quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

António Sala espalhou simpatia pela Casa da Cultura de Fafe

Na noite de quarta-feira, 7 de Dezembro, o auditório da Casa Municipal de Cultura de Fafe foi palco para a apresentação do livro Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos, do conhecido homem da rádio António Sala.
O mínimo que se pode afirmar é que Sala se mostrou um exímio conversador, como sempre foi seu timbre, passando em revista, com palavras simples e de grande simpatia, o seu percurso de vida pela rádio, de que é um dos maiores ícones a nível nacional, em especial, na Renascença. Lembremos que José Rodrigues dos Santos, que assina um breve prefácio, o considera “um dos melhores profissionais da comunicação social no nosso país” e que António Sala foi eleito em 2007 pelos ouvintes do Rádio Clube Português “a maior figura de sempre da história da rádio em Portugal”.
Foi esta figura emblemática que aqui se deslocou, com grande privilégio nosso, para apresentar, em traços gerais, as linhas mestras da sua sexta obra, escrita ao longo de oito anos e que retrata episódios vividos pelo autor ao longo da sua carreira profissional de mais de quatro dezenas de anos, em diversas estações emissoras.
Sala deteve-se num episódio interessante ocorrido com o poeta Vinicius de Morais, quando se deslocou a Portugal, era o radialista ainda muito “moço”.
Falou da importância da rádio (foi por esse meio de comunicação, e não pela televisão, que se conheceram as senhas do 25 de Abril, por exemplo) mas evidenciou, com tristeza, a monotonia que é a rádio hoje em dia. Quase todas as estações se cingem a uma playlist, que integra basicamente os mesmos temas musicais, o que empobrece drasticamente o panorama radiofónico, hoje disponível em variadíssimas plataformas, que integram os telemóveis ou os computadores, e não apenas as tradicionais telefonias. 

António Sala considera que o seu livro se resume a um “contador de histórias ligadas aos afectos e aos olhares, às coisas e às pessoas que marcaram a minha vida e, sobretudo, o meu modo de fazer rádio. É, única e simplesmente, a visão de um radialista e o contar das histórias que o marcam na profissão”, mas assume também a sua “modesta homenagem a todos que fizeram e aos que ainda escrevem a história da rádio em Portugal”.
A longa e interessante noite com António Sala concluiu com uma saborosa anedota, contada com o humor que caracteriza o autor das “Anedotas do Sala”.
António Sala passou ainda, antes da sessão, pelas salas do Museu das Migrações e das Comunidades, que apreciou vivamente, na companhia do vereador da Cultura, Pompeu Martins.
Já no final, e após os sacramentais autógrafos, esteve a conviver com as pessoas que participavam na abertura da exposição de bijuterias de Telma Mota, de que se fala em outro post, designadamente, o Presidente da Câmara, José Ribeiro e o seu chefe de gabinete, Carlos Mota, além de Joaquim Lima, empresário e autarca e deste escriba, com os quais esteve em animada conversa durante mais de uma hora.
Em suma: foi um enorme orgulho para Fafe receber esta personalidade de gabarito nacional e conviver com ele durante algumas horas, na noite de quarta-feira.

Fotos: Manuel Meira Correia


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fafe é terra de literatura: este ano já foram apresentados 19 livros de autores ou de temática local (I Parte)

Primeira obra do ano de 2011

Metade das obras são livros de estreia!

Os leitores não fazem a mínima ideia da quantidade de livros de autores fafenses ou sobre temática local que se publicaram até ao momento em Fafe, ao longo deste ano de 2011.
Em mais nenhuma cidade deste país, tenho a certeza, exceptuando Lisboa e talvez o Porto, se publicaram num único ano tantas obras de autores locais, ou aqui radicados, o que dá a dimensão da produtividade, da criatividade e da qualidade dos autores fafenses, que estão, obviamente, de parabéns.
Até ao momento contam-se nada menos do que 19 títulos, dos 20 até agora apresentados em diferentes locais do concelho, mas sobretudo na Biblioteca Municipal.
De realçar ainda que uma dezena das obras apresentadas são livros de estreia, o que é francamente animador e altamente positivo para a cultura local.
Vamos, então, brevemente, a uma viagem pelos livros de autores locais, ou aqui radicados e também pelos temas fafenses, publicados em livro em 2011.
É a primeira parte.
A segunda segue oportunamente.

Apresentação da obra de estreia de Manuel Barros
Logo em Janeiro, no dia 4, teve lugar na Biblioteca Municipal de Fafe a sessão de lançamento da obra Salpicos de Ideias, Reparos e… algumas Histórias, do professor Manuel Barros, que teve a apresentação do dr. Ribeiro Cardoso, director do jornal Povo de Fafe e um prelúdio musical pelo pianista José Miguel Dias. Trata-se de uma obra que reúne mais de duas dezenas de textos do autor publicados sobretudo no Povo de Fafe e outros inéditos. São assumidamente croniquetas e historietas que apresentam algum sentido para reflexão, como quer o autor, que se espraia por temas ligados à problemática da vida, à humanização, socialização e outras, “fantasiados com alguns raciocínios que me ocupam o pensamento”. O livro foi um sonho do autor, que felizmente se concretizou.

Ainda em Janeiro, a 22, teve lugar no lotado Teatro-Cinema de Fafe o lançamento da obra Fafe – Estudos de História Contemporânea, do jovem historiador Daniel Bastos.
O livro inicial do autor integra diversos artigos, qual deles o mais consistente, inovador e relevante para o conhecimento da historiografia do município nos últimos decénios. Referimo-nos, concretamente, aos textos “As visitas do rei D. Carlos I ao município de Fafe em 1906 e 1907: análise e contexto político, económico e social”; “A participação portuguesa na I Guerra Mundial. Reflexos políticos e sociais: o exemplo de Fafe”; “As Eleições Presidenciais no Estado autoritário português. Processos e actores políticos no concelho de Fafe em 1949 e 1958” e “Visitas de governantes do Estado Novo ao concelho de Fafe (1933-1974): economia, ideologia e política estadonovista num contexto local”.
Outra obra de estreia: do historiador Daniel Bastos
Todavia, verdadeiramente inovadores, pela pesquisa bibliográfica e pelo aparato metodológico, são os dois grandes marcos que pontuam a arquitectura desta obra. Refiro-me aos artigos que têm como título “O concelho de Fafe durante a Primeira República (1910-1926): actores, processo político e conjuntura socioeconómica”, de uma actualidade vibrante, dado estarmos em plena comemoração do Centenário da República, bem como “A Revolução de Abril entre 1974 e 1976 num contexto local: a transição política, partidos políticos, comícios e as primeiras eleições autárquicas democráticas em Fafe”.
O interessante livro seria (re)apresentado no Consulado Geral de Portugal em Paris, em 23 de Setembro.

No dia 28 de Janeiro,   no auditório da Biblioteca Municipal, a recém-criada Kairos – Produções Culturais promoveu o lançamento do audiolivro e livro digital A Dança dos Alcatruzes, de Oceano Andrade (personagem literário de José Rui Rocha). A obra foi apresentada por Ângela Lopes.
A Dança dos Alcatruzes é o ficcional percurso de Cândido Makalani, escritor, e das espirais por si vividas e desejadas. É o encontro entre as partes distantes que formam o individuum. É um quase esquecido narrar de percursos e decisões. É um olhar sobre os gestos dos actores que se cumprem e adiam no palco onde se representa a dramaturgia do Tempo.


Mais uma obra de José Augusto Gonçalves
Em 25 de Fevereiro, José Augusto Gonçalves, professor da Escola Secundária e escritor, apresentou, na Biblioteca Municipal, o seu mais recente livro, Viagens pelas Sendas da Alma Humana II, que é a continuação da sua saga autobiográfica, iniciada em Dezembro de 2009, com a publicação o primeiro volume.
A obra foi apresentada, uma vez mais, pelo também docente da Secundária e escritor, Carlos Afonso.

Em Março, no âmbito das II Jornadas Literárias, teve lugar a apresentação de duas obras literárias.
No dia 17, na Biblioteca Municipal, foi lançado o excelente livro de poesia de Almeida Mattos, A Ilusão do Breve.
A Ilusão do Breve: um excelente e livro maior de poemas do poeta fafense  residente no Porto e que regressa à publicação vinte anos após a sua obra anterior,  Conjuntivo Presente (1991).
António Almeida Mattos regressou à publicação, 20 anos depois
A obra foi apresentada pela Professora Isabel Pires de Lima, grande amiga do autor e também de Fafe, onde voltou mais uma vez.

No dia seguinte, no Teatro-Cinema, teve lugar a apresentação da obra Antigo & Futuro, um excelente repertório das vivências de outrora no espaço pedagógico do Agrupamento de Escolas de Arões, coordenado magistralmente pela professora Orlanda Silva.
As vivências agrícolas, as vindimas, as janeiras e os reis, a cura das doenças e maleitas, as crenças e mezinhas, os jogos tradicionais, as cantigas, a casa, vidas, testemunhos.
Uma obra-prima da cultura imaterial daquela zona do concelho, que engloba as freguesias de Arões Santa Cristina e S. Romão, Cepães e Fareja.

Em 18 de Abril, no âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Biblioteca Municipal foi palco do lançamento da obra Águas Públicas e a sua utilização no concelho de Fafe, da autoria do professor Francisco da Silva Costa, docente do departamento de Geografia da Universidade do Minho.
A apresentação foi do signatário, que assinou também o prefácio da obra, editada pela Câmara Municipal de Fafe.
O corpo da obra desenvolve-se em torno dos usos e ocupação do domínio público hídrico neste concelho, desdobrado nas mais importantes utilizações da água, nos seus cursos mais relevantes, sobretudo o Vizela, o Ferro, o Bugio e o Torto.
Fala-se, assim, da importância da rega dos campos, da cultura do linho, do papel dos moinhos de rodízio e azenhas, como espaços de actividade moageira, mas também de outros engenhos ligados ao aproveitamento das águas públicas como a serração e os lagares de azeite.
O Prof. Dr. Francisco Costa estudou o uso das águas públicas no Vale do Ave e em Fafe
A obra aborda ainda o aproveitamento hídrico no contexto da indústria local, sobretudo a têxtil (fábricas de fiação e tecidos), bem como nas fábricas de papel, em Fareja e em Fafe, hoje desaparecidas, depois de cumprirem a sua missão histórica. Algumas linhas são, de igual modo, dedicadas ao papel das pequenas centrais hidroeléctricas, como a de Santa Rita, mas também as das fábricas do Ferro e do Bugio, necessárias à laboração daquelas importantes indústrias, cujo auge decorreu em grande parte do século passado.

Em 7 de Maio, no auditório da Junta de Freguesia de Arões S. Romão, o talentoso escritor João Ricardo Lopes apresentou o seu mais recente livro, com o título reflexões à boca de cena.
A obra, apresentada pelo conterrâneo César Freitas, professor e investigador no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, assinala o regresso do escritor aos escaparates, depois de uma ausência de quase quatro anos. O título agora dado à estampa (pela editora Labirinto) compila 50 poemas, traduzidos para inglês por Bernarda Esteves, docente de Literatura e Linguística Inglesa na Universidade do Minho.
João Ricardo Lopes, em mais um excelente livro de poemas, a sua arte maior
O autor, recorde-se, conta na sua bibliografia com diversas obras poéticas (premiadas já, a nível nacional) e com um livro de crónicas. Em 2011, ano em que comemora uma década de vida literária, surpreende com um volume de composições poéticas, alicerçadas em torno do espaço metafórico do teatro. De acordo com o posfácio, assinado pelo também poeta Daniel Gonçalves, “os poemas deste livro têm uma vida que vai acender aos confins do universo a última gota de silêncio primordial.”
Depois da Vila de Arões, seguiu-se uma apresentação na Feira do Livro de Braga (por Sérgio Sousa, docente na Universidade do Minho), em Lisboa e no Porto.

Em 17 de Junho, teve lugar na Biblioteca Municipal a apresentação dos livros Tempo e Reflexos, de Richard Towers, pseudónimo do artista e músico Martinho Torres.
Trata-se de dois livros-objecto, actos criativos editados pela Neoma Produções, editora do próprio escritor. Trata-se de um conceito novo, inovador e diferente, “livros com arte”, produtos com valor acrescentado que estão já no mercado e que o autor se empenha em explicar aos seus leitores, um pouco por todo o país, como aconteceu na cidade de Fafe!
Martinho Torres, mais uma estreia e logo com dois livros de ficção
Num ambiente intimista, que incluiu a leitura de trechos dos livros, por Carlos Afonso e Artur Coimbra, acompanhado à viola pelo autor-músico Martinho Torres, foi proposta aos presentes uma incursão pelo inovador mundo literário do autor, através de duas obras.
É um orgulho termos este autor a viver entre nós, e a trabalhar em Fafe, concretamente na freguesia de Travassós.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Carminho no Teatro-Cinema de Fafe com lotação quase esgotada


A programação do Teatro-Cinema de Fafe continua esta sexta-feira, 9 de dezembro, pelas 21h30, com um espectáculo da jovem artista Carminho, exactamente sob o tema “Fado”.
O concerto integra-se no projecto “Concertos Íntimos”, de que é o quinto e último espectáculo deste ano (anteriormente, pisaram o palco fafense os artistas Tim, Sérgio Godinho, Teresa Salgueiro e Rita Redshoes).
Os ingressos continuam à venda no Posto de Turismo, ao preço de 10 euros, encontrando-se a lotação perto de esgotar.
A nova “menina bonita do fado”, Carminho, nasceu Carmo Rebelo de Andrade, há 27 anos, em Lisboa, filha da fadista Teresa Siqueira. Em Lisboa, estreou-se a cantar em público aos doze anos, no Coliseu.
Concluído o curso universitário, viaja pelo mundo durante um ano, participando em missões humanitárias. Regressada a Lisboa, começa a cantar regularmente no restaurante Mesa de Frades. Participa no multi-galardoado filme “Fados”, de Carlos Saura.
Em 2009 editou o seu primeiro álbum “Fado”, considerado “a maior revelação do fado da última década”, pela revista Time, alcançando rapidamente o galardão de ouro e dando início a uma digressão nacional e internacional.
Vista como um símbolo da sua geração, tornou-se, em 2011, a Embaixadora portuguesa do programa “Youth on the Move”, a convite da Comissão Europeia.
2011 é também o ano de um arranque seguro de uma carreira internacional que a leva ao palco principal da Womex (World Music Expo), na Dinamarca, e a espectáculos em diversos palcos europeus.
É com grande expectativa que se aguarda o lançamento do seu segundo álbum, previsto para Janeiro, com edição assegurada em Espanha e no Reino Unido.


“Conversa íntima” na sexta-feira, às 15h30

Como é habitual no quadro dos “Concertos Íntimos”, a jovem fadista disponibiliza-se para uma “conversa íntima” com quem a ela queira assistir na tarde de sexta-feira, a partir das 15h30, na Sala Manoel de Oliveira.
A conversa permitirá conhecer melhor a jovem fadista que é uma das revelações do fado da actualidade e que tem nesta altura um dueto com Pablo Alborán - “Perdóname” – no top espanhol.

(Fotos: net)



Renata Barros: uma jovem investigadora fafense premiada internacionalmente


Chama-se Renata Sofia da Cunha Oliveira Barros, nasceu em Fafe em 16 de Outubro de 1978 e desenvolve a actividade de Nutricionista e Investigadora da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
O seu nome saltou para a ribalta, já em 2010, quando a equipa de investigação que integra, na primeira edição dos Nutrition Awards, foi galardoada na categoria de Nutrição Clínica com o 1.º prémio, com o projecto de investigação “Obesidade, Alimentação Mediterrânica e Asma”.
Os Nutrition Awards são uma iniciativa nacional desenvolvida pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas, Fundação Calouste Gulbenkian e GCI, que visa premiar e divulgar os trabalhos de investigação e projectos de excelência na área das Ciências da Nutrição, desenvolvidos em Portugal.
Este ano, a equipa de Renata Barros voltou a ser premiada internacionalmente, averbando o 1.º prémio, ainda na categoria de Nutrição Clínica, nos Nutrition Awards 2011, com o projecto de investigação “Ingestão de ácido alfa-linolénico e menor rácio de ácidos gordos polinsaturados n6:n3 associados a melhor controlo da asma”, publicado este ano na revista científica indexada British Journal of Nutrition, e apresentado e premiado no 30th Congress of the European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI), que decorreu em Istambul.
O projecto foi desenvolvido pelos investigadores Renata Barros, André Moreira, João Fonseca, Luís Delgado, M. Graça Castel-Branco, Tari Haahtela, Carla Lopes e Pedro Moreira, da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), do Serviço de Imunoalergologia do Hospital de S. João, EPE, e do Skin and Allergy
Hospital, Helsinki University Central Hospital.
O estudo teve como principal objectivo investigar a associação entre a ingestão de vários tipos de ácidos gordos e micronutrimentos antioxidantes, e o controlo da asma em adultos.
Cento e setenta e quatro utentes com asma, seguidos na consulta externa de Imunoalergologia do Hospital de S. João, participaram num estudo transversal. O protocolo de investigação incluiu a determinação de parâmetros de inflamação das vias aéreas, função respiratória, avaliação da qualidade de vida e controlo da asma, avaliação da actividade física e determinação do Índice de Massa Corporal. A ingestão alimentar foi avaliada através de um questionário semi-quantitativo de frequência de consumo alimentar e estimada a ingestão nutricional dos diferentes tipos de ácidos gordos e antioxidantes.
O projecto salienta a importância do efeito protector dos ácidos gordos polinsaturados n-3 e, especificamente, do ácido alfa-linolénico, na inflamação e controlo da asma. Estes resultados suportam e fundamentam a relevância de estudos de intervenção e o desenvolvimento de recomendações nutricionais e alimentares na asma, como abordagem complementar ao tratamento. O estudo deu origem a uma publicação pioneira na área, de relevância científica internacional e com impacto na área da Nutrição Clínica.
Renata Barros é Licenciada em Ciências da Nutrição, pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (2001) e Mestre em Nutrição Clínica, com a tese “Obesity, Mediterranean Diet and Asthma”, pela mesma Faculdade, em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e com o Serviço de Imunoalergologia do Hospital de S. João, EPE (2007).
Desde 2011, é estudante de Doutoramento em Nutrição Clínica, na Faculdade de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, em colaboração com o Laboratório de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e o Serviço de Imunoalergologia do Hospital de São de João.    
A sua experiência profissional reporta Renata Barros como Investigadora e Assistente Convidada da Licenciatura em Ciências da Nutrição e Mestrado em Nutrição Clínica, da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto (desde 2008), sendo os seus domínios de investigação a Nutrição Clínica e a Nutrição Humana. As principais áreas de investigação da jovem fafense são “Nutrição, alimentação mediterrânica e obesidade na asma” (desde 2004), estando envolvida no projecto de investigação da Comissão Europeia “FACET -Flavouring, Additive and Food Contact Material Exposure", coordenado pela University of Dublin, da National University of Ireland  (desde 2008). Entre 2000 e 2004, desenvolveu o projecto “Epidemiologia nutricional e desejabilidade social”.
Entre 2004 e 2009, foi Assistente Convidada na Licenciatura em Ciências da Nutrição, da Universidade Atlântica, em Lisboa.  
Além da actividade académica, é desde 2002 Nutricionista, no Hospital Agostinho Ribeiro (Felgueiras) e em clínicas privadas (Porto e Fafe), actividade que desempenhou igualmente na Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras (2002-07) e na Santa Casa da Misericórdia de Cabeceiras de Basto (2005-09).
Antes disso, foi Nutricionista, no Centro de Saúde de Saúde de Fafe, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Braga (2002-03).    
É autora e co-autora de publicações científicas em revistas internacionais indexadas e com arbitragem científica, na área da Nutrição e da Imunoalergologia. De igual forma, subscreveu várias comunicações em congressos nacionais e internacionais, premiadas nacional e internacionalmente.
Uma investigadora e docente universitária fafense em ascensão, que seguramente orgulha a cidade e os fafenses!

domingo, 4 de dezembro de 2011

O nosso fado


O nosso fado foi classificado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.
E justamente o foi, porque é da matriz do fado – “símbolo da identidade nacional”, como é considerado – ser o espelho da tristeza de um país, das suas grandezas e sobretudo das suas misérias, das suas desditas e adversidades.
Francamente, a decisão da classificação, que foi desencadeada em Lisboa há perto de duas décadas, não poderia ter acontecido em altura mais adequada. Ajustada, sem qualquer dúvida, ao momento.
O nosso fado, hoje, tem a ver com o lado mais sombrio da noite, com o rosto lunar da existência, com a violência do quotidiano, a violência governamental sobre todo um povo, o saque material e moral sobre quem trabalha ou trabalhou toda uma vida.
O nosso fado, hoje, é ter de aturar a música gananciosa que nos dão os especuladores financeiros que dão pelo nome de “mercados”, bem como essa aberração chamada tróica e o anacronismo do piedoso e fiel servidor de Merkel e Sarkozy que nos coube na rifa, Pedro Passos Coelho.
O nosso fado, hoje, é empobrecer alegremente e bater palmas aos carrascos da colectiva desgraça, como se fosse promessa, destino ou inevitabilidade ter de aceitar o que de modo algum é admissível.
O nosso fado é a saudade, a desventura elevada a hino nacional, o choro das guitarras, as “almas vencidas” pelo desânimo, mas também a força da indignação, da revolta, do descontentamento e da certeza de que há limites de dignidade que não podem ser ultrapassados, por muito que queiram os serventuários de uma Europa em decomposição.
De qualquer forma, ficamos muito orgulhosos por um longo percurso musical, agora premiado internacionalmente e que passa por artistas como Alfredo Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Mariza, Camané, Aldina Duarte, Cristina Branco, Kátia Guerreiro, Ana Moura e, mais recentemente, a novíssima geração do fado, Carminho, Ricardo Ribeiro e Cuca Roseta.
Um grande bem-haja a todos os autores e intérpretes do fado que nos elevam dentro e fora do país, contribuindo para o acréscimo da nossa auto-estima, contrariamente aos que têm por missão deprimir-nos, explorar-nos, infernizar a vida de todos nós!...

Artista fafense Telma Mota expõe bijuterias na Casa Municipal de Cultura


 A artista fafense Telma Mota expõe um conjunto dos seus trabalhos de bijuteria, na Casa Municipal de Cultura de Fafe. A abertura da sua exposição/venda ocorre na noite da próxima quarta-feira, 7 de dezembro, no âmbito do serão cultural que inclui a apresentação da obra de António Sala, Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos.
Telma Mota nasceu em 1980, é natural de Cepães, deste concelho. Estudou Economia mas tem na arte a sua paixão. A partir da tão tradicional técnica do croché cria jóias em cobre e prata 925 com pedras naturais/semipreciosas, vidros e tecidos. Tem o seu atelier em Cepães  e vende as suas peças através da internet para todo o país e para outros países como USA, Canada, Brasil,  Holanda,  Bélgica, Inglaterra.  
Tem participado em vários eventos de artesanato urbano/mostras de novos criadores, nas Galerias de Paris, no Plano B, Galeria Serv’artes, Parque da Cidade, Palácio das Artes, na cidade do Porto e tem algumas peças publicadas em revistas da especialidade - Bricolage e Decoração, Nova Gente Soluções.
Blogue da artista:http://telma-mota.blogspot.com.

 


Exposições colectivas em que participou:

2011
 - O Mercado  – Porto – 1 Outubro
 - Artesanato Urbano das Tílias  – Palácio de Cristal – Porto – 18 Setembro
 - Artesanato Urbano no Parque  – Palácio de Cristal – Porto - 16 Julho
 - 15ª Edição das Feiras Francas  – Palácio das Artes – Porto - 25 Junho

2010
 - 9ª Edição das Feiras Francas  – Palácio das Artes – Porto - 18 Dezembro
 - Novos Criadores na Galeria de Paris  – Galeria de Paris – Porto - 11 Dezembro
 - Novos Criadores na Galeria de Paris  – Galeria de Paris – Porto - 6 Novembro
 - 1ª Mostra de Criadores  – Praça 25 de Abril – Fafe – 10 Julho
 - Artesanato Urbano na Galeria de Paris  – Galeria de Paris – Porto – 5 Junho
 - Artesanato Urbano no Parque  – Parque da Cidade – Porto – 15 Maio
 – Desfile de moda – Escola Secundária de Fafe – Fafe - 5 Março


2009
 - Artesanato Urbano na Galeria de Paris  – Galeria de Paris – Porto – 19 Dezembro
 - Artesanato Urbano na Galeria de Paris - Galeria de Paris - Porto - 4 Julho
 - Artesanato Urbano no Parque - Parque da Cidade - Porto - 20 Junho
 - Artesanato Urbano no Parque - Palácio de Cristal - Porto - 13 Junho
 - Artesanato Urbano no Parque - Parque da Cidade - Porto - 23 Maio
 - Artesanato Urbano no Parque - Palácio de Cristal - Porto - 9 Maio
 - Mercadinho dos Clérigos - Rua Cândido dos Reis - Porto - 25 Abril
 - Mercadinho dos Clérigos - Rua Cândido dos Reis - Porto - 28 Março

2008
 - Feira de Artesanato Urbano - Galeria Serv'artes - Porto - 19-20 Dezembro
 - Natal feito à Mão - Venda de Natal de Criadores Portugueses - Plano B - Porto - 29 Novembro e 13 Dezembro
 - Concurso Nacional de Artes Decorativas; 2 peças expostas na Natalis - Lisboa -Dezembro
 - 1ª Mostra de Artesanato Urbano - Biblioteca Municipal de Castro Daire - Junho - Julho
 - O Mercado das Pulgas - Festival Trás Fusão - Ribeira - Porto - Junho. 


sábado, 3 de dezembro de 2011

António Sala apresenta Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos em Fafe a 7 de Dezembro

Título: Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos
Autor: António Sala
N.º de Páginas: 408

Na noite da próxima quarta-feira, 7 de Dezembro, a partir das 21h30, realiza-se um serão cultural na Casa Municipal de Cultura de Fafe, que integra a apresentação do livro Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos, do conhecido homem da rádio e músico António Sala, seguida da abertura da exposição de bijuterias da artista fafense Telma Mota. A entrada é naturalmente livre para quem queira assistir aos dois eventos da noite.
Comecemos pelo livro.

Sobre o livro:
“Aqui vos deixo um livro da rádio que sempre fiz. Uma rádio de afectos, e da vida que me ofereceu. Uma vida que acabou por extravasar para áreas como a televisão, palcos, discos e fantásticas aventuras e viagens pelo mundo. Este é o livro dessas histórias e dessas memórias” (António Sala).

“As memórias de António Sala, o homem que se tornou uma espécie de «amigo» dos portugueses, que passaram anos a fio de ouvido colado à rádio com o programa «Despertar». Neste livro conta-se a história (quase) toda, desde as reminiscências de menino, no tempo em que inventou uma máquina de projectar filmes caseiros que ameaçava deitar fogo à casa, até aos dias mais recentes, em que entrevistava políticos e cantores, escritores e outros que tais. Escusado será dizer que por um livro desta natureza passam dezenas, para não dizer centenas de outras pessoas bem conhecidas da nossa praça, radialistas e famosos do mundo da televisão, artistas (Amália é figura de referência) e escritores admirados, como Lobo Antunes, com direito a citação na epígrafe”. (Do prefácio, da autoria de José Rodrigues dos Santos).

Sobre o Autor:

O conhecido “homem da rádio”, locutor e cantor, de nome completo António Manuel Sala Mira Gomes, nasceu em Vilar de Andorinho, em 14 de janeiro de 1949 e foi viver para Lisboa aos dez anos e entrou para a rádio em 1966. Tendo-se estreado aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, candidatou-se a um concurso da Rádio Ribatejo, onde veio a apresentar o programa Caravana das Cinco. Cantou em coros de igreja e forma os seus primeiros grupos, primeiro Os Fachos, depois Os Argonautas. Torna-se locutor profissional, novamente nos Emissores Associados de Lisboa, onde apresentou o programa da manhã. Quando foi chamado a cumprir o serviço militar, também o fez como radialista, no programa Alerta Está, da Região Militar de Lisboa.
É como cantor que surgirá na televisão, em Canal 13, de Mário Dias Ramos. A carreira dos Maranata, agrupamento saído de um coro de igreja, inicia-se em 1971. A sua estreia como apresentador de TV, em 1972, acontece com Música Maestro, a primeira produção da Edipim. Após o 25 de Abril, grava o primeiro disco a solo, Recados de Telex. Em 1978 apresenta o concurso Ou vai ou taxa, na RTP1. Transfere-se para a Rádio Renascença em 1979, onde obtém sucesso no programa matinal Despertar, com a companheira Olga Cardoso. Escreve a música de Zé Brasileiro Português de Braga, com letra de Vasco de Lima Couto, para a cantora Alexandra, e interpreta com esta um dueto, no Festival RTP da Canção de 1980. No mesmo ano publica Dicionário de Anedotas.
Em 1983 junta-se a Carlos Paião e Luís Arriaga para co-protagonizar O Foguete, de que foi autor, na RTP1. Lança Anedotas de Sala em 1984. Nesse ano regressa ao Festival RTP da Canção com Uma Canção Amiga e, com o seu filho Miguel lança, em 1985, o disco Parabéns a Você. Em 1989 lança o LP Microfone e Voz, dedicado a Carlos Paião.
Em 1990 começa a apresentar, na RTP2, o concurso Palavra Puxa Palavra. A partir de 1992 assume o cargo de director de programas da Rádio Renascença, em simultâneo com a apresentação do Despertar. Em 1993 apresenta o programa Você Decide e a nova versão do concurso 1, 2, 3. Ainda na RTP apresenta, em 1995, o concurso Quem é o quê?.
Em 1996 comemora trinta anos de carreira, com a edição do duplo CD Trinta Anos de Carreira, juntando 44 canções. Passa a conduzir um programa de entrevistas na Renascença, tornando-se director-geral do Grupo Renascença, entre 2003 e 2007, ano em que passa a assessor do Conselho de Gerência.
A Videofono edita o DVD António Sala, o comunicador, em 2007, e o duplo CD, Lisboa e o meu piano, com 15 temas de sua autoria ao piano.
Recebeu a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa.
Além de Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos, António Sala publicou este ano para o público infantil a obra Histórias para os Avós Contarem aos Netos, com ilustrações de Patrícia Furtado, que também estará à venda para quem o pretender.