domingo, 25 de setembro de 2011

Jovem arquitecto António Póvoas editou brilhante dissertação de mestrado



Na noite da pretérita sexta-feira, 23 de Setembro, na Biblioteca Municipal de Fafe, foi feita a apresentação da obra A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial: A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe, do jovem arquitecto (25 anos) fafense António Póvoas (edição Kairos – Edições Culturais).
O livro resulta da dissertação para a obtenção do grau de mestre em arquitectura na Universidade do Minho, em 2009, e foi apresentado pelo Professor Jorge Correia, da Escola de Arquitectura daquela academia, antigo docente e orientador da dissertação.
Na mesa, estiveram ainda o responsável da Kairos, José Rui Rocha, o vereador da Cultura do município, Pompeu Martins e o signatário. Mais de três dezenas de amigos emolduraram a sala (apesar da forte concorrência do equilibrado FC Porto - SL Benfica), num evento que constituiu um excelente momento cultural para a cidade.
Foi exactamente por mim que começou a sessão. O que posso resumir, neste breve post, é que me sinto parte do livro do António Póvoas, dada a grande referência a algumas das minhas obras de investigação por parte do autor, na parte da contextualização histórica da cidade, o que me deixa imensamente feliz.
Mesa de honra da sessão
Devo salientar que acho a obra de enorme interesse para a cidade e para os fafenses, pela síntese que faz da sua evolução histórica e pelas propostas que formula para a criação de um centro histórico.
Póvoas enquadra geográfica e historicamente a cidade, detendo-se na importância dos “brasileiros de torna –viagem” para o desenvolvimento económico, social e cultural de Fafe e para a implantação de uma nova arquitectura urbana.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe.
A segunda parte da obra é, assim, uma proposta de revalorização da cidade antiga, estudando o fenómeno da reabilitação urbana do centro histórico de Guimarães e passando depois para a formulação de propostas de instituição de um centro histórico na cidade de Fafe, que preserve a mancha urbana constituída pelas “casas brasileiras”, na perspectiva, muito correcta, de “salvaguardar a sua herança histórica, os valores arquitectónicos e urbanos que permitam um melhor entendimento e compreensão da mesma”.
O autor propõe, desta forma, na sua tese, a criação de um organismo do tipo do Gabinete Técnico Local (de Guimarães) e a adopção de mecanismos que permitam definir claramente uma área de interesse patrimonial, “onde a manutenção e preservação não só dos edifícios classificados mas também do espaço público onde estes se inserem, seja uma prioridade”. O que deverá pressupor a elaboração de um regulamento especifico a aplicar à referida área e a todos os edifícios nela inseridos, visando a salvaguarda do património arquitectónico e urbano ligado aos “brasileiros” que é o que, no fundo, diferencia e singulariza a cidade de Fafe. Os “brasileiros” são, afinal, a sua identidade e, como tal, devem ser defendidos e preservados.
Fafe deve lutar por obter a sua própria marca, neste caso, a dos “brasileiros de torna viagem”. Fafe deverá vir a instituir-se como a “capital da arquitectura dos brasileiros”!
De todas estas (e de outras) ideias falaram os vários intervenientes, num serão extremamente profícuo e proveitoso para quem a ele teve o privilégio de assistir (mas que merecia muito mais gente a assistir).
Aliás, julgo que este livro contem propostas e pretextos para um bom debate sobre as questões da reabilitação urbana de Fafe, que deve interessar o poder autárquico, mas também a oposição com assento no executivo e na assembleia municipal e os particulares, detentores da grande maioria do património existente neste domínio no centro urbano.
Culmino com duas palavras: a primeira, de felicitações sentidas e profundas ao jovem arquitecto António Póvoas, por este seu excelente trabalho e pelas suas relevantes propostas de intervenção na defesa do património “brasileiro” da cidade; a segunda, de parabéns à Kairos – Edições Culturais por esta edição bibliográfica, que se segue a outras experiências na área. Aliás, a Kairos, para quem não saiba, está a revelar-se uma lufada de ar fresco na cultura local, com a promoção de interessantes concertos musicais em palcos alternativos ao Teatro-Cinema, na dinamização de iniciativas culturais diversas e na realização de oficinas, como a que realiza na próxima semana (28 e 29 de Setembro) sobre o acordo ortográfico, na Biblioteca Municipal.
A Kairos merece todo o nosso apoio, incentivo e admiração!

Fotos: Kairos

sábado, 24 de setembro de 2011

Cientista Professor Carlos Teixeira faria hoje 101 anos de idade


O Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, desta cidade, esteve em festa esta sexta-feira, evocando a passagem do 101º aniversário do seu patrono, professor catedrático, cientista eminente, principal impulsionador dos estudos geológicos em Portugal, investigador e publicista iminente, o qual nasceu em Aboim, neste concelho, em 23 de Setembro de 1910 e faleceu em Lisboa, em 07 de Junho de 1982.
É sem dúvida um dos fafenses mais ilustres de Fafe e que tem o seu nome perenizado na toponímia de diversas localidades portuguesas, o que muitos fafenses desconhecem.
O nome do Prof. Carlos Teixeira, faz parte da toponímia de Braga, de Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 25-10-1989), do Porto, Seixal (Freguesia de Fernão Ferro) e de Vieira do Minho.
  
Biografia (simplificada)

1910, 23 de Setembro - Nascimento, em Aboim, Fafe.
1922 - 1929 - Frequência dos liceus de Chaves e Braga.
1932 - 1933 - Licenciatura em Ciências Histórico Naturais, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1934 - Assistente Extraordinário de Botânica, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1937 -Naturalista do Museu e Laboratório Mineralógico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1938 - Bolseiro do I.A.C., no Instituto Geológico da Universidade de Lille.Sócio da «Société Géologique de France» de que vem a ser Vice - Presidente.
1940 - Co-fundador, no Porto, da Sociedade Geológica de Portugal.
1944 - Doutoramento em Ciências Histórico Naturais, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com a dissertação «O Antrocolítico Continental Português».
1946 - 1º Assistente na Universidade de Lisboa
1948 - Provas de agregação com «A Flora Mesozóica Portuguesa».
1950 - Professor catedrático na Universidade de Lisboa.
1952 - Eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
1955 - Sócio correspondente da Real Academia das Ciências Exactas, Físicas e Naturales de Madrid.
1956 - Director do Centro de Estudos de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1960 - Eleito sócio de cadeira da Academia de Ciências de Lisboa.
1964 - Representante de Portugal no Congresso Geológico Internacional de Copenhague.
1968 - Representante de Portugal no Congresso Geológico Internacional de Praga.
1982, 7 de Junho - Falecimento em Lisboa.

Da sua abundante bibliografia, deixam-se exarados alguns títulos: O Antracolitico Continental Português (Estratigrafia-Tectónica), Dissert. Dout. em Hist.-Nat., in Boletim da Sociedade de Geologia de Portugal, Porto, Vol. V (1-2), 1945; Notas sobre Geologia de Portugal, 1953-55;Carta Geológica de Portugal na escala 1/50 000, 1956-1975;  A Paleontologia e a origem do homem, 1967; Carta Geológica de Portugal na escala 1/1 000 000, 1968; Carta Geológica de Portugal na escala 1/500 000, 1972; Introdução à Paleobotânica, 1977; Vocabulário de Termos Geológicos Portugueses, 1978-1981; Introdução à Geologia de Portugal (em col. com F. Gonçalves), 1980 e Geologia de Portugal, 1981.

A página do Agrupamento de Escolas Carlos Teixeira (http://www.eb23-prof-carlos-teixeira.rcts.pt/) tem uma ampla gama de informações, bibliografia, documentação e imagens sobre o distinto fafense, que faria 101 anos esta sexta-feira, se fosse vivo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rita Redshoes é a atracção maior do Teatro-Cinema de Fafe em Outubro

É já conhecida a programação do Teatro-Cinema de Fafe para o mês de Outubro.
O destaque vai para o espectáculo da jovem artista Rita Redshoes (dia 8), no âmbito do projecto “Concertos Íntimos”, em que apresentará o seu segundo álbum Lights & Darks”. Rita que estará ao dispor do público fafense no dia anterior (7 de Outubro), pelas 16h30, na Sala Manoel de Oliveira.
De resto, estão previstos mais dois espectáculos musicais, no dia 1, comemorativo do Dia Mundial da Música e no dia 22, com um espectáculo único da divertida dupla de pianistas ingleses Worbey and Farrell.
Também o teatro terá dois momentos: exactamente a meio do mês, com o Teatro de Travassós a apresentar “As Mulheres de Atenas” e no dia 29, uma companhia de Lisboa desloca-se a Fafe para apresentar um excelente espectáculo, “Confissões de um Fumador de tabaco francês”.
Espectáculos de grande interesse e qualidade, para o público fafense!
O programa é o seguinte:

Dia 1 – Música
Espectáculo comemorativo do Dia Mundial da Música
Coral Santo Condestável; Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 2 €
Duração: 90’ (com intervalo)
Classificação: M/3
Coral Santo Condestável

Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe
Dia 7 – Conversa Íntima
Com a cantora Rita Redshoes
Sala Manoel de Oliveira, às 16h30
(Entrada livre)

Dia 8 – Música
Rita Redshoes “Lights & Darks”
Concertos Íntimos
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 10 €
Duração: 75’
Classificação: M/4

Dia 15 – Teatro
As Mulheres de Atenas, de Augusto Boal,
Teatro de Travassós
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 3 €
Duração: 75’
Classificação: M/12

Teatro de Travassós
Dia 22 – Música
Worbey and Farrell (Reino Unido) – Quatro Mãos Num Piano
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 5 €
Duração: 70’
Classificação: M/12

Worbey and Farrell

Dia 29 – Teatro
“Confissões de um Fumador de tabaco francês”, de Roland Dubillard
FC Produções Teatrais
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 3 €
Duração: 90’
Classificação: M/16
FC Produções Teatrais

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Grande animação em Fafe no Dia Europeu sem Carros

O Município de Fafe voltou a aderir ao Dia Europeu Sem Carros, que decorreu esta quinta-feira, 22 de Setembro, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
Entre as 07h00 da manhã e as 20h00, as principais artérias do centro urbano estiveram interditas ao trânsito (Zona Sem Trânsito Automóvel), no sentido de estimular comportamentos que prescindam do recurso aos veículos automóveis.
O objectivo foi retirar os automóveis do centro urbano, sensibilizando os cidadãos para a utilização de meios alternativos de deslocação.
O centro da cidade foi assim devolvido aos peões durante aquelas horas, servindo para os cidadãos passearem, andarem de bicicleta, de trotineta, patins, cavalos, ou veículos não poluentes.
Entretanto, ao longo do dia, reinou grande animação no centro urbano, com o apoio de diferentes instituições e organismos. A Cruz Vermelha Portuguesa montou tenda no espaço fronteiro da Caixa geral de Depósitos. O Regimento de Cavalaria nº 6 de Braga colaborou na iniciativa com actividades como slide, escalada e rapel, baptismo de cavaleiros, tiro ao alvo, percursos de orientação e mini-pista de obstáculos, tendo ainda trazido à Rua António Saldanha um carro blindado, que fez as delícias dos visitantes, sobretudo dos mais jovens.
Registaram-se ainda actividades com insufláveis, matraquilhos gigantes, futvolei, “cycling” e outras actividades lúdicas.
Largas dezenas de crianças de diversas escolas da cidade participaram nas várias actividades disponíveis ao longo do belo dia de sol e de calor que enriqueceu o evento.
Foi, sem dúvida, um dia diferente, marcado por um enorme simbolismo ambiental e lúdico e por uma panóplia de actividades abertas a quem nelas quis participar.
Aqui fica uma breve e bela reportagem fotográfica, como sempre, da autoria do fotógrafo Manuel Meira Correia.











segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe: obra de António Póvoas esta sexta-feira na Biblioteca Municipal

Na próxima sexta-feira, 23 de Setembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, será feita a apresentação da obra A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial: A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe, do jovem arquitecto fafense António Póvoas (edição Kairos – Edições Culturais)
O livro, que resulta do trabalho académico de final de curso do autor, será apresentado pelo Professor Jorge Correia, da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe.
Trata-se de um trabalho de investigação baseado na recolha e análise de várias matérias e testemunhos que contextualizam a evolução da cidade desde a sua fundação medieval, até ao presente. Será proposta uma interpretação relativa ao crescimento urbano e demográfico, em que serão abordados alguns aspectos da influência do surto emigratório para o Brasil, bem como o modo de vida do português "brasileiro". Ilustrar-se-á como esse êxodo se veio a repercutir subsequentemente nos aspectos económicos e culturais da sociedade de Fafe, muito devido ao seu carácter interventivo e filantrópico, veículo fundamental no desenvolvimento da urbe. Abordar também alguns problemas que muitos dos edifícios, materialização destas iniciativas, edifícios de grande e evidente importância histórica e arquitectónica têm vindo a enfrentar, numa descaracterização irremediável da imagem homogénea do centro.
A uma outra escala tentar-se-á contextualizar as questões relativas à forma de pensar a cidade e os centros históricos, e compreender quando, onde e de que forma os núcleos urbanos históricos de cidades, um pouco por toda a Europa, deixaram de ser alvo de intervenções que os desvirtuaram de forma negligente, passando estes centros a fazer parte das preocupações urbanísticas no século XX.

Concerto "Viagens – memórias da emigração" na Casa da Cultura de Fafe esta quinta-feira

A Kairos – Produções Culturais, em parceria com o Município de Fafe e o Museu das Migrações e das Comunidades, apresenta, esta quinta-feira, dia 22 de Setembro, pelas 21h30, na Casa Municipal de Cultura (Museu das Migrações e das Comunidades e auditório municipal), o concerto “Viagens – memórias da emigração”.
Inserida no âmbito do ciclo “outros palcos – pequenos, mas grandes concertos”, trata-se de uma viagem concerto pelos caminhos da emigração, conduzida por elementos que marcaram a nossa história. A ponte sonora a esses lugares é o acordeão de Cristiano Martins e, em participação especial, a voz de Celina Tavares.


Fafe volta a aderir ao Dia Europeu sem Carros (22 de Setembro)

O Município de Fafe volta a aderir este ano ao Dia Europeu Sem Carros, que decorre no próximo dia 22 de Setembro (quinta-feira), no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
Na Cidade sem o meu carro” é o lema da iniciativa que decorrerá ao longo do dia e visa retirar os automóveis do centro urbano, sensibilizando os cidadãos para a utilização de meios alternativos de deslocação.
Visando proporcionar uma mobilidade sustentável e amiga do ambiente, a autarquia disponibiliza o circuito de Transportes Urbanos (Linhas Vermelha e Azul) inteiramente gratuito, para que os fafenses possam aceder calmamente ao centro da cidade
Entre as 07h00 da manhã e as 20h00, as principais artérias do centro urbano estarão interditas ao trânsito (Zona Sem Trânsito Automóvel), com excepção de situações de emergência ou transportes públicos colectivos.

O centro da cidade é nesse dia devolvido aos peões. As zonas mais centrais vão servir para passear, andar de bicicleta, trotineta, patins, ou veículos não poluentes.
Entretanto, ao longo do dia vão ser levadas a cabo diversas actividades lúdicas, com o apoio de diferentes entidades e associações.
Existirão bicicletas e carros de pedal da Escola de Trânsito, insufláveis, circuito de bicicleta conciliado na Prevenção Rodoviária, exemplificação de primeiros socorros, desportos de ar livre, slide e escalada em torre, orientação, cavalos para baptismo de cavaleiros, “cycling” e outras actividades lúdicas.
As actividades estão abertas a todo o público que nelas queira participar.