terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Neste dia de Carnaval, o lugar para as crianças


Foi no sábado passado que a cidade de Fafe assistiu a mais um excelente cortejo das escolas do ensino básico, jardins de infância e instituições do concelho, organizada pela autarquia, como é hábito.
Foram mais de 1 600 crianças, representando mais de duas dezenas de instituições que deram largas à imaginação e desfilaram pela cidade toda a sua alegria e grande folia.
O Jardim de Infância Montelongo salientou-se claramente, ao prestar mais uma homenagem a uma instituição local, neste caso, a Associação Desportiva de Fafe (como, em anos anteriores, já havia feito a organismos e valores locais como os Bombeiros Voluntários, Cruz Vermelha Portuguesa, Banda Faz de Conta, INEM, Parque Eólico e varredores, entre outros).
Mas outras escolas versaram temas interessantes, como o Centro Infantil de Golães, que recriou a vida dos pescadores e das peixeiras, ou a Associação Cultural e Recreativa der Travassós que trouxe a Fafe os lindos espantalhos, que em outros tempos afugentavam as aves dos campos de milho semeados de fresco.
Os strumpfs, os chineses, os dálmatas, os pinóquios e tantos outros motivos que deram brilho, colorido e fantasia à tarde de sábado no centro da cidade, animada assim ao longo de mais de uma hora, como há muito não se via.
De parabéns estão os muitos participantes e naturalmente a organização!
Reportagem fotográfica de Manuel Meira Correia!















domingo, 19 de fevereiro de 2012

“3 actores à procura de um papel”: reportagem fotográfica


Oceana Basílio, João Cabral e Ângelo Torres protagonizaram grandes momentos de teatro e de fantástica interpretação, este sábado à noite, no Teatro-Cinema de Fafe, no âmbito da peça de teatro de Joaquim Paulo Nogueira “3 actores à procura de um papel”.
Aqui ficam algumas imagens pela objectiva artística de Manuel Meira Correia.







"My sweet Lord", recordando fantasticamente George Harrison


Homenagem e tributo ao extraordinário músico que foi George Harrison, conhecido membro dos Beatles. Neste vídeo participam vários amigos de Harrison, como Billy Preston, na voz e no piano, na guitarra acústica Eric Clapton e o filho do George Harrison, Dhani, no orgão Paul McCartney, na bateria Ringo Star, entre muitos outros que se podem ver.
Sabe bem ouvir, até à exaustão, esta fantástica música de George Harrison, que faz parte do imaginário musical e cultural das últimas gerações, em Portugal, como pelo mundo inteiro!
Eu adoro!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

3 ACTORES À PROCURA DE UM PAPEL; UM TEATRO À PROCURA DE MAIS PÚBLICO

3 actores à procura de um papel” é o título de uma peça de teatro de Joaquim Paulo Nogueira que este sábado à noite sobe ao palco do Teatro-Cinema de Fafe e que é interpretada por actores conhecidos do teatro, do cinema e da televisão em Portugal.
São os casos de Oceana Basílio, João Cabral e Ângelo Torres.
Até esta sexta-feira, a procura de bilhetes deixa muito a desejar, dada a qualidade do espectáculo e a “fama” dos actores.
Afinal, aqueles anónimos “sempre os mesmos”, que açambarcam os bilhetes dos bons espectáculos, devem estar de férias ou a gozar o Carnaval no Brasil. Ninguém os vê, a não ser nos concertos do Tim, ou da Áurea, que padecem daquela equação muito simples e irresolúvel, que se resume a haver um espaço muito pequeno (303 lugares) para a imensidão das solicitações. Face a essa realidade, todas as críticas, embora legítimas, esbarram na parede. Quem consegue bilhete, fica feliz; quem não consegue, protesta no facebook, contra os “privilegiados”, e essas coisas, a maioria sem qualquer pertinência…

Para quem estiver interessado, aqui ficam alguns dados sobre os três actores que procuram um papel:

Oceana Basílio nasceu a 19 de Janeiro de 1979 em Faro.
Ingressou na escola Profissional de Teatro de Cascais em 1999, frequentou depois a Academia Contemporânea do Espéctaculo – ACE. Trabalhou na sua formação com Reynaldo Montero, Rui Madeira, Dinis Bernard, Jean Pierre Sarrazac, Bruno Schiappa, Joana Craveiro, Tânia Guerreiro, Gonçalo Alegria e John Frey. Começou a fazer teatro profissional em Braga em 2003.
Estreou-se em Televisão com “Morangos com Açúcar”, tendo depois integrado o elenco de produções como “Doce Fugitiva”, “Olhos nos Olhos”, “Flôr do Mar” e na série “Casos da Vida”. Protagonizou o episódio “Crime e Botox” para a TVI.
 Na RTP participou em “Liberdade 21”, e mais recentemente em “Cidade Despida”; para a SIC integrou o elenco de “Perfeito Coração”.
Em teatro foi encenada em vários espectáculos por: Pedro Marques, José Boavida, Philippe Leroux, José Miguel Braga e Camilo Silva. Tem desenvolvido uma carreira constante em teatro onde se incluem algumas encenações suas. Faz parte da direcção da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul.

João Cabral nasceu em 1961 em S. Miguel.
Tem a licenciatura em teatro do Conservatório Nacional de Lisboa (1980-85).
Em 1982 começou a sua actividade como actor. Em televisão salienta o seu trabalho nas produções “Mau Tempo no Canal”, “A Banqueira do Povo”, “Jornalistas”, “A Mulher do Ministro” e “Jura”.
No cinema participou em filmes de João Canijo, Rosa Coutinho Cabral, Fernando Lopes, Jorge António, Fernando Matos Silva, Francisco Manso. No teatro participou em peças encenadas por Mário Feliciano, Rosa Coutinho Cabral, Carlos Avilez, Diogo Dória e José António Pires, entre outros.
Dirigiu e encenou o Grupo de Teatro do ISCSP. Foi professor de Expressão Dramática na Escola Secundária Passos Manuel. Fez parte das equipas de dobragens de Teresa Madruga e de Teresa Sobral. Dirige o grupo Ultimato de teatro universitário da FPCEUL.

Ângelo Torres nasceu em 1966.
Actor por acaso, Ângelo Torres, resolveu estudar representação e entrou na escola de Teatro do Chapitô em Lisboa. A partir daí começou a trabalhar no palco com os melhores grupos. Da Cornucópia ao Teatro da Garagem.
Voltou à televisão numa famosa série para a SIC, Pensão Estrela e logo a seguir conseguiu o seu primeiro papel num filme, A Tempestade da Terra, em 1996, rodado em Moçambique, ao lado de Maria de Medeiros. O seu trabalho árduo e de grande versatilidade e qualidade levou-o a ser distinguido em 2004 no Festival Internacional de Cinema de Berlim com o Shooting Stars Award, da European Film Promotion, o que acaba por ser um feito enorme para um actor negro proveniente de um pequeno país lusófono.
Ângelo Torres é hoje um dos mais conhecidos artistas do universo da lusofonia e tem vindo progressivamente a construir uma carreira de grande qualidade quer no teatro quer no cinema, levando-o até à sua estreia, como realizador, em 2007, com a premiada curta metragem Kunta.

Sinopse:

Três atores que não se conhecem entram para uma sala para realizarem um casting público. Num primeiro momento medem-se e estão receosos. Uma voz off explica o jogo e as regras: os atores terão de entrar em cinco cenas, onde representam personagens diferentes que lhes são atribuídas em segredo. Ao longo do tempo em que estão juntos vão começar a cruzar as suas histórias de vida e a sofrerem influência dos personagens que representam. Surgem vários tipos, entre os quais um corretor da bolsa, um desempregado, uma doente de cancro em estado terminal, um professor que é despedido porque inicia um processo de mudança de identidade sexual, um jovem que vai estudar para Teerão e que supostamente irá infiltrar-se numa rede terrorista. Por outro lado eles, como atores, também têm diferentes maneiras de viver a precariedade da sua profissão e isso reflete-se nas suas atitudes durante o casting.

Os bilhetes custam apenas 5€.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Piegas é a tua tia!...

1. Era uma vez um país de carnaval permanente. E que, por isso, deixou de festejar o dia propriamente dito, mas já lá vamos.
Quem melhor encarnava a situação de excesso, paródia e leviandade, porque não era possível levá-lo a sério, apesar da gravidade da situação, era o então primeiro-ministro, um personagem moldado na jota partidária e de quem não se conhecia currículo que se visse, a não ser grossa ambição e nenhuma preparação.
Vá-se lá saber por quê, quando chegou ao poder, meteu na gaveta todas as promessas que tinha feito em campanha para arregimentar votos e acabou a fazer o que não tinha prometido e de que acusava os adversários. Aumentou impostos brutalmente, cortou salários, empobreceu ainda mais os pobres, agravou o desemprego, deixou incólumes os ricos (porque será?), vendeu Portugal aos chineses e submeteu-se fielmente à balofa alemã, pensando com isso granjear o estatuto de “bom aluno” de uma Europa que se está borrifando para os PIGS (Portugal, Itália, Grécia, Espanha). Não teve o mínimo rebate de consciência em amesquinhar e desarticular uma das referências do Portugal Democrático e mesmo da Europa do pós-guerra: o Estado Social. Tudo em nome de um “troiquismo” exacerbado, do género mais papista que o papa, que ninguém reconhece, a começar por essas abantesmas fantasmáticas acobertadas pela designação de “mercados” e que não passam de agentes da especulação financeira internacional; em nome da utopia dos”amanhãs que cantam”!... Em nome, enfim, da ausência de “alternativas”, quando todos sabemos que alternativas há sempre e o acto de governar é um permanente exercício de selecção de soluções…
Pois o tal primeiro-ministro, num belo dia, foi ao parlamento vociferar que “cumpriremos o que manda a tróica, custe o que custar!”. A frase foi considerada um mimo de oratória e um emblema da determinação de espezinhar o povo português, se necessário, para conseguir que os agiotas europeus e americanos ganhem muito dinheiro com a desgraça dos países periféricos. Uma expressão absolutamente paradigmática de uma política que não olha a meios para atingir os fins. Uma política sem escrúpulos, sem moral, sem ética. “Custe o que custar”, nem que em prejuízo do sofrimento do povo, do aumento do desemprego, do empobrecimento generalizado. Que importância têm mais umas centenas de miseráveis, uns milhares de desempregados, uma classe média a resvalar para a pobreza envergonhada? São ninharias no grande desígnio nacional do pomposamente reiterado “ajustamento económico”. “Custe o que custar”, haveremos de chegar. Nem que já não haja povo, nem economia, nem empresas, nem comércio, nem serviços, nem juventude, a quem o Estado paga para se formar e depois o governo manda emigrar, num esbanjamento de recursos humanos e económicos que deveria dar direito a sentar o traseiro no mocho, se houvesse justiça no tal país!...
Não satisfeito em subjugar o povo à sabuja estratégia franco-alemã, o primeiro-ministro insulta os cidadãos, indiscriminadamente, acoimando-os de “piegas”.
Talvez quisesse dizer “maricas”, “fracos”, “efeminados”, “fraldiqueiros”, sempre a queixar-se da vida e das dores de barriga, sem estofo másculo para suportar uma ideologia de austeridade sem fim, como só os patriotas conseguem e merecem.
Já há quem considere que alguém tem de informar o primeiro-ministro que o povo não suporta enxovalhos gratuitamente. E que deve moderar a linguagem a roçar o primarismo, sob pena de vir a colher os “frutos” das sementes que vem lançando com a maior ligeireza!...

2. No meio deste carnaval permanente, quase passa despercebida a decisão do primeiro-ministro de quebrar uma tradição cultural (e turística, e económica) do povo português.
«O Carnaval não é um feriado» e «não estamos num ano qualquer». Foi a «emergência nacional» que levou «à eliminação de quatro feriados», pelo que, no entender do primeiro-ministro, não fazia sentido manter uma tolerância de ponto. «Não estamos em tempo de falar de tradições. Não é tempo de ficar agarrado às velhas tradições; o que nós queremos é vencer as dificuldades».
Que importam as “tradições”, num momento difícil e crítico, em que o verbo a conjugar é o “custe o que custar”.
Nem importa equacionar a “forma deplorável”, como foi anunciado o fim da tolerância de Carnaval, a escassos dias da sua realização, num manifesto desprezo pelos grandiosos investimentos que muitos municípios fazem nos festejos um pouco pelo país e também pelos próprios trabalhadores que, com antecedência, já tinham programado o gozo do dia.
Mas “direitos adquiridos” e “tradições” não existem para o primeiro-ministro, sobretudo quando se trata dos trabalhadores da função pública. Os “direitos adquiridos” das parcerias público-privadas não podem mexer-se. Os contratos leoninos são para manter intocáveis, custando milhões. Um simples dia de Carnaval, que nem aquece nem arrefece na produtividade e na competitividade da economia portuguesa, é içado como bandeira da ideologia da austeridade, do paradigma do trabalho a caminho da servidão, como resulta da famosa “concertação social”.
Um lamentável exercício de poder!
A resposta está a ser dada por dezenas de autarquias, de norte a sul do país e pelos governos das regiões autónomas, que se estão positivamente marimbando para as orientações do primeiro-ministro e para a sua sede insaciável e carnavalesca de levar os trabalhadores a laborar cada vez mais por menos dinheiro!...
Mas, como bem referiu o correligionário do primeiro-ministro, António Capucho, “Nesta fase de depressão, não tinha mal deixar as pessoas festejar. (...) O povo português não vai compreender porque é que não há tolerância de ponto».
E não. Porque, afinal de contas não vai adiantar rigorosamente nada, a não ser a expressão de uma teimosia e de uma prepotência lamentáveis!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Que o concelho de Fafe seja sempre o menino dos nossos olhos!

A vida é por inerência o lugar da planificação da construção. Poderá ser considerada como uma perpétua engenharia, uma Babel de entroncados que da desconstrução resultam na forma. Tal como uma série de quadros, os actos que formam o todo deste novelo de lã da existência. Hoje como sempre o essencial está no conteúdo e na essência e não na tentativa exacerbada de obter algo em proveito pessoal. É certo e sabido que quem semeia sem o intuito de colher, acaba por receber muito mais do que alguma vez imaginava.
Participar, entrar activamente em algo só tem razão de ser se tiver por base um espírito altruísta, solidário, de paixão e realização. Apenas tendo como combustível algo que realmente se gosta, encarando o que se faz como potenciador da melhoria de vida das pessoas, é que a vertente do sucesso é atingida. Como referia o vocalista dos U2, Bono, em Belfast: “Obrigado por me deixarem fazer aquilo que eu gosto, e me pagarem e agradecerem por isso…”.
Infelizmente muitos não levam a sua vivência no que é essencial. Importam-se em saltar barreiras sem olhar como nem a quem. A sua vaidade ou algo mais fazem com que se emproem em vestes de aparência, que com o tempo se vai esbatendo. O tempo é sempre o melhor quadrante analítico. Ele não engana. Mais tarde ou mais cedo, a verdade vem ao de cima.
E como elas são néctar do nosso quotidiano. Que tenhamos sempre sumo dentro de nós! E que o concelho de Fafe seja sempre o menino dos nossos olhos! Viva Fafe!

João Pedro Marques e Castro