quarta-feira, 4 de maio de 2011

"Música no Coração" - musical salta do cinema para o Teatro-Cinema de Fafe este sábado


A programação do Teatro-Cinema de Fafe para o mês de Maio arranca este sábado, 7 de Maio, a partir das 21h30, com a representação do musical Música no Coração, que recupera a conhecida película cinematográfica com o mesmo nome.
A peça, com a intervenção de 46 jovens actores, tem a duração de mais de duas horas, com um intervalo de 15 minutos.
O preço de ingresso é apenas de 3 €.
Música no Coração começou por dar origem a um filme norte-americano de 1965, do género drama musical, dirigido por Robert Wise e com Julie Andrews no papel principal.
O filme teve origem num musical da Broadway, cuja história é baseada na vida da família de cantores Von Trapp da Áustria.
Maria, uma noviça rebelde e que não consegue seguir as rígidas normas da conduta religiosa, é enviada pela Madre Superiora do convento para trabalhar como preceptora dos sete filhos do capitão George Von Trapp. O capitão, um oficial reformado da marinha, é viúvo e desde a morte da sua esposa, educa os filhos com absoluto rigor militar.
A chegada de Maria modifica drasticamente a vida da família, ao trazer a alegria e a música de novo àquela casa. Apesar de alguns conflitos iniciais, o capitão acaba por desenvolver um grande afecto pela jovem, quando se apercebe de que esta conseguiu fazer o que nenhuma preceptora havia antes alcançado. Os dois acabam por se apaixonar e o capitão comprometido com “ Elsa Schraeder”, uma rica baronesa de Viena, rompe o noivado para se poder casar com Maria.
Porém, daí para a frente nem tudo na vida da família será tão fácil assim; quando os nazis dominam a Áustria, o capitão é convocado para servir na marinha alemã. É então que a família decide fugir de carro através da fronteira. No entanto, as fronteiras já estão fechadas e eles acabam por ser obrigados a atravessar as montanhas a pé, demonstrando assim o amor e a força da união de uma família finalmente feliz!

Elenco:

Maria: Ana Luísa Queirós
Capitão: Edgar Cardoso
Filhos:
Gretl: Catarina Poças
Martha: Carolina Ferreira
Kurt: José Rufino
Brigitta: Daniela Pinto
Luisa: Catarina Ferreira
Friedrich: Hugo Novais
Liesl: Beatriz Simões
Tio Max: Bruno Santos
Herr Zeller: Guilherme Ferreira
Rolfe: Fábio Oliveira
Baronesa Schraeder: Beatriz Andrade
Madre Superiora: Inês Monteiro
Miss Ágata: Francisca Tadeu
Irmã Bernice: Catarina Madruga
Irmã Catarina: Raquel Araújo
Mestra das Noviças: Dulce Silva
Mestra das Postulantes: Catarina Queirós
Freiras: Bárbara Almeida, Vanessa Sousa, Inês Ferreira, Patrícia Pereira, Ana Sofia Madureira, Ana Rita Neves, Beatriz Andrade, Inês Santos
Noviças: Sara Madureira, Marisa Cardoso, Vera Cardoso, Sara Sousa, Ana Catarina Ferreira, Sara Santos, Andreia Amorim, Cláudia Coutinho, Maria Neves, Mariana Castro, Catarina Carvalho
Nazis: Paulo Meirinho, Paulo Nunes, José Monteiro, Nuno Mesquita, Luís Gomes, Daniel Santos, Rúben Pinto, Carlos Lopes, Fábio Lopes

Encenação e coreografias: Ana Luísa Queirós
Cenografia e Figurinos: Cristina Soares e Fátima Araújo
Som: Rui Sampaio

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vemos, ouvimos e lemos - não podemos ignorar!

Eu bem gostaria de tecer uma crónica feliz, que transmitisse alegria e esperança, que é sempre a última a morrer.
Porém, só um desmiolado ou um lunático que não tenha minimamente os pés assentes na terra pode, nos dias de hoje, sentir-se despreocupado, como se apenas houvesse tranquila primavera em seu redor.
É evidente que nem tudo é negativo. Temos excelentes artistas, escritores e homens de cultura a “dar cartas” no estrangeiro, levando bem longe o nome e a identidade mais intrínseca e valiosa deste país. Possuímos um escol de cientistas, a trabalhar cá dentro e lá fora, nos melhores laboratórios e que deveriam ser o nosso colectivo orgulho, pelo seu produtivo trabalho, pelas suas relevantes descobertas, que contribuem fortemente para a melhoria do bem estar e da qualidade de vida dos cidadãos, nas áreas da saúde, da biologia, da química e de tantas outras. Temos também os melhores desportistas europeus e mundiais, quer atletas, quer treinadores, que pontificam nas mais sonantes equipas das diferentes modalidades, em especial no futebol. E temos equipas de topo no futebol europeu, para já não falar na selecção nacional, que tem feito nos últimos anos uma carreira internacional digna de relevo.
E temos um bom povo. Homens e mulheres maravilhosos que se esforçam por conseguir um quotidiano digno, trabalhador, corajoso, aplicado. Um povo sofredor, que faz das tripas coração para aguentar cada vez mais mês no fim dos seus ordenados. Um povo que se queixa da carestia da vida e da ausência de fundos, mas que, pelo Carnaval, pela Páscoa ou pelas férias grandes, sobrelota os Algarves de aquém e de além-mar, como se não houvesse amanhã. E “veste-se” de bons carros, telemóveis topo de gama, computadores com ligação à Internet.
Um povo de brandos costumes, que aguenta, com cara alegre, as agruras do dia a dia.
Mas é impossível não estar inquieto e desassossegado com a situação do país. Como diz a canção, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”.
E o que vemos é uma crise económica, financeira e mental de contornos inusitados, um desemprego galopante, um aumento do custo de vida incontornável. Basta atentar no constante agravamento do preço dos combustíveis para se ter uma ideia de onde é que “isto” vai parar. E ainda ontem um diário confirmava que “patrões despedem 362 pessoas por dia”, o que não deixa de ser aterrador.
Temos por cá a “troika” do FMI, CE e BCE, que nos vai tratar da saúde, passando um atestado de incompetência e de menoridade aos nossos políticos que não conseguiram entender-se para resolver internamente a delicada situação. É uma vergonha. Agora, fala-se que o subsídio de férias dos trabalhadores pode ser “convertido” em certificados de aforro, como se diz que o 14º mês dos reformados também será retirado, acabando benefícios e isenções fiscais. Como se noticia que estão em risco os milhões de euros que podem tirar Portugal da bancarrota, se a Finlândia não quiser participar na “ajuda” (?) ao nosso país.
Entretanto, saúda-se vivamente o apelo uníssono dos presidentes da República do pós-25 de Abril, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva, no sentido do fortalecimento de uma solução maioritária e forte a sair das próximas eleições. O país exige um governo de amplo apoio parlamentar, não certamente uma “união nacional”, como graceja Passos, mas um parlamento e um executivo que signifiquem uma ampla concertação democrática. O que o primeiro presidente eleito da democracia, Ramalho Eanes, sintetizou, ao defender que o próximo executivo deve ser de “amplo espectro político-partidário e social, aberto aos valores da sociedade civil e que desenhe, estabeleça e consensualize, o mais possível, um grande propósito nacional, popularmente mobilizador”.
São de louvar, assim, todos os esforços no sentido de que o ambiente politico se apazigúe, se esbatam os confrontos estúpidos, estéreis e inúteis, se abandone a guerrilha verbal tão do agrado de alguns, se reforcem as pontes de entendimento entre os principais partidos.
Como apelou Mário Soares, em 25 de Abril, impõe-se “a necessidade crucial de que os portugueses se unam ao redor das grandes reformas necessárias para assegurar um futuro melhor para todos e que os partidos e os parceiros sociais dialoguem, independentemente das divergências ideológicas que os separam”.
O momento é de elevada gravidade, e de excepção. Por isso, exige medidas e esforços de excepção, para que possamos sair do impasse e voltar às vias de desenvolvimento colectivo!
E deixemo-nos da estéril crispação, de contornos meramente políticos e para media consumir, porque os portugueses estão fartos dos malabarismos verbais que os líderes dos principais partidos se vão arremessando mutuamente. Eles querem é manter ou conquistar o poleiro, enquanto os cidadãos pretendem é que a vida corra e que os deixem em paz!...

(Artigo publicado no Correio do Minho de 02 de Maio 2011)

domingo, 1 de maio de 2011

Poema ao Trabalhador


Em Maio, a terra se revolve em sementes,               
Por tuas mãos calosas,
E logo serão frutos, cálices, rosas
Como se de um gesto de anjo
Florescessem auroras
Ou anoitecessem poentes

Em Maio, é de oiro o trabalho
Multiplicadas as mãos, ao sabor
Dos arados e das leiras em redor
As asas volitando em enérgico
Voo, por sobre os ninhos
E o perfume eterno do orvalho

Em Maio, há mãos como em Abril
Os cravos vermelhos renasceram
E os olhos o futuro devolveram
Como campos de trigo para lavrar
Como livros de cristal por descobrir
Em páginas de magia e de luar

São de Maio ou de Setembro
As tuas mãos de fada, de flor as mãos
Que tecem rios de luz, eiras de grãos
Ao ritmo das horas de sol a pino
As rolas nos pinhais a debruar
O canto e o corpo do seu destino

Em Maio, não há mais beijo que o pudor
Verde mais puro que o das maçãs
Que as mãos desenham pelas manhãs
Na música líquida por sob as pontes
Que é de ferro a vontade, a alma de aço
De veludo o coração trabalhador

sábado, 30 de abril de 2011

“Cinderela” – musical em patins sexta-feira no Multiusos de Fafe

Esta sexta-feira, 6 de Maio, acontece um excelente espectáculo para o público escolar, no Pavilhão Multiusos de Fafe. Chama-se “Cinderela” e é um musical em patins, desenvolvido pelo “palco partilhado”, a partir de um conto de Charles Perrault, com o apoio do município fafense.
Esta peça conta a história de uma dócil e formosa donzela, de nome Cinderela, que vivia com a sua detestável madrasta e duas mesquinhas meias-irmãs. Na ausência do pai, a madrasta atribui-lhe mil e uma tarefa, tratando-a como escrava. Certo dia, o príncipe do reino oferece um baile, ao qual Cinderela vai, trajada de forma irreconhecível, conquistando o coração do herdeiro.
Uma vez mais, conjugando várias formas de representação com a beleza da patinagem, a magia e a fantasia levar-te-ão a um mundo onde o sonho se pode transformar em realidade.
Um espectáculo único e fascinante, proporcionado por patinadores e actores profissionais, entre os quais se destacam Patrícia Candoso, Amílcar Azenha e Camilo Reis.






FICHA TÉCNICA

Direcção Técnica: Frederico Sá
Produção: Frederico Sá e Diana Caetano
Adaptação e encenação: Miguel Coelho
Coreografia: Frederico Bernardo
Cenografia: Rendilogo
Figurinos e Adereços: Paula Pires
Duração: 75 minutos (sem intervalo)
Classificação: M/4
Baseado na História: Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Charles Perrault)


sexta-feira, 29 de abril de 2011

De Portugal a Porto Seguro

        
De Portugal partiram as caravelas
Sulcando oceanos e marés
Vencendo medos e distâncias
Enfrentando procelas
De Portugal partiu Cabral
E a coragem indómita de Quinhentos
Entre azul de céu
E azul de mar
Se navegou e rezou e morreu
Para que o Mundo encontrasse
Em fogo e dor, esplendor e sofrimentos
O rosto universal que é hoje o seu

A Porto Seguro arribou enfim
Porto de abrigo, regaço amigo
A nau de Álvares Cabral
Ao paraíso terrestre
Praias de musas, corações abertos
Gente boa
Povo irmão, puro e gentil
E com ele e por ele Portugal
Deixou Lisboa
           
E se fez Brasil



NB: Há exactamente oito dias, comemorou-se o dia da luso-brasilidade, o 22 de Abril, data da chegada da destemida armada de Pedro Álvares Cabral às cercanias de Porto Seguro, no nordeste brasileiro, nos idos de 1500.
Fafe mantém, como é sabido, fortes ligações ao Brasil desde o século XIX e a Porto Seguro, em concreto, desde há mais de duas décadas, por virtude da construção da Casa da Cultura Portuguesa daquela cidade, obra do município de Fafe, através do comendador fafense António Fernandes de Barros.
Na Casa da Cultura de Fafe está patente uma exposição de obras do pintor Luís Gonzaga que evoca a ligação de Fafe ao Brasil, através da figuração em óleo dos mais famosos emigrantes fafenses que lá fizeram fortuna e deixaram imensos legados materiais pela cidade e diversas aguarelas (como a que ilustra este post) sobre temas “brasilianos”. Uma exposição a ver até 13 de Maio.
Resolvi homenagear a efeméride com este poema que fala da viagem e do encontro dos dois povos amigos e irmãos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bombeiros Voluntários de Fafe festejam domingo 121 anos de vida

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe comemora este domingo, 1 de Maio, os 121 anos da sua fundação, ocorrida em 21 de Abril de 1890.
A comemoração, que não se realizou no passado fim-de-semana, como seria normal, em virtude da ocorrência das festividades pascais, arranca pelas 7h00 da manhã com a alvorada e continua uma hora depois com a deposição de uma coroa de flores na base do Monumento ao Bombeiro.
Segue-se a visita de saudade aos cemitérios de S. Clemente de Silvares, onde repousam os restos mortais do ex-presidente Humberto Gonçalves; de Moreira do Rei, onde repousa o fundador da corporação, João Crisóstomo; e de Fafe, ao mausoléu da corporação.
Pelas 10h30, realiza-se a sessão de cumprimentos às autoridades municipais, nos Paços do Concelho e, meia hora depois, tem lugar a missa campal no parque de viaturas do quartel.
No final da cerimónia, realiza-se a imposição de medalhas a bombeiros voluntários, a bênção de viaturas e a mostra de equipamentos individuais dos “soldados da paz”.
Além da direcção e dos corpos gerentes da associação, confirmaram já a sua presença nas cerimónias um representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Braga, o Comandante Operacional Distrital, representantes de outras corporações do distrito, o presidente da Câmara de Fafe e o Comandante Operacional Municipal.

domingo, 24 de abril de 2011

Abril em mim, Abril em ti

 
De súbito, abriram os diques
longamente represados
era Abril

Soltaram-se as asas
as gaivotas voaram, voaram
renasceu em cravos vermelhos
todo um país
                 de mãos dadas

Abril em mim
Abril em ti
Abril em todos nós

Abril dos sonhos
para inventar
como quem tece de veludo
o irreprimível futuro
Ou alvorece feliz
na alegria das maçãs

As torrentes da liberdade
abriram em Abril
e fomos na aventura
à procura dos corações
no imenso mar das papoilas
as almas quentes da primavera
as palavras solidárias
para semear
                  a nova era

Ainda lá não chegámos?
Abril é ainda longe
se bem que ao alcance da mão?

Abril em mim
Abril em ti
Abril em todos nós

Ou a utopia fantástica
de um povo em transe
que todos os dias se cumpre
e recomeça
na música de um destino
urgente
que tem um nome: Portugal