sexta-feira, 18 de maio de 2012

UHF editou Ao Norte gravado no Teatro-Cinema de Fafe

Chama-se “Ao Norte – Unplugged” o álbum da banda UHF gravada ao vivo no Teatro-Cinema de Fafe e cujo registo discográfico já está disponível, estando prevista a sua apresentação em Fafe, em data oportuna.
Recorde-se que a banda efectuou dois grandiosos espectáculos na mítica sala fafense, na noite de 26 e na tarde de 27 de Novembro do ano passado, que aproveitou para gravar 32 músicas para a edição do trabalho discográfico.
Fafe orgulha-se de ter sido eleita para a gravação do primeiro registo ao vivo totalmente acústico da famosa banda de Almada, que quis assim homenagear o público do Minho e do Norte, onde realiza a maioria dos seus espectáculos.
O Teatro-Cinema de Fafe foi o local escolhido para o efeito, dadas as excelentes condições acústicas que disponibiliza, a beleza arquitectónica e artística da sala e o acolhimento da cidade, como na altura foi devidamente sinalizado por António Manuel Ribeiro.
Da mesma forma, a banda aproveitou para comemorar em Fafe os 33 anos da sua formação, que remonta a 1978.
Ao longo de duas horas, em cada um dos espectáculos, foram passadas em revista as canções mais emblemáticas dos UHF, em formato acústico e em alguns casos com versões distintas das originais a que estamos habituados, desde os mais antigos “Jorge Morreu” (o primeiro tema gravado pela banda, em 1979), “Cavalos de Corrida”, “Rua do Carmo”, “Rapaz Caleidoscópio”, até aos mais recentes “Na Tua Cama”, “Uma Palavra Tua”, “A Lágrima Caiu”, “Matas-me com o Teu Olhar” ou “Viver para Te Ver”. A banda interpretou ainda, magistralmente, versões de temas como “Menina Estás à Janela” ou “Vejam Bem”, esta de um dos grandes ícones da música portuguesa, Zeca Afonso, muito apreciado pelo líder do grupo, António Manuel Ribeiro. E por nós também.
Fafe só pode orgulhar-se de começar a ser, de facto, uma capital da música e da cultura deste país! Sem falsos pruridos...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fernanda Aguiar expõe pintura na Casa da Cultura de Fafe entre 18 de Maio e 8 de Junho


A conceituada artista fafense Fernanda Aguiar vai expor na Casa Municipal de Cultura de Fafe um conjunto dos seus mais recentes trabalhos artísticos, entre os dias 18 de Maio e 8 de Junho.
A inauguração ocorre esta sexta-feira, pelas 21h30, na presença da artista, de familiares e amigos.
Desde o ano de 2000, que Fernanda Aguiar nos habituou a expor de três em três anos na Galeria Municipal de Fafe.
A sua quinta exposição é constituída por duas dezenas e meia de trabalhos, datados de um arco temporal compreendido entre os anos de 2010 e 2012 e em que se denota uma notável evolução da pintora, nas suas técnicas e nos seus modelos.
Aqui se regressa a temas umbilicais da imagética de Fernanda Aguiar, como o rosto de Jesus Cristo, ou o vigor dos cavalos, em diferentes figurações e expressões. Mas também aos barcos, aos peixes, aos pelicanos, às folhas, à natureza, à festa, aos bailarinos, aos humanos alados. Para lá da já célebre obra em que homenageia o Fado, como património imaterial da Humanidade.
Eis Fernanda Aguiar em todo o seu esplendor, em toda a sua maturidade, em toda a sua criatividade!


De seu nome completo Maria Fernanda Oliveira Aguiar, a artista nasceu em Fafe em 8 de Agosto de 1935 e é professora do ensino básico aposentada. Só após a merecida reforma, veio a libertar as aptidões para o desenho e a pintura. Frequentou durante algum tempo aulas de pintura no atelier do Prof. J. J. Silva e mais tarde na Póvoa de Varzim, na cooperativa Filantrópica, sob a orientação de David Bastos. Participou em diversas exposições colectivas em Fafe, sobretudo nas colectivas de artes plásticas, em Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Póvoa de Lanhoso.
Individualmente, expôs pela primeira vez numa unidade hoteleira de Fafe, no ano 1998. Dois anos depois, expôs na Casa Municipal de Cultura de Fafe, onde voltou a mostrar os seus trabalhos em 2003, 2006 e 2009. Expôs igualmente na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, no Teatro Club da Póvoa de Lanhoso, na Junta de Freguesia de São Lázaro, em Braga, e na Aldeia das Falésia, em Albufeira, nas Biblioteca Municipais de Felgueiras e da Lixa, Posto de Turismo de Guimarães, Casa Museu Soledade Malvar, V. N. Famalicão, Galeria do Instituto Português da Juventude, Braga, Junta de Freguesia de Matosinhos, Clube Tirsense e Junta de Freguesia de Santo Tirso, Biblioteca “Dr. Marcelo Rebelo de Sousa” – Celorico de Basto, “As Palavras e o Tempo” (III Jornadas Literárias de Fafe) – Biblioteca de Fafe e Salão Paroquial de Cepães – Fafe, ambas já este ano.
Fernanda Aguiar obteve o Prémio Ilustração Bicentenário Andersen, Póvoa de Lanhoso, II Bienal Internacional de Pintura da Fundação Rotária Portuguesa – 2009 e Prémio José Augusto Távora – Póvoa de Lanhoso (2011). 
Está representada em inúmeras colecções privadas e públicas da região.

A exposição vai manter-se patente no horário: Segunda-feira: 09h00 – 12h30//14h00 – 20h00; Terça a Quinta-feira: 09h00 – 12h30//14h00 – 17h30; Sexta-feira: 09h00 -12h30.

Morreu o humorista J. Lopes de Almeida

O consagrado jornalista, autor, actor e encenador teatral José Lopes de Almeida, que várias revistas trouxe ao desaparecido Estúdio Fénix, em Fafe, por iniciativa da autarquia, foi a enterrar esta segunda-feira, no Porto. Tinha 81 anos e faleceu vítima de doença incurável, que o apoquentava nos últimos anos.
Ao longo dos últimos anos, escreveu e protagonizou peças de revista à portuguesa como “2000 Vai Ser Baril”, “Quem não berra não mama”, “2001 Odisseia do Carago!”, “Ó Zé aperta o cinto”, “Vira o disco e toca a mesma”, “Toma Zé que já almoçaste”, “Isto é que vai uma crise” e “É isto e pouca treta”.
Todas estas, ou a maioria destas, peças humorísticas de Lopes de Almeida vieram a Fafe e fizeram rir a bandeiras despregadas os fafenses que tiveram o privilégio de a elas assistir, e que se pegavam para arranjarem bilhete para assistirem à revista, numa altura em que todos os outros espectáculos eram à borla.
O Lopes de Almeida era um bom amigo. Durante muitos anos, telefonava-me para agendarmos espectáculos. Durante anos, fizemo-lo. Mais de uma década.
Lopes de Almeida foi um enorme nome do teatro português, conquanto muitos não o saibam. Foram seis décadas dedicadas ao teatro, à revista e a outras artes.
Fafe ficou ligado aos seus últimos anos de actividade (embora tenha aqui estado com a sua amiga Amália há mais de três décadas, nas Festas de Antime, no Jardim do Calvário) e aqui deixou muitos amigos e a força do seu talento e da sua capacidade de fazer rir.
Tive o privilégio de ser seu amigo. Ou de ele me considerar seu amigo. Nesta hora de pesar, curvo-me perante a sua memória. E desejo-lhe eterno descanso!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desafectos ao Estado Novo – Algumas imagens

Na sexta-feira à noite, 11 de Maio, a Biblioteca Municipal de Fafe emoldurou-se de amigos para a apresentação de Desafectos ao Estado Novo – Episódios da Resistência ao Fascismo em Fafe (3ª edição, revista e aumentada).
Quero aqui e agora (perante as fotografias do Manuel Meira Correia, que hoje chegaram ao blogue) deixar o meu agradecimento muito profundo a todos os amigos e convidados (mais de uma centena, que lotaram a bela sala) que quiseram obsequiar-me com a sua calorosa presença. Em especial aos familiares dos mártires da liberdade, Joaquim Lemos de Oliveira, “Repas” e Gervásio da Costa, bem como de Ângelo Salgado Medon, Joaquim de Araújo Lopes, Dr. Adelino Pinto Bastos e outros. Também realce merece a presença dos ex-presidentes de câmara Dr. António Marques Mendes, que fez a transição do anterior regime para o regime democrático e Dr. Parcídio Summavielle, que foi lutador anti-fascista e liderou a comissão administrativa entre 1974 e 1976 e depois o município entre 1980 e 1997. Também quero registar a vinda de Guimarães do meu grande amigo e conterrâneo Dr. Barroso da Fonte, apesar de grandes dificuldades pessoais e familiares. Gratidão extensiva a todos os que nos dias e horas anteriores, por mensagem telefónica ou electrónica, manifestaram a impossibilidade da sua presença e deixaram o seu abraço amigo. Os que nada disseram nem apareceram, certamente lá tiveram as suas ponderosas razões, mas é dos presentes que reza a História, como se sabe…


Cumpre-me agradecer as belas e sonoras palavras do presidente da Junta de Fafe, José Mário Silva, um amigo da cultura e da literatura da cidade, que foi o responsável pelo resgate das memórias da resistência ao fascismo em Fafe e do Dr. Pompeu Miguel Martins, jovem vereador da Cultura, notável poeta e escritor e grande amigo, que, com a sua palavra fácil e envolvente, seduz os auditórios e coloca a solidariedade e a identidade fafense em primeiro lugar.
Também uma palavra de gratidão para a intervenção inopinada do velho guardião de memórias locais que é o Francisco Oliveira Alves.
Como já referi, não deixa de constituir uma enorme alegria ter um livro em terceira edição, porquanto é o meu primeiro livro a atingir este patamar (já tinha três a atingir duas edições), fruto certamente da procura e da divulgação e expansão que tem tido ao longo dos últimos anos.
Honra-me também e muito saber este livro referenciado na bibliografia de obras de ilustres investigadores do Portugal do século XX, como José Pacheco Pereira e Irene Flunser Pimentel (Prémio Pessoa 2007 e autora de obras fundamentais sobre o Estado Novo, de que é paradigma a gigantesca A História da PIDE, desse mesmo ano, onde Desafectos ao Estado Novo é referenciado).

Esta edição inclui alguns acrescentos a nível de texto e de imagem, que a enriquecem relativamente às anteriores.

Foram acrescentados mais quatro “rostos da resistência” (Artur Pinto Bastos, Ângelo Salgado Medon, Joaquim de Araújo Lopes e Ernesto Amílcar de Oliveira), bem como enriquecidos e ampliados alguns textos, e apensados novos documentos aos já existentes.

No final, com o propósito de homenagear a memória da luta pela liberdade neste concelho, quer individual, quer colectivamente, nos seus protagonistas, momentos, estratégias e lugares fundamentais, numa linguagem tão acessível e rigorosa quanto possível. No fundo, para que “não se apague a memória” dos atropelos e da resistência para os ultrapassar, em Fafe, como no país, o que apenas seria conseguido em 25 de Abril de 1974.


A liberdade de que hoje desfrutamos não caiu do céu. É o resultado de um combate porfiado de sucessivas gerações de republicanos, democratas de várias tendências (comunistas, socialistas e outros), católicos progressistas e outros opositores à Ditadura estadonovista de Salazar e Caetano, que transformaram este país num “longo país do medo” durante quase meio século, lançando mão dos aparelhos repressivos como a polícia política, a censura, as forças armadas, a legislação antidemocrática e as fraudes eleitorais, entre outras estratégias para silenciar as divergências e as oposições políticas e sociais.
Todos estão representados nesta obra, que os homenageia e celebra!
Finalmente, não deixei de dedicar este trabalho à Minda, minha amada esposa, que há mais de três décadas, com imenso amor, dedicação, estima e afecto, vai resistindo a meu lado nesta tarefa hercúlea e insana de desbravar e valorizar a história e as gentes de Fafe!
Se os livros que vou publicando levam o meu nome, levam também muito o seu sacrifício, o seu apoio, o seu carinho.
Um grande beijo!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Um Dia da Europa com mais esperança!


Comemorou-se este 9 de Maio, mais uma vez, o Dia da Europa. Este ano, a efeméride coincide com a eleição do novo presidente da República Francesa, o socialista François Hollande, que acaba de protagonizar um projecto de esperança para uma Europa exangue em consequência de medidas absolutamente estúpidas de uma política de terra queimada ditada pela especulação financeira internacional.
Afinal, depois de o capitalismo internacional nos ameaçar de anos intermináveis de austeridade em cima de austeridade, com as sequelas do avolumar do desemprego e da perda do poder de compra da classe média, que os políticos europeus estão empenhados em fazer desaparecer, vá-se lá saber porquê (esfumando-se a classe média, quem é que vai sustentar as reformas dos aposentados, os subsídios de desemprego, as mordomias dos políticos, os subsídios sociais dos que não querem trabalhar, as 5 milhões de isenções das taxas moderadoras da saúde e tantas outras taxas, tarifas e impostos que os contribuintes suportam, enquanto existem?), de repente, a eleição de um socialista para a liderança da República francesa trouxe uma lufada de ar fresco ao espaço europeu e a Portugal, obviamente. Já todos estávamos asfixiados e fartos dos beijos sebentos do Sarkozy e da Merkel, e das curvaturas servis de Passos e companhia.
Fico com a sensação de que a Europa estava à espera de que fosse um povo, o francês, a pátria lídima da liberdade e da Revolução, a dar o “grito” no sentido de que basta de austeridade, de pisar e amesquinhar os direitos e as perspectivas de milhões de cidadãos, em nome de “ajustamentos”, de “assistências” e de “défices”.
E os franceses (todos os europeus foram franceses este domingo…) escolheram, não a eternização dos programas de austeridade, que conduzirão a Europa à depressão e ao caos, mas o sentido da inversão em favor do crescimento económico e do emprego, que apoie os cidadãos e as famílias.
De repente, os obtusos líderes europeus, tão afanosos em defender as “troikas” da exploração capitalista, passaram a acolher a agenda do crescimento e do emprego.
Temos agora, por via da vitória do presidente socialista francês, fundada esperança de que a Europa mude o seu discurso e a sua prática política!... E também cá entre nós, obviamente!
É por isso que o Dia da Europa de 2012, sendo igual, é bastante diferente, dotado de mais esperança e maior expectativa que os anteriores. E a “culpa” é de um socialista e de um povo que apostou nele para inverter o ciclo da austeridade capitalista! Ainda bem.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Desafectos ao Estado Novo (3ª edição) - Apresentado esta sexta-feira na Biblioteca Municipal de Fafe

A minha obra Desafectos ao Estado Novo – Episódios da Resistência ao Fascismo em Fafe, na sua 3ª edição, revista e aumentada, vai ser apresentada ao público esta sexta-feira, 11 de Maio, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe.
Inicialmente publicada em 2003, por iniciativa da Junta de Freguesia de Fafe e com segunda edição no ano imediato, a obra Desafectos ao Estado Novo – Episódios da Resistência ao Fascismo em Fafe inclui nesta edição alguns acrescentos a nível de texto e de imagem, que a enriquecem relativamente às anteriores.
Para o autor, não deixa de constituir uma enorme alegria, porquanto é o seu primeiro livro a atingir este patamar, fruto certamente da procura e da divulgação e expansão que tem tido ao longo dos últimos anos, não apenas em Fafe, mas um pouco pelo país, para onde foi sendo enviada pela autarquia. Honra-me de sobremaneira ter este livro referenciado na bibliografia de obras de ilustres investigadores do Portugal do século XX, como José Pacheco Pereira e Irene Flunser Pimentel (Prémio Pessoa 2007 e autora de obras fundamentais sobre o Estado Novo, de que é paradigma a gigantesca A História da PIDE, desse mesmo ano).
O objectivo fundamental da obra é relatar alguns episódios do que foi a resistência ao fascismo em Fafe, entre 1926 e 1974, em função das fontes documentais e dos testemunhos orais que foi possível reunir, num encontro promovido pelo autor com dezenas de antifascistas há duas décadas.
Com a devida contextualização como base no ambiente que se vivia a nível nacional e que foi recolhido na consulta de obras de referência historiográfica, foram passados em revista, cronologicamente e com a maior objectividade possível, o que foram esses anos, a partir das primeiras manifestações da resistência à Ditadura Militar, em Fevereiro de 1927, em que participaram militares fafenses, como o Major Miguel Ferreira, António Saldanha e o Tenente José Campos de Carvalho, até às últimas eleições do regime fascista, realizadas em 1969, sob a vigência de Marcelo Caetano.
Nos anos 30, destacam-se as primeiras levas de presos políticos em Fafe, sobretudo a partir de 1936, avultando ainda o combate político do jornalista José Manuel Teixeira e Castro para prosseguir o seu trabalho contra a censura e em defesa dos seus jornais.
Já na década seguinte, aborda-se a problemática do MUDJuvenil em Fafe, fala-se da famosa luta pelo pão, do encerramento político do Externato de Fafe na Rua Montenegro (1948), após duas décadas de funcionamento e das manifestações de apoio à candidatura do General Norton de Matos à presidência da República (1949). Lugar ainda para a evocação de uma experiência deveras interessante que foi a de uma biblioteca clandestina e de uma cooperativa de pedreiros nos finais dos anos 40.
Nos anos 50, avulta o assassínio pela PIDE do fafense Joaquim Lemos Oliveira, “Repas”, a vítima maior do regime deposto em 25 de Abril. Fala-se ainda da grande homenagem distrital ao Major Miguel Ferreira, das eleições presidenciais de 1958, em que participou o General Humberto Delgado e, finalmente, do documento cujo primeiro subscritor era o Major Miguel Ferreira e que afrontava directamente Salazar, desafiando-o o demitir-se.
Nos anos 60/70, já no declínio do regime, avultam a guerra colonial, a emigração e as eleições de 1969.
Esta obra tem ainda lugar para a evocação do lápis azul da censura e os seus reflexos no jornal local O Desforço, bem como para a recordação de diversos rostos que foram tecendo a longa e corajosa teia da resistência ao fascismo em Fafe.
Uma palavra ainda para os míticos espaços onde a oposição mais se exerceu, como a Fábrica do Ferro, o Café Avenida, o Teatro-Cinema e a casa do Major Miguel Ferreira, em Antime.
Finalmente, alguns textos sobre a resistência e a emergência do 25 de Abril, no país, como em Fafe.
A obra inclui ainda testemunhos, depoimentos e artigos do Professor Emídio Guerreiro, Francisco Oliveira Alves, António Teixeira e Castro, Parcídio Summavielle, Domingos Gonçalves, Paula Nogueira e João Baptista Alves da Mota.
A obra é desde o início a homenagem do autor, como assumido “filho de Abril”, àqueles fafenses de outrora que sacrificaram as suas vidas, os seus bens, a sua família, os seus trabalhos, a sua liberdade, ao serviço do bem comum, de um país melhor e mais respirável e que culminaria, luminosamente, no dia 25 de Abril de 1974, com a restauração da liberdade e da democracia em Portugal!                                              
                                

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Canastrões: as belíssimas fotos de um fantástico espectáculo!



"Canastrões" é uma peça de teatro que encheu de magia o Teatro-Cinema de Fafe na noite do passado sábado. E a sala lotou para mais uma grande noite. Foram seus intérpretes o conhecido actor brasileiro Gracindo Junior (filho do inolvidável Paulo Gracindo, de tantas telenovelas...) e os seus filhos Pedro e Gabriel Gracindo.
A peça tem a assinatura do nosso grande amigo Moncho Rodriguez, um artista de três nacionalidades (galega, brasileira e portuguesa) e versa o universo mágico da poética teatral de todos os tempos. É um texto denso, poético, ora lírico, ora dramático, intertextual, unindo a literatura portuguesa e brasileira, elevando a criação e a criatividade ao mais alto nível.
Fafe viveu um elevado momento de cultura, como há muito não se via.
Fafe, desta vez, não faltou à chamada e fez questão de manifestar o seu apreço pelos intérpretes de um teatro de qualidade, intenso, absolutamente humano.
Aqui ficam belíssimas imagens, da lavra  (habitual) de Manuel Meira Correia!








A notória simpatia dos notáveis actores brasileiros! Um grande abraço pelo privilégio de terem estado entre nós!