terça-feira, 6 de setembro de 2011

Artista fafense Fernanda Aguiar vence Prémio de Pintura na Póvoa de Lanhoso

Artista Fernanda Aguiar
A conceituada artista fafense e nossa estremecida amiga (além de professora primária nos 1º e 2º anos de escolaridade, nos idos de 1960...) Fernanda Aguiar venceu o prémio de pintura da primeira edição do Prémio de Artes Plásticas José Augusto Távora, promovido pela Câmara da Póvoa de Lanhoso.
A obra premiada, com o título “Os Músicos”, fica agora a fazer parte do espólio artístico do vizinho município povoense.
Obra premiada: "Os Músicos"
Participaram na iniciativa 23 artistas, sendo ainda premiados Rui Maciel (desenho), Milita (técnica mista) e António Sousa (escultura). De Fafe, associaram-se ainda ao evento as artistas Délia de Carvalho e Isabel Alves.
Todas as obras concorrentes fizeram parte de uma exposição de artes plásticas que decorreu na Galeria do Theatro Club, de 13 de Agosto a 04 de Setembro.
Reagindo à atribuição do prémio de pintura, Fernanda Aguiar declarou: “Acho que receber um prémio é um incentivo para qualquer pessoa que pinte”. Ficou também a saber-se que em Dezembro próximo se realizará uma exposição individual da artista fafense no Theatro Club da Póvoa de Lanhoso.
Apesar dos anos que já leva de pintura e das diversas exposições que tem efectuado, é o primeiro prémio que a nossa artista recebe e que honra a sua forma séria de encarar a arte, galardoando o seu talento e imaginação.
Artista plástica e docente aposentada, nasceu em Fafe, em 8 de Agosto de 1935.
Embora, como sempre acontece aos artistas que despontam tardiamente, a vocação radique na infância mais luminosa, Fernanda Aguiar começou a pintar e a expor apenas quando se reformou da sua carreira profissional de docente do ensino básico.
Começou por participar em exposições colectivas, designadamente as realizadas no Hotel Comfort Inn (Fafe) e na Casa Municipal de Cultura de Fafe, com os alunos do Prof. J. J. Silva, em 1996. Desde esse ano, não mais deixou de participar nas Mostras de Artes Plásticas de Fafe que anualmente se realizam.
Integrou ainda colectivas na Galeria Municipal de Vila do Conde, Galeria Filantrópica, na Póvoa de Varzim e, desde 1999, na exposição colectiva anual do Teatro Club, da Póvoa de Lanhoso. Participou ainda na Exposição Prémio Ilustração Bicentenário Andersen (Póvoa de Lanhoso) e na I Bienal Internacional de Pintura da Fundação Rotária Portuguesa (2009). Participou em mais de uma dezena de colectivas.
A nível individual, expõe desde há uma década. Em 1998, expôs, pela primeira vez, no Hotel Comfort Inn. Em 2000, expôs na Casa Municipal de Cultura de Fafe, repetindo a sua mostra individual em 2003, 2006 e 2009, esta uma belíssima exposição em torno da arte sacra.
É hoje uma das artistas que mais evoluiu nos pontos de vista técnico e artístico. O prémio vem laurear esse trabalho.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ACF foi segundo no Torneio Cidade de Fafe

O Andebol Clube de Fafe posicionou-se em segundo lugar no Torneio Cidade de Fafe, que organizou no passado fim de semana.
No sábado, o ACF triunfou sobre o Xico Andebol por 31-29, qualificando-se assim para a final, na noite de domingo, altura em que defrontou o poderoso Águas Santas, sendo derrotado por expressivos 29-23.
Nos troféus individuais, o atleta do ACF Cláudio Mota classificou-se como o melhor marcador, com 17 golos, enquanto o guardião da equipa vencedora, António Campos, se sagrou o melhor guarda-redes do torneio.
Aqui ficam os resultados e classificação final:
 
Sábado:
ISMAI, 27 - Águas Santas, 31 e ACF, 31 - Xico Andebol, 29
 
Domingo:
ISMAI, 27 - Xico Andebol, 17 e ACF, 23 - Águias Santas, 29
 
Classificação final:
1º Lugar - Águas Santas
2º Lugar - ACF
3º Lugar - ISMAI
4º Lugar - Xico Andebol
 
Melhor marcador - Cláudio Mota (ACF - 17 golos)
Melhor guarda-redes - António Campos (Águas Santas)

Barroso da Fonte edita monumental obra sobre os 900 anos de D. Afonso Henriques

O Dr. João Barroso da Fonte, notável homem de cultura do Minho e de Trás-os-Montes, velho e estimadíssimo amigo, acaba de publicar uma monumental obra literária sob o título D. Afonso Henriques 900 Anos (1111-2011), em edição conjunta da Editora Cidade Berço e da Âncora Editora, com o apoio das três juntas de freguesia da cidade de Guimarães.
A obra impõe-se pela sua dimensão (472 páginas) e estrutura-se em torno da luta do autor pela reposição da verdade histórica: o nascimento do fundador de Portugal, D. Afonso Henriques, em Guimarães, em Julho de 1111, fez agora 900 anos.
Como se sabe, por alegada conveniência política e eleitoral, que teve a ver com as eleições autárquicas de há dois anos, sobretudo para as cidades que reivindicam o local de nascimento do primeiro monarca português (Guimarães e Viseu), mas também para a própria Presidência da República e Governo, distorceu-se a tradição e comemorou-se a data do nascimento do Rei Fundador em 2009.
Contra esse embuste histórico, Barroso da Fonte tem levado a efeito uma autêntica “cruzada”, em inúmeros jornais nos quais colabora regularmente (entre os quais o nosso Povo de Fafe) e de que este livro é o epílogo e conseguido resumo. Com ele, pretende o autor “travar excessos ficcionistas que em 2009 ridicularizaram a historiografia portuguesa, baralharam a opinião pública e adensaram, dúvidas onde elas já eram excessivas e quase irredutíveis”.
O autor, João Barroso da Fonte

Barroso da Fonte assume as incertezas e dúvidas quanto às datas de nascimento do conde D. Henrique, de D. Teresa e do filho de ambos, Afonso Henriques, numa altura distante da Idade Média da qual escasseiam os documentos e as firmezas e sobram as perplexidades e as interrogações.
Como bem refere o autor, ao longo destes nove séculos sempre essas dúvidas relacionadas com Afonso Henriques foram supridas pela Tradição, recordando que em 1911 (e não em 1909) se comemoraram os oitocentos anos do nascimento do Rei Fundador, que nasceu do casamento (1096) entre os primeiros titulares do Condado Portucalense. Muito provavelmente, aí terá nascido em 25 de Julho de 1111, sendo baptizado na Capela de S. Miguel do Castelo. Em 24 de Junho de 1128 bateu-se contra a mãe e os seus apoiantes na Batalha de S. Mamede, em Guimarães. Consagrado rei em 1143, após a batalha de Ourique (1139), só em 1179 o Papa Alexandre III confirmou o título de rei e a independência do reino de Portugal.
Nos últimos anos, porém têm aparecido estudos e teses dando tempos e locais diferentes para o nascimento de Afonso Henriques. Em certa altura, foi Santa Maria da Feira e há duas décadas atrás o historiador Luís Krus propôs a data de 1109 e o local Coimbra.
Entretanto, surgiu na ribalta um autor viseense chamado Armando de Almeida Fernandes que empenhou os seus últimos anos de vida a tecer a “tese de Viseu”, ou seja, defendendo que o local de nascimento do primeiro rei de Portugal foi naquela cidade beirã, em Agosto de 1109. Publicou mesmo uma polémica obra sobre essa temática, que Barroso da Fonte elege justamente como “bombo” do seu argumentário.
E ele é extenso e interessante, não sendo aqui o momento de ir mais além, por óbvia limitação do espaço.
Acrescem, além da refutação pormenorizada das teses de Almeida Fernandes, a alusão aos congressos históricos de Guimarães, a publicação de 90 crónicas inicialmente editadas no Notícias de Guimarães sob o título “Guimarães, Berço de Afonso Henriques”, e bem assim interessantes documentos para a história vimaranense, como os forais de D. Henrique e D. Afonso Henriques a Guimarães, o testamento de Mumadona, a bula Manifestis Probatum e o testamento de Afonso Henriques, entre outros.
Uma cronologia relacionada com a fundação da nacionalidade e o primeiro rei de Portugal (868-2011) enriquece a obra, que culmina com uma extensa bibliografia (12 páginas) sobre D. Afonso Henriques e o seu tempo.
Enfim, trata-se de um trabalho de enorme fôlego, que exigiu imensa paixão, enorme espírito de sacrifício e grande competência científica e literária. Pelo índice se pode aquilatar do elevadíssimo interesse da obra, que fica, a partir de agora, como um monumento e uma referência no âmbito dos estudos sobre a questão do nascimento e da vida do fundador do reino de Portugal.
As maiores felicitações ao amigo Barroso da Fonte pelo seu esplêndido trabalho!...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ACF organiza este fim de semana o Torneio Cidade de Fafe em andebol

O Andebol Clube de Fafe organiza este fim de semana, dias 3 e 4 de Setembro, mais uma edição do Torneio Cidade de Fafe, em andebol, com os jogos a serem disputados no Pavilhão Municipal.
Participam na competição, que vai ganhando foros de tradição, no começo de Setembro, além do clube organizador, o Maia-Ismai, o Águas Santas e o Xico Andebol.
O calendário dos jogos é o seguinte:

Dia 3 de Setembro (Sábado):
19h00 - Maia-Ismai x Águas Santas
21h00 - AC Fafe x  Xico Andebol

Dia 4 de Setembro (Domingo):
19h00 - Jogo para atribuição do 3º e 4º lugares
21h00 - Final
22h30 - Entrega de prémios

Passos prometeu sempre «menos sacrifícios»

Conta do primeiro-ministro no Twitter foi utilizada até às eleições, quando o PSD insistia no corte da despesa e não no aumento de impostos

A conta de Twitter que Pedro Passos Coelho utilizou antes e durante a campanha eleitoral ainda se mantém activa, pelo que é possível ver o que prometeu o actual primeiro-ministro, conforme recordou Fernanda Câncio esta sexta-feira num artigo de opinião no Diário de Notícias.
O tvi24.pt recolheu algumas das mensagens que, hoje, após quatro aumentos de impostos e pouca clarificação do lado do corte da despesa, ganham outra luz.

- «A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento»

 – «Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate»

 – «A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos»

 – «Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas»

 – «Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução»

 – «Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos»

 – «Apelo ao Governo para que seja diligente e transparente no que toca à despesa. De outra forma é o país que sofre com esta situação»

 – «Se continuássemos a empurrar os cortes na despesa com a barriga desta forma, acabaríamos o ano com mais mil milhões de euros de défice real»

 – «O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando»

 – «O aumento de impostos previsto por este Governo no documento que assinámos com a UE e o FMI é mais do que suficiente»

 – «Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português»

 – «Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos»

 – «Não podemos colocar a austeridade toda do lado das pessoas e nenhuma do lado do Estado. Foi isto que transmiti ao Governo»

 – «O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento»

 – «Mas o sacrifício das empresas e famílias não foi suficiente para equilibrar as contas públicas. O esforço tem de começar pelo próprio Estado»

 – «O Governo quer tornar mais fácil e barato despedir, mas não aceita que os jovens possam ter mais possibilidade de emprego»

 – «A receita durante estes primeiros meses só pode aumentar porque aumentámos os impostos todos. Não há milagre nenhum»

 – «Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou».

Comentário:

Estas sábias declarações foram produzidas ao longo de meses, antes das eleições, pelo mesmo personagem que actualmente as contradiz de forma vergonhosa e escandalosa. Só pode ser por manifesta incompetência. Porque se tinha a receita para os males do país e fartou-se de alertar o governo de José Sócrates, tinha agora a hipótese de a aplicar: respeitando os portugueses, pedindo menos sacrifícios aos contribuintes, não aumentando despudoradamente os impostos dos rendimentos do trabalho, não cortando salários, não roubando metade do 13º mês, fazendo os ricos também pagar (que é o que mais lhe custa fazer, vá-se lá saber porquê…), cortando nas gorduras do Estado (o que só lá para a frente, quando Deus quiser…), enfim, não colocando o país “a pão e água por precaução”, como ele bem dizia, quando não tinha qualquer poder, a não ser o da língua.
Não sendo mais “troikista” que a “troika”, como está a ser...
Repete-se o mais relevante do “breviário passoscoelhiano”, antes das eleições, para o podermos confrontar com a desvergonha destes dois meses de governação, numa autêntica corrida aos recordes de quem mais taxa e desgraça os portugueses no menor lapso temporal.
Na verdade, como vem recorda Passos Coelhos, por antecipação, este “é um governo faz de conta”.

Repete-se:

- Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos;

- Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução;

- Apelo ao Governo para que seja diligente e transparente no que toca à despesa. De outra forma é o país que sofre com esta situação;

– O aumento de impostos previsto por este Governo no documento que assinámos com a UE e o FMI é mais do que suficiente;

 – Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português;

– Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos;

 – Não podemos colocar a austeridade toda do lado das pessoas e nenhuma do lado do Estado;

– A receita durante estes primeiros meses só pode aumentar porque aumentámos os impostos todos. Não há milagre nenhum;

 – Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.

O regresso à mais dura realidade!

E pronto, as férias foi um ar que lhes deu, para quem a elas teve acesso, obviamente! São sempre bem vindas, como é consabido, sempre necessárias e imprescindíveis a quem trabalha, ou estuda, para desanuviar da rotina do quotidiano, por uma questão de saúde mental e para permitir fazer o que durante o ano não se consegue, a atracção da família e dos amigos, num ambiente descontraído, de total disponibilidade de afectos, de tempo e de ócio, que contrasta com o negócio e a usura que caracterizam o resto do ano.
Nestes dias de festa – todos os dias de férias são domingo -  tentamos esquecer e desculpabilizar a realidade que nos cerca, as notícias inquietantes que vamos assimilando, numa atitude de deixar para Setembro o rol de preocupações que podemos adiar. Em férias, o melhor é não pensar em nada, se possível desligar dos meios de informação (para mim, opção impossível, pois não consigo alhear-me do país e do mundo, por um dia que seja…), comer e beber, sem culpas, como se não houvesse amanhã, ler o que não temos tempo ou pachorra para fazer durante os restantes meses, sobretudo os romances e os livros de poesia que vamos protelando, à espera de melhores dias…
Findo o tempo de lazer e de descanso, voltamos à dura realidade do dia a dia, este ano especialmente penosa.
E a realidade impõe-nos um país onde a classe média tem a sobrevivência cada vez mais difícil, porque o executivo se compraz num ataque feroz e desenfreado à bolsa de quem trabalha, que já está a pagar mais a crise do que os detentores do capital. Um país onde um Governo que tomou posse há pouco mais de dois meses já aumentou os impostos por quatro vezes, apresentando-se hoje mais que fiel servidor da “troika”. Um Governo mais “troikista” do que o que manda a dita cuja. Quando subiu ao poder, em Junho, Pedro Passos Coelho recusava o aumento de impostos, como o anterior governo havia feito, alegadamente porque os portugueses já estavam saturados. Pelos vistos, as promessas caíram em saco roto e a palavra de candidato a governante vale zero, como já antevíamos. Assim, a realidade impõe-nos um governo trapaceiro e saqueador. No final de Junho, na apresentação do programa de Governo, o primeiro-ministro anunciava aos portugueses que em Dezembro terão de pagar um imposto extraordinário equivalente a metade do subsídio de Natal. Um “roubo”, como já foi muito e bem catalogado. Exactamente, no último dia de Agosto, o monocórdico e soturno ministro das Finanças (cada vez que fala, é para aumentar impostos…) veio anunciar mais acréscimos de tributos. Que, no próximo ano, os mais ricos não vão escapar ao pagamento de mais 2,5% de IRS e as empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros mais 3%.
A estas “boas novas”, que representam o Guiness das medidas mais penalizadoras dos portugueses num menor período de tempo, há que acrescentar as mexidas nas taxas do IVA que deverão entrar em vigor no próximo ano, e a subida deste imposto no gás e na electricidade que entra em vigor já em Outubro. Para quem, ainda há três meses, garantia que em caso algum iria aumentar os impostos, até que nem está nada mal… Está péssimo!
Somem-se a este descalabro social o aumento brutal dos transportes públicos que afectam milhões de pessoas, os absurdos cortes, da ordem dos 11%, nos custos operacionais dos hospitais (a “troika” apenas exigia 5%...), o que traduz a insensibilidade de um ministro tecnocrata e meramente economicista, de quem já não era de esperar outra coisa, a redução dos efectivos e o congelamento dos salários, das progressões e promoções dos funcionários públicos, entre outros. Uma cáustica austeridade que afectará a classe média até pelo menos 2014, enquanto o “subsídio solidário” dos mais ricos se estende apenas “por dois anos”, como faz    questão de referir o justo e igualitário Governo que nos coube na rifa.
Dos afamados cortes nas “gorduras do Estado”, de que Passos Coelho tanto se gabava de saber onde efectuar, zero, nicles, niente. Na melhor das hipóteses, lá para 2012. Uma desilusão colossal, como alguém a classificou, e muito bem!...
A realidade impõe-nos ainda um país em que as famílias mais pobres são obrigadas a adquirir os manuais escolares (que podem chegar aos 300 euros) e só recebem o dinheiro passados meses.
Para já não falar dos 37 mil professores que não conseguiram emprego nas escolas, colocando em situação dramática aqueles docentes, que se qualificaram para o ensino das novas gerações e vão assim engrossar a legião dos desempregados.
Para já não falar de negócios calamitosos para o país, como o desbaratamento do BPN, a operação mais ruinosa de que há memória!...
Para já não falar das previstas privatizações dos sectores estratégicos da economia nacional (energia, água, comboios, correios), ao desbarato, numa delapidação patrimonial de que não há comparação em países europeus. Só em Portugal, claro!... É fartar, vilanagem!...
Para já não falar de um país que o governo pretende assistencialista, virado para os “coitadinhos dos pobrezinhos”, para quem se fabricam toscos PES e para quem se dedicam os restos do que existe!... Como no tempo da outra senhora, de má memória!
Este Governo parece apenas ter a ciência e a competência para esbulhar os cidadãos trabalhadores, os reformados e os subsidiados. A malta do capital, coitadinha, não se toca, porque pode querer fugir com os capitais para os célebres offshores. E que fujam, os capitais, e eles, que não fazem cá falta nenhuma!... Quem não paga impostos, que vá pregar a outras paragens (à Madeira, pode ser, juntar-se aos “patriotas” que por lá ajardinam…).
A realidade impõe-nos um país irrespirável, onde apenas relevam as contas, o deve e o haver, as “troikas” e os défices. Estamos no reino da política de mercearia. Dos cortes dos rendimentos do trabalho e dos aumentos de impostos. Para os cidadãos trabalhadores e para a classe média. Os mais endinheirados, são sagrados. Nesses não se mexe, como quer Passos Coelho, e ainda ontem reafirmou, em Berlim, porque essas coisas não se asseveram cá no burgo.
As pessoas não interessam, como já se viu fartamente. São esmagadas com impostos, com cortes, com dificuldades agravadas. Por isso, não será surpresa que nos próximos meses as ruas se encham de manifestações e o ambiente social se exaspere.
É que essa coisa dos “brandos costumes” não passava de propaganda salazarista!...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meu querido mês de Agosto (12)

Acabaram as férias, vieram a chuva e o mau tempo político

Agosto acaba de dar as últimas!... Que Deus o tenha, que até foi bom tê-lo encontrado e fruído, sobretudo nas duas últimas semanas, coincidentes com as férias da família, esparramados ao sol e ao sul, que é onde se está bem, para retemperar as forças do corpo e da alma, esquecendo temporariamente o que não tem estatuto para ser lembrado.
Como é evidente, foram dias de duro trabalho para o “bronze”, aquela cor aparentemente doentia que até dá saúde, sob o sol gracioso do Algarve.
Foram dias também de saudável e prodigioso cultivo do espírito familiar, de afecto, de descoberta e convívio com antigos e novos amigos, porque nas férias dispomos de tempo e coração para os que nos são mais próximos.
Pode parecer mentira, mas este instantâneo foi tirado esta terça-feira, 30 de Agosto, ao sol do sul. Quem diria, quando estamos sob nuvens carregadas e espasmos de chuva?
Foram dias de folga, de alegria, de diversão, de ruptura com o quotidiano de todo o (restante) ano. E passaram como se fossem corcéis, sem limites no horizonte, a toda a brida!...
Foi bom mas acabou, e acabou de uma forma diria “chocante”. Ainda vínhamos para o Norte e já a arreliadora chuva nos fazia companhia, beijando o pára-brisas do automóvel, revelando as más notícias, para quem a abomina. E, já em casa, choveu como quem anuncia dias mais tristes e frescos de Outono, que não demora. Foi uma recepção desagradável, inóspita, a todos os títulos.
Meu querido mês de Agosto, de grata memória e sol ao sul (pelo menos).
Com o retorno a casa, regressam também as péssimas notícias do mundo político cá do burgo, que nos afecta a todos, com mais cortes e mais impostos, e menos vergonha governamental, mas que serão motivo para um post mais alargado e impiedoso, no começo de Setembro, que já é.