quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fantástica exposição de pintura de Alfredo Barros na Galeria Municipal de Fafe (14-30 Abril)



Alfredo Barros, que foi Vereador da Cultura e Educação da Câmara de Matosinhos e é actualmente o Presidente da Assembleia Municipal da mesma cidade, vai expor na Galeria Municipal de Fafe, a partir do próximo sábado, 14 de abril e até 30 do corrente.
A abertura da fantástica exposição - constituída por 23 obras de óleo sobre tela - ocorre pelas 16h00, com a presença do artista e outros convidados.




Licenciado pela Escola de Belas Artes do Porto, onde lecionou durante vários anos, Alfredo Barros exerce presentemente funções docentes na Escola Superior de Arte e Design, que ajudou a fundar, em Matosinhos.
Participou em diversas exposições individuais e coletivas no país e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, França, Itália, Bélgica, USA e outros. Foi distinguido com o prémio Aquisição – Augusto Gomes e ainda o prémio de pintura da Fundação António de Almeida.
Em 2009 foi distinguido com o prémio “CARREIRA” atribuído pela Fundação PROGETTO ATHANOR (Itália) e pela Universidade BINGHAMTOM de Nova Iorque. Esta distinção foi divulgada em artigos críticos sobre a sua obra em diversos jornais italianos.




ARTE PÚBLICA – Prémios atribuídos:
“NORBICETA” apoio de “Sustainble House in Europe” 2005/2008 QUINTA DA BOA VISTA em V. N. de Gaia e PONTE DA PEDRA em Matosinhos, em 2008.
Em 2009 foi distinguido pela revista CAUSAS COMUNS, publicação sobre Habitação e Reabilitação Urbana.
Atualmente encontra-se a concluir um painel de azulejos (75m x 5m) alusivo aos matosinhenses vítimas de naufrágio de 1945 e da Guerra Colonial.
Tem publicado diversos artigos sobre a obra de outros artistas, nomeadamente em catálogos.
Tem exercido grande atividade como ilustrador de livros infantis e didáticos, para as Edições Asa, Porto Editora e Fundação Gulbenkian.





A exposição mantém-se patente até final do mês, no horário 9h00-12h30 e 14h00-20h00 (segunda-feira), 9h00-12h30 e 14h00-17h30 (terça a quinta-feira) e 9h00-12h30 (sexta-feira).

sábado, 7 de abril de 2012

PÁSCOA!

 poema com feliz pascoa
Com os pássaros,
Com o perfume das flores,
Por Março ou Abril,
A Páscoa há-de vir,
Como a Primavera
Anualmente renovada!

A Páscoa é calvário, paixão
Sofrimento, dor
Mas também fonte de renascimento
Festa, alegria infrene
Espalhada pelos campos
E pelas almas e pelos corações!

Páscoa é dádiva aos outros,
Como a nós mesmos, solidariedade
Recomeço de vida
Origem, regresso à terra
Hino ao pão, esplendor da amizade!

Pela Páscoa alongam-se os compassos
Pelas vielas das aldeias, ao som
Dos foguetes e das campainhas
Levando ao povo a mensagem
Da ressurreição, quer dizer
De uma nova vida, rente
À urgência de o ser de facto
Neste tempo de desafectos
Hipocrisias, falsidades
Amêndoas amargas!

Artur Coimbra
07/04/2012


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um governo sem vergonha!|


Haverá alguém que ainda seja capaz de acreditar nestes aldrabões que nos governam?
Somam-se as patranhas, mentiras e intrujices de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Relvas e comparsas. Um bando de embusteiros que gozam com a nossa cara, a pretexto da crise, do “memorando” e de outras fantasias que inventam para se manterem no poder.
Incompetentes é o que eles são, como se está a demonstrar à saciedade, nestes nove meses de poder, em que as coisas não param de piorar, como o desemprego, as falências, o custo de vida, o aumento de impostos, os cortes salariais!... O passado, francamente, não justifica tudas as asneiras a que assistimos diariamente. Já chega de  agitar os "fantasmas" do que passou. Sócrates morreu, politicamente. Não há necessidade de ser "ressuscitado" a cada momento, para justificar incompetências, incapacidades e inoperâncias, que é o que está a acontecer.
A mais recente, ao lado da insensibilidade social que patenteia escandalosamente perante o sofrimento dos mais débeis, tem a ver com o alargamento dos injustos e discriminatórios cortes dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos até 2015, e ainda assim “de forma gradual”…
O Ministro das Finanças havia afirmado em Outubro passado que o programa de ajustamento – que está a justificar todas as arbitrariedades sobre os portugueses – terminava em 2013. Agora vem dizer que foi um “lapso”, que se “enganou”… O que significa que, além de incompetente, é aldrabão, ele que até parece arrastadamente boa pessoa!
Que, afinal, o programa de ajustamento se prolonga até 2014 e que, por conseguinte, a “normalidade” só começa lá para o ano seguinte. Curiosamente, um ano de eleições, em que o PSD pensa que volta a ganhar. Só se os portugueses fossem cretinos!...
Enquanto os governantes nos ludibriam despudoradamente, a comunicação social a soldo do poder entretém-nos, como em autêntica e repetida novela, a ventilar uma fictícia “crise” no Partido Socialista, pelo facto de uma deputada furar a disciplina de voto. Como se isso não fosse uma prática corriqueira de outros partidos. Não se recordam que Ribeiro e Castro, da bancada da maioria (CDS), ainda há dias votou contra a alteração do Código do Trabalho que elimina o feriado nacional do 1º de Dezembro!... Mas, por esse caso, a comunicação social passou como raposa por vinha vindimada!... Não interessa mostrar fissuras no “bloco” da maioria. Agora, importa entreter a maralha sobre a alegada “dissidência” da deputada Isabel Moreira!... Não é clara, cristalina e abjecta a estratégia do poder e da comunicação que controla?!...
E, valha a verdade, votar contra as alterações ao Código do Trabalho – que vergonhosamente suprime a data fundadora do regime que temos, a República, o que deveria fazer corar de vergonha qualquer representante do povo, que se acoita no Parlamento e se porventura tivessem pudor – é um imperativo categórico de qualquer deputado que se preza, tão contrário aos trabalhadores, ao povo português, à História Pátria ele se apresenta.
Falar verdade é coisa que não quadra a esta gente que nos calhou na rifa!...
Apetece mandá-los para onde Mafoma mandou as botas, se soubessem o que isso é. Que vão mentir para outro lado. Emigrem para o Magreb, para Angola, para o Brasil, para onde mandam a nossa juventude, ou até para a Madeira, onde deverão ser recebidos a preceito, mas deixem-nos em paz!...
Já chega de demagogia barata e de falsas promessas!
Os portugueses não são imbecis como os governantes julgam!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Benfica afastado da “Champions” pelas arbitragens!


Deixem-me ser clubista, como hoje tenho obrigação de ser: o SL Benfica acaba de ser afastado das meias-finais da Liga dos Campeões por duas arbitragens miseráveis, tendenciosas, incompetentes, como nem em Portugal conseguem ser! E ainda criticamos os árbitros caseiros!...
No Estádio das Luz, há oito dias, um penalti do tamanho das leis do futebol que não foi assinalado, por um árbitro que tinha interesse em que nas meias-finais estivesse o Chelsea.
E hoje a dose repetiu-se, a dobrar: desde o primeiro apito, uma dose criminosa de cartões amarelos só para um lado, o do Benfica; uma expulsão forçada, logo aos 20 m; um penalti duvidoso e forçado, que deu o primeiro golo aos ingleses. Um campo inclinado, sem dúvida!...
Ou seja, a UEFA de Platini (por isso, nas bancadas, se gritou o seu nome, tão insistente quanto não inocentemente…) e os árbitros haviam decidido que, contra o Barcelona, tinha de jogar o Chelsea, não a mais gloriosa equipa desse pequeno país chamado Portugal. É isso que está em causa.
O Benfica foi roubado inescrupulosamente nos dois jogos, tendo de jogar, em ambos os casos, contra a equipa adversária e as equipas de arbitragem.
Porque, francamente, nos dois jogos, ninguém conseguiu perceber que o Chelsea fosse superior ao Benfica, a não ser nos petrodólares do Abrammovich, que foram eles que acabaram por decidir a eliminatória. Os árbitros estiveram, desde o início, em ambos os jogos, condicionados pelo nome do clube inglês e pelo seu patrão, que são quem tem o poder. No campo, não se viu nenhuma superioridade. Antes, ela foi do nosso clube… O Chelsea foi uma equipa banal, vulgar, ao nível de um Marítimo ou de uma Académica, em ambos os desafios.
Não tivesse a “mão” dos senhores do apito e queria ver quem estava hoje a perspectivar os jogos com o Barcelona (torço para que seja o vencedor da “Champions”, sem a mínima dúvida… O seu futebol é de outro planeta!...).
Após estes resultados absolutamente injustos, revoltantemente fabricados (hoje, por uma arbitragem “caseirona”, como convém…), tenho de dar os parabéns à melhor equipa da eliminatória (embora não haja “vitórias morais”). Foi uma equipa forte, personalizada. No caso do jogo de Londres, com o azar de jogar sem os quatro centrais, com uma equipa remendada, adaptada, demonstrando uma classe e uma capacidade de superação só ao alcance dos eleitos.
Estou orgulhoso pela prestação do Benfica nesta eliminatória. Só factores alheios às quatro linhas expulsaram o clube das meias-finais!...
Cada vez me convenço mais, e não ando aqui há meia dúzia de dias: os árbitros (lá, como cá) fazem o que querem e lhes apetece e não lhes acontece nada, mexendo com uma enorme indústria, que envolve milhões de euros. Desvirtuam resultados, inventam penaltis, perdoam penaltis, anulam golos limpos, assinalam foras de jogo que não existem, ou fazem “vista grossa” a outros que até um cego consegue vislumbrar!...
Quer se queira aceitar ou não, e na minha opinião (subjectiva, mas respeitável, como todas, obviamente) os árbitros são as figuras centrais dos jogos, de qualquer modalidade: ganha quem eles quiserem; os seus erros não são (não podem ser) a maioria das vezes involuntários. Porque se o fossem, estaríamos perante ineptos, incompetentes, irresponsáveis que mereciam irradiação, o que nunca aconteceu (a não ser por corrupção, como se sabe…). Logo...

Documentário “Linha Vermelha”: estreia nacional em Fafe em 12 de Abril

No âmbito da sua actividade cinéfila, o Cineclube de Fafe vai exibir, em estreia nacional, o documentário Linha Vermelha de José Filipe Costa, vencedor do Prémio Melhor Filme Português no Festival IndieLisboa 2011. 
A sessão terá lugar na Sala Manoel de Oliveira no próximo dia 12 de Abril (quinta-feira), pelas 21h30.
Este documentário constitui-se como um marcante foco sobre um período Revolucionário Português importante, mostrando um pouco mais sobre o lado da Revolução dos Cravos.
Em 1975, o Alemão Thomas Harlam realizou o Documentário Torre Bela que retratava a ocupação de uma Herdade do Ribatejo, a Herdade do Duque de Lafões. Este filme veio a tornar-se um ícone importante no processo revolucionário Português.
Linha Vermelha, por sua vez, revisita esses mesmos protagonistas 37 anos depois, mostrando como Torre Bela continua ainda hoje a marcar a história de um período conturbado no nosso país.
Linha Vermelha pode ajudar-nos a relançar o olhar para um período único de libertação de energia cívica, de consciencialização política e capacidade de mobilização dos Portugueses, tornando-se por isso um filme essencial para o público em geral e para os estudantes em particular, atendendo a que aborda temáticas inseridas nos programas curriculares do Ensino Básico e Secundário.
Linha Vermelha mostra como Torre Bela, num período conturbado do país, continua ainda hoje a marcar a história,dando a conhecer um pouco mais da Revolução dos Cravos.

Créditos:

José Filipe Costa realização
Paulo Menezes, Pedro Pinho, João Ribeiro fotografia
Olivier BlancRicardo Leal, Miguel Cabral, Helena Inverno som
João Braz montagem
Joana Gusmão, Nádia Sales Grade coordenação de montagem
Ana Isabel Strindberg consultadoria
João Matos, José Filipe Costa produção
Goethe Institut apoio
Instituto de Cinema e Audiovisual / Ministério da Cultura apoio financeiro
Co-financiado por RTP
Distribuição Terratreme
DOCUMENTÁRIO | 90MIN. | M/6

terça-feira, 3 de abril de 2012

Santos & Pecadores: grande concerto para escasso público


Realizou-se no pretérito sábado à noite o primeiro concerto do projecto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, no Pavilhão Multiusos, voltado prioritariamente para o público jovem. O espectáculo inicial trouxe ao público fafense, pela primeira vez, os Santos & Pecadores, uma das bandas mais carismáticas do panorama musical nacional.
Apesar desse facto, de ser um dos grupos mais conhecidos da música portuguesa, a fazer a digressão dos 20 anos de carreira, o público (jovem e o outro) arredou-se do concerto, talvez pela simultaneidade do Benfica-Braga, talvez por outras opções, talvez por razões ignoradas. Talvez …
O espectáculo do público era tristemente desolador. Escassas duas centenas de pessoas, se tanto, o que num espaço daqueles era desmotivante. Apesar disso, Olavo Bilac puxou pelas pessoas presentes e levou a cabo um grande concerto, em que revisitou as mais conhecidas canções da banda. Desde a belíssima “Tela”, que abriu e fechou o concerto, a “Leva-me a dançar”, “Momento final”, “Fala-me de amor”, “Não voltarei a ser fiel” e “Quando se perde alguém”, entre outras que estão no imaginário colectivo dos amantes da música portuguesa.
Parabéns sinceros à Alien e ao Paulo Matos pela excelente produção, que obviamente merecia outra resposta do público local (e não só). Mas aí a culpa não é dele. É de quem se alheou de um esplêndido concerto musical, na noite de sábado!


Fotos de Manuel Meira Correia!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Club Fafense reabre: fotos históricas do edifício

O Club Fafense, de tantas e tão antigas tradições, vai ser inaugurado oficialmente no dia 14 do corrente, depois de já ter aberto as portas, informalmente, desde Março passado. Inclusive, por aí passaram alguns dos momentos significativos e emblemáticos, como a chegada do Rei, no âmbito das III Jornadas Literárias.
A sua existência na então Vila de Fafe data já de finais do século XIX. A sua constituição foi formalizada em 14 de Novembro de 1900, no âmbito de uma comissão de pessoas gradas da localidade que integrava João Monteiro Vieira de Casto, José Alves d’Oliveira Bastos, Álvaro Monteiro de Campos, Florêncio Monteiro Vieira de Casto e Luís Augusto da Silva Dourado, entre outros.

Entrevista dos actuais dirigentes do Club Fafense ao semanário Notícias de Fafe
Os estatutos seriam aprovados em 29 de Maio de 1901, com o fim de “desenvolver e cimentar relações de benevolência e boa sociedade entre os associados, proporcionando-lhes passatempo honesto e civilizador, por meio de conferências literárias, reuniões de famílias, conversação, dança, jogos lícitos e outros quaisquer divertimentos de boa sociedade” (art. 2º). Logo em 1 de Julho de 1901, aparece a primeira direcção presidida pelo Dr. Álvaro Lopes da Silveira Pinto.
Homens ilustres da Vila, como os Drs. Maximino de Matos ou António Marques Mendes foram, em diferentes momentos, líderes do Club Fafense.
Aqui ficam algumas imagens históricas do edifício que albergou (e alberga) o clube e que foi construído em 1882 pelo brasileiro António Joaquim Novais Coutinho (1836-1888).