
José Sócrates deve uma explicação aos portugueses, sobre o que se passou até aqui e por que é que o PEC 4 se tornou necessário! …
Não é só pedir sacrifícios aos portugueses; é necessário também dar explicações. É o que tem faltado e a situação não pode continuar!
Como é que é possível aceitarmos que o primeiro-ministro que está a enterrar este país continue apenas a falar do “Magalhães” e a atacar os seus adversários políticos?!...

sexta-feira, 11 de março de 2011

SEGUNDAS JORNADAS LITERÁRIAS DE FAFE ENVOLVEM O CONCELHO, DE 14 A 21 DE MARÇO

Com o objectivo de promover a cultura e incentivar o gosto pela leitura entre a população em geral, mas sobretudo junto dos mais jovens, o Município de Fafe vai promover, conjuntamente com todas as escolas e agrupamentos de escolas do município, e outras entidades culturais, as Segundas Jornadas Literárias de Fafe, previstas para a semana de 14 a 21 de Março, sob o lema “Palavras com Liberdade.
Além do município, estão envolvidos na organização a Escola Secundária, os Agrupamentos de Escolas Prof. Carlos Teixeira, Montelongo, Arões, Silvares e Padre Joaquim Flores, a Escola Profissional e o Colégio da ACR Fornelos, bem como o Núcleo de Artes e Letras de Fafe, o Cineclube de Fafe, a editora Labirinto e a Academia de Música José Atalaya.
Pretende-se concretizar uma festa da cultura e da literatura, materializada no encontro com escritores, no lançamento de obras literárias, na realização de recitais de poesia, na passagem de filmes sobre escritores, em diversos espectáculos de teatro para a população escolar, em espectáculos destinados ao público em geral, entre muitas outras actividades a levar a cabo em cada agrupamento e escola. As tradições e o património imaterial estarão bem presentes nesta segunda edição das Jornadas Literárias, o evento cultural que, segundo o Vereador da Cultura, Pompeu Martins, “será o mais participado que vamos ter durante o ano”.
Na verdade, os momentos altos serão os três espectáculos que marcam o evento: o de abertura, no Pavilhão Multiusos, logo na noite de segunda-feira, 14 de Março, com o título “Palavras com Liberdade”, que juntará centenas de jovens estudantes dos diferentes estabelecimentos de ensino do concelho, em números de dança, música e animação, sempre sob a égide dos escritores e das palavras literárias; o do dia 19 de Março, “Memórias de um Povo”, que avivará tradições, usos e costumes e levará ao Multiusos centenas de populares de todo o concelho; finalmente, o espectáculo de encerramento, no dia 21 de Março, sob o título “Ser Poeta é Ser Mais Alto”, no Teatro-Cinema, durante o qual serão entregues prémios literários, será declamada poesia e se assistirá à recriação de uma obra de Fernando Pessoa (Mensagem), pela Academia de Música José Atalaya.
O pontapé de saída das Jornadas acontece na segunda-feira, logo pelas 10h00 da manhã, com o hastear da bandeira em cada escola e com a arruada pela cidade, anunciando os dias festivos.
Depois, ao longo da semana, haverá um dia para cada escola, a que estará associado um patrono, em torno do qual girarão as actividades desse estabelecimento de ensino ou agrupamento de escolas: na segunda-feira, 14, o dia é da Escola Secundária, em torno de José Saramago e do Colégio de Fornelos, em torno de Pompeu Martins; na terça-feira, o Agrupamento de Escolas de Arões aborda Rosa Lobato de Faria; na quarta, o Agrupamento de Escolas Prof. Carlos Teixeira desenvolve actividades em torno de Fernando Pessoa; na quinta-feira, os Agrupamentos de Escolas Montelongo e Silvares, repartem o dia, entre as escritoras Sophia de Mello Breyner Andresen e Alice Vieira, enquanto na sexta-feira, a Escola Profissional aborda Luís de Camões e o Agrupamento de Escolas Padre Joaquim Flores se concentra na memória do seu fundador.
Durante a semana, diversos espaços culturais da cidade, entre os quais o Teatro-Cinema, a Sala Manoel de Oliveira e a Biblioteca Municipal serão palco de actividades voltadas para os públicos escolares e o público em geral.
A sala principal vai ser palco, designadamente, dos espectáculos de teatro “Murder at the Manor” (dia 15), “Auto da Barca do Inferno” (16) e “Deixem o sexo em paz” (18), todos para o público escolar. Ainda a 18, à noite, realiza-se o espectáculo “As Palavras e o Tempo”, do Agrupamento de Arões.
Outros destaques: na terça-feira, dia 15, pelas 21h30, é exibido o documentário “José e Pilar”, enquanto na noite de quarta, dia 16, o escritor Moita Flores desloca-se à Biblioteca Municipal para falar da sua obra e em especial de Mataram o Sidónio!
Quanto a novos livros: na noite de quinta-feira, 17 de Março, é apresentada a obra A Ilusão do Breve, de António de Almeida Mattos, pela Professora Isabel Pires de Lima, enquanto na noite de sexta-feira, é apresentado o livro Antigo e Futuro, recolha de usos e costumes de Arões. Já na segunda, 21, pelas 18h00, acontece o lançamento da colectânea O Prisma das Muitas Cores, poemas de amor de poetas portugueses e brasileiros, na Biblioteca Municipal (todos edições da Labirinto).
De relevar ainda que as Jornadas, que, facto que não é comum, têm uma bandeira e um hino, com letra de Carlos Afonso e música da Academia de Música José Atalaya, dedicam o dia 21 a iniciativas voltadas para a comemoração do Dia Mundial da Poesia, com a “poesia na rua” e a inauguração de jardins da poesia (Escolas Secundária e Padre Joaquim Flores), entre outros eventos.
Junta-se o programa fundamental, sendo que o programa pormenorizado consta de uma agenda publicada a propósito das Jornadas e na qual se podem acompanhar as actividades realizadas em cada escola ou agrupamento em cada dia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

RECITAL DE GUITARRA DE RICARDO BARCELÓ NO TEATRO-CINEMA DE FAFE SÁBADO À NOITE

O guitarrista Ricardo Barceló, professor da Academia de Música José Atalaya e exímio instrumentista, vai realizar um recital de guitarra este sábado à noite, 12 de Março, no Teatro-Cinema de Fafe.
A primeira parte deste concerto é constituída por obras originais do próprio intérprete, publicadas pela Diputación de Badajoz (Espanha) e pela editora AvA Editions: “Variações sobre um tema popular” recolhe um tema do folclore do Rio de la Plata e, a partir do mesmo, desenvolve-se livremente uma série de cinco variações: “Máscaras” é inspirada no ambiente característico do Carnaval, onde as emoções contrastantes que podem provocar as diferentes máscaras aparecem insinuadas em diferentes momentos do tríptico. Os “Estudos 3 e 4”, estão destinados a aperfeiçoar distintos mecanismos e recursos pouco usuais na guitarra clássica de certa complexidade, tais como o trémolo de cinco notas e os harmónicos artificiais.
A segunda parte do programa visa exaltar a riqueza da música erudita espanhola para guitarra, incluindo obras baseadas em diferentes danças do folclore andaluz: Seguidilla, Bolero, Malagueña, Sevillana, etc., de importantes autores espanhóis tais como F. Moreno Torroba, J. Turina, e E. Pujol. Este último residiu vários anos em Portugal, onde foi professor de vários dos actuais mestres deste país.
Um recital a não perder, para os apaixonados da música de qualidade!

Sábado, 21h30
Preço: 2 €
Duração: 70’
Classificação: M/3

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estas “xistrices” à moda do Porto

Já passaram dois dias, e eu ainda não consegui perceber porque é que um árbitro sem qualquer categoria, que já tem “cadastro” em prejudicar o Benfica, foi nomeado para um jogo de risco e que se revelava demasiado importante para qualquer das equipas, muito acima da comprovada e reiterada incompetência do cavalheiro, que não tem culpa de não ser capaz de fazer melhor. Era claro que só um árbitro de nível superior seria ajustado a um jogo de previsível alto nível, como veio a acontecer.
Não foi isso que aconteceu. Daí se pode concluir, sem grande margem para dúvidas, que se não foi um “xistrice” encomendada, já se sabe por quem, andou lá perto.
O resultado está aí: tirando os habituais Leirós e companhia, tão do agrado do impoluto idoso que comanda a ponte do Freixo, é consensual que o Benfica foi monumentalmente extorquido na sua deslocação a Braga.
Razão tinha Jorge Jesus quando alertara na véspera que estava escrito que algo poderia acontecer, porque o árbitro era muito do agrado de Salvador e Mesquita, como se veio a verificar.
Se a um árbitro sem nível se pode tolerar a anulação do lance de golo que o Benfica criou na primeira parte, por “pretenso” fora de jogo de Cardozo, que não se verificou, raia a incompetência o lance fundamental que decidiu o jogo e precipitou a vitória do Porto no campeonato, que era no fundo o que todos queriam – a equipa de arbitragem e os bracarenses. Basta ver as reacções pategas de muitos “pintacostistas”…
Javi Garcia foi expulso, não há dúvida, pelo banco do Braga (se o lance tivesse tido lugar em outra zona do campo, sem o terramoto inventado pelo Domingos, nada teria acontecido, porque não tinha nada para acontecer). Só a incompetência deliberada de um fiscal de linha, na sequência da palhaçada (era Carnaval…) de um cabeludo bracarense, levou ao desenlace que todos queriam. Afirmam muitos analistas (excepto o Quim, bom moço, que me doeu ter saído do Benfica, mas acabo de perceber porquê, que se esqueceu do passado recente, e que já consegue ser mais azul e branco que o patrão…) que quem deveria ter sido punido era o bracarense, por fazer o teatro que a televisão mostrou (dava um grande actor, se tivesse alguma consciência artística) e que o lance seria absolutamente ao contrário. O Javi Garcia não teria sido expulso e o Roberto não voltaria às bocas do mundo por um golo que tantos guarda-redes sofrem nas mesmas situações, e que não teria feito grande mossa (como não fez no jogo com o Sporting, a meio da semana), se a verdade desportiva tivesse prevalecido. O que não foi o caso…
Este Braga-Benfica foi o jogo decisivo do campeonato, marcado indelevelmente, e negativamente, pela arbitragem, como já se antevia, de resto. Que não está num tão bom momento como muitos querem fazer crer, quando lhes interessa!...
E não é tão isenta, competente e imparcial como parece. Pessoalmente, há muito que deixei de crer na bondade dos árbitros, na sua neutralidade, na sua rectidão. Os árbitros erram muito, certamente, sem querer; mas também erram muito por querer. Não tenho disso qualquer dúvida!
No caso deste campeonato, está decidido desde as primeiras jornadas, para os clubes e para as arbitragens: desde a altura em que arbitragens miseráveis fizeram com que o Benfica perdesse em Guimarães, em casa com a Académica e na Madeira com o Nacional, com penaltis não assinalados, expulsões hilariantes (como a deste domingo…) e golos anulados, enquanto o Porto era levado ao colo pelos senhores do apito, para ir ganhando distância.
Não é que o Porto não mereça este ano ser campeão; até merece, por ser a equipa mais regular, o que a formação de Jorge Jesus não conseguiu ser.
Porém, não era preciso ter os homens de negro tão ou mais “papistas” que os jogadores do Porto e das suas sucursais de Braga, de Olhão e de outros emblemas suspeitos! …
Não substituam o alegado “campeão dos túneis” pelo bem-querido “campeão dos homens do apito”, o que, de resto, já não seria inédito no passado recente!...
NB - As declarações de Mesquita Machado ao jornal oficial do FCP, vulgo O Jogo, de hoje, são hilariantes, provincianas e de um clubismo rudimentar como há muito não se via. É um gozo lê-las...