segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um domingo muito especial!


Este domingo, teve o condão de se pintar num dia especial. Muito especial.
Simultaneamente, triste e fantástico. O negro e o luminoso de que é tecida a vida humana, afinal, por muito que tal realidade nos custe!
Enquanto Dia da Mãe, não podia deixar de ter sido um dia amargo: pela primeira vez na minha vida, repito, pela primeira vez, não consegui dar um beijo à minha mãe. Nem almoçar em família, para comemorar o dia. Nem levar flores, a não ser do jardim do meu coração! Confesso que chorei por dentro, de verdade, não consegui ainda ultrapassar a perda de minha mãe, não tenho culpa de estar piegas!... Ou de ter sentimentos, melhor dizendo!
Felizmente que o dia teve a sua face luminosa. E essa foi proporcionada pelo João, que teve este domingo a imposição de insígnias, na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto, acto solene que significa a conclusão do seu curso. A avó Zélia (como a avó Arminda e o avô Júlio) gostaria imenso de ter assistido a este dia, como os pais desvanecidos por este dia especial, que significa o fim de um ciclo da vida do seu rebento, uma etapa que se conclui, outras vias que se abrem para o seu futuro.
Naturalmente que os pais só podem estar orgulhosos do percurso do seu filho, da sua conduta, do seu esforço, da sua dedicação, do seu trabalho, do seu carácter, da sua postura perante a vida e os outros.
E o que mais desejam é que Hipócrates ilumine o seu percurso para que seja estribado pelo humanismo, pelo respeito pela vida, pelo sentimento de que o mais importante é que os homens sejam absolutamente bons, rectos e justos! Sobretudo, que seja bom cidadão e que seja feliz!
E o João tem todos os princípios para sê-lo!
Não podia dar maiores alegrias a seus pais, nem melhor domingo, sem dúvida!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

“Flauta Partida” é nome de livro e de projecto a apresentar sábado na Biblioteca Municipal de Fafe

Chama-se Flauta Partida, um pequeno e encantador livro infanto-juvenil que vai ser apresentado este sábado, pelas 15h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, visando a angariação de fundos. É seu autor o fafense José Maria Ramada e tem ilustrações de Cláudia Gomes, escuteira de Moreira do Rei.
“Flauta Partida” é também nome de um projecto humanitário, com o subtítulo “Mãos dadas por Moçambique” e que envolve os escuteiros de Fafe e de Vieira do Minho. Por isso, serão igualmente apresentados vídeos de enquadramento do projecto e do livro.
Em 20 de Agosto próximo 23 escuteiros dos dois municípios vão deslocar-se a Moçambique, para prestarem homenagem à missionária Irmã Flora de Assis (de seu nome Palmira Lourenço Sampaio, natural de Moreira do Rei, onde nasceu em 28 de Setembro de 1932, tendo falecido em Moçambique em 13 de Abril de 1985, com 52 anos apenas e que serve de base à estória narrada no livro) mas também entregarem em mão ao povo de Invinha – Gurué (onde faleceu aquela religiosa) as dádivas de todos aqueles que quiserem contribuir para o projecto.
Os jovens escuteiros vão participar naquela localidade moçambicana, durante duas semanas, em projectos humanitários, nas áreas sociais, da saúde e outros.
Mais informações sobre o projecto podem ser visionadas no blogue http://flautapartida.blogspot.com/.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Valter Lobo, enfim o primeiro EP!


O músico fafense Valter Lobo acaba de editar o seu primeiro EP com o título “Inverno”, com letras e músicas de sua autoria.
Esta primeira gravação do jovem músico-advogado inclui os temas “Eu não tenho quem me abrace neste Inverno”, “Raios de luz”, “Pensei que fosse fácil”, “Canduras agruras” e “Olha por mim”.
O trabalho discográfico teve o apoio e produção de José Duarte Antunes.
São canções de acentuado pendor baladístico, que se ouvem com imenso agrado. Valter Lobo é um jovem com promissor futuro à sua frente na área da música.
Ao que ouvi, uma das músicas já passou na RFM!
Para o Valter vai o meu abraço de felicitações e de incentivo! Parabéns e força!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fafe cada vez mais deserto de serviços públicos: depois do Hospital, o Tribunal

Já aqui falámos da perda de serviços que nos últimos anos tem afectado e empobrecido a cidade de Fafe. Foi o desaparecimento da PSP; depois, da EDP. Mais recentemente, registou-se o esvaziamento do Hospital de S. José, no quadro da sua integração no Centro Hospitalar do Alto Ave, que apenas significou, na prática, destruição e desertificação de serviços, desbaratando-se, num ápice e levianamente, todo um historial de quase século e meio de serviços ao concelho e à região de Basto. Quando o que a situação exigia, face ao brutal e previsível congestionamento do Hospital de Guimarães, era reforçar os meios da nossa unidade de saúde para servir de tampão e de triagem a mais de 100 000 pessoas de todo este espaço territorial…
Em todos os casos estiveram critérios centralistas, de uma mentalidade economicista que apenas olha a números, a cifras e a cifrões, e não ao interesse das pessoas, dos cidadãos.
Agora, é o governo a navegar nas mesmas águas, no quadro da reforma do chamado “mapa judiciário”. Ao que se apurou – e motivou já os protestos veementes do Executivo Municipal e da Delegação de Fafe da Ordem dos Advogados – perspectiva-se a perda (pelo menos) de um juízo no Tribunal de Fafe.
Actualmente, o Tribunal Judicial tem três juízes de competência genérica, abrangendo assim as áreas civil, penal, família, menores, comércio e execuções, sendo que as matérias de direito do trabalho são da competência do Tribunal de Trabalho de Guimarães. A proposta privação dessa competência genérica “importa uma significativa perda para os cidadãos no acesso à justiça que a distância, inevitavelmente, irá acarretar” – subscreve o Executivo.
Na proposta apresentada no “mapa judiciário”, o Tribunal de Fafe ficaria com uma secção de competência civil e outra de competência criminal e apenas dois juízes.
Todos os processos de família, menores, comércio, execuções e colectivos (civil e crime) passarão para Guimarães.
Como considera a Ordem dos Advogados e a Câmara concorda, esta proposta, a ser implementada, “vai sacrificar de forma excessiva os cidadãos do nosso concelho, em especial todos aqueles que não têm transporte próprio, e que assim têm de se deslocar a Guimarães para tratar de qualquer assunto judicial”.
Outro dos receios apontados é o que, face ao reduzido número de processos e volume de trabalho que ficará adstrito ao Tribunal de Fafe, nesta situação, numa nova reorganização do Mapa Judiciário, se extinga o Tribunal de Fafe, à semelhança do que está a ocorrer, neste momento, em outras comarcas.
É, no fundo, o desrespeito do direito dos cidadãos no acesso a uma justiça de proximidade o que está em causa e que pode levar a que os cidadãos sejam forçados a tentar fazer justiça por outras vias, o que nem sempre será legítimo supor.
É lamentável que tal venha a acontecer, com esta reforma enviesada de que se conhecem os contornos.
Repete-se: não porque o que esteja em causa seja servir melhor os cidadãos, tornar mais eficaz e eficiente a justiça, mais céleres os julgamentos, mais justos os actos judiciários; não. O que está em causa é apenas poupar dinheiro. Tão só e apenas. O que se lastima e deplora vivamente!
Como sempre acontece e tem acontecido nesta terra, ninguém faz nada, ninguém diz nada (além das entidades oficiais), como se subtrair serviços ao concelho, forçar os cidadãos a terem de ir a Guimarães para o Hospital ou o Tribunal, fosse a coisa mais normal do mundo, ou uma inevitabilidade inexorável!... Em outros lugares, outras gentes são aguerridas, saltam para as ruas, defendem centros de saúde, hospitais, maternidade, escolas, tribunais, linhas-férreas, e tantas outras mais valias para as populações!
Fafe, na verdade, é constituído por gente demasiado acomodada e anestesiada pela apatia, pela indiferença, pelo conformismo. Já começa a ser atávico, identitário, histórico.
Sendo assim, acaba por ter o que merece!...

domingo, 29 de abril de 2012

O que me faz sorrir neste Dia Mundial do Sorriso que hoje se comemora?



* Os meus filhos, obras de arte maiores e mais belas, pela sua juventude sadia, pela verticalidade, pelo inconformismo, pelo amor à vida, pela exemplaridade, pelo carácter, pelo respeito, pelo exercício da cidadania e do civismo, por serem os melhores filhos do mundo;

* A minha mulher, pelo seu amor, pela sua compreensão, pelo carinho, pelo afecto, pelo caminho que percorremos, lado a lado, há três décadas, de mãos dadas, como se não tivéssemos mais de 20 anos;

* A memória de meus pais, sobretudo quando os “vejo” a “pegarem-se” pelos motivos mais fúteis ou a contarem histórias de outros tempos e outras gentes, como se o fio do tempo não tivesse fim;

* Os meus livros e escritos, que acabam por ser a razão de tantas alegrias e de imensas descobertas, da poesia à investigação, das nascentes plurais à história da nossa terra e das nossas gentes;

* A minha infância, pátria sagrada que regressa a cada momento ao meu coração; as brincadeiras, as tropelias, as subidas às árvores para assaltar os ninhos, os banhos no rio em Fevereiro, as investidas atrás das raparigas, os “assaltos” aos quintais dos vizinhos da aldeia para furtar laranjas ou maçãs, as deslocações para a escola, que duravam uma hora quando se podiam fazer em 20 minutos, as fugas à doutrina, e tantas outras travessuras que ficaram lá atrás na meninice e hoje me fazem sorrir, só de as recordar;

* A minha terra, a terra em geral, o campo, a lavoura, o espaço rural: sou um homem estruturalmente do campo, sem dúvida, embora moldado pela cultura urbana, que leva já mais de três décadas de trabalho sobre o meu espírito;

* A Primavera, o sol, o calor, o voo dos pássaros, o verde dos campos e das árvores;

* O canto das cotovias;

* As rolas: adoro as rolas, a sua elegância, o seu porte, o seu canto, a sua fidalguia popular;

* O mar, a praia, o mar, a praia: multiplicadamente…

* Tantos livros, tantos discos, tantos filmes, tantos amigos íntimos do espírito e das coisas mais sedutoras da vida;

* Ah, claro, e o glorioso SLB. Pode não ganhar sempre, ou quase sempre, mas dá-me imensos sorrisos e bastas alegrias. É uma impenitente paixão, uma chama intensa a arder no coração. Por ele torço, por ele sofro, por ele vocifero, zango-me, enervo-me, bato palmas, dou murros na mesa, grito “goooooooolo!”. É uma perdição, uma loucura, um permanente saudável desatino!...

São estas e outras maravilhas que me fazem sorrir.

Sobre o que não me faz sorrir, nem vale a pena falar. Basta ler os jornais, ver a televisão, ouvir o rádio. Não é preciso ir mais longe, aos cafés, aos mercados, às paragens dos autocarros.
Como diria o poeta, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”!...
E lá vai o sorriso!...

sábado, 28 de abril de 2012

“Digam à Humanidade”, de Maria Aurora Guimarães, apresentado esta tarde em Fafe



O livro Digam à Humanidade, de Maria Aurora Guimarães, foi apresentado esta tarde na Biblioteca Municipal de Fafe, perante mais de quatro dezenas de amigos e convidados.
Na mesa de honra, além da autora, estiveram Artur Coimbra, em representação do município e que fez a apresentação de Aurora Guimarães, e Ana Lemos, da Papiro Editora, que abordou algumas linhas gerais da obra editada por aquela casa.
Maria Aurora Guimarães, que nasceu em Sobradelo da Goma (Póvoa de Lanhoso), em 1936 e reside em Medelo (Fafe) há já bastantes anos, foi parca nas palavras e referiu que a obra já havia sido escrita há 13 ou 14 anos, apenas agora tendo surgido a oportunidade de ter vido a lume.
Professora do ensino básico aposentada, tem trinta anos de experiência em psicografia. E é exactamente num exercício de psicografia que enquadra esta obra. Autora Guimarães limitou-se a pegar na caneta e a escrever. Foi apenas a mensageira de “alguém” que quis “escrever o livro”.
Até porque, fez questão de referir, apesar de professora, até aos 50 anos, não escreveu nada de jeito. Depois, já publicou as obras Pétalas de uma Vida (poesia) e A Força do Amor (romance).

Digam à Humanidade “é uma mensagem ditada pelos espíritos” – escreve-se na capa, enquanto na contracapa de expressa que, nesta obra, “Maria Aurora Guimarães torna-se, mais uma vez, o veículo entre o mundo espiritual e terreno, numa psicografia que nos faz chegar as palavras de incentivo e esperança dos que já não se encontram entre nós”.
É por isso que o “autora” (poderemos chamar autora a quem assim declina a autoria da obra?) declara que o livro deve ser lido em si e por si e não tendo em conta quem o escreveu. Desde logo, a uma pergunta nossa, referiu: “não fui eu quem escolheu o título, Digam à Humanidade. Ele apareceu-me na ponta da caneta quando comecei a escrever…”.
De resto, “eu não conseguia escrever o que escrevo” – confessa Maria Aurora Guimarães, uma personalidade diferente, forte, singular.
Uma “médium pelo menos da escrita”, como alguém a caracterizou, para ela lembrar que também Fernando Pessoa foi um grande médium.
De todo o modo, trata-se de um livro bem simples, pequeno em dimensão, com pouco mais de três dezenas de páginas, que deve ser sorvido lentamente, pensado, reflectido. Um livro perturbador, inquietante, questionador da nossa consciência, onde cabem todas as religiões e onde a espiritualidade está presente, em permanência.
Um livro onde Aurora Guimarães sonha que “daqui a uma centena de anos o mundo possa preocupar-se menos com a materialidade e mais com o seu futuro eterno. Então o amor vencerá”.

Fotos: Manuel Meira Correia

sexta-feira, 27 de abril de 2012

GRACINDO JÚNIOR TRAZ A FAFE A PEÇA "CANASTRÕES" NA NOITE DE 5 DE MAIO

Sábado, 21h30
Preço: 5 €
Duração:90’
Classificação: M/12

O consagrado actor brasileiro Gracindo Júnior, filho do carismático Paulo Gracindo, acompanhado dos seus filhos Pedro e Gabriel Gracindo, estará no Teatro-Cinema de Fafe na noite de 5 de Maio para apresentar a peça CANASTRÕES, original do nosso grande amigo Moncho Rodriguez.
Um espectáculo de alta qualidade, a não perder!

Sinopse:

Contraditórios, patéticos, divertidos, dramáticos, intérpretes e músicos, estes actores/personagens, usam todos os truques e artimanhas que guardam nos seus “canastros” na busca de uma verdade cénica que possa transformar a relação do actor com o espectador. Nesta aventura poética, transformam a emoção num instrumento precioso para tocar a alma dos espectadores.
O ENVIADO, O ACONTECIDO e O INEVITÁVEL, actores sem tempo definido, questionam o sentido de existirem, de ainda permanecerem como vivos no sonho diante da realidade.

Família Gracindo
Este ano Paulo Gracindo completaria 100 anos. Nesse tempo que viveu ele deixou uma grande herança. Um “Baú” repleto de memórias e personagens inesquecíveis. A história que se repete de pai para filho. História essa que se confunde com a história do teatro e porque não com a invenção do mundo? Seu filho, o actor Gracindo Jr., reuniu-se com os seus filhos, Gabriel Gracindo Pedro Gracindo e Daniela Gracindo, nessa vontade de homenagear o patriarca e falar sobre esse ofício que tanto está presente nesta família há...100 anos.
O espectáculo teatral CANASTRÕES conduz o espectador pelo universo mágico da poética teatral de todos os tempos e tem como principal fonte de inspiração a arte de um dos maiores actores do teatro brasileiro, Paulo Gracindo.