quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Três actores à procura de um papel": actores conhecidos vêm ao Teatro-Cinema de Fafe em 18 de Fevereiro

João Cabral, Oceana Basilio, Angelo Torres

Sábado, 21h30
Preço: 5 €
Duração: 80’
Classificação: M/16

A programação do Teatro-Cinema de Fafe integra, na noite de 18 de Fevereiro, a apresentação da peça "Três actores à procura de um papel", representada pelos conhecidos João Cabral, Oceana Basílio e Ângelo Torres
Três actores, que não se conhecem, entram para uma sala para realizarem um casting público. Num primeiro momento, medem-se e estão receosos. Uma voz off explica o jogo e as regras: os atores vão ter de entrar em cinco cenas, onde representam personagens diferentes. As indicações para os personagens estão em envelopes retirados à sorte de um saco. Não podem revelar a sua identidade aos outros. Têm dez minutos para improvisar. Ouve-se um Gong no fim e no princípio de cada representação. Têm cinco minutos para descansar entre cada cena. Nesse tempo começam a cruzar as suas vidas.
Pela primeira vez em Fafe, três actores conhecidos do grande público, do teatro e das telenovelas.

Os bilhetes estão à venda no Posto de Turismo a partir da próxima segunda-feira, 6 de Fevereiro.

Grupo Nun’Álvares “encerra” Estúdio Fénix este sábado à noite com variedades

Obrigado, Fénix, pelos momentos proporcionados” é o título do espetáculo que o Grupo Nun’Álvares leva a efeito este sábado à noite naquela sala instalada no quartel dos Bombeiros Voluntários de Fafe e que assinala o seu encerramento.
A receita reverte a favor dos Bombeiros Voluntários.
O espetáculo final no Estúdio Fénix, que tem o apoio da autarquia, começa às 21h30 e inclui variedades, rábulas teatrais, demonstração de patinagem, declamação de poesia e uma projeção de homenagem àquela sala.
O Grupo Nun’Álvares, que foi o primeiro grupo a pisar o palco do Fénix, com a peça “Médico à força”, de que recriará alguns trechos este sábado, pretende assim homenagear aquele espaço cultural que durante décadas funcionou como única sala de espetáculos da cidade.
O Estúdio Fénix, dotado de 300 lugares e concebido pelo artista António Santana, foi inaugurado solenemente em 26 de Maio de 1984, tendo a Câmara Municipal suportado metade da verba da sua construção, computada em 20 000 contos (100 000 euros).

Notícia da inauguração do Estúdio Fénix (Maio de 1984)
Nessa circunstância, a autarquia ficou com o direito de utilizar a sala durante três dias por semana para o desenvolvimento de atividades culturais.
E o certo é que ao longo de 25 anos, o Estúdio Fénix, como único espaço com condições para o efeito, foi palco de centenas de espetáculos de música, teatro e dança, exibição de cinema, eventos diversos, realizações, seminários, conferências e outras iniciativas.
O primeiro grande espetáculo lá realizado foi com o artista Pedro Barroso, em Março do ano seguinte.
Com a entrada em funcionamento do Teatro-Cinema de Fafe, em 25 de Abril de 2009, o Estúdio Fénix deixou de ter a utilização intensa que vinha tendo, passando a servir para festas escolares e pouco mais. A autarquia cessou também o protocolo de utilização em 2010, pelo que a direcção dos Bombeiros começou a pensar no destino a dar à sala.
No âmbito das obras de requalificação do quartel, que já começaram, o Estúdio Fénix vai ser desmantelado, enquanto sala de espetáculos, já a partir da próxima semana, sendo o espaço reformulado para outro tipo de utilização, designadamente salas de formação.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Relembrando o 31 de Janeiro de 1891: primeiro momento de uma República hoje violentada

Passa hoje mais um aniversário (121 anos) do 31 de Janeiro de 1891, considerado pela historiografia como o primeiro grande momento da luta contra a monarquia e a favor da instauração da República, essa feliz realidade e regime que nos rege, mas que os actuais governantes vilipendiam, autênticos mercenários da História e roubadores do passado colectivo.

Nesse dia, a bandeira republicana esteve hasteada durante algumas horas no coração do Porto, por acção de um punhado de corajosos lutadores que se envergonhariam até ao nojo dos Álvaros, dos Passos e dos Gaspares que em 2012 cuspiriam na memória dos que se sacrificaram em prol de um Portugal mais livre, solidário e independente, ao contrário do vómito em que o transformaram!...

O 31 de Janeiro surge como reacção ao célebre Ultimato inglês de 11 de Janeiro de 1890.

Nesse dia, a Inglaterra enviou ao rei D. Carlos um ultimato: ou os Portugueses desocupavam os territórios situados entre Angola e Moçambique ou o governo inglês declarava guerra a Portugal.

O Governo viu-se obrigado a aceitar o Ultimato, o que provocou manifestações de descontentamento, protestos e greves. Em 14 de Janeiro de 1890, o Partido Republicano Português organizou uma grande manifestação em Lisboa, acusando o rei D. Carlos e o Governo de terem traído os interesses dos Portugueses em África.

É nessa onda de descontentamento que surge o hino militar chamado “A Portuguesa”, exaltando as glórias do passado e incentivando a resistência contra os ingleses. Foi composto pelo músico Alfredo Keil que pediu ao poeta Henrique Lopes de Mendonça que escrevesse uma letra que desse voz à revolta que grassava pelas ruas.

A música começou a ser cantada por todo o lado, nos cafés, nas ruas, nos clubes. Era a música de todos os descontentes. Foi proibida pelo governo, mas continuou a ser cantada às escondidas.

A partir de 1910, passou a ser o hino nacional, até hoje!... Com esta gente que corta ordenados e elimina feriados, será até quando?

Qualquer dia, trocam o hino nacional por qualquer cantiga do Emanuel ou do Tony Carreira. Já esgotei a minha capacidade de surpresa, no último meio ano!...

O movimento revolucionário de 1891, disse um dos seus protagonistas mais conhecidos, João Chagas (futuro chefe de um governo republicano), de que se falará abaixo, pôs “definitivamente a soberania popular em face da velha soberania régia, separando-as completamente e tornando público esse divórcio.” “A revolução do Porto feriu de morte a Monarquia que nunca mais teve um momento de repouso. A partir de então, deixou de haver em Portugal uma forma de governo estável, mas um conflito permanente entre as duas soberanias.”

Relembramos a seguir um texto publicado por Pedro Olavo Simões no JN de 24 de Janeiro de 2010, já lá vão dois anos, no âmbito das comemorações do centenário da República, que naquela altura faziam sentido e cujo amesquinhamento pelos sujeitos que ocupam temporariamente as cadeiras de S. Bento nos faz corar de vergonha.

O autor faz avultar a acção dos sargentos no deflagrar do 31 de Janeiro, uma das datas mais emblemáticas do Portugal Contemporâneo, para quem respeita a História Pátria, o que, desafortunadamente, hoje em dia até parece um pecado!...

 

“Tem por aqui sido dito, e é consabido, que o 31 de Janeiro de 1891 foi, em boa medida, a revolta dos sargentos. "A sargentada do Porto", dizia-se nos círculos republicanos portuenses. Mas são esses homens, movidos por razões de ordem variada, os mais esquecidos.
Além do sargento Abílio de Jesus, cuja memória perdura pelo simbolismo de ter sido o primeiro militar a bradar "Viva a República!" - quem lá estava bem viu -, eram oficiais os militares mais recordados como participantes na revolta republicana portuense - o capitão Leitão, o tenente Coelho, o alferes Malheiro. Mas são sempre os mesmos três, nenhum deles de alta patente. Dos sargentos e das praças pouco se conta.
Nessa classe militar, o descontentamento vinha de longe. Através do jornal "O Sargento", já em 1889 eram publicadas notícias das queixas destes militares, relacionadas, no essencial, com remunerações e com promoções. Mas, no dia 17 de Janeiro de 1891, a gota de água que agitou a já transbordante taça foi a promoção a alferes, pelo Exército, de três aspirantes, quando a lei obrigava a que esses postos fossem destinados a dois aspirantes e um primeiro-sargento. O Governo era liderado, ao tempo, por João Crisóstomo, que foi alvo de duras críticas no referido órgão da classe. "Quando o sr. João Chrysostomo subiu ao poder, nós sabíamos já perfeitamente com o que havíamos de contar. Mas ainda havia no exército quem confiasse n'aquelle senhor", lia-se no artigo, que, mais adiante, assumia um bem maior peso político: "Os campos estão hoje bem delimitados: de um lado a situação que o governo representa, do outro lado o exercito e a nação: de um lado uma soberania falsa com uma força só apparente, do outro lado a soberania nacional com a verdadeira força; de um lado o passado que se fortifica para resistir, do outro lado o futuro que concentra e mobilisa as forças para destruir".
Por essa mesma altura, como relatam João Chagas e o tenente Coelho, em "História da Revolta do Porto" (1901), os sargentos da Invicta emitiam um comunicado muito esclarecedor, igualmente publicado em "O Sargento". "Basta de escarneo, impudentes estadistas. Não brinqueis com o fogo que elle pode incinerar-vos!", escreviam, insistindo no tom ameaçador: "Tomemos as armas nas mãos: e com fé e enthusiasmo saudemos o futuro, que elle minorará a nossa sorte ingrata".
Do papel que os conspiradores civis tiveram, chamando os sargentos para a causa republicana, já por aqui temos falado. A gente de "A Republica Portugueza", com João Chagas à cabeça. Bem como da acção decisiva de Santos Cardoso, o malquisto redactor e proprietário de "A Justiça Portugueza", que promoveu reuniões na sua própria casa, e noutros locais, que ajudaram a impulsionar a revolta.
Naturalmente, a ideia de que a revolta foi uma "sargentada" não faz grande sentido, devido ao forte cunho político imprimido à revolta pelos responsáveis civis. Mas é entendido como certo que foi a adesão dos sargentos, espontânea, convicta e sentida pelos próprios como urgente, que precipitou os acontecimentos de que aqui nos ocupamos.
Estar aqui a enumerar nomes de sargentos – seria fácil, lendo-os nas listas dos conselhos de guerra - de nada serve. Contrariamente aos três oficiais envolvidos na revolta, movidos pela convicção de que a mudança de regime era premente, os sargentos actuaram como um corpo. Muitos teriam ideias republicanas, todos viviam um profundo descontentamento de classe (…). 

domingo, 29 de janeiro de 2012

The Gift encantaram o público fafense

Como há muito se anunciava, o Teatro-Cinema de Fafe esgotou para ouvir os The Gift, a banda portuguesa de Alcobaça que está na música há 17 anos.
A banda deslocou-se a Fafe porque queria gravar um registo em DVD e também para a SIC Notícias e o melhor e mais belo que encontrou no país para o efeito foi a nossa mítica sala de espectáculos, que começa a entrar no roteiro das grandes salas do país, onde os grupos de referência querem vir gravar (vide, UHF, em Novembro passado). Foi o Nuno Gonçalves, a grande alma criativa do grupo, que o relembrou na noite de sexta-feira: vinha de Madrid, num avião da TAP e viu uma reportagem na revista UP com Tereza Salgueiro no Teatro-Cinema de Fafe e deu-se o clique. A gravação teria de ser em Fafe. E foi!...
O espectáculo integrou a digressão de dois meses em Portugal e Espanha chamada “Primavera/Explode – Mil cores possíveis”. Baseado em temas novos gravados no Centro Cultural de Belém e os mais recentes do último disco Explode, esta digressão apresenta os The Gift nas principais salas nacionais e espanholas, enquanto não nasce o bebé de Sónia Tavares e Fernando Ribeiro (vocalista dos Moonspell, também presente no espectáculo em Fafe).
O espectáculo foi dividido em duas partes. A primeira, inspirada no CD Primavera, o último álbum da banda, mais calmo, intimista, mais suave e até melancólico, mais próximo do público.
A segunda parte revisitou o último grande disco dos The Gift, Explode. Explosão de cores, dança, festa, intensidade. Os espectadores foram convidados a dançar e não se fizeram rogados. Uma grande alegria emergiu no Teatro-Cinema de Fafe, nesta parte do espectáculo, em que todo o auditório dançou, levantou os braços, cantou, num diálogo excelente entre o palco e a plateia.
Mais um belíssimo momento que se desenrolou no Teatro-Cinema de Fafe, que começa a ser valorizado pelos artistas e bandas nacionais, o que só nos pode orgulhar!
Aqui ficam algumas fotos do artista Manuel Meira Correia.













Sónia Tavares e Nuno Gonçalves, sempre simpáticos para a fotografia, sob o olhar atento do "pai da criança", Fernando Ribeiro (à esquerda)!

Orgãos sociais reeleitos nos Bombeiros Voluntários de Fafe



Renovada a confiança!

A lista A, encabeçada pelo Dr. Pedro Frazão e a qual me honro integrar, como vice-presidente, triunfou claramente nas eleições para os orgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe, para o triénio 2012/2015.
Votaram a favor da nossa lista 519 associados, enquanto a lista concorrente, liderada pelo Dr. José Augusto Sousa, averbou 350 votos, num total de pouco mais de 870 votantes, número menor em três centenas que o registado nas eleições de há três anos.
Os associados reconheceram a obra feita e a consistência dos projectos anunciados para o próximo triénio.
A Direcção mantém-se quase na íntegra, tendo apenas como elemento novo o sócio Avelino Novais Freitas.
A Assembleia-Geral continua presidida pelo Eng. Miguel Summavielle, enquanto o Conselho Fiscal tem como novo presidente Luís Manuel Martins Costa.
Conhecidos os resultados, a lista vencedora fez naturalmente a festa, com champanhe e bolo, dando nota da alegria reinante.
O reeleito presidente da Direcção, na presença de dezenas de associados, membros dos orgãos sociais e bombeiros, proferiu algumas palavras, agradecendo a participação dos associados no acto eleitoral e o apoio de todos os componentes da lista A para a vitória final, terminando a subinhar as linhas mestras da acção futura, que passa pela execução das obras de requalificação do quartel, que já arrancaram, a aquisição de um veículo florestal de combate a incêndios e a criação de uma escola de formação de bombeiros, entre outros projectos, cujo anúncio remeteu para mais tarde.
Fecha-se, assim, um processo que não foi de todo pacífico e integrou episódios escusados, que em nada contribuem para o prestígio que todos queremos elevar na nossa humanitária associação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eliminar feriados: uma ofensa à memória e à História de Portugal

Tal como já vinha anunciando, o Governo aprovou ontem, em conselho de ministros, a eliminação de quatro feriados – dois civis e dois religiosos. Como quem deita os dados, sem qualquer critério e na mais pura ignorância, o que parece constituir a matriz de quem nos governa nestes dias de cinza, são eliminados o dia da Restauração da Independência (1 de Dezembro) e o dia da proclamação da República (5 de Outubro), além de duas datas religiosas que, curiosamente, ainda não se sabe quais são, nem quando serão oficializadas.
O país abre a boca de espanto quando o caricato Álvaro Santos Pereira, dito ministro da Economia, que ficou com a pasta da negociação dos feriados, admite que o corte das duas celebrações civis aconteceu porque "o governo aceitou a condição que a Igreja disse".
Porque, alegadamente, a Igreja Católica impôs que o corte do alegado excesso de feriados em Portugal fosse dividido a meias – duas datas religiosas, duas civis – e o Governo, submissa e cristãmente, dobrando a cerviz perante a hierarquia católica como faz perante a ditadura alemã, concordou.
Mas afinal quem manda no Estado laico que presumivelmente é o que vigora neste país: o governo ou a Opus Dei?
Os portugueses que votaram no PSD, votaram também na igreja para mandar no país? E quem perguntou aos portugueses em geral os feriados que queria suprimir?
É ridículo pensar que a economia do país vai crescer substancialmente quando se suprimem quatro feriados (parece que o problema não são os feriados, mas as pontes…). Não é por aí que se vão resolver os grandes problemas do país, como diz quem sabe.
O que aconteceu é que o governo fez mais uma vontade aos patrões, inventando mais um instrumento para aumentar o trabalho gratuito e reforçar o horário de trabalho, para além do que há pouco tinha promovido no conciliábulo da chamada “concertação social”, altura em que os outorgantes se comprometeram a eliminar "três a quatro feriados". O Governo optou, como sempre tem feito em prejuízo dos trabalhadores e em benefício do empresariado, para satisfazer interesses estranhos aos portugueses, por maximizar os sacrifícios.
Em vez de obrigar o patronato a melhorar a organização das empresas e a elevar a qualificação da maioria dos empresários; em vez de diminuir drasticamente os custos com a energia, os transportes e sobretudo com a fiscalidade, que é o que deveria fazer, como reclamam os empresários, o governo diverte-se a acabar com feriados, que não passam de um amendoim no contexto do repasto dos governantes e dos patrões.
O inenarrável Álvaro, mais grotesco do que parecia, diverte-se a proclamar que o 10 de Junho (Dia de Portugal) não foi escolhido porque, "nestas alturas de crise", é preciso haver um maior sentimento patriótico. Mas qual “sentimento patriótico”, quando Portugal está vendido à tróica e tem o seu futuro hipotecado à Europa pelo “bloco central de interesses”?… Brincamos, certamente!
Outra manifestação do humor negro do “estrangeirado” ministro da Economia é a sua explicação de que, sempre que os feriados civis de 5 de Outubro ou de 1 de Dezembro, agora abolidos, calharem a um dia útil, serão celebradas no domingo imediatamente a seguir.
Mas em que país pensa que está o Álvaro? Comemorar o feriado civil a um domingo, por que carga de água? O homem deve estar louco!...

O que está em causa é que, num país cujo regime reinante é exactamente a República instaurada em 5 de Outubro de 1910, e que ainda há menos de dois anos foi palco de grandes comemorações nacionais, esta decisão lamentável é no mínimo uma ofensa à memória dos combatentes da Rotunda que contribuíram para mudar Portugal e instaurar a modernidade deste país.
Haveria sempre alternativas para minimizar a “loucura economicista” que invadiu este país nos últimos tempos., que passariam até pela supressão do Carnaval. Mas esta certamente não interessa, porque é a identidade deste país desde há meia dúzia de meses!...
A eliminação dos feriados contribui para a perda da memória dos portugueses, fazendo esquecer marcos e datas fundamentais da sua História, mais recente ou mais remota. São símbolos evocativos da história e da cultura de um país; perdê-los contribui para o empobrecimento e o esquecimento dos cidadãos, o que é sempre lamentável.
Um povo que perde a sua memória, como estes governantes pretendem, é um povo sem leme, sem rumo, desnorteado. Um povo sem chão, despojado de identidade e de cidadania.
Como refere, e bem, o monárquico José Adelino Maltez, os feriados “são símbolos culturais, políticos, históricos, religiosos. São a maior riqueza de Portugal”.
Suprimi-los é um crime, sem dúvida!
Aliás, é um bispo emérito, D. Januário Torgal Ferreira, que há cerca de dois meses atrás, referia, certeiramente: “fica-se alarmado com a pequenez destas medidas. Não é com quatro ou cinco dias que vamos salvar o país. É um gesto perfeitamente mercantilista”.
Um recado para o governo, para a tróica, para os “mercados”, que são quem de facto manda nesta “choldra de país”.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como se inventa uma mentira!...

Imaginemos que houve a semana passada um debate entre os candidatos às próximas eleições nos Bombeiros Voluntários de Fafe.
Imaginemos que o autor deste blogue (que integra orgulhosamente a Lista A) fez uma apreciação pessoal, livre e legítima ao que lá se passou e publicou o texto. No blogue que é seu, como se fosse o seu diário público. De mais ninguém!
Imaginemos que alguém que não esteve no debate e que não consta de nenhuma das listas se sente incomodado com o que se escreveu.
Vai daí diz que enviou uma mensagem electrónica para o autor do blogue. O que o autor do blogue liminarmente rejeita. Não chegou ao seu endereço electrónico nenhum comentário.
Vai daí diz que este não foi validado.
Vai daí, salta para o Facebook, aquela coisa que até o nosso pobre Presidente usa frequentemente (nanja eu!...) e desanca no autor do blogue, acusando-o de alegadamente “conviver mal com a democracia” (olha quem fala!...), de ter censurado um comentário que nunca enviou, blá, blá, blá.
Uma verdade, ao menos diz: que o autor do blogue tem como intuito ajudar a lista candidata aos Bombeiros da qual faz parte.
Ora, abóbora, ia ajudar a lista opositora?!... Só se asneasse!
Este blogue não é a Santa Casa da Misericórdia.
Relembro que é do seu autor e expressa as suas ideias e posições.
É claro que publicaria o comentário se o entendesse e se ele tivesse chegado ao seu endereço electrónico. Não chegou.
Alma caridosa fez chegar ao autor do blogue alguns comentários ao que não aconteceu: uns judiciosos e compreensivos (“poderá a mensagem não ter chegado…”), outros disparatados (“Inacreditável tal situação!”, “determinado tipo de censura”…).
Ou de como, estultamente, se inventou uma mentira no Facebook, se comentou, se difundiu, se repercutiu, como se de verdade se tratasse.
Uma autêntica patranha do 1º de Abril!
E assim andam as redes sociais!...
 
PS – É claro que, nesta altura do campeonato, o autor do blogue não publicará o que quer que seja sobre o assunto, com o qual não concorde! Muito menos se for enviado sob a capa do anonimato.
Está no seu direito, obviamente!