domingo, 11 de dezembro de 2011

Fadista Carminho encantou um Teatro-Cinema de Fafe completamente lotado



O Teatro-Cinema de Fafe encheu por completo esta sexta-feira à noite para assistir ao concerto da jovem fadista Carminho, de apenas 27 anos, uma das mais sonantes e promissoras revelações daquela que é considerada a “canção nacional por excelência”.
Ao longo de mais de uma hora e meia, a simpática artista interpretou duas dezenas de fados, a maioria que integra o seu primeiro e único disco até agora editado, com o título exacto de “Fado” (2009), considerado logo “a maior revelação do fado da última década”, pela revista inglesa Time.
A plateia fafense delirou com a esplêndida voz de Carminho, feita de uma sonoridade consistente, enérgica e sobretudo sentida e vivida, acompanhada por um trio de músicos de alto gabarito (guitarra, viola e baixo). O resultado só podia ser um espectáculo soberbo, quente, intimista, profissional, no melhor sentido, fechando com “chave de ouro” o ciclo de “Concertos Íntimos” que a autarquia levou a efeito este ano e que se prolongará no próximo ano, certamente, com idêntica qualidade.





O espectáculo concluiu com o fado de referência da artista, “Meu Amor Marinheiro”, cantado ao natural, sem amplificação sonora, numa dádiva que encantou os espectadores, entre os quais se contavam espanhóis, dado o facto de Carminho estar nesta altura em primeiro lugar no top musical do país irmão, fruto do seu esplêndido dueto com o jovem cantor Pablo Alborán, na canção “Perdóname”.
Pelo meio, Carminho, elogiou a belíssima sala do Teatro-Cinema e disse ser seu privilégio cantar naquele espaço com quase nove décadas de existência! Aplausos que se vêm tornando recorrentes nos artistas que têm pisado a nossa sala de espectáculos, o que só nos pode deixar embevecidos, como fafenses amigos da sua terra.
Aqui ficam algumas imagens (belíssimas imagens, como sempre) do nosso amigo e colaborador Manuel Meira Correia, para gáudio de todos os eventuais visitantes deste blogue!






“Conversa íntima” de Carminho desvenda pormenores da sua vida
Na tarde de sexta-feira, na Sala Manoel de Oliveira, num registo descontraído, Carminho disponibilizou-se para falar com algumas dezenas de jovens estudantes, a quem se abriu e colocou à vontade para responder a todo o tipo de perguntas.
Numa conversa moderada pelo vereador da cultura, desporto e juventude da autarquia, Pompeu Martins, a nova “menina bonita do fado” passou em revista a sua jovem existência e a sua curta carreira musical, o que fez com enorme simpatia, inteira abertura, e uma bagagem cultural acima da média, para a sua idade.
Carmo Rebelo de Andrade nasceu em Lisboa e foi para o Algarve muita nova. Como a sua mãe (Teresa Siqueira) era fadista, tornou-se natural ouvir fado desde a infância e gostava do fado como de outras canções, como o rock, ou a música ligeira. Aliás, Carminho referiu que gosta de todo o tipo de música “desde que seja boa”.


Estreou-se a cantar aos doze anos, num espectáculo familiar no Coliseu dos Recreios, cujas peripécias relatou. A partir daí não mais abandonou a música, assumindo o fado como algo seu. Não apenas seu: “o fado é de todos os portugueses”.
Fadista de profissão, considera que “o fado é música, mas também poesia e forma de transmitir sentimentos”.
Carminho assume a sua natureza emotiva e sente a necessidade de cantar, para libertar os seus fantasmas e as suas obsessões.
Carminho, concluído o curso superior de marketing e publicidade, viajou pelo mundo durante um ano, sozinha, participando em missões humanitárias, sobretudo na Índia, com crianças deficientes e moribundos. Uma jovem com um grande coração e uma imensa coragem!
Regressada a Lisboa, começou a cantar regularmente no restaurante Mesa de Frades. Foi o início da carreira que a levou a gravar o seu primeiro disco, e a participar no filme de Carlos Saura e ao êxito com Palo Alborán.
Às crianças fafenses da Escola de Arões e da Carlos Teixeira, admitiu que quando sobe ao palco se sente “ansiosa mas também concentrada” e relativizou o êxito que está a conseguir, na sua jovem carreira. Ainda está a começar!...
-Como se define, em três palavras? - Perguntaram-lhe da plateia.
“Curiosa, emotiva e inexperiente” – respondeu, depois de alguma reflexão. Um retrato para quem teve o privilégio de assistir à conversa.
Como prémio para os adolescentes que a estavam a admirar, Carminho cantou o refrão do fado de que mais gosta, “Meu Amor Marinheiro”, com letra de António Campos e música de Joaquim Pimentel.
A belíssima letra deste fado é assim:

Tenho ciúme das verdes ondas do mar
Que teimam em querer beijar
Teu corpo erguido às marés
Tenho ciúme do vento que me atraiçoa
Que vem beijar-te na proa
E morre pelo convés

Tenho ciúme do luar da lua cheia
Que no teu corpo se enleia
Para contigo ir bailar
Tenho ciúme das ondas que se levantam
E das sereias que cantam
Que cantam p’ra te encantar

Oh meu amor marinheiro
Oh dono dos meus anelos
Não deixes que à noite, a lua
Roube a cor dos teus cabelos
Não olhes para as estrelas
Porque elas podem roubar
O verde que há nos teus olhos
Teus olhos da cor do mar.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fafe é terra de literatura: este ano já foram apresentados 19 livros de autores ou de temática local (Conclusão)

Num primeiro post, abordámos a dezena de obras apresentadas em Fafe por autores locais ou aqui radicados e uma delas de temática local.
Concluímos a apresentação.
Em 1 de Julho, à entrada do Verão, o Núcleo de Artes e Letras de Fafe promoveu, no Auditório da Casa das Associações, uma sessão cultural para a apresentação do livro Palavras de Cristal, colectânea de textos e imagens  de diversos  autores associados.
No decorrer da sessão foram declamados alguns poemas que integram a obra.
Palavras de Cristal publica poemas de Acácio Almeida, António Almeida Mattos, Artur Ferreira Coimbra, Artur Magalhães Leite, Benedita Stingl, João Ricardo Lopes, Pompeu Miguel Martins e Valdemar Gonçalves.
A colectânea inclui textos em prosa dos associados Carlos Afonso, Catarina Ribeiro Noval, José Emídio Lopes, José Salgado Leite, Maria Arlete Gonçalves e Tiago Magalhães, sendo enriquecida por ilustrações dos artistas Ana Stingl, Belmira Guimarães, Fina Rosa, Luís Gonzaga e Orlando Pompeu. 

Em 22 de Julho, foi apresentada, na Biblioteca Municipal, a obra Major Miguel Ferreira – Uma Lição de Liberdade (2ª edição, revista e aumentada), do autor deste blogue, edição da Câmara Municipal de Fafe. Na ocasião, o investigador e amigo Artur Sá da Costa, enquadrou o movimento de oposição ao Estado Novo “Democratas de Braga”, de que Miguel Ferreira (1878-1961) foi um precursor.
Sendo a mesma, esta é uma obra diferente, mais rica de conteúdo e de informação, sendo acrescentada com mais meia centena de páginas.
Com o recurso a mais funda investigação e à leitura da preciosa imprensa local, conseguimos ampliar consideravelmente os capítulos da vida de Miguel Ferreira, sobretudo o relativo ao período da 1ª República (1910-1926).
Miguel Ferreira foi uma referência enorme de republicano histórico, de homem de bem, de homem íntegro, combatente pela Liberdade durante toda a sua vida.
Há 100 anos atrás era deputado às Constituintes. Foi vereador e governador civil na 1ª República. Lutou depois contra o Estado Novo e Salazar, em concreto. Teve uma grandiosa homenagem nacional em 1958, quando comemorou 80 anos de vida. Há 50 anos, falecia (1961), com 83 anos de idade.
Não sendo natural de Fafe, é um dos fafenses adoptivos mais prestigiados e notáveis, que honrou esta terra e os seus valores.
A obra seria reapresentada na Junta de Freguesia de Antime em 17 de Setembro.

Em Setembro, teve lugar a apresentação de três obras, todas na Biblioteca Municipal, e de carácter completamente diverso. 
Na noite de 23, foi apresentada a obra A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial: A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe, do jovem arquitecto fafense António Póvoas (edição Kairos – Edições Culturais).
O livro resulta da dissertação para a obtenção do grau de mestre em arquitectura na Universidade do Minho, em 2009, e foi apresentado por Jorge Correia, da Escola de Arquitectura daquela academia, antigo docente e orientador da dissertação.
A obra reveste-se de enorme interesse para a cidade e para os fafenses, pela síntese que faz da sua evolução histórica e pelas propostas que formula para a criação de um centro histórico.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe. Concretamente, através da formulação de propostas de instituição de um centro histórico na cidade de Fafe, que preserve a mancha urbana constituída pelas “casas brasileiras”, na perspectiva, muito correcta, de “salvaguardar a sua herança histórica, os valores arquitectónicos e urbanos que permitam um melhor entendimento e compreensão da mesma”.
O livro teria depois outras apresentações, entre as quais (dia 9 de Novembro) em Guimarães, no âmbito da comemoração do 15º Aniversário da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, onde o autor estudou.

Na tarde do dia seguinte, 24, tive a honra de fazer uma breve apresentação da obra poética Esvoaços 2, de Acácio Almeida.
Dedicado aos seus amigos e amigas, Esvoaços 2 integra 50 poemas, basicamente datados de um arco temporal entre 2008 e 2011.
Dir-se-á que continua a haver uma louvável evolução na escrita poética de Acácio Almeida, ao longo dos seus três livros (o primeiro de 1988 e o segundo de 2008).
Se o primeiro é assumidamente mais de intervenção, de preocupação social, obra de pendor mais realista, os dois seguintes inscrevem uma poesia mais trabalhada, mais madura, mais moderna, mais “literária”, no que isso tem de louvável esforço de depuração imagética e estilística.
Por um lado, evidenciando uma oficina poética que investe sobre o trabalho linguístico, literário.
Mas, por outro, uma preocupação sempre presente pelos dramas do quotidiano, com o que se aproxima da temática social da sua primeira obra.
Um poeta que não podemos perder de vista.

No dia 30, Ângelo Santos publicou um auspicioso romance de estreia, de que acabou por não se falar muito, com o sugestivo título Do Éden ao Inferno.
Não podendo estar presente na apresentação, não dispomos de mais elementos para aprofundar algo sobre esta obra, o que lamentamos.

Em Outubro foram apresentados mais dois livros na Biblioteca Municipal de Fafe, que está transformada no local de apresentação de obras literárias por excelência.
No dia 15, um sábado à tarde, registou-se a apresentação do primeiro romance de Conceição Antunes, com o título A que cheiram as giestas. É mais um(a) autor(a) fafense que emerge no panorama literário e cultural local, o que é uma fabulosa notícia.
A autora nasceu nesta cidade em 1952 e aqui reside. De 1954 a 1975 viveu em Luanda (Angola).
Tem os cursos de modelista e design de moda, na Academia de Artes do Porto; modelação de cerâmica e azulejaria, na Escola Soares dos Reis no Porto e de pintura e desenho, na Escola Superior Artística do Porto. Serviu a carreira da moda.
Além da sua actividade profissional, desenvolve relevante actividade artística, designadamente na área da pintura, desde os seus tempos de África, sob o pseudónimo de “Cloé”, tendo efectuado diversas exposições individuais e colectivas em diversos locais, Fafe incluído.

No dia 27, teve lugar a apresentação da obra Escola/Comunidade – Perspectivas e Racionalidades (edição Labirinto), assinado por Joaquim Paulo Lopes Teixeira, docente da Escola Secundária de Fafe.
Trata-se da edição em livro da dissertação de mestrado do autor em Administração Educacional pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho do Porto, em 2011.
A obra tem 200 páginas de texto e divide-se em quatro capítulos com os títulos “A Escola como organização educativa”, “Os interesses, os consensos e os conflitos na administração das Escolas”, “A comunidade local nas escolas públicas: entre a legislação e a prática” e, finalmente, “Um estudo das Escolas do concelho de Fafe”.
A apresentação contou com a presença da conhecida professora Manuela Teixeira, dirigente da FNE há alguns anos atrás e orientadora do mestrado de Paulo Teixeira, que apresentou a obra.


A mais recente obra a ser apresentada aconteceu no passado dia 4 de Novembro. Trata-se do romance Ocaso, da autoria do jovem escritor radicado há alguns anos em Fafe José Rui Rocha (neste caso, na personagem Inês Pedro Guerra) e à qual não pude assistir por não me encontrar nessa noite em Fafe. É a terceira edição da Kairos deste ano, a segunda do mesmo e intenso autor, depois do audiolivro do início do ano.

Finalmente…


Na tarde de 26 de Novembro, a Junta de Freguesia de Fafe promoveu a apresentação, na Biblioteca Municipal da cidade, da obra Cruz de Chumbo e Outros Poemas (176 p., edição da J. F. Fafe) do poeta Augusto Fera, edição organizada e prefaciada por Artur F. Coimbra, presidente do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.
A sala encheu de familiares, conterrâneos e amigos de Augusto Ferreira, seu nome de baptismo, poeta invisual, natural de Armil (1939) e residente na zona da Fábrica do Ferro, que concretizou assim, através da louvável iniciativa da Junta fafense, o sonho de editar um livro de poesia, que compila a sua produção literária de meio século, a partir de 1961.
A obra foi apresentada pelo organizador, que leu alguns excertos do prefácio feito expressamente para Cruz de Chumbo e Outros Poemas e onde refere, a propósito do projecto de vários anos para a publicação da poesia de Fera, que muito admira: “A oportunidade acaba de surgir com a iniciativa do Presidente da Junta de Freguesia de Fafe de editar a obra de Augusto Fera num único volume. Bem andou José Mário Silva (mais uma vez…) em concretizar esta aspiração sua (que sempre foi também nossa…) de homenagear um poeta até agora impublicado em livro e que nos habituámos a fruir, lentamente, à medida que o seu estro ia debitando poemas para as páginas dos ansiosos jornais.
Um poeta popular que faz parte da identidade literária fafense, sem dúvida! E que agora, finalmente, vê a luz da publicação, apesar da sua repetida renitência em o fazer…”.

Quanto às editoras, de referir que a Labirinto publicou cerca de metade de todas as edições apresentadas em Fafe. Nada menos que oito. A jovem Kairos encarregou-se de mais três edições. A Câmara Municipal e a Neoma Produções editaram cada qual dois livros. As restantes obras, distribuem-se por outras tantas editoras.

De evidenciar ainda que, no total, foram apresentados em Fafe 21 obras literárias, sendo que apenas duas não são de autores ou de temática fafense: os livros Terra de Chiculate, em Agosto, e  Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos, do conhecido homem da rádio António Sala, na passada quarta-feira.
É obra, meus amigos!...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Telma Mota: uma exposição de bijuterias e pequenas jóias artísticas que foi um êxito

A jovem artista fafense Telma Mota, que trocou o estudo da Economia pelos saberes tradicionais do tempo dos avós, a que juntou a sua criatividade, como refere o jornalista Carlos Rui Abreu, no JN de hoje, numa excelente reportagem sobre a autora, com o título “Fazer croché com metais”, expôs um conjunto dos seus trabalhos de bijuteria e pequenas jóias, além de outros, na Galeria Municipal (Casa da Cultura).

A abertura ocorreu na noite de quarta-feira, 7 de Dezembro, com grande êxito, juntando dezenas de amigos, que admiraram os belíssimos trabalhos da artista, que transformam a prata e o cobre em croché, autênticas obras de arte elaboradas no seu ateliê de Cepães.
Marcaram a sua presença amiga o Presidente da Câmara, José Ribeiro e esposa, os vereadores Antero Barbosa e Helena Lemos, empresários e outros fafenses de diversos sectores.

Telma Mota tem 31 anos, dedica-se à arte com sentido mais estético e intensivo há três ou quatro anos, a qual se transformou na sua paixão.
Os seus trabalhos, dedicados ao universo feminino e romântico, tem-se espalhado e vendido no Porto, em Fafe e em outros locais e, pela Internet, já chegou aos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Holanda e Inglaterra.
Com um grande beijo de parabéns e votos de que continue a criar os seus objectos de arte e que chegue a bom termo a sua marca “Telma Mota”, aqui deixo algumas imagens da sessão de abertura da exposição que se manteve patente esta quinta-feira, feriado, e poderá ainda ser visitada na sexta-feira à tarde.
Fotos de Manuel Meira Correia.


António Sala espalhou simpatia pela Casa da Cultura de Fafe

Na noite de quarta-feira, 7 de Dezembro, o auditório da Casa Municipal de Cultura de Fafe foi palco para a apresentação do livro Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos, do conhecido homem da rádio António Sala.
O mínimo que se pode afirmar é que Sala se mostrou um exímio conversador, como sempre foi seu timbre, passando em revista, com palavras simples e de grande simpatia, o seu percurso de vida pela rádio, de que é um dos maiores ícones a nível nacional, em especial, na Renascença. Lembremos que José Rodrigues dos Santos, que assina um breve prefácio, o considera “um dos melhores profissionais da comunicação social no nosso país” e que António Sala foi eleito em 2007 pelos ouvintes do Rádio Clube Português “a maior figura de sempre da história da rádio em Portugal”.
Foi esta figura emblemática que aqui se deslocou, com grande privilégio nosso, para apresentar, em traços gerais, as linhas mestras da sua sexta obra, escrita ao longo de oito anos e que retrata episódios vividos pelo autor ao longo da sua carreira profissional de mais de quatro dezenas de anos, em diversas estações emissoras.
Sala deteve-se num episódio interessante ocorrido com o poeta Vinicius de Morais, quando se deslocou a Portugal, era o radialista ainda muito “moço”.
Falou da importância da rádio (foi por esse meio de comunicação, e não pela televisão, que se conheceram as senhas do 25 de Abril, por exemplo) mas evidenciou, com tristeza, a monotonia que é a rádio hoje em dia. Quase todas as estações se cingem a uma playlist, que integra basicamente os mesmos temas musicais, o que empobrece drasticamente o panorama radiofónico, hoje disponível em variadíssimas plataformas, que integram os telemóveis ou os computadores, e não apenas as tradicionais telefonias. 

António Sala considera que o seu livro se resume a um “contador de histórias ligadas aos afectos e aos olhares, às coisas e às pessoas que marcaram a minha vida e, sobretudo, o meu modo de fazer rádio. É, única e simplesmente, a visão de um radialista e o contar das histórias que o marcam na profissão”, mas assume também a sua “modesta homenagem a todos que fizeram e aos que ainda escrevem a história da rádio em Portugal”.
A longa e interessante noite com António Sala concluiu com uma saborosa anedota, contada com o humor que caracteriza o autor das “Anedotas do Sala”.
António Sala passou ainda, antes da sessão, pelas salas do Museu das Migrações e das Comunidades, que apreciou vivamente, na companhia do vereador da Cultura, Pompeu Martins.
Já no final, e após os sacramentais autógrafos, esteve a conviver com as pessoas que participavam na abertura da exposição de bijuterias de Telma Mota, de que se fala em outro post, designadamente, o Presidente da Câmara, José Ribeiro e o seu chefe de gabinete, Carlos Mota, além de Joaquim Lima, empresário e autarca e deste escriba, com os quais esteve em animada conversa durante mais de uma hora.
Em suma: foi um enorme orgulho para Fafe receber esta personalidade de gabarito nacional e conviver com ele durante algumas horas, na noite de quarta-feira.

Fotos: Manuel Meira Correia