domingo, 16 de outubro de 2011

Imagem do contribuinte em 2013

 Não interessa o quanto o fisco te tenha depenado...
Importante é andar sempre de cabeça erguida!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Roubalheira, dizemos nós!...

Como é que se pode sentir um trabalhador que há mais de trinta anos dá o melhor de si, laborando a horas e a desoras e a quem este governo vai furtar ainda este ano metade do 13º mês e nos próximos dois anos (pelo menos), foi hoje anunciado, vai roubar (é o termo mais meigo…) os subsídios de férias e de Natal?!...
Indignado! Revoltado! Com vontade de mandar toda esta súcia para o raio!...
Que fez este trabalhador, os outros trabalhadores e os pensionistas para merecer tamanho castigo? Onde é que ele contribuiu para o descontrolo das contas públicas? Onde é que ele gastou mais do que o que ganhou, como faz questão de estar constantemente a vociferar o presidente Cavaco, cujo consulado de dez anos como primeiro-ministro deixou demasiado a desejar para agora vir debitar sermões de arrependimento?
Onde é que ele viveu acima das suas possibilidades ao longo destes anos? Digam-me: onde?
Se muitos viveram dessa forma, castiguem-nos. Se o país viveu acima das suas posses, criminalizem mesmo quem o fez.
Comecem pelo sistema financeiro, que emprestou carradas de massa a quem não devia, por mera cupidez e ganância (e agora devia ficar sem o dinheiro…) e acabem nos políticos, que têm culpas no cartório e devem pagar com língua de palmo as asneiras que cometeram. Mas pagar mesmo, não apenas com essa retórica peganhenta da “responsabilidade política” que nada paga.
E não me venham com a treta da “troika”, porque, ao que se vê e ouve todos os dias, esta malta não se contenta com o famigerado “memorando de entendimento”. Quer sempre mais, para dar uma de “bom aluno” aos proprietários da Europa, essa cambada das Merkles e dos Sarkozys.
Cada vez que vejo o ministro Gaspar das Finanças, a tentação é esconder a carteira, porque quando ele fala é para aumentar impostos, cortar vencimentos, diminuir isenções.
Hoje, veio o Passos Coelho com as suas falinhas mansas, que não convencem ninguém, anunciar um país a caminho da depressão, sem saída airosa.
A mim não me convenceu ainda do “buraco colossal”, que era de 2 mil milhões de euros e hoje já é de 3 mil milhões. Mas, afinal, vem de onde esse “buraco”? Que o diga claramente, inequivocamente, mostrando as contas, o que ainda não fez, nem ele, nem ninguém.
Passos Coelho justificou as medidas com a necessidade de ir além do que estava «previsto no memorando de entendimento» com a troika. Hélas!...
Tão negro e injusto é o que foi hoje divulgado que até o antigo ministro das Finanças, Bagão Félix, veio afirmar que «não faz sentido que só uma parte da população seja penalizada», sendo que a medida devia ser aplicado também no sector privado. «Se a medida fosse espalhada era mais justa. Não faz sentido que só uma parte da população seja penalizada», defendeu.
Bagão Félix considerou que estes cortes são «gravosos» e que vão resultar «numa perda de poder de compra à volta de 30 por cento», o que levará a uma diminuição do consumo, com consequências graves para as empresas.
Até que alguém diz uma para a caixa, e da área da coligação que nos coube em sorte!...
No meio de todo este lamaçal em que nos colocaram, até quase sabe a música o aumento de meia hora na jornada diária de trabalho ou o corte de feriados e de “pontes”, para aumentar (alegadamente) a produtividade que ninguém sabe que coisa seja!
Porque será que os mesmos trabalhadores, em contextos diferentes, são completamente diversos: no estrangeiro, com outra organização e condições de trabalho, são excelentes; em Portugal, são uns “mandriões” para os governos e os empresários que não assumem a respectiva incompetência!...
Coitados de nós: estamos entregues à bicharada! E ainda nem chegámos à Madeira!...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Foi hoje a enterrar o artista Álvaro Oliveira Aguiar

Foi funcionário na Câmara Municipal de Fafe, durante muitos anos, desempenhando as funções de desenhador; era pintor nos tempos livres, autodidacta, de cunho realista, sendo excelente retratista. Expôs os seus trabalhos em mostras colectivas de artes plásticas realizadas na cidade.
Álvaro Aguiar foi o autor do Monumento ao 25 de Abril (imagem acima), que a Câmara edificou na Rotunda da Rua Cidade de Guimarães, sendo inaugurado em 25 de Abril de 1999, por altura das “bodas de prata” da Revolução Portuguesa.
Álvaro Aguiar, um homem bom, um homem de bem, era um grande artista, que pecou pela modéstia e por não querer dar nas vistas, se é que isso é pecado.
Participou em diversas comissões de festas do concelho e foi autor dos respectivos cartazes durante anos.
Nasceu em Fafe em 1925 e foi hoje a enterrar!
Fafe ficou mais triste e mais pobre com a sua partida para o oriente da eternidade.
Paz à sua alma, que bem a merece!
Um grande abraço de solidariedade aos seus filhos Alice e Jorge, em especial para este, meu amigo e colega de trabalho!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Teatro de Travassós apresenta “As Mulheres de Atenas” no Teatro-Cinema sábado à noite

A programação do Teatro-Cinema de Fafe prossegue este sábado à noite, 15 de Outubro, a partir das 21h30, com a actuação do Teatro de Travassós, que leva à cena a comédia “As mulheres de Atenas”, um original de Augusto Boal com adaptação de Vera Freitas.
As entradas para o espectáculo, que tem a duração de 75 minutos e se destina a maiores de 12 anos, custam 3 euros.
A peça “As mulheres de Atenas” já havia sido apresentada, com grande êxito, em Antime e em Arões S. Romão, com o apoio das Juntas de Freguesia.

Sinopse:

Num tempo em que os homens detêm o poder, em que a força prevalece sobre a razão e o domínio é tomado pelas armas, um grupo de mulheres rebela-se, usando contra os homens a arma mais implacável que possuem. 
A luta dessas mulheres tem o propósito de obrigar os homens a terminarem de guerrear e a partilharem o poder do Estado, promovendo a igualdade entre os sexos.

Ficha Técnica:

Autor: Augusto Boal
Adaptação: Vera Freitas
Encenação, Cenografia, Selecção Musical, Desenho de Som, Desenho de Luz, Desenho de Figurinos e de Adereços: Albino Sousa
Técnico de Som e Luz: Pedro Castro
Interpretação: Albino Sousa, Carlos Afonso, Isabel Rodrigues, Isabel Silva, Helena Castro, Leonel Castro, M.ª Conceição Nogueira, Maurício, Natália Fernandes, Orlando Cunha, Sérgio Cardoso, Soraia Ribeiro, Vera Freitas

Fotos (Manuel Meira Correia):






terça-feira, 11 de outubro de 2011

São Antunes apresenta o seu primeiro romance na Biblioteca Municipal de Fafe este sábado à tarde

São Antunes apresenta o seu primeiro romance com o título “A que cheiram as giestas” na Biblioteca Municipal de Fafe, este sábado à tarde, 15 de Outubro, pelas 15h30.
A autora fafense, que assim surge no panorama literário local, nasceu nesta cidade em 1952 e aqui reside. De 1954 a 1975 viveu em Luanda (Angola).
Tem os cursos de modelista e design de moda, na Academia de Artes do Porto; modelação de cerâmica e azulejaria, na Escola Soares dos Reis no Porto e de pintura e desenho, na Escola Superior Artística do Porto. Serviu a carreira da moda.
Além da sua actividade profissional, desenvolve relevante actividade artística, designadamente na área da pintura, desde os seus tempos de África, sob o pseudónimo de “Cloé”.
Fascinada por técnica mista, elabora trabalhos com gesso, areia e vidro, trocando pincéis por espátulas, permitindo rusticidade e texturas irregulares, próximas do artesanal.
Começou a expor ainda em Luanda, em 1973 e 1974.
Voltaria a expor individualmente apenas em 2000, na Biblioteca Municipal de Felgueiras e no Posto de Turismo da Praça de Santiago, em Guimarães, local este onde voltaria a mostrar os seus trabalhos em 2001, 2003, 2005 e 2007.
Cloé expôs ainda na Casa da Cultura de Penafiel (2001), Casa da Cultura de Paredes e Espaços das Artes, em S. Pedro do Sul (2002), Torre da Cadeia, de Ponte de Lima, Centro da Cultura de Mirandela e Café Óscar, em Guimarães (2003), Casa Municipal de Cultura de Fafe (2004 e 2008), Corunha (Espanha) e Junta de Freguesia de S. Lázaro, em Braga (2005) e Café Óscar, em Guimarães (2006).
Tem participado regularmente nas mostras de artes plásticas de Fafe.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Espectáculo "Pedro e o Lobo" no Teatro-Cinema de Fafe


A Câmara Municipal de Fafe promove a realização de quatro concertos pedagógicos dedicados ao público escolar do concelho, na tarde de 11 e 12 de Outubro, no Teatro-Cinema, com a apresentação da obra “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev, pela Orquestra do Norte.
A encenação é de Jorge Castro Guedes, sendo assistente de encenação e narração Linda Rodrigues.
A interpretação de personagens está a cargo dos actores Inah Santos e Mário Santos.
A direcção musical da Orquestra é do maestro Raúl Gutierrez.
O espectáculo tem uma sessão extra, aberta ao público em geral, na noite de quarta-feira, 12 de Outubro, a partir das 21h30, com entrada livre.
Composto pelo russo Sergei Prokofiev em 1936, “Pedro e o Lobo” é um conto musical para crianças, uma invulgar e melódica narração de uma história infantil feita pelos diversos instrumentos de uma orquestra.
A Orquestra do Norte decidiu reinventar a famosa obra do compositor, aportando novas linguagens artísticas que fortalecem a dualidade da música e da palavra.
Sergei Prokofiev atribuiu a determinados instrumentos da orquestra um personagem. Assim, o passarinho será interpretado pela flauta, o pato pelo oboé, o clarinete será o gato, o avô o fagote, os caçadores os tímpanos, o temível Lobo vive pelo som das trompas e as cordas serão Pedro, o corajoso menino.

domingo, 9 de outubro de 2011

Rita dos Sapatos Vermelhos encantou público fafense


Excedeu claramente as expectativas o espectáculo que a cantora Rita Redshoes protagonizou este sábado à noite no Teatro-Cinema de Fafe, no âmbito do projecto “Concertos Íntimos”, da iniciativa e financiamento da autarquia local. Falta o espectáculo da fadista Carminho, agendado em definitivo para o dia 9 de Dezembro.
A sala lotou por completo, de um público maioritariamente jovem que não se cansou de aplaudir as canções interpretadas por uma das mais jovens e promissoras artistas da música feita em Portugal.
Rita dos Sapatos Vermelhos passou em revista as principais canções da sua ainda jovem carreira, sobretudo do seu segundo álbum, “Lights & Darks”, em cuja digressão nacional este concerto se integrou.
Fafe teve a oportunidade de ouvir um dos valores emergentes da música que se faz em Portugal, embora cantada em inglês.
Extremamente simpática, simples, graciosa, com uma presença em palco que enche o coração, Rita encantou o auditório e ainda teve tempo para elogiar o “admirável Teatro-Cinema de Fafe”, o excelente piano “à séria” que a sala contém e no qual se divertiu, interpretando a solo três canções, a letra de uma das quais foi concluída em Fafe, na manhã de sábado. Foi a primeira apresentação pública dessa canção. A artista elogiou ainda a gastronomia da nossa cidade, o acolhimento que recebeu na cidade e na maravilhosa quinta do Pontido, em Queimadela, onde almoçou!
Rita conquistou os fafenses com a sua voz e a sua postura em palco. Após o espectáculo, ainda veio à cena com os seus dois músicos para mais quatro “encores”. No total, foram mais de 90 minutos de música de elevada qualidade, que encheu a alma de quantos tiveram o privilégio de assistir ao concerto!
Chamamos a atenção para o excelente vídeo de 9 minutos de Jesus Martinho, no blogue http://teatrocinefafe.blogspot.com/.

Deixamos de seguida algumas fotografias de Manuel Meira Correia sobre o espectáculo.





Rita na intimidade


Na tarde de sexta-feira, perante alunos da Escola Secundária, da EB2,3 Montelongo e do Colégio de Fornelos, e numa conversa coordenada pelo vereador da cultura Dr. Pompeu Martins, Rita falou descontraidamente da sua intimidade, respondendo às perguntas de mais de uma centena de adolescentes.
De uma forma simples e acessível, mostrando ser uma jovem sem complexos de vedeta, Rita Redshoes revelou que a música é a sua grande paixão, trocando o curso de psicologia que fez na universidade pelos palcos do país e do estrangeiro.
A alcunha “Redshoes” foi buscá-la ao filme “Feiticeiro de Oz”, onde existe uma personagem chamada “Sapatos Vermelhos”. Isto para não se confundir com a Rita Pereira, ela que também é Rita e Pereira (filha de Carlos Pereira, antigo dirigente do SCP).
Revelou-se tímida e disse sentir-se bem ao não ser reconhecida na rua. Canta em inglês porque o tipo de música pela qual enveredou (o “country”) não combina com a língua portuguesa. Gosta mais de cantar para pequenos auditórios do que em grandes festivais, porque tem a oportunidade de interagir mais intimamente com o público (como foi exemplo esplendoroso o caso de Fafe).
Para as suas canções, inspira-se na sua vivência mas também na vida de pessoas que conhece, misturando essas vivências no resultado final. Não tem a preocupação de intervir socialmente com a sua música para mudar o mundo. A sua música é a do quotidiano, dos amores e desamores do dia a dia.
Os jovens interrogaram a artista e ficaram a saber que idade tem (30 anos), onde mora (Lisboa), se é casada (não), se tem filhos (não), quanto calça (38), o que levou a Rita a declarar, com alguma graça, que lhe colocaram “questões que nunca ninguém me havia feito nas entrevistas e às quais eu sempre tive vontade de responder”.
Um ponto (de exclamação) esta Rita dos Sapatos Vermelhos!...