sábado, 30 de abril de 2011

“Cinderela” – musical em patins sexta-feira no Multiusos de Fafe

Esta sexta-feira, 6 de Maio, acontece um excelente espectáculo para o público escolar, no Pavilhão Multiusos de Fafe. Chama-se “Cinderela” e é um musical em patins, desenvolvido pelo “palco partilhado”, a partir de um conto de Charles Perrault, com o apoio do município fafense.
Esta peça conta a história de uma dócil e formosa donzela, de nome Cinderela, que vivia com a sua detestável madrasta e duas mesquinhas meias-irmãs. Na ausência do pai, a madrasta atribui-lhe mil e uma tarefa, tratando-a como escrava. Certo dia, o príncipe do reino oferece um baile, ao qual Cinderela vai, trajada de forma irreconhecível, conquistando o coração do herdeiro.
Uma vez mais, conjugando várias formas de representação com a beleza da patinagem, a magia e a fantasia levar-te-ão a um mundo onde o sonho se pode transformar em realidade.
Um espectáculo único e fascinante, proporcionado por patinadores e actores profissionais, entre os quais se destacam Patrícia Candoso, Amílcar Azenha e Camilo Reis.






FICHA TÉCNICA

Direcção Técnica: Frederico Sá
Produção: Frederico Sá e Diana Caetano
Adaptação e encenação: Miguel Coelho
Coreografia: Frederico Bernardo
Cenografia: Rendilogo
Figurinos e Adereços: Paula Pires
Duração: 75 minutos (sem intervalo)
Classificação: M/4
Baseado na História: Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Charles Perrault)


sexta-feira, 29 de abril de 2011

De Portugal a Porto Seguro

        
De Portugal partiram as caravelas
Sulcando oceanos e marés
Vencendo medos e distâncias
Enfrentando procelas
De Portugal partiu Cabral
E a coragem indómita de Quinhentos
Entre azul de céu
E azul de mar
Se navegou e rezou e morreu
Para que o Mundo encontrasse
Em fogo e dor, esplendor e sofrimentos
O rosto universal que é hoje o seu

A Porto Seguro arribou enfim
Porto de abrigo, regaço amigo
A nau de Álvares Cabral
Ao paraíso terrestre
Praias de musas, corações abertos
Gente boa
Povo irmão, puro e gentil
E com ele e por ele Portugal
Deixou Lisboa
           
E se fez Brasil



NB: Há exactamente oito dias, comemorou-se o dia da luso-brasilidade, o 22 de Abril, data da chegada da destemida armada de Pedro Álvares Cabral às cercanias de Porto Seguro, no nordeste brasileiro, nos idos de 1500.
Fafe mantém, como é sabido, fortes ligações ao Brasil desde o século XIX e a Porto Seguro, em concreto, desde há mais de duas décadas, por virtude da construção da Casa da Cultura Portuguesa daquela cidade, obra do município de Fafe, através do comendador fafense António Fernandes de Barros.
Na Casa da Cultura de Fafe está patente uma exposição de obras do pintor Luís Gonzaga que evoca a ligação de Fafe ao Brasil, através da figuração em óleo dos mais famosos emigrantes fafenses que lá fizeram fortuna e deixaram imensos legados materiais pela cidade e diversas aguarelas (como a que ilustra este post) sobre temas “brasilianos”. Uma exposição a ver até 13 de Maio.
Resolvi homenagear a efeméride com este poema que fala da viagem e do encontro dos dois povos amigos e irmãos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bombeiros Voluntários de Fafe festejam domingo 121 anos de vida

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe comemora este domingo, 1 de Maio, os 121 anos da sua fundação, ocorrida em 21 de Abril de 1890.
A comemoração, que não se realizou no passado fim-de-semana, como seria normal, em virtude da ocorrência das festividades pascais, arranca pelas 7h00 da manhã com a alvorada e continua uma hora depois com a deposição de uma coroa de flores na base do Monumento ao Bombeiro.
Segue-se a visita de saudade aos cemitérios de S. Clemente de Silvares, onde repousam os restos mortais do ex-presidente Humberto Gonçalves; de Moreira do Rei, onde repousa o fundador da corporação, João Crisóstomo; e de Fafe, ao mausoléu da corporação.
Pelas 10h30, realiza-se a sessão de cumprimentos às autoridades municipais, nos Paços do Concelho e, meia hora depois, tem lugar a missa campal no parque de viaturas do quartel.
No final da cerimónia, realiza-se a imposição de medalhas a bombeiros voluntários, a bênção de viaturas e a mostra de equipamentos individuais dos “soldados da paz”.
Além da direcção e dos corpos gerentes da associação, confirmaram já a sua presença nas cerimónias um representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Braga, o Comandante Operacional Distrital, representantes de outras corporações do distrito, o presidente da Câmara de Fafe e o Comandante Operacional Municipal.

domingo, 24 de abril de 2011

Abril em mim, Abril em ti

 
De súbito, abriram os diques
longamente represados
era Abril

Soltaram-se as asas
as gaivotas voaram, voaram
renasceu em cravos vermelhos
todo um país
                 de mãos dadas

Abril em mim
Abril em ti
Abril em todos nós

Abril dos sonhos
para inventar
como quem tece de veludo
o irreprimível futuro
Ou alvorece feliz
na alegria das maçãs

As torrentes da liberdade
abriram em Abril
e fomos na aventura
à procura dos corações
no imenso mar das papoilas
as almas quentes da primavera
as palavras solidárias
para semear
                  a nova era

Ainda lá não chegámos?
Abril é ainda longe
se bem que ao alcance da mão?

Abril em mim
Abril em ti
Abril em todos nós

Ou a utopia fantástica
de um povo em transe
que todos os dias se cumpre
e recomeça
na música de um destino
urgente
que tem um nome: Portugal

Aleluia, aleluia

É urgente ressuscitar
a geografia da luz
É urgente saber dos cristais
do orvalho de encontro às buganvílias
É urgente o redondo das amêndoas
em teus olhos doces
É urgente amar
É urgente o amor
a limpidez da água sem princípio nem fim
o rubro quente das papoilas
o cantar das rolas em plena primavera
a liberdade a liberdade a liberdade
É urgente um mundo sem grilhões
uma boca com pão nos lábios
um coração de afecto derramado
entre os homens de boa vontade
uma festa uma alegria uma música
como se não houvera futuro
É urgente o reencontro com a claridade
o afecto os caminhos
a geometria das palavras amigas
É urgente ressuscitar
as mãos que se abraçam
os dias de sol as cantigas nas gargantas
a fraternidade a fraternidade a fraternidade
É urgente acreditar
não importa os deuses a natureza ou a eternidade
acreditar na capacidade de os homens
construírem o seu destino
que o mesmo é dizer a sua felicidade

23.Abril.2011

sábado, 23 de abril de 2011

25 de Abril, sempre!


Em momentos de crise, há sempre quem coloque em causa a bondade de datas simbólicas e fundadoras do Portugal recente, culpando-as das acções ou omissões dos líderes políticos actuais, que conduziram o país à situação dramática em que nos encontramos.
É o caso do 25 de Abril, cujo 37º aniversário se comemora na próxima segunda-feira. Este ano, sobretudo, coincide com o avolumar da crise económica, que obrigou, algo tardiamente, ao apelo à dita “ajuda” (se é que podemos falar nesses termos…) do BCE e do FMI, para podermos saldar as dívidas de curto prazo, contraídas por um viver demasiado além das nossas possibilidades e cuja factura vamos ter de pagar nos próximos anos com língua de palmo. Ao grave apuro económico e financeiro, junta-se a acentuada crise política, resultante da queda do governo e da convocação das eleições legislativas antecipadas para o dia 5 de Junho.
Pois, em momentos assim, adversos e difíceis, logo aparecem os arautos da desgraça a falar da “outra face do 25 de Abril” e a proclamar, com grande infelicidade de termos, que “Abril é data para esquecer”.
É claro que não é, bem pelo contrário. Que é que Abril, como data inauguradora da democracia, tem a ver com esta situação, que nos responsabiliza e culpa e todos, governantes e governados, que nos endividámos mais que o que devíamos, que não trabalhamos, se calhar, para a produtividade necessária a manter Portugal a níveis que não envergonhem?
Creio ser desnecessário relembrar que o Portugal de 2011, apesar de todas as crises, não tem nada, mas rigorosamente nada a ver com o Portugal de antes do 24 de Abril, que alguns saudosistas invocam demagogicamente por inconfessáveis razões políticas.
O Portugal dos nossos dias, herdeiro do 25 de Abril, é totalmente outro.
Como escreveu o então primeiro-ministro do PSD e actual presidente da Comissão Europeia, o insuspeito Durão Barroso, por altura da comemoração dos 30 anos do 25 de Abril, “a qualidade de vida média da população cresceu de forma significativa, a esperança média de vida aumentou e a generalidade da população tem acesso a todos os níveis de ensino, bem como aos meios culturais. (…) A ainda jovem democracia foi o quadro político indispensável do processo de desenvolvimento da economia e da sociedade portuguesa.”. E escreveu mais: “As condições de vida dos portugueses melhoraram tão significativamente que quase eliminaram a memória do passado, sobretudo nas gerações mais jovens. Basta relembrar o assustador número de alojamentos que em 1974 não possuíam electricidade, água canalizada ou esgotos, e compará-la com os de agora. Este é um campo onde qualquer pessimismo conjuntural não poderá apagar a mudança, seja qual for o indicador escolhido”.
Um testemunho pertinente e que vale a pena reabilitar, em cada momento. Porque o facto é que a inquestionável melhoria das condições de vida da generalidade dos cidadãos expressa-se certamente na aquisição de casa própria, bem como do seu apetrechamento com todas as comodidades da vida moderna. São escassas as habitações que hoje em dia não possuem casa de banho, água, electricidade ou esgotos. Multiplicam-se os electrodomésticos que dão conforto e bem-estar às famílias. E não faltam automóveis, televisores com múltiplos canais, computadores com ligação à Internet, telemóveis dos mais sofisticados, aparelhagens e equipamentos para tudo e mais alguma coisa.
Nestes mais de trinta anos, os portugueses estão mais ricos, mais felizes, mais qualificados, com condições de vida impensáveis há quarenta anos atrás.
Só por despudor e falta de senso se pode afirmar que o 25 de Abril tem culpa da actual situação. Enquanto as vacas estiveram gordas, todos bendissemos e glorificámos a esplendorosa efeméride. Agora que há apertos, aqui d’el rei que há um arguido para o nosso colectivo descontentamento!...
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!...
Que as coisas estão complicadas em Portugal, por esta altura, não há como negá-lo. Demasiado desemprego, baixos salários, excessiva precariedade, ausência de perspectivas sobretudo para os mais jovens. Mas, por exemplo, a Espanha, que é uma monarquia, que é um país incomensuravelmente mais rico que nós, tem uma taxa de desemprego na ordem dos 20%, que é preocupante quer em termos absolutos, quer relativos. Será que também é culpa do 25 de Abril?
Claramente que vivemos uma crise global, em termos económicos e financeiros, que começou nos Estados e Unidos e alastrou pela Europa, atingindo primeiramente as economias mais frágeis, como as da Grécia, da Irlanda e de Portugal. Mas não consta que naqueles dois países, a responsabilidade seja do 25 de Abril!...
Por isso, voltamos a Durão Barroso e ao seu dito, muito verdadeiro, em defesa da Revolução dos Cravos, que muito desenvolveu e democratizou insofismavelmente o país: o “pessimismo conjuntural não poderá apagar a mudança, seja qual for o indicador escolhido”.
Nem mais! Tudo o resto é populismo, graçola, saudosismo irrecuperável!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

25 DE ABRIL VOLTA A SER COMEMORADO EM FAFE


À semelhança do que vem fazendo desde há mais de três décadas, a Câmara Municipal de Fafe vai comemorar o 37º aniversário do 25 de Abril com um conjunto de manifestações que incluem a entrega de diversas distinções e a inauguração de um polidesportivo de ar livre.
 
P R O G R A M A

Dia 25 de Abril (Segunda-feira)

09h00 – Alvorada de Morteiros
10h00 – Junto à Igreja de Aboim – Início da XI Marcha da Liberdade (Aboim-Moreira do Rei-Várzea Cova), organizada pelos Restauradores da Granja
10h00 – Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho com o desfile da Fanfarra do Agrupamento de S. Gens do CNE
10h15 – Salão Nobre dos Paços do Concelho – Sessão solene evocativa da efeméride que inclui:
                            * Intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Laurentino Dias
                            * Intervenção dos representantes dos Partidos Políticos com assento na Assembleia Municipal
                            * Intervenção do Superintendente Delfim dos Passos, em representação da Associação 25 de Abril
                            * Intervenção de Tiago Soares – ex-presidente do Conselho Nacional da Juventude 
                            * Entrega do Prémio Dr. Maximino de Matos a Joana Isabel Ribeiro da Silva (foto a seguir)


                            * Entrega do Prémio de História Local “Câmara Municipal de Fafe” a Artur Magalhães Leite (foto a seguir)


                            * Entrega do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira a Maria Adília Fernandes e Daniel Bastos

Capa da obra de Daniel Bastos
                        * Entrega da Medalha de Prata de Mérito Concelhio ao Instituto de Estudos Superiores de Fafe
                            * Entrega da Medalha de Ouro de Mérito Concelhio ao Padre José Peixoto Lopes (foto a seguir)


                            * Distribuição de Distinções aos Funcionários Municipais que completaram 15, 20 e 25 anos de serviço ininterrupto à Autarquia
                            * Intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Ribeiro

15h00 – Campo de Futebol de Armil – Início do XXV Torneio de Futebol Juvenil
15h30 – Inauguração do Polidesportivo de ar livre de Armil

Dia 29 de Abril (Sexta-feira)

15h00 – Salão Nobre dos Paços do Concelho – XI Assembleia dos Jovens Munícipes