quarta-feira, 8 de junho de 2011

Município de Fafe relança Prémio de História Local

O Município de Fafe, visando continuar a estimular a pesquisa e investigação em torno da sua identidade, no passado e nas suas diferentes perspectivas, acaba de instituir, pela décima vez, o Prémio de História Local “Câmara Municipal de Fafe “.
Artur Magalhães Leite (à esquerda) recebeu a mais recente edição do prémio, em 25 de Abril último, das mãos do Vereador Pompeu Martins
Podem concorrer ao Prémio de História Local todos os que o pretendam, residam ou não no concelho, com trabalhos originais e inéditos sobre um ou vários aspectos da história de Fafe, a nível administrativo, politico, económico, social, cultural, artístico, religioso ou outro (s).
Segundo o regulamento há pouco aprovado pelo Executivo, na avaliação dos trabalhos serão ponderados aspectos como a utilização privilegiada das fontes primárias, a valorização da originalidade e actualidade dos temas, a clareza e correcção da linguagem, a coerência global e a apresentação formal.
Os trabalhos concorrentes terão de ser escritos em português, com o mínimo de 30 páginas.
O Prémio tem o valor pecuniário de 1 000 € e galardoará apenas o melhor trabalho concorrente. A Câmara garantirá, além disso, a publicação da obra vencedora na revista Dom Fafes.
Para efeitos de atribuição do Prémio, será nomeado um Júri constituído por um conjunto de três personalidades idóneas a indicar oportunamente pela autarquia.
Os interessados em concorrer devem remeter quatro exemplares do seu trabalho, dactilografado em folhas de formato A4, a 2 espaços, para Casa Municipal de Cultura de Fafe (Prémio de História Local) – Rua Major Miguel Ferreira – 4820-276 Fafe. Cada concorrente apenas pode remeter um trabalho.
O prazo de recepção das obras concorrentes decorre até ao dia 31 de Março de 2012, ocorrendo a entrega ao prémio ao autor da obra vencedora em 25 de Abril seguinte.
De recordar que a anterior edição do prémio (entregue no passado dia 25 de Abril) galardoou o investigador fafense, Artur Magalhães Leite, pelo seu trabalho O Ensino em Fafe durante a Primeira República.

Foto: Manuel Meira Correia

terça-feira, 7 de junho de 2011

Município de Fafe volta a instituir o Prémio Dr. Maximino de Matos na área da medicina

A Câmara Municipal de Fafe deliberou voltar a instituir o Prémio Dr. Maximino de Matos, edição de 2011, cujo prazo de candidaturas decorre até ao final do ano em curso.

Joana Isabel Silva, a mais recente vencedora do Prémio Maximino de Matos

Com o patrocínio da autarquia e em cumprimento do legado deixado por D. Laura Summavielle Soares de Matos, o Prémio Dr. Maximino de Matos tem como objectivo galardoar anualmente o aluno do concelho que melhor classificação obtenha no mestrado em medicina.
Podem concorrer ao Prémio, no valor de 750 Euros, os recém mestrados de qualquer dos ramos das diversas Faculdades e Institutos do País que ministram Cursos Superiores de Medicina, desde que comprovem o seu nascimento ou residência há mais de um ano no concelho de Fafe.
O Prémio é entregue ao contemplado no dia 25 de Abril do próximo ano, no âmbito das comemorações do "Dia da Liberdade".
Recorde-se que a mais recente vencedora deste prémio (entre no passado dia 25 de Abril) foi a jovem médica Joana Isabel Ribeiro da Silva, natural da freguesia de Serafão, deste concelho. Curiosamente, a terra de nascimento e de repouso eterno do "médico dos pobres", o saudoso Dr. Maximino de Matos.

Junta-se o regulamento respectivo:

PRÉMIO DR. MAXIMINO DE MATOS 2011


ARTIGO 1º – Com o patrocínio da Câmara Municipal de Fafe e em cumprimento do legado deixado por D. Laura Summavielle Soares de Matos, é novamente instituído, em memória do seu marido, o Prémio Dr. Maximino de Matos com o objectivo de premiar anualmente o aluno que melhor classificação obtenha na licenciatura em medicina.

ARTIGO 2º – Podem concorrer ao Prémio, no valor de 750 Euros líquidos, os recém-mestrados de qualquer dos ramos das diversas Faculdades e Institutos do País que ministram Cursos Superiores de Medicina, desde que comprovem o seu nascimento ou residência há mais de um ano no concelho de Fafe.

ARTIGO 3º – Os concorrentes devem apresentar as respectivas candidaturas até 31 de Dezembro, impreterivelmente, em requerimento adequado, em que anexam certidão comprovativa da conclusão do curso, com indicação da média aritmética final ponderada, calculada até às milésimas, bem como certificado de residência no concelho para:
                            Casa Municipal de Cultura
                            Prémio Dr. Maximino de Matos
                            Rua Major Miguel Ferreira
                            4820-276 FAFE

§ 1º - Em caso de igualdade da média final, o Prémio será atribuído ao concorrente comprovadamente natural e residente no concelho de Fafe.
§ 2º - Se, ainda, prevalecer a igualdade, o Prémio será atribuído ao concorrente mais novo.

ARTIGO 4º – O Prémio será entregue ao contemplado no dia 25 de Abril seguinte ao ano a que respeita, no âmbito das comemorações do "Dia da Liberdade".

ARTIGO 5º – Funciona como Júri, para efeitos de aplicação do presente Regulamento, o Executivo Camarário, que será soberano nas suas deliberações.

ARTIGO 6º – Declara-se aberto o prazo de apresentação de candidaturas para o ano em curso, que vigorará até ao dia 31 de Dezembro de 2011. 

Foto: Manuel Meira Correia
       

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Portugal engrenou a mudança!...

A direita acaba de triunfar em Portugal. O PSD e o CDS-PP, juntos, passam a deter a maioria dos assentos no Parlamento. Questão de legitimidade eleitoral. Passo Coelho será o próximo primeiro-ministro, que terá como vice Paulo Portas, com toda a certeza.  
Em democracia, felicitam-se os vencedores e respeitam-se os resultados. Porque se assume que o povo é sempre sábio, sobretudo quando vota no sentido que nós gostamos.
José Sócrates foi o grande derrotado deste sufrágio, pagando a factura de seis anos de uma governação controversa: os quatro primeiros anos de uma incomensurável arrogância e os dois últimos tentando afrontar uma inultrapassável crise económica, começada nos Estados Unidos e que o haveria de arrastar para o abismo. Como consequência do desaire, e num discurso de enorme dignidade política, acabou por apresentar, louvavelmente, a sua demissão de secretário-geral do Partido Socialista., para o qual havia sido eleito, pouco menos que por unanimidade, há dois ou três meses. Mas a política é assim… Por culpa própria e por contingências da crise internacional, foi apeado do poder pela maioria dos eleitores. A avaliação negativa da sua acção governativa por parte do eleitorado não deixa margem para qualquer dúvida, como se verifica pelos resultados deste domingo...
A partir de agora o xadrez político em Portugal vai alterar-se profundamente. O PSD regressa ao poder, coligado com os populares e Sócrates desaparece da cena pública.
Os “ovos” da política acabam de ficar todos no mesmo saco: o parlamento, o governo, a presidência.
A partir de agora não há desculpas, nem evasivas, nem justificações. Não há condicionamentos políticos.
Não pode haver as habituais lengalengas da “pesada herança” para a incapacidade de cumprir um programa eleitoral, ainda que a acção governativa vá ser fortemente condicionada pelos compromissos decorrentes do memorando internacional que o PSD e o CDS assinaram (e muito bem), sem pestanejar.
A partir de agora, terá de haver trabalho, responsabilidade, respeito, sem o costumeiro “revanchismo”.
Para quem passou a campanha a encher a boca de que vamos sair do fundo e que não será necessário pedir mais sacrifícios aos portugueses que os previstos no memorando do triunvirato, estamos aqui para ver, e para avaliar.
E, sobretudo, desejar que o famigerado "Estado Social" não seja de facto desmantelado, para bem de alguns milhões de portugueses de mais débeis recursos financeiros!...
Enfim, a democracia tem essa vantagem sobre as ditaduras: periodicamente, o sábio povo pode mudar as lideranças, os programas e os governos. E ainda bem!...
Mais três notas: a primeira para lamentar a elevadíssima abstenção registada nestas eleições e que não é justificável, para lá de se saber que há um imenso rol de  eleitores-fantasma, que cumpre eliminar dos cadernos eleitorais e que acabam por desvirtuar os números; a segunda para referir que o Bloco de Esquerda começa a ser reduzido à sua real dimensão de "cavalgador de descontentamentos" e não de partido responsável (desceu para metade dos seus deputados), devendo por em causa a sua liderança; e, por fim, sublinhar que no concelho de Fafe quem venceu  foi o Partido Socialista, o que não deixa de se relevar.

Uma grande noite em torno de Zeca Afonso

A noite deste sábado, 4 de Junho, foi de grande e inolvidável festa em torno do imortal Zeca Afonso, no Teatro-Cinema de Fafe. A concorrência foi feroz, com um jogo da selecção à mesma hora (e será altura de os responsáveis federativos, se é que têm um mínimo de sensibilidade para as questões culturais, deixarem de agendar jogos para as 21h00, prejudicando as casas de espectáculos de todo o país, quando, por exemplo, as competições europeias começam sempre pelas 19h45...), mas mesmo assim a sala esteve composta. Sobretudo de uma imensa alegria, muita festa e a melhor homenagem que se pode fazer ao magistral inventor da canção popular e combativa, José Afonso, que é cantar e manter vivas as largas dezenas de canções e baladas que nos legou e que constituem marca indissociável da identidade cultural portuguesa contemporânea.

Aqui ficam três imagens do excelente espectáculo (o adjectivo é de quem teve o privilégio de a ele assistir...), da autoria do amigo e colaborador deste blogue, o fotógrafo Manuel Meira Correia.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eutanásia: um debate que não deve ter preconceitos

A conhecida actriz portuguesa Lia Gama afirmou, recentemente, numa revista, que é “completamente a favor da eutanásia”. Sustentou que “não há direito de prolongar a vida de uma pessoa que não tem vida, que está imobilizada numa cama, com doenças terminais”.
Vem a propósito referir que tive a oportunidade, há uns dias, de participar num debate sobre esta matéria, promovido por cinco alunos da turma 12ºB da Escola Secundária e no qual interveio também o Padre José Peixoto Lopes, com posições muito abertas e que em muitos casos se aproximavam das que defendi.

Seguem-se algumas notas que deixei no aludido debate:
       
- Comecei por felicitar o grupo de alunos que organizou este debate sobre temas tão polémicos, fracturantes, inquietantes como a eutanásia, o testamento vital, etc.
- Partilhei as minhas dúvidas, as minhas hesitações, até a minha incomodidade perante estes temas
- Eu não sei exactamente se sou a favor, ou contra, ou antes pelo contrário. Não me sinto muito à vontade perante estes temas, que não fazem parte das minhas inquietações diárias
- Tenho uma opinião, como toda a gente. Apenas teórica, porque nunca se me colocou nenhuma situação daquele teor. Nalguns casos, pouco convicta.
Respeito escrupulosamente quem tem opinião contrária.
- Neste universo não há verdades absolutas, certezas de qualquer espécie.
Há uma dor de estômago quando se tem de encarar aquela situação
- Há conceitos e preconceitos, muitas vezes ditados por fundamentos religiosos, por alegadas razões médicas ou até por alguma ignorância – que todos temos.
- Falar destas coisas é entrar no campo das consciências, do que é mais íntimo e sagrado em cada um de nós.
- As decisões nestes campos – a favor ou contra – são absolutamente legítimas, devem ser respeitadas até ao fim, quando a pessoa que as toma está no uso da plenitude das suas capacidades intelectuais
- Entendo a eutanásia como meio de atalhar o sofrimento de vítimas de doenças incuráveis ou terminais
- Há quem lhe chame “morte bonita”, “morte feliz”, “direito a morrer com dignidade”; “suicídio assistido” ou “morte voluntária”.
- O sofrimento e a dor humanas são algo que me choca e me aterroriza. E julgo que não há razão para prolongar o sofrimento quando se esgota a esperança de uma vida com alguma consciência e a mínima qualidade.
- Não entendo que seja humano perpetuar uma vida vegetativa (distanásia), em nome de princípios que podem não ser os mais correctos .
- Entendo que um paciente, no uso das suas faculdades intelectuais, tem todo o direito a escolher o seu futuro. Por muito que nos custe, temos de respeitar.
- Algumas vezes, perante um caso terminal ou irreversível, pesa mais o egoísmo da família, do que o interesse ou o direito do doente.

- Há ainda uma realidade nova em Portugal que é o testamento vital, aprovado no Parlamento em 28 de Maio de 2009, vai fazer agora dois anos, com os votos do Partido Socialista e Partido Comunista Português, a abstenção do Bloco de Esquerda e o voto contra do PSD, do CDS-PP e de uma deputada socialista.

Um testamento vital é um documento em que consta uma declaração antecipada de vontade, que alguém pode assinar quando se encontra numa situação de lucidez mental para que a sua vontade, então declarada, seja levada em linha de conta quando, em virtude de uma doença, já não lhe seja possível exprimir livre e conscientemente a sua vontade.

- O que se assegura através destes documentos é a "morte digna", no que se refere à assistência e ao tratamento médico a que será submetido um paciente, que se encontra em condição física ou mental incurável ou irreversível, e sem expectativas de cura.
- No fundo, do que se trata é um cidadão poder pré-determinar se quer ou não que os médicos prolonguem artificialmente a sua vida naquelas condições.

- Em resumo, uma nota final:
Ninguém diga que a sua opinião sobre estas matérias é sagrada, definitiva e irretorquível.
Por mim, sinto-me mais incomodado que feliz, porque sobram as dúvidas, as inquietações, o desassossego, o terreno movediço, e falham as certezas que dão cor à vida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A juventude está louca. Mas não só a juventude…

JN, 31 de Maio 2011, p. 31
1. Nos últimos dias, têm vindo ao conhecimento do público alguns casos de violência registados no nosso país e que arrepiam, pelo grau de crueldade, perversidade e de falta de respeito que evidenciam notoriamente.
Dá ideia que os valores humanos, ou o simples respeito pela vida humana, não têm nenhum significado para alguma juventude, que não denota nenhum lugar para a alma, ou para essa coisa bela chamada coração. Só pode ser gente sem futuro, sem sentimentos, sem educação, sem escola, sem lugar numa sociedade civilizada.
Falamos de duas jovens de 15 e 16 anos que agrediram selvaticamente uma adolescente de 13 a pontapé e a tudo o mais que a internet mostrou, porque o propósito, ao que se ouve, era a violência gratuita, a barbárie em estado puro, para colocar o apetecível e bombástico “produto” no youtube. Um cadastrado de 18 anos filmou tudo e dois ou três energúmenos assistiram impavidamente, ou até entusiasticamente, como parece ser o caso, sem prestarem auxílio à vítima.
Depois, foi o caso de uma parvalhona de 17 anos que agrediu com inúmeros golpes de x-acto uma miúda de 14 anos, por motivos fúteis, ainda não totalmente esclarecidos.
Ainda bem que a justiça foi célere e engavetou rapidamente os principais suspeitos, que ficaram em prisão preventiva, numa decisão que a sociedade aplaude com ambas as mãos.
É claro que se trata de jovens e que deveriam, ou poderiam, merecer uma mão mais benévola da justiça. Mas a justiça também tem de ser pedagógica e exemplar, para que outros da mesma igualha vejam refreados os seus ímpetos de violência sem sentido.
São dois episódios lamentáveis que ferem as consciências dos portugueses, pelo absurdo que os reveste e que todos consideram inadmissíveis e intoleráveis numa sociedade evoluída e respeitadora do próximo.
É caso para afirmar que a juventude está louca, embora, obviamente, não se possa generalizar. Há milhares e milhares de jovens que não se revêem nestas práticas criminosas e que levam uma vida perfeitamente normal, para a sua idade.

2. Mas parece que não é só a juventude, ou alguma juventude, que está louca. Também há personagens proeminentes na área da justiça que não estão melhores. Por exemplo, o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, que não se caracteriza propriamente pela sensatez, pela justa medida, pela moderação. A propósito da decisão dos juízes que aplicaram a prisão preventiva aos jovens agressores, nos dois casos referidos acima, o bastonário falou em decisões “medievais” e em que a justiça “não deve ser a da vontade do juiz” mas da lei. “Pessoas que não formaram a sua personalidade totalmente não deveriam ser metidas na prisão, que é uma escola de criminalidade e não de civismo e de cidadania” – afirmou Marinho e Pinto ao JN. De acordo, mas teremos que acrescentar: as ditas “pessoas que não formaram a sua personalidade totalmente”, de 16, 17 ou 18 anos, sabem perfeitamente o que fazem, sabem distinguir o bem do mal, sabem o que devem e o que não devem fazer. E sabem, ou devem saber, por isso, que cometer um crime, pode ter como consequência uma prisão preventiva, ou até uma condenação a passar meses ou anos numa prisão.
Com o seu pensamento paternalista e desculpabilizador, Marinho e Pinto não contribui em nada para que os jovens adquiram noções de civismo e de cidadania. Para ele, tenham 16 ou 18 anos, continuam seres menores, inimputáveis em relação ao que fazem, ou deixam de fazer. Desculpe o bastonário, mas está ultrapassadíssimo: os jovens hoje sabem mais que a Lúcia, passe o plebeísmo de que tanto gosta. E sabendo-o, e actuando em conformidade, têm de ser justamente responsabilizados pelos seus actos, sejam quais forem.
É do sentido de responsabilidade que estamos a falar: jovens daquela idade não são crianças, não têm apenas direitos e por isso a sociedade terá de os obrigar a assumir os deveres e os encargos de cidadania respectivos.
Uma última nota: gostaria de saber a opinião, ou melhor, o sentimento do douto bastonário, sempre muito preocupado em enfrentar os juízes, se as jovens agredidas fossem suas filhas, ou netas. Será que estaria preocupado em que as prisões fossem “escolas de criminalidade”? Ou pediria a justiça que os pais das ofendidas e a sociedade reclamam?
Sejamos razoáveis!...

Zeca Afonso vai ser revisitado no Teatro-Cinema de Fafe este sábado à noite


TRIBUTO A JOSÉ AFONSO – GRANDOLA VILA MORENA
Grupo “Canto Daqui”
Grupo “Sopros do Zeca”
Coro da Associação de Pais do Conservatório Calouste Gulbenkian

Sábado, 21h30
Preço: 3 €
Duração: 90’
Classificação: M/3

A programação do Teatro-Cinema de Fafe inclui este sábado à noite, 4 de Junho, um magnífico concerto de tributo a Zeca Afonso, figura central do movimento de renovação da música portuguesa nos anos 60 e 70.
Neste espectáculo, participam os grupos “Canto Daqui”, “Sopros de Zeca” e o Coro da Associação de Pais do Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, para além de outros músicos e solistas convidados.
O espectáculo tem a duração de hora e meia e arranca com a projecção de filme sobre Zeca Afonso, seguindo-se a intervenção dos vários grupos participantes a interpretar temas como “Menino do Bairro Negro”, “Traz outro amigo também”, “O que faz falta”, “Verdes são os Campos”, “A morte saiu à rua”, “Natal dos Simples”, “Canção de Embalar”, “Canto Moço”, “Coro da Primavera”, “Venham mais cinco” e, obviamente, naturalmente, para encerrar, o grande hino da Liberdade, “Grândola Vila Morena”.
Há vários anos que o grupo “Canto Daqui”, da cidade de Braga, evoca o aniversário da morte de José Afonso no dia 23 de Fevereiro, organizando um espectáculo de homenagem a este incomparável músico e compositor.
Este ano, o grupo levou este concerto de “Tributo a Zeca Afonso” à imponente sala principal do Theatro Circo de Braga num grande espectáculo com vários momentos apresentando a história e a música deste fantástico compositor e intérprete.
Neste concerto foram revisitados vários temas do vasto repertório de grande qualidade que nos deixou Zeca Afonso, apresentando novas sonoridades através da interpretação levada a cabo por várias formações.
Pelo palco passam mais de 60 elementos, integrando formações diferentes e criando um ambiente sonoro com novas abordagens muito interessantes de temas bem conhecidos do público. Nas últimas músicas estão todos em palco, criando um momento único.
A direcção musical deste concerto está a cargo do Prof. Filipe Cunha, produtor musical, professor e músico multi-instrumentista (cordas e sopros), director musical do grupo “Sons do Minho” (Viana do Castelo), membro do grupo “Tramadix” (Braga) e elemento integrante do grupo “Canto Daqui”.