domingo, 23 de outubro de 2011

Worbey and Farrell em Fafe: um espectáculo do outro mundo


O Teatro-Cinema de Fafe foi palco este sábado à noite, dia 22 de Outubro, de um espectáculo do outro mundo: “Quatro mãos num piano”, pelo duo inglês Worbey and Farrell.
Tratou-se de um espectáculo de gabarito internacional, ao alcance unicamente de duas localidades portuguesas: apenas estiveram em Arcos de Valdevez (sexta à noite) e em Fafe, no dia seguinte.
Worbey and Farrel (anteriormente conhecidos como Katzenjammer) é um duo de piano que marca pela diferença: diversão, comicidade, enorme talento, virtuosidade. Fazem um espectáculo como nenhum outro. Tocam temas que todos conhecemos, clássicos ou modernos, com alegria, com divertimento, com prazer – características que transmitem em permanência ao público, com o qual vão dialogando no início de cada composição.
Lamentável, mais uma vez, a ausência de público. Estiveram cerca de cinco dezenas de espectadores, mas um espectáculo com esta dimensão merecia muitíssimo mais gente na plateia.
Afirma-se, mais por descargo de consciência, que Fafe é uma “terra de músicos”. A verdade, se somarmos os integrantes das bandas filarmónicas, dos grupos corais, dos ranchos folclóricos, dos grupos musicais de toda a espécie, a eles acrescentando os professores e alunos das escolas de música e até dos estabelecimentos de ensino público, é que são às centenas, sem dúvida, aqueles que circundam no interior da área da música, nas suas diversas expressões.
Mas tem havido espectáculos de inegável qualidade, em que o mínimo bom senso e sentido da normalidade, exigiria a sua presença no público, e o facto é que… nem vê-los.



Alguém costuma afirmar, com alguma razão, que em Fafe funcionam as “capelinhas”: os músicos e familiares de uma determinada banda, grupo ou instituição vão aos espectáculos da “família”, tenha ou não interesse ou qualidade mínima. O resto, é como se não existisse.
Outros afiançam que em Fafe reina a ignorância e a incultura generalizada. Não penso que assim seja, mas é algo que deixa muito a desejar!...
Fafe não investe na novidade. Se aqui vem um cantor ou grupo conhecido, os fafenses lotam a sala e acotovelam-se para adquirir bilhete, lançando até as atoardas que se conhecem, mas não correspondem minimamente à verdade.
Quando aqui se apresenta um espectáculo de alta qualidade (já se previa, não se concluiu apenas depois da sua realização…), por actores ou músicos desconhecidos, desconfia-se e não se põe lá os pés. Aconteceu já com outros espectáculos; voltou a suceder.
É deplorável que alguns fafenses frequentem espectáculos fora (e têm todo o direito a fazê-lo, não é isso que está em causa) mas não frequentem os mesmos espectáculos, ou outros congéneres, na sua terra.
Isto para já não falar dos doutos opinadores dos blogues, cheios de ciência, sabedoria, investigação e competência, que opinam sobre tudo o que mexe, de preferência acobertados pelo anonimato, saibam ou não saibam do que se trata, mas que não levantam os digníssimos traseiros das secretárias para se deslocarem aos lugares onde a cultura acontece. Eles já sabem tudo, já viram tudo, já opinaram sobre tudo!...
É o que temos e, se calhar, merecemos!... Muito parlapié mas escasso exercício cultural!...



Fotos (excelentes, como habitualmente) de Manuel Meira Correia.

sábado, 22 de outubro de 2011

Escola/Comunidade – Perspectivas e Racionalidades - Livro de Paulo Teixeira lançado dia 27 de Outubro na Biblioteca Municipal de Fafe

Mais um autor, mais um livro que vai ser lançada na Biblioteca Municipal de Fafe, na próxima semana. É na quinta-feira, 27 de Outubro, à noite (21h30).
Desta feita, o autor é o docente da Escola Secundária de Fafe Joaquim Paulo Lopes Teixeira e a obra tem por título Escola/Comunidade – Perspectivas e Racionalidades (edição Labirinto) e resulta da sua dissertação de mestrado em Administração Educacional pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho do Porto, em 2011.
A obra tem 200 páginas de texto e divide-se em quatro capítulos com os títulos “A Escola como organização educativa”, “Os interesses, os consensos e os conflitos na administração das Escolas”, “A comunidade local nas escolas públicas: entre a legislação e a prática” e, finalmente, “Um estudo das Escolas do concelho de Fafe”.

Na contracapa da obra, escreve o autor:

As investigações sobre a capacidade de administrar e de gerir a interacção entre a escola e a comunidade educativa envolvente constituem uma problemática que, não obstante beneficiar já de uma razoável tradição investigativa, nomeadamente no domínio da Sociologia das Organizações e da Administração Escolar, possuem plena actualidade.
Centralizado nos cinco Agrupamentos Escolares e na única Escola Secundária do concelho de Fafe, este estudo procura interrogar o conteúdo, a forma e o sentido de algumas interacções sociais, e de alguns interesses na fronteira de um território que hoje é mais partilhado e que encontra os seus fundamentos numa concepção de escola mais próxima da escola como comunidade educativa. Para a conceptualização e interpretação de algumas novas racionalidades foi desenvolvido um quadro teórico-conceptual, a partir do qual se procurou ancorar algumas interrogações iniciais, e traçou-se um percurso crítico e analítico da agenda legislativa em vigor, desde a implementação legal em 1986, da figura do Conselho Consultivo como órgão de apoio ao Conselho Pedagógico, e como primeiro sinal da abertura da escola à sociedade civil, até à legislação actualmente em vigor.
Procurando acompanhar o sentido de democratização da sociedade civil, a comunidade educativa é um espaço associativo e político, que, como tal, deve ser gerido, e que, como tal, foi analisado.

A dissertação teve a orientação da conhecida docente Manuela Teixeira, que foi durante muitos anos presidente do Sindicato dos Professores do Norte.

O autor:


JOAQUIM PAULO LOPES TEIXEIRA é natural de Fafe, distrito de Braga, onde nasceu em Novembro de 1967.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Franceses e Ingleses – Ramo Educacional, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1992.
Concluiu uma Especialização em Organizações Educativas e Administração Educacional pela Universidade do Minho, em 2009.
Adquiriu o grau de Mestre em Administração Educacional pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho do Porto, em 2011.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eça de Queirós e a actualidade política: parece que está vivo!

Nos últimos dias têm circulado pela blogosfera alguns pensamentos do notável, lúcido e romancista maior da literatura portuguesa Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845 – Paris, 16 de Agosto de 1900), incluídos na obra Citações e Pensamentos de Eça de Queirós, e a propósito da crise que afecta gravemente os portugueses nos tempos actuais.
As citações são de uma actualidade gritante, apesar de mais de um século transcorrido, mais parecendo que o tempo não passa, como se Portugal e as suas gentes, e os seus líderes, tivessem parado no tempo!...
Referimos apenas quatro, chamando a atenção para a leitura das restantes, e, claro está, da obra principal de um escritor imensamente actual e obviamente contemporâneo do tempo que passa!

1.
Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal.
(in As Farpas, 1872)

2.
Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”
(in Distrito de Évora, 1867)

3.
Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito.
Hoje crédito não temos, dinheiro também não – pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política. De sorte que esta crise me parece a pior – e sem cura.
(in Correspondência, 1891)

4.
Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

“Quatro mãos num piano”, pelo duo inglês Worbey and Farrell: espectáculo divertido sábado à noite no Teatro-Cinema de Fafe


Sábado, 21h30
Duração: 70’
Classificação: M/12

A programação do Teatro-Cinema de Fafe prossegue este sábado, 22 de Outubro, com a apresentação do divertido espectáculo “Quatro mãos num piano”, pelo duo inglês Worbey and Farrell.
Com créditos firmados em vários países por onde já passaram, Worbey and Farrell regressam mais uma vez a Portugal para duas apresentações inesquecíveis: sexta-feira em Arcos de Valdevez e sábado em Fafe!
Worbey and Farrel (anteriormente conhecidos como Katzenjammer) é um duo de piano que marca pela diferença.
Ambos com formação clássica, compõem temas cómicos e não só.
Kevin Farrel e Steven Worbey desenvolveram um estilo único, virtuoso e acrobático de se apresentarem em palco que só pode ser apelidado de espectacular. Através de uma atitude moderna num estilo clássico, conseguem surpreender o público com interpretações únicas de Liszt, inspirados por Tom & Jerry, de Tchaikovski e outros que farão rir o público com o “casamento perfeito” entre os clássicos e as músicas de pub inglesas.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quem manda no país (e no mundo) é o podre sistema financeiro

1. Os bancos parece que existem há muitos anos, desde a Antiguidade, para, entre outras tarefas e funções que foram conseguindo, emprestar dinheiro aos cidadãos e às empresas e para os cidadãos e as empresas nele depositarem as suas economias, quando as conseguem, à custa sabe-se lá de que sacrifícios e esforços de poupanças.
Parecia-me que a sua função era clara, simples e inequívoca. Mas não é. Durante muitos anos acreditei, liricamente, na bondade dos bancos, na perspectiva (ilusória) do seu contributo para o desenvolvimento da economia e da evolução do país. Já não acredito há muito. Agora muito menos…
Os bancos, ou, mais genericamente, o sistema financeiro, existe apenas e tão só para que alguns ganhem dinheiro, muito dinheiro, aufiram lucros fabulosos à custa das necessidades e até da miséria dos cidadãos e das empresas.
Na altura de “vacas gordas”, quando os portugueses viviam aparentemente bem, embora muito à custa de empréstimos, adiantamentos e outros expedientes, os bancos vangloriavam-se dos lucros fabulosos obtidos nas transacções financeiras. Todos nos recordamos de há dois ou três anos assistirmos regularmente às encenadas conferências de imprensa dos banqueiros a apresentarem os resultados do exercício do ano ou meses anteriores, ufanando-se dos muitos milhões de lucros obtidos.
Durante o socratismo, os bancos portugueses estiveram na mó de cima. Emprestaram muito dinheiro aos cidadãos e às empresas, mas ganharam biliões, dominaram a economia e a política, muito mais do que seria admissível. Houve até um governo, o anterior, que, contra o interesse nacional, não se coibiu de injectar milhões de euros (de todos os portugueses) no buraco do BPN, quando deveria ter processado os responsáveis pelo seu colapso (e não apenas Oliveira e Costa, obviamente). Um governo que assim lesou o país deveria, ele sim, ser arquivado no Forte de S. Julião da Barra!...
Vieram os dias negros da austeridade, que o sistema financeiro provocou, primeiro nos Estados Unidos e depois na Europa e em Portugal, e os bancos perderam o pio. Agora, coitados, além de seguradores, vendedores de livros e de moedas, como qualquer quiosque ou posto dos correios, ainda têm de se desenvencilhar de centenas de habitações, automóveis e frigoríficos que os usufrutuários deixaram de poder pagar. Há quem lhe chame crédito mal parado, mas poderíamos denominá-lo mais propriamente com as designações de cupidez, ganância e cobiça de cada vez maior lucro, que é o que caracteriza o sistema bancário em qualquer parte do mundo.
E o que é que fazem os governos português e europeu a estes malfeitores, enquanto sistema financeiro capitalista e abjectamente especulador? As “marias amélias” das Merkles, dos Sarkozys, dos Passos e dos Gaspares andam todas preocupadas em “recapitalizar” os coitados dos bancos, para que possam dispor de mais dinheiro para explorarem caninamente pessoas, as empresas e os Estados, quando o que deveriam era dar poderes ao Banco Central Europeu para emprestar directamente aos Estados e às empresas.
Enquanto tal não acontece, os bancos não emprestam dinheiro a ninguém, sobem os “spreads” desalmadamente e tornam as transacções proibitivas.
Ou seja, os bancos são beneficiados pelos políticos quando estão na mó de cima e são beneficiados quando estão em aparentes dificuldades (porque eu não acredito, nem um milímetro, nas dificuldades dos bancos).
Os governos, tanto o de Sócrates como o de Passos, facilmente deixam cair na falência empresas, comércios, iniciativas empreendedoras, atirando para o desemprego milhares de trabalhadores, enquanto andam ao colo com os banqueiros e a mais refinada agiotagem. Dizem que isso é o jogo da economia; eu respondo que isso é a sem-vergonha dos nossos pequenos políticos e a prova provada de que quem manda efectivamente neste país (e no mundo), para além da “troika” que ninguém elegeu, é o sistema financeiro, capitalista e especulador!

2. Sobre o que são os bancos, todos os cidadãos têm as suas experiências pessoais: pedem um empréstimo para a casa ou carro e pagam, no final do contrato, e nem é necessário grande prazo, o dobro ou o triplo do que pediram.
Em contrapartida, depositam as suas economias nos bancos e, no final de muitos anos, não saem da cepa torta, com taxas de juro miseráveis.
Para que servem os bancos, afinal?
Para empobrecer os cidadãos e as empresas, emprestando-lhes dinheiro a taxas absurdas e retribuindo-lhes os depósitos com juros desgraçados.

O plano de resgate - apenas defende os bancos

Conceição Antunes: mais uma autora fafense que entrou no universo literário

Na tarde de sábado, a Biblioteca Municipal de Fafe emoldurou-se de amigos para assistir à apresentação do primeiro romance de Conceição Antunes, com o título A que cheiram as giestas.
Conhecia a autora fafense há muitos anos, enquanto artista plástica, com o pseudónimo de “Cloé”. O seu excelente percurso artístico está resumido num post anterior deste blogue. Quem estivar interessado, é só consultar.
Fiquei surpreendido, devo confessar, agradavelmente surpreendido, com esta incursão de Conceição Antunes pelas letras, num romance que é uma história de vida, de nítido cariz autobiográfico.
É mais uma escritora fafense que emerge no panorama literário e cultural local, o que é uma fabulosa notícia. Os leitores não imaginam a quantidade de livros de autores fafenses que já foram apresentados este ano em Fafe, sem muitos darem por isso. Mais de uma dúzia. Brevemente farei uma nota sobre esse assunto, para dar a dimensão da vitalidade cultural e literária que se vive em Fafe, onde alguns pára-quedistas continuam a afirmar que não se passa nada. Talvez nos cafés que frequentam, isso seja verdade!... Mas a vida da cidade, vai muito para além desses redutores microcosmos.

Tive a honra de dizer algumas palavras sobre a autora fafense, que assim surge no panorama literário local e que nasceu nesta cidade em 1952, aqui residindo. De 1954 a 1975 viveu em Luanda (Angola).
Passei a palavra a Sandra Macedo, editora da “Cão que lê”, que resumiu em breves mas judiciosas palavras a sua visão da obra, que inseriu na linha da literatura feminina nacional e internacional.
A meu pedido, o escritor, poeta, docente e grande amigo Carlos Afonso fez a apresentação da obra, que conseguiu ler em escassos dois dias e que considerou “um excelente livro”.


“Hino de amor à mulher”, como considerou o autor de Os Rios Também Choram, nela se destacam as personagens principais: Laura, alter-ego da autora, Marissol, ousada, determinada e desbocada e Lena, boa amiga das outras duas. Um trio de mulheres maduras, vividas, libertas, ávidas de viver a vida.
Numa linguagem emotiva, por vezes brejeira e usando do calão, outras vezes coloquial, mas de grande sentido literário, a autora utiliza certeiramente as palavras e as cores e aborda temas actuais, que percorrem a trama do quotidiano.
Carlos Afonso falou ainda da “grande lição de vida” que vertebra o romance, onde a personagem principal (Laura) é atraiçoada e abandonada, mas mantém-se resistente, ultrapassando a doença da filha, a sua própria doença e uma tentativa de suicídio. Uma heroína, é o que é!...
O vereador Pompeu Martins felicitou a autora, manifestou o apoio da autarquia à obra e falou da “verdade que a literatura deve ser”.

Conceição Antunes, imensamente comovida e sensibilizada, mas intensamente feliz, apenas conseguiu agradecer a todos os presentes que coloriram a sua tarde de sábado, em redor da concretização do sonho que acalentava há muito e que acaba de ver a luz da publicidade: A que cheiram as giestas.
Antes, durante e depois da breve sessão, o talentoso compositor e pianista fafense Nélson de Quinhones tocou algumas músicas, para grande surpresa e contentamento dos presentes, parte dos quais vindos de fora do concelho.


Fotos: Manuel Meira Correia