domingo, 19 de fevereiro de 2012

"My sweet Lord", recordando fantasticamente George Harrison


Homenagem e tributo ao extraordinário músico que foi George Harrison, conhecido membro dos Beatles. Neste vídeo participam vários amigos de Harrison, como Billy Preston, na voz e no piano, na guitarra acústica Eric Clapton e o filho do George Harrison, Dhani, no orgão Paul McCartney, na bateria Ringo Star, entre muitos outros que se podem ver.
Sabe bem ouvir, até à exaustão, esta fantástica música de George Harrison, que faz parte do imaginário musical e cultural das últimas gerações, em Portugal, como pelo mundo inteiro!
Eu adoro!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

3 ACTORES À PROCURA DE UM PAPEL; UM TEATRO À PROCURA DE MAIS PÚBLICO

3 actores à procura de um papel” é o título de uma peça de teatro de Joaquim Paulo Nogueira que este sábado à noite sobe ao palco do Teatro-Cinema de Fafe e que é interpretada por actores conhecidos do teatro, do cinema e da televisão em Portugal.
São os casos de Oceana Basílio, João Cabral e Ângelo Torres.
Até esta sexta-feira, a procura de bilhetes deixa muito a desejar, dada a qualidade do espectáculo e a “fama” dos actores.
Afinal, aqueles anónimos “sempre os mesmos”, que açambarcam os bilhetes dos bons espectáculos, devem estar de férias ou a gozar o Carnaval no Brasil. Ninguém os vê, a não ser nos concertos do Tim, ou da Áurea, que padecem daquela equação muito simples e irresolúvel, que se resume a haver um espaço muito pequeno (303 lugares) para a imensidão das solicitações. Face a essa realidade, todas as críticas, embora legítimas, esbarram na parede. Quem consegue bilhete, fica feliz; quem não consegue, protesta no facebook, contra os “privilegiados”, e essas coisas, a maioria sem qualquer pertinência…

Para quem estiver interessado, aqui ficam alguns dados sobre os três actores que procuram um papel:

Oceana Basílio nasceu a 19 de Janeiro de 1979 em Faro.
Ingressou na escola Profissional de Teatro de Cascais em 1999, frequentou depois a Academia Contemporânea do Espéctaculo – ACE. Trabalhou na sua formação com Reynaldo Montero, Rui Madeira, Dinis Bernard, Jean Pierre Sarrazac, Bruno Schiappa, Joana Craveiro, Tânia Guerreiro, Gonçalo Alegria e John Frey. Começou a fazer teatro profissional em Braga em 2003.
Estreou-se em Televisão com “Morangos com Açúcar”, tendo depois integrado o elenco de produções como “Doce Fugitiva”, “Olhos nos Olhos”, “Flôr do Mar” e na série “Casos da Vida”. Protagonizou o episódio “Crime e Botox” para a TVI.
 Na RTP participou em “Liberdade 21”, e mais recentemente em “Cidade Despida”; para a SIC integrou o elenco de “Perfeito Coração”.
Em teatro foi encenada em vários espectáculos por: Pedro Marques, José Boavida, Philippe Leroux, José Miguel Braga e Camilo Silva. Tem desenvolvido uma carreira constante em teatro onde se incluem algumas encenações suas. Faz parte da direcção da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul.

João Cabral nasceu em 1961 em S. Miguel.
Tem a licenciatura em teatro do Conservatório Nacional de Lisboa (1980-85).
Em 1982 começou a sua actividade como actor. Em televisão salienta o seu trabalho nas produções “Mau Tempo no Canal”, “A Banqueira do Povo”, “Jornalistas”, “A Mulher do Ministro” e “Jura”.
No cinema participou em filmes de João Canijo, Rosa Coutinho Cabral, Fernando Lopes, Jorge António, Fernando Matos Silva, Francisco Manso. No teatro participou em peças encenadas por Mário Feliciano, Rosa Coutinho Cabral, Carlos Avilez, Diogo Dória e José António Pires, entre outros.
Dirigiu e encenou o Grupo de Teatro do ISCSP. Foi professor de Expressão Dramática na Escola Secundária Passos Manuel. Fez parte das equipas de dobragens de Teresa Madruga e de Teresa Sobral. Dirige o grupo Ultimato de teatro universitário da FPCEUL.

Ângelo Torres nasceu em 1966.
Actor por acaso, Ângelo Torres, resolveu estudar representação e entrou na escola de Teatro do Chapitô em Lisboa. A partir daí começou a trabalhar no palco com os melhores grupos. Da Cornucópia ao Teatro da Garagem.
Voltou à televisão numa famosa série para a SIC, Pensão Estrela e logo a seguir conseguiu o seu primeiro papel num filme, A Tempestade da Terra, em 1996, rodado em Moçambique, ao lado de Maria de Medeiros. O seu trabalho árduo e de grande versatilidade e qualidade levou-o a ser distinguido em 2004 no Festival Internacional de Cinema de Berlim com o Shooting Stars Award, da European Film Promotion, o que acaba por ser um feito enorme para um actor negro proveniente de um pequeno país lusófono.
Ângelo Torres é hoje um dos mais conhecidos artistas do universo da lusofonia e tem vindo progressivamente a construir uma carreira de grande qualidade quer no teatro quer no cinema, levando-o até à sua estreia, como realizador, em 2007, com a premiada curta metragem Kunta.

Sinopse:

Três atores que não se conhecem entram para uma sala para realizarem um casting público. Num primeiro momento medem-se e estão receosos. Uma voz off explica o jogo e as regras: os atores terão de entrar em cinco cenas, onde representam personagens diferentes que lhes são atribuídas em segredo. Ao longo do tempo em que estão juntos vão começar a cruzar as suas histórias de vida e a sofrerem influência dos personagens que representam. Surgem vários tipos, entre os quais um corretor da bolsa, um desempregado, uma doente de cancro em estado terminal, um professor que é despedido porque inicia um processo de mudança de identidade sexual, um jovem que vai estudar para Teerão e que supostamente irá infiltrar-se numa rede terrorista. Por outro lado eles, como atores, também têm diferentes maneiras de viver a precariedade da sua profissão e isso reflete-se nas suas atitudes durante o casting.

Os bilhetes custam apenas 5€.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Piegas é a tua tia!...

1. Era uma vez um país de carnaval permanente. E que, por isso, deixou de festejar o dia propriamente dito, mas já lá vamos.
Quem melhor encarnava a situação de excesso, paródia e leviandade, porque não era possível levá-lo a sério, apesar da gravidade da situação, era o então primeiro-ministro, um personagem moldado na jota partidária e de quem não se conhecia currículo que se visse, a não ser grossa ambição e nenhuma preparação.
Vá-se lá saber por quê, quando chegou ao poder, meteu na gaveta todas as promessas que tinha feito em campanha para arregimentar votos e acabou a fazer o que não tinha prometido e de que acusava os adversários. Aumentou impostos brutalmente, cortou salários, empobreceu ainda mais os pobres, agravou o desemprego, deixou incólumes os ricos (porque será?), vendeu Portugal aos chineses e submeteu-se fielmente à balofa alemã, pensando com isso granjear o estatuto de “bom aluno” de uma Europa que se está borrifando para os PIGS (Portugal, Itália, Grécia, Espanha). Não teve o mínimo rebate de consciência em amesquinhar e desarticular uma das referências do Portugal Democrático e mesmo da Europa do pós-guerra: o Estado Social. Tudo em nome de um “troiquismo” exacerbado, do género mais papista que o papa, que ninguém reconhece, a começar por essas abantesmas fantasmáticas acobertadas pela designação de “mercados” e que não passam de agentes da especulação financeira internacional; em nome da utopia dos”amanhãs que cantam”!... Em nome, enfim, da ausência de “alternativas”, quando todos sabemos que alternativas há sempre e o acto de governar é um permanente exercício de selecção de soluções…
Pois o tal primeiro-ministro, num belo dia, foi ao parlamento vociferar que “cumpriremos o que manda a tróica, custe o que custar!”. A frase foi considerada um mimo de oratória e um emblema da determinação de espezinhar o povo português, se necessário, para conseguir que os agiotas europeus e americanos ganhem muito dinheiro com a desgraça dos países periféricos. Uma expressão absolutamente paradigmática de uma política que não olha a meios para atingir os fins. Uma política sem escrúpulos, sem moral, sem ética. “Custe o que custar”, nem que em prejuízo do sofrimento do povo, do aumento do desemprego, do empobrecimento generalizado. Que importância têm mais umas centenas de miseráveis, uns milhares de desempregados, uma classe média a resvalar para a pobreza envergonhada? São ninharias no grande desígnio nacional do pomposamente reiterado “ajustamento económico”. “Custe o que custar”, haveremos de chegar. Nem que já não haja povo, nem economia, nem empresas, nem comércio, nem serviços, nem juventude, a quem o Estado paga para se formar e depois o governo manda emigrar, num esbanjamento de recursos humanos e económicos que deveria dar direito a sentar o traseiro no mocho, se houvesse justiça no tal país!...
Não satisfeito em subjugar o povo à sabuja estratégia franco-alemã, o primeiro-ministro insulta os cidadãos, indiscriminadamente, acoimando-os de “piegas”.
Talvez quisesse dizer “maricas”, “fracos”, “efeminados”, “fraldiqueiros”, sempre a queixar-se da vida e das dores de barriga, sem estofo másculo para suportar uma ideologia de austeridade sem fim, como só os patriotas conseguem e merecem.
Já há quem considere que alguém tem de informar o primeiro-ministro que o povo não suporta enxovalhos gratuitamente. E que deve moderar a linguagem a roçar o primarismo, sob pena de vir a colher os “frutos” das sementes que vem lançando com a maior ligeireza!...

2. No meio deste carnaval permanente, quase passa despercebida a decisão do primeiro-ministro de quebrar uma tradição cultural (e turística, e económica) do povo português.
«O Carnaval não é um feriado» e «não estamos num ano qualquer». Foi a «emergência nacional» que levou «à eliminação de quatro feriados», pelo que, no entender do primeiro-ministro, não fazia sentido manter uma tolerância de ponto. «Não estamos em tempo de falar de tradições. Não é tempo de ficar agarrado às velhas tradições; o que nós queremos é vencer as dificuldades».
Que importam as “tradições”, num momento difícil e crítico, em que o verbo a conjugar é o “custe o que custar”.
Nem importa equacionar a “forma deplorável”, como foi anunciado o fim da tolerância de Carnaval, a escassos dias da sua realização, num manifesto desprezo pelos grandiosos investimentos que muitos municípios fazem nos festejos um pouco pelo país e também pelos próprios trabalhadores que, com antecedência, já tinham programado o gozo do dia.
Mas “direitos adquiridos” e “tradições” não existem para o primeiro-ministro, sobretudo quando se trata dos trabalhadores da função pública. Os “direitos adquiridos” das parcerias público-privadas não podem mexer-se. Os contratos leoninos são para manter intocáveis, custando milhões. Um simples dia de Carnaval, que nem aquece nem arrefece na produtividade e na competitividade da economia portuguesa, é içado como bandeira da ideologia da austeridade, do paradigma do trabalho a caminho da servidão, como resulta da famosa “concertação social”.
Um lamentável exercício de poder!
A resposta está a ser dada por dezenas de autarquias, de norte a sul do país e pelos governos das regiões autónomas, que se estão positivamente marimbando para as orientações do primeiro-ministro e para a sua sede insaciável e carnavalesca de levar os trabalhadores a laborar cada vez mais por menos dinheiro!...
Mas, como bem referiu o correligionário do primeiro-ministro, António Capucho, “Nesta fase de depressão, não tinha mal deixar as pessoas festejar. (...) O povo português não vai compreender porque é que não há tolerância de ponto».
E não. Porque, afinal de contas não vai adiantar rigorosamente nada, a não ser a expressão de uma teimosia e de uma prepotência lamentáveis!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Que o concelho de Fafe seja sempre o menino dos nossos olhos!

A vida é por inerência o lugar da planificação da construção. Poderá ser considerada como uma perpétua engenharia, uma Babel de entroncados que da desconstrução resultam na forma. Tal como uma série de quadros, os actos que formam o todo deste novelo de lã da existência. Hoje como sempre o essencial está no conteúdo e na essência e não na tentativa exacerbada de obter algo em proveito pessoal. É certo e sabido que quem semeia sem o intuito de colher, acaba por receber muito mais do que alguma vez imaginava.
Participar, entrar activamente em algo só tem razão de ser se tiver por base um espírito altruísta, solidário, de paixão e realização. Apenas tendo como combustível algo que realmente se gosta, encarando o que se faz como potenciador da melhoria de vida das pessoas, é que a vertente do sucesso é atingida. Como referia o vocalista dos U2, Bono, em Belfast: “Obrigado por me deixarem fazer aquilo que eu gosto, e me pagarem e agradecerem por isso…”.
Infelizmente muitos não levam a sua vivência no que é essencial. Importam-se em saltar barreiras sem olhar como nem a quem. A sua vaidade ou algo mais fazem com que se emproem em vestes de aparência, que com o tempo se vai esbatendo. O tempo é sempre o melhor quadrante analítico. Ele não engana. Mais tarde ou mais cedo, a verdade vem ao de cima.
E como elas são néctar do nosso quotidiano. Que tenhamos sempre sumo dentro de nós! E que o concelho de Fafe seja sempre o menino dos nossos olhos! Viva Fafe!

João Pedro Marques e Castro

“Fafense solidário”: uma louvável iniciativa para apoio aos idosos que vivem isolados no município

Foi hoje assinado um protocolo de inegável importância social para o nosso município.
A Câmara Municipal, a Guarda Nacional Republicana, a Delegação de Fafe da Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe e 18 Juntas de Freguesia do concelho, rubricaram um documento que tem em vista o apoio aos idosos do concelho, sobretudo os mais isolados e solitários.
A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a presença das entidades envolvidas.
O presidente da Câmara considerou, na oportunidade, que o protocolo tem em vista prestar apoio aos idosos que no concelho estão sozinhos e mais vulneráveis, por opção ou por circunstâncias da vida, em áreas como a saúde e a segurança. José Ribeiro considerou que o que se pretende é evitar a institucionalização dos idosos, sendo importante garantir o afeto, o carinho e o respeito pela privacidade e intimidade dos seniores que vão ser acompanhados nesta campanha.
O autarca espera que o envolvimento de todas as entidades subscritoras evite que aconteça em Fafe “o que infelizmente tem sucedido nos grandes centros urbanos”.
O documento assinado parte da premissa de que “as situações de dependência decorrentes de idade, doença, convalescença, incapacidade, isolamento ou simplesmente condição económica precária, constituem uma problemática de extrema relevância na sociedade portuguesa, nomeadamente face ao envelhecimento da população em geral e, em particular, decorrente da atual conjuntura económica e social que atravessamos”.
Como resposta social, a Câmara Municipal de Fafe tem pautado a sua ação numa vertente acentuadamente humanista e voltada para o apoio aos mais desfavorecidos, designadamente através de diversos programas de apoio a estratos sociais mais desfavorecidos.

A interessante figura dos “vizinhos solidários”

Nas zonas periféricas do concelho escasseiam respostas para os idosos mais isolados e tendo em conta o acentuado envelhecimento populacional, o Serviço de Ação Social da autarquia efetuou um levantamento exaustivo dos referidos idosos, bem como a identificação de “vizinhos solidários”, que constituam retaguarda de apoio aos seniores, em atos considerados “voluntários e solidários”.
Os idosos identificados são em número de 104 e dispersam-se pelas freguesias de Aboim, Arões S. Romão, Arões Santa Cristina, Cepães, Fornelos, Monte, Paços, Pedraído, Queimadela, Quinchães, Ribeiros, Seidões, Serafão, Silvares S. Martinho, Travassós, Várzea Cova, Vila Cova e Vinhós.
O inventário dos idosos a serem apoiados será objeto de atualização permanente.
De salientar ainda que os “vizinhos solidários” aceitaram colaborar com as entidades intervenientes no processo, no sentido de assegurar proteção, apoio, segurança e comunicação com os idosos inventariados, tendo por escopo um ponto de apoio mais próximo e uma vigilância permanente, obviamente sem intromissão na vida privada de cada um, competindo-lhes efetuar a comunicação de qualquer ocorrência grave ou falta de rotina que se manifeste preocupante, às entidades subscritoras do protocolo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fafe dos Brasileiros: a cidade vai viver um acontecimento cultural memorável em Março próximo!


as palavras são como os dedos,
belas e diferentes
apetece tecê-las das manhãs e do orvalho,
debruá-las do vento e do cais
onde os barcos atracam,
como se fossem os lábios( …)

                       Artur Coimbra
(As palavras e o tempo)

Março é o mês por excelência do renascimento da Natureza, após o frio inverno; o mês da Primavera, da rebentação das árvores, da mulher e da sua uberdade, da poesia e dos seus valores e potencialidades!
Pois em Março, ao longo de duas semanas (9 a 24), a cidade de Fafe vai viver inolvidáveis dias e sucessivos acontecimentos, no âmbito das III Jornadas Literárias, sob o lema maior As palavras e o tempo e o subtema Fafe dos brasileiros.
O que aqui deixamos são alguns informes sobre a grandeza do evento, que está a suscitar o maior entusiasmo das escolas e das populações das freguesias, através das suas juntas e associações, pelo vastíssimo conjunto de realizações e iniciativas que estão previstas, de forma a marcarem em definitivo Fafe como a capital dos brasileiros de torna-viagem!
A iniciativa envolve obviamente o município mas também todas as escolas dos vários graus de ensino e os agrupamentos do concelho, associações culturais da cidade e das freguesias e a maioria das juntas de freguesia. E também os comerciantes locais e os fafenses mais activos. Ao leme deste barco da cultura, como seu grande ideólogo e o mais apaixonado mentor, está o professor Carlos Afonso, grande amigo nosso e deste jornal e mais fafense que muitos que aqui nasceram e viveram!
Ou seja, à partida, estão envolvidas no projecto centenas de pessoas, das freguesias e da cidade, que seguramente vão tornar Março o mês maior da cultura, do turismo e do empreendedorismo local, transformando a cidade na capital da cultura que mais nos interessa: a dos nossos valores e dos nossos afectos!
As III Jornadas Literárias de Fafe são um hino de louvor à cultura fafense, intimamente ligada a um todo nacional. Escolas, Município, Juntas de Freguesia, associações, instituições e pessoas em particular dão as mãos e, mediante as suas disponibilidades, capacidades erguem as suas vontades em torno de uma causa maior.
Esta maravilhosa construção cultural tem todo o sentido e utilidade para a realidade fafense: promove a partilha; alicerça os conhecimentos literários; favorece os valores e o respeito humano; ajuda a revitalizar as raízes; incrementa a criatividade; alumia o engenho; enriquece a alma de um povo; alimenta a esperança; educa e forma as consciências; perspectiva o futuro.
Palavras certas e seguras de Carlos Afonso, de apresentação deste grande evento, que pode sem dúvida alavancar (que palavra tão horrível!) a marca que nos identifica, valoriza e singulariza: Fafe dos Brasileiros!
As Jornadas abrem na noite de 9 de Março, no Pavilhão Multiusos, com o primeiro grande evento cultural, que envolve escolas e instituições, no âmbito de um grande espectáculo com o título «A Volta das Caravelas»:

Ao ritmo certo das caravelas, e envoltos numa dimensão mágica, criativa, literária e histórica, a palavra, a música, a dança, o canto e a encenação surgem em cena determinados a mostrarem a alma de um povo, pintada de mar, terra, ar e fogo.
Nos séculos XV e XVI, por mares nunca dantes navegados, as caravelas portuguesas vogaram ao sabor das marés e do engenho de nautas ousados e com fé. Por ilhas e continentes, o sangue luso espalhou sonhos e vontades, sangue e lágrimas, certezas e palavras. Mas…

“Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.Senhor, falta cumprir-se Portugal!” (Fernando Pessoa)

Seguem-se outros eventos, que têm como objectivo fundamental valorizar o nosso centro histórico:

Fafe dos Brasileiros pretende dar vida ao centro arquitectónico brasileiro de Fafe e a toda uma riqueza de usos e costumes, gastronomia e lendas para, deste modo, realçar o brilho das nascentes que continuam a brotar por todo o concelho. E porque o momento se propicia, o nosso rei Dom Carlos será o convidado de honra.
Ontem tivemos um passado de partidas e regressos. Hoje temos uma marca e um sonho. Amanhã teremos uma farta seara e um momento a comemorar.

Ao longo da semana de 12 a 16, nas várias freguesias do concelho realizam-se eventos culturais relacionados com a temática Fafe dos Brasileiros, a cargo das associações, instituições e juntas de freguesia.
O fim-de-semana de 16 a 18 assume a maior importância e visibilidade para o concelho, assim as condições climatéricas o permitam.
Na noite de sexta-feira, 16 de Março, no Teatro-Cinema tem lugar um evento cultural de recriação histórica intitulado «Com Fafe ninguém Fanfe». Um momento único em que todos os presentes se interligarão com um grande momento de cultura viva, e em que a morte não é obstáculo. Orgulhoso das suas raízes, Dom Fafe, personagem alegórica, recebe um conjunto de individualidades marcantes de todo um período áureo para Fafe: Fafe dos Brasileiros.
Na tarde do dia seguinte, sábado, regista-se a abertura de diversas exposições, recriações em museus e, pela noite dentro, um baile de época no Teatro-Cinema, momento único em que o sonho, o mágico, a música e a dança mostram que o belo e o perfeito são intemporais, desde que o coração dos homens assim o queira.

DOM CARLOS REGRESSA A FAFE, NUM EVENTO MEMORÁVEL
       
No âmbito da recriação de Fafe dos Brasileiros, o domingo 18 de Março promete ficar para a História como o do regresso a Fafe do rei D. Carlos, penúltimo monarca português.
Pela manhã, sons tradicionais pela cidade, pregão a anunciar a vinda do rei, movimento epocal, músicas diversas, montagem das barraquinhas com produtos tradicionais, jogos tradicionais, feira de época, passeio público, foguetes de início de festa, etc.
Ao início da tarde, o povo começa a chegar à cidade: figurantes de época (várias classes sociais), os ilustres fafenses, animais, carros de bois, feira de época, passeio público, brincadeiras de crianças, jogos tradicionais, pequenos ajuntamentos, barraquinhas, pequenos momentos de música popular.
Segue-se, pelas 15h00, a recriação, o mais fiel possível, da vinda do rei D. Carlos a Fafe, com as bandas de música e desfile de carros antigos, cumprimentos às autoridades e ilustres fafenses, na Arcada.
Uma hora depois, o momento alto do dia – o grandioso desfile etnográfico intitulado A Memória e a Alma, associado a um permanente evento cultural promovido pelas freguesias e associações. O percurso integra a rota dos brasileiros e passará em frente ao palanque real, onde estará o rei e as figuras ilustres, preparado par o efeito, e onde decorrerão momentos especiais. Nas varandas e casas dos brasileiros haverá figurantes à época…
Se a primeira semana é dedicada às freguesias e ao associativismo local, a segundo e última, de 19 a 23 de Março, tem como objecto principal as actividades nas escolas, sendo que cada um dos estabelecimentos de ensino define o seu programa, e adapta-o à sua realidade.
No dia 21 de Março, festeja-se, obviamente, o dia da poesia: poesia de rua; concurso de poesia; lançamento da colectânea onde estão incluídos os textos poéticos do concurso de 2011; à noite, no Teatro-Cinema, evento cultural intitulado «Uma aventura no jardim mágico da poesia…», com a participação de escolas, Escola de Bailado e Academia de Música José Atalaya.
Já na recta final das Jornadas Literárias, o dia 22 é reservado ao evento Viver a Escola, no Pavilhão Multiusos. Cada agrupamento apresenta os seus trabalhos e outras iniciativas: oficinas de pintura, de escrita e de música. Música, poesia, encenações, dança. Feira do Livro.
No dia 23, penúltimo dia, realiza-se um evento temático com o título «Era uma vez uma bola…», constando de histórias, jogos tradicionais e muita criatividade, reescritos por uma bola, um lápis, um pincel, um gesto, uma pauta de música.
À noite, o Teatro-Cinema é palco de mais um espectáculo, Acordas & Danças, recriação de baile renascentista. Guitarras, danças e palavras, espelham ambientes da época de quinhentos, pela Escola Bailado de Fafe e Academia de Música José Atalaya.
Finalmente, no último dia, 24 de Março, regista-se, pela tarde, a inauguração do percurso cultural Os Caminhos de Camilo, enquanto à noite o Teatro-Cinema é palco do encerramento das Jornadas, com o espectáculo «As palavras e o tempo», em que será tratada a conhecida obra autobiográfica Alma, de Manuel Alegre.
Muitos e bons momentos culturais, que serão objecto de um programa a divulgar nos próximos tempos!
Fafe vai seguramente viver momentos culturais como nunca viveu!
Voltaremos ao assunto!