terça-feira, 22 de novembro de 2011

Carminho, a nova menina do fado, canta no Teatro-Cinema de Fafe a 9 de Dezembro

A fadista Carminho, de apenas 27 anos e uma das vozes mais promissoras do fado moderno, vai estar em Fafe no dia 9 de Dezembro, no Teatro-Cinema, no âmbito do projecto “Concertos Íntimos”. Um concerto aguardado com enorme expectativa e que tem já bilhetes à venda, no Posto de Turismo, como habitualmente.
O Notícias Magazine deste domingo faz uma interessante reportagem com a jovem fadista, “na semana em que o seu primeiro disco (Fado) foi escolhido como um dos dez melhores do mundo”, pela revista inglesa Songlines, “que costuma ser a antecâmara dos World Music Awards”.
A menina do fado canta desde os 12 anos, nasceu e cresceu no meio do fado, que herdou da família e em especial da mãe (Teresa Siqueira). Está a amadurecer e a conquistar o seu espaço no meio musical português e mundial.
Carminho, que tem o curso de marketing, depois de ter gostado de arqueologia e de jornalismo, está a gravar um novo disco, a sair no início do próximo ano.
Enquanto não vem a Fafe, ficamos com a excelente entrevista concedida à NM em que fala da sua curta vida, da sua actividade mais ou menos profissional de fadista (desde os 15 anos), dos seus projectos e afirma, designadamente, que assume o fado tradicional, mas à sua maneira:

Não tenho pretensões em mudar o fado. O fado é maior do que eu. Mas acontece que eu sou do século XXI, trago uma história que não tem mais de 27 anos, curta em relação à história do fado. Bebi influências antigas, mas, no final, sou o resultado, completamente involuntário da minha história enquanto pessoa e da história daquilo em que acredito. (…)
Não é modernidade, nem antiguidade, nem tradição. É cantar fado tradicional à minha maneira, o que acaba por ter uma cor.








domingo, 20 de novembro de 2011

Hélder Reis encantou no Teatro-Cinema de Fafe

O projecto Pólen, do Porto, liderado pelo jovem apresentador televisivo (“Praça da Alegria” da RTP), poeta e cantor Hélder Reis, existe já há uma década e veio este sábado à noite apresentar-se no Teatro-Cinema de Fafe.
Foi um excelente espectáculo, em que o grupo apresentou canções originais do seu álbum de há alguns anos, entremeadas com versões muito singulares de temas de Marco Paulo, António Variações e Carlos Paião, entre outros, havendo ainda lugar para uma recriação de um conhecido fado de Amália Rodrigues. Pelo meio, e sem cansar, Hélder Reis leu, com soberba dicção, três poemas de autores portugueses, ele que adora a poesia que se faz em Portugal: Sophia de Mello, Daniel Faria e José Saramago.
O público adorou o espectáculo, que constituiu mais um dos grandes momentos que aconteceram na mítica casa de espectáculos fafense.
Músicos profissionais de alta craveira, um Hélder Reis (como ele elogiou o nosso Teatro-Cinema, que o encantou, e de que maneira!...) que foi uma enorme surpresa, com uma voz absolutamente fantástica, uma postura em palco que se revela inovadora e uma sensibilidade sem mácula.
Mais uma vez, o público fafense não se portou à altura da qualidade do espectáculo. Infelizmente, o cenário vem-se repetindo, pelo que já não constitui qualquer surpresa.
Tirando as instituições locais, as Academias e os Vitrines, ou os nomes conhecidos do teatro, do music-hall ou da televisão, os fafenses não querem nada, não sabem nada, não apreciam nada, não aplaudem nada.
Uma absoluta tristeza!...
Para quem queira ver, aqui ficam algumas imagens do espectáculo, pela objectiva do talentoso Manuel Meira Correia.




sábado, 19 de novembro de 2011

Vivemos um neofascismo capitalista

1. Deixem-se os leitores começar esta escrita com uma frase lapidar, do mais consagrado escritor português da actualidade, António Lobo Antunes, que transforma a pobreza do quotidiano em pérolas do mais fino quilate literário.
Há dias, aquando da apresentação da sua mais recente obra, Comissão das Lágrimas, em Faro, declarou: «Numa altura tão difícil e injusta, que os portugueses têm aguentado com uma paciência que eu considero inexcedível, em que vivemos num neofascismo capitalista, que afasta ainda mais as pessoas da cultura e dos livros, estar aqui hoje é, também, um acto de protesto».
O laureado autor criticou, justamente, o estado da cultura em Portugal, alertando para o excesso de lixo televisivo, a falta de programas culturais e a inexistência de bons livros. Já sabíamos a importância que este governo de direita confere à cultura, quando a desqualificou de ministério a mera secretaria de estado, na dependência directa do primeiro-ministro, denunciando, assim, o controleirismo da política cultural, se é que existe, do que muitos legitimamente duvidam. Mas também quando o governo aumenta o IVA sobre os espectáculos de todo o género, tornando cada vez mais inatingível o acesso do público às artes performativas.
Voltamos a Lobo Antunes: «Tudo isto é altamente conveniente para o poder político, que, na realidade, é o poder económico, porque um povo culto não consente este tipo de existência que vivemos agora, e começa a exigir. Por isso, a cultura é perigosa e assusta o poder».
2. É isso mesmo: nos dias de hoje, a cultura é lançada para o patamar das coisas supérfluas, porque não interessa a este poder. Também no tempo da negregada “Outra Senhora” não importava, havendo mesmo quem repetisse a blague hitleriana segundo a qual puxava da pistola quando alguém falava de cultura. E a verdade é que a cultura, tal como a educação, se assume como a base da democracia e da liberdade, como está histórica e filosoficamente comprovado.
Já se sabe há muito que, para a direita, a cultura é um zero à esquerda. O que importa é a ditadura da economia, do valor económico, o que dá ou não dá dinheiro. E a verdade é que, como bem retrata o célebre autor de Os Cus de Judas, O Esplendor de Portugal, ou Hei-de Amar uma Pedra, que ficará na história nacional, ao contrário dos episódicos governantes que nos couberam em desdita, o poder político é o rosto que mais facilmente nos causa vómitos, mas o certo é que, por detrás dele, há um poder superior, que manda, determina e condiciona: o poder económico e financeiro, caracteristicamente especulativo e que não tem o mínimo pudor na sua proverbial ganância. A nível europeu, tem a macabra designação de “mercados”, aquela coisa de que todos os dias a comunicação social fala e que desgraça as economias, as empresas e as famílias dos países mais frágeis do ponto de vista económico, como é o caso presente de Portugal.
Lobo Antunes apelida o actual regime político de “neofascismo capitalista”. E não podia ser mais apropriado na sua visão. Basta pensar um pouco, reflectir sobre o que se está a passar à nossa volta, e que transcenda os limites inóspitos de S. Bento ou da “Casa dos Segredos”.
Há mais país, mais democracia, mais futuro do que nos querem fazer crer!...
3. Estes rapazes devem mesmo andar loucos, afirmei nesta página há semanas e redigo. Com novos episódios.
Desde logo, a palermice do secretário de estado da juventude e desporto que proclamou, há tempos, urbi e orbi, que a política da juventude deste governo é incentivar os jovens a sair da sua “zona de conforto” e a deitarem pés ao caminho, rumando à emigração. Um indivíduo que diz uma alarvidade destas deveria pura e simplesmente ser demitido do governo. Se houvesse o mínimo de vergonha, que é coisa que parece não se gastar por cá.
Porque se houvesse vergonha e tento na língua, um ministro da economia, que entusiasma tanto o tecido económico português como uma viola num enterro, não promulgaria um mero estado de espírito, muito pessoal e utópico, qual seja o de que a crise vai acabar em 2012. Uma criatura que declara uma tal idiotice, ou é louco ou irresponsável. Ou as duas coisas. Porque está a aldrabar descaradamente os portugueses, para mais no local mais sagrado da democracia, o Parlamento. Alguém acredita sequer que o próximo ano seja o princípio do fim da crise?!... Um ministro que se tem revelado uma nulidade absoluta só por uma imbecilidade deste jaez se pode fazer notar, o que é sempre lamentável!...
4. Para as próximas núpcias ficam as patéticas conclusões do grupo de trabalho para a definição do serviço público de comunicação social, que semeia ideias «perigosas para a democracia», como bem sintetiza o Sindicato dos Jornalistas.
Estamos num regime em que o que é público é para abater. Seja funcionário, seja serviço, seja empresa ou órgão de comunicação social. Estou preocupadíssimo com o rumo deste país, cada vez mais pobre, mais ignorante, mais estúpido.
5. Como alegria: Portugal está no Europeu de 2012. Custou mas foi! Valha-nos essa felicidade. O resto, é desoladora noite escura!...

("Escrita Em Dia", Povo de Fafe, 18/11/11)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

UHF festejam 33 anos em Fafe com dois grandes concertos (26/27 de Novembro)

Esgotadíssimo o concerto da noite (22h00) de 26 de Novembro, durante o qual a banda UHF fará a gravação para a edição de um CD, a organização resolveu proporcionar aos fãs do grupo que não conseguiram ingresso a possibilidade de um segundo espectáculo, a realizar no domingo à tarde.
Será, assim, uma matinée musical disponível para quem pretenda assistir, a partir das 16h00.
A banda de António Manuel Ribeiro regressa à mítica sala de espectáculos fafense, cerca de um ano depois de aqui ter protagonizado um concerto memorável para uma sala completamente lotada.
Os UHF apresentam-se ao vivo no Teatro-Cinema de Fafe em dois espectáculos comemorativos dos 33 anos de carreira daquela que é, sem dúvida, uma das mais míticas bandas do panorama musical português.
São dois concertos acústicos, intimistas, onde muitos dos clássicos ganham novas versões.
O espectáculo tem o patrocínio da Rádio Comercial que, em conjunto com a banda, oferece a oportunidade a um casal de fãs de acompanhar os músicos desde a partida de Lisboa até ao seu regresso à capital.
O espectáculo será certamente um desfilar sonoro de canções do percurso do UHF, numa “viagem” que incluiu temas do seu novo álbum (porquê?), entremeados com músicas conhecidas da banda, como “Cavalos de Corrida”, "Rua do Carmo", “Matas-me com o teu olhar”, “Menina estás à Janela”, “Vejam bem”, “A Lágrima Caiu”,” Viver Para te Ver”, “O Vento Mudou”, “Portugal – Somos Nós”, “Porquê Só Ela” e “Por Portugal Eu Dou!
Na página oficial do UHF abre-se “uma nesga sobre o repertório para Fafe”, onde se lê:
Mostramos por uma nesga os acontecimentos diários na sala de ensaios da Aroeira:
1979 - Jorge Morreu; 1980 - Cavalos de Corrida; 1981 - Rua do Carmo; Rapaz Caleidoscópio; 1982 - Voo Para a Venezuela, Noites Lisboetas, Concerto; 1983 - Devo Eu, De Carrossel; Eu Sei Recomeçar; 1984 - De Um Homem Só, Puseste o Diabo Em Mim; 1985 - Três Peixes; 1988 - Na Tua Cama; 1989 – Hesitar; 1991 - Brincar no Fogo; 1992 - Velhos Tamborins, Os Olhos das Miúdas; 1993 - Não Me Deixes Ficar Aqui, Menina Estás à Janela, Sarajevo (verão 92-II); 1995 - Quero Um Whisky, Um Copo Contigo, Toca-me; 1996 - Foge Comigo Maria; 1998 - Boogie Com o Sr. U, Quando (dentro de ti); 1999 - Dança Comigo (até o Sol nascer), Uma Palavra Tua; 2000 - Sierra Maestra; 2003 - Por Três Minutos na Vida, A Lágrima Caiu; 2004 - Podia Ser Natal, Barcos ao Mar; 2005 - Matas-me Com o Teu Olhar; 2009 - O Tempo é Meu Amigo; 2010 - Viver Para te Ver, O Vento Mudou, Vejam Bem, Portugal – Somos Nós, Porquê Só Ela; 2011 - Por Portugal Eu Dou.


A selecção final contará com cerca de 30 canções para os dois dias de concertos. Haverá por certo muitas surpresas, que vai obrigar a uma escuta atenta de alguns vinis – é fundamental um imenso coro afinado e certeiro.

Tertúlia na Biblioteca Municipal e sessões de autógrafos


António Manuel Ribeiro, mítico líder do UHF, dinamiza tertúlia
sobre o grupo na Biblioteca Municipal

A banda chega a Fafe ao princípio da tarde de sexta-feira, 25 de Novembro, inicia a sessão fotográfica para o CD e dinamiza uma tertúlia sobre o historial da banda e a poesia, na Biblioteca Municipal, a partir das 21h30.
Quem estiver interessado pode aparecer para esta sessão.
No sábado, continua a sessão fotográfica e realiza-se o primeiro espectáculo a partir das 22h00, depois do derby Benfica-Sporting (20h15).
No final do concerto, haverá uma sessão de autógrafos, o mesmo acontecendo no termo do espectáculo de domingo (16h00).

Um grande momento e uma enorme honra para Fafe, que pela primeira vez serve de palco à gravação de um CD de uma banda de renome nacional!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Campeonato do Mundo de Ralis regressa aos “saltos” de Fafe em 2012


Uma grande notícia para Fafe!

O WRC – Campeonato Mundial de Ralis – regressa a Fafe na tarde de 24 de Março de 2012, para a realização de uma exibição no âmbito do Vodafone Rally de Portugal, e que reunirá os principais carros e pilotos presentes na quarta prova do Mundial do próximo ano.
O Fafe World Rally Sprint teve esta quinta-feira a apresentação oficial na Câmara Municipal desta cidade, entidade que vai apoiar a iniciativa em termos financeiros.
O evento promete devolver o troço de Fafe/Lameirinha à ribalta do mundo dos ralis, com toda a emoção dos célebres “saltos” e a animação de milhares de aficionados que habitualmente lotam a zona do Confurco.
Como organizador de referência do Mundial, o Automóvel Clube de Portugal (ACP), com o apoio imprescindível da autarquia local, concretiza a realização do Fafe World Rally Sprint.
Na sessão de apresentação, o presidente da Câmara, José Ribeiro, agradeceu ao ACP “a oportunidade de voltarmos a falar do Rali de Portugal em Fafe, onde teve tantas tradições até 2011. São as mesmas condições naturais que fizeram de Fafe a Catedral dos Ralis que permitem trazer de novo, em 2012, a emoção das máquinas e dos melhores pilotos do mundo aos afamados e mundialmente conhecidos Saltos da Lameirinha. Fafe espera por todos com a simpatia e a coragem de sempre!”.
José Ribeiro considera que os 140 mil euros que a autarquia vai disponibilizar vão ter retorno económico para o comércio e a restauração de Fafe. “Os fafenses amantes do desporto automóvel ficaram muito satisfeitos com esta notícia, o mesmo acontecendo com o comércio local”, considerou José Ribeiro, para quem “não há troços para rali melhores que os de Fafe”, não tendo sido por essa razão que o Mundial de Ralis rumou para a zona sul há alguns anos.
O director da prova, Pedro Almeida, historiou os esforços para “voltar a levar Fafe à ribalta dos ralis” e agradeceu, em nome dos amantes do desporto automóvel, o considerável apoio da Câmara Municipal de Fafe.
“Agora, com a liberdade de podermos levar a cabo um evento de promoção do rali numa área diferente daquela onde se realiza, não tivemos qualquer dúvida em promover este ano uma demonstração na zona de Fafe, na certeza de que os adeptos da modalidade vão corresponder em absoluto a este novo desafio”, considerou ainda Pedro Almeida.
O Fafe World Rally Sprint terá lugar no sábado anterior ao início do Vodafone Rally de Portugal, no cenário privilegiado do troço da Lameirinha, aproveitando os últimos seis quilómetros da classificativa. Verdadeiro troço cronometrado, o evento realizar-se-á com base em duas mangas de qualificação e uma final, a que acederão os pilotos mais rápidos. As passagens cronometradas terão início a partir das 14h00.
O lote de participantes terá como referências principais os pilotos das três equipas oficiais que irão disputar o WRC 2012, Citroën, Ford e Mini, o que garante desde logo um espectáculo intenso e que certamente atrairá ao troço da Lameirinha milhares e milhares de espectadores.
Também vou lá estar... a ver, obviamente!...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

50 anos da emigração para França comemoram-se em Fafe na próxima semana

O município de Fafe, através do Museu das Migrações e das Comunidades e em parceria com o Cineclube de Fafe, vai levar a cabo um programa de actividades para assinalar os 50 Anos de Emigração para França (1961-2011), que este ano se estão a comemorar um pouco pelo país e sobretudo no norte.
Como paralelamente estarão a decorrer as Jornadas de Cinema e Audiovisual, subordinadas ao tema “Património Material e Imaterial”, promovidas também pelo Cineclube de Fafe, conjuntamente com a Autarquia, o programa das Comemorações do Cinquentenário privilegia a 7ª Arte, sendo o Património o tema a partir do qual se estruturam estes dois eventos.
O programa arranca já no próximo dia 22 de Novembro (3ª feira), com a rubrica que tem vindo a decorrer ao longo do ano, “Tertúlia Fafense”, que este mês será subordinada ao tema Fronteira(s) e Cultura(s) e terá como convidado o Dr. Luís Cunha, da Universidade do Minho.
Seguir-se-á nos dias 23, 24 e 25 a exibição do filme “Sem ela…”, dirigida em particular à comunidade educativa (3º ciclo). Estas sessões realizar-se-ão nos Agrupamentos de Escolas de Arões, Padre Joaquim Flores e Escola Secundária de Fafe e na Sala Manoel de Oliveira. O filme a exibir – “Sem ela…” – é uma produção franco-portuguesa da realizadora luso-francesa Anna da Palma e retrata o conflito de identidades, respectivamente, entre o emigrante que assume a sua nova vida no país estrangeiro que lhe deu tudo o que tem, e o emigrante que conta os dias para regressar àquela que, no fundo, nunca deixou de ser a sua casa.
Aberta ao público em geral e com entrada gratuita, será a sessão do dia 24 de Novembro (5ª feira), a realizar no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, pelas 15 horas, onde será exibido um filme documental sobre a Emigração Portuguesa para França, nos anos 60 e 70.

VI Jornadas de Cinema e Audiovisual

No âmbito do programa das VI Jornadas de Cinema e Audiovisual, será apresentado um Ciclo de Cinema do realizador Joaquim Sapinho, com os filmes “Corte de cabelo” (dia 23, 4ª feira, pelas 21h30), “Mulher Polícia” (dia 24, 5ª feira, pelas 21h30) e “Diários da Bósnia” (dia 26, sábado). Serão ainda exibidos os filmes “Natureza Morta” e “48” da realizadora Susana Sousa Dias, este último centrado nos 48 anos de ditadura em Portugal. De assinalar ainda a sessão da manhã do dia 27 (domingo) dedicado ao público infantil e que decorrerá também na Sala Manoel de Oliveira.
As Jornadas de Cinema decorrerão de 22 a 27 de Novembro, com epicentro na Sala Manoel de Oliveira e o programa inclui ainda um espaço de debate e reflexão sobre o cinema e audiovisual, a decorrer no dia 26 (sábado), com a participação de personalidades do meio cinematográfico provenientes de Portugal e da Galiza. A novidade destas VI Jornadas será o lançamento do FFF – Fafe Films Festival – que este ano funcionará em regime experimental e que consiste num espaço de mostra/competição de produções na área documental sobre o património material e imaterial.
Todas as sessões têm entrada gratuita. 

Jornadas Culturais, em Penafiel, sob a temática “Os Arquivos e a História Nobiliárquica”

Nos dias 25 e 26 de Novembro, realizam-se no auditório do Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel as jornadas culturais sobre a temática “Os Arquivos e a História Nobiliárquica”.
A organização está a cargo da Associação dos Amigos do Arquivo Municipal de Penafiel, do qual é presidente da Direcção o nosso amigo e professor do Instituto de Estudos Superiores de Fafe, José Carlos Meneses, que também apresenta uma comunicação na manhã de sábado, 26.
Para os interessados, aqui fica o programa:

Dia 25 Novembro

09h00 – Entrega da Documentação
09h30 Sessão de abertura: Alberto Santos (Presidente da Câmara Municipal de Penafiel); José Carlos Meneses (Presidente da Direcção da Associação dos Amigos do Arquivo de Penafiel)
10h00 – Pausa para café
Moderador do 1.º painel: Susana Oliveira
10h20 – Armando Malheiro da Silva – A aplicação do modelo sistémico à informação familiar e pessoal
10h40 – Paula Sofia Costa Fernandes A Câmara Municipal de Penafiel e a salvaguarda dos arquivos de família: o caso do arquivo da Quinta da Aveleda
11h00 – Pedro Abreu Peixoto – A abordagem organizacional do Arquivo Municipal de Vila Real aos arquivos privados
Moderador do 2.º painel: Adelaide Galhardo
11h20 – Abel F. Rodrigues – Os arquivos pessoais e familiares entre dois paradigmas: do acesso à investigação
11h40 – Nuno Resende – A importância dos arquivos públicos e privados para o estudo do conflito familiar e nobiliárquico
12h00 – Silvestre Lacerda – Arquivos de família e de pessoas singulares no Arquivo Nacional da Torre do Tombo: perspectivas de pesquisa
12h20-13h00 Debate
Moderador do 3.º painel: António do Fundo
15h00 – Augusto-Pedro Lopes Cardoso – A Honra de Barbosa. História e genealogia
15h20 – António Sanhudo de Portocarreiro António Cyrne de Vasconcelos. Um genealogista esquecido
15h40 – Maria Lúcia Lopes Afonso A fidalguia arcuense e o seu contributo para o desenvolvimento e crescimento da Santa e Real Casa da Misericórdia
16h00 – Paula Teles Regeneração urbana: o que vamos fazer no centro é histórico
16h20 Debate
17h00 – Pausa para café
17h15 – Visita ao centro histórico

Dia 26 Novembro

Moderador do 4.º painel: José Carlos Meneses
09h00 – Ana Macedo O contributo das fontes produzidas no círculo da vida privada e da família para a história social
09h20 – António José de Oliveira – A actividade mecenática do arcebispo D. José de Bragança nos conventos femininos vimaranenses (1746-1754)
09h40 – Eduardo Oliveira – A capela de N.ª S.ª do Pilar, a Casa de Vale de Flores ou de Infias, em Braga, e a tipologia da planta em U
10h00 – Pedro Costa Carvalho – Turismo. Arte das casas solarengas
10h20 – Manuel Maria Costa – Ascendência de correio assistente de Esposende, José Maria Vellozo de Miranda: a propósito de um obelisco tumular brasonado do séc. XIX
10h40 Debate
11h00 – Pausa para café
Moderador do 5.º painel: Maria José Santos
11h20 – Pedro Vasconcelos Cardoso – A capela particular em Lamego e Tarouca: um espaço de arte sacra de encomenda familiar
11h40 José Carlos Meneses – Capelas privadas: vivência pós-tridentina e nobilitação da residência das elites
12h00 – José Manuel Tedim Casamento régio no séc. XVIII – a troca das princesas no Caia em 1729
12h20 – Helena Bernardo – Contributo para o estudo da arquitectura de Arrifana de Sousa/Penafiel: a casa nobre
12h40 Debate
13h00 – Sessão de encerramento: Susana Oliveira (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Penafiel)
15h00 Visita à Quinta da Aveleda (Penafiel) e às Obras do Fidalgo (Marco de Canaveses)