domingo, 27 de maio de 2012

Celina Tavares em fantástico espectáculo na Casa da Cultura de Fafe


As fotos não são grande coisa (a máquina do fraco repórter - eu próprio - não deu para mais), mas o concerto de Celina Tavares esta quinta-feira à noite, sob o título genérico Voz em Branco, na Casa Municipal de Cultura de Fafe, foi qualquer coisa de fantástico.
Com um auditório praticamente cheio de amigos e admiradores de uma voz que vem das fímbrias da alma e provém, cristalina e matinal, de onde os rios nascem, Celina Tavares fez questão de “celebrar o cantar em português”, com temas seus a musicar poemas de Fernando Pessoa, José Rui Rocha, Machado de Assis ou Florbela Espanca, entre outros poetas, mas também a interpretar Chico Buarque ou Zeca Afonso. E, como excepção, uma ou outra incursão pela música de expressão francesa de Jacques Brel (dedicada a Francisco Oliveira, ali presente) ou americana (“get happy”, para dar mais alegria ao momento).
No fundo, viagens interiores, histórias, memórias, lembranças do mar e tantas outras andanças “em branco” ou em outras “vozes”.
A uma excelente voz, justamente reconhecida por quem a tem ouvido em diferentes circunstâncias e a merecer a divulgação mais ampla em CD, juntou-se na verdade um espantoso naipe de músicos de elevado gabarito e virtuosidade. Os seus nomes: piano, arranjos e orquestração: José Miguel Costa; guitarra portuguesa: Pedro Santos; acordeão: Cristiano Martins; contrabaixo: Francisco Silva e bateria e percussão: Mário Gonçalves.
Foi o primeiro espectáculo da Kairos – Produções Culturais, sob o título “outros palcos”, destinado a levar eventos nos próximos meses (teatro, dança, cinema) a espaços culturais mais intimistas, neste caso, o espaço da Casa da Cultura.
Estão de parabéns a Celina Tavares e a Kairos por esta fabulosa noite cultural que proporcionaram aos que tiveram o privilégio de a ela assistir, esta quinta-feira à noite. Quem lá não esteve, não sabe o que perdeu!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Comédia “Médico à Força” abre programação de Junho do Teatro-Cinema de Fafe


Sábado, 21h30
Preço: 3 €
Duração: 60’
Classificação: M/12

A Jangada Teatro regressa a Fafe para apresentar “Médico à Força”, no próximo dia 2 de Junho, abrindo assim a programação do mês que vem do Teatro-Cinema de Fafe.
A entrada é quase simbólica, pelo que se espera uma forte adesão do público fafense a uma divertida comédia, que faz rir da primeira à última cena!
Sinopse:

Esganarelo é acusado por Martinha, sua mulher, de ser, para além de bêbado, jogador e preguiçoso, incapaz de ganhar o sustento da casa. Em resposta, Esganarelo dá-lhe uma sova e regressa à sua ocupação de traficante de 2ª. Martinha quer vingar-se dos maus tratos.
Lucas, criado de Geronte, anda à procura de algum médico prodigioso que cure o inchaço de que é vitima a filha do seu amo, desde que o pai resolveu casá-la contra a vontade.
Martinha afirma conhecer o homem capaz de curar Lucinda: é um homem modesto, cuja simplicidade não o deixa assumir que é médico, devendo pois, ser persuadido a admitir que o é. Lucinda ama Leandro, este sob disfarce, rapta-a. Passado algum tempo, Lucinda e Leandro regressam e este diz a Geronte que não lhe quer roubar a filha, e que recebeu a notícia da morte de seu tio que lhe deixou todos os seus bens. Isso transforma-o imediatamente, aos olhos de Geronte, pretendente irrecusável.

Ficha artística e de criativos

Texto | a partir de Molière
Dramaturgia, espaço cénico e encenação | John Mowat
Atores | Bruno Martins; Luiz Oliveira; Sophia Cunha; Patrícia Ferreira; Vitor Fernandes; Xico Alves
Desenho de Luz | Nuno Tomás

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prémio Dr. Maximino de Matos novamente instituído para os finalistas de Medicina

Lídia Carina Teixeira: a mais recente vencedora do Prémio Maximino de Matos

        

A Câmara Municipal de Fafe deliberou voltar a instituir o Prémio Dr. Maximino de Matos, edição de 2012, cujo prazo de candidaturas decorre até ao final do ano em curso.
Com o patrocínio da autarquia e em cumprimento do legado deixado por D. Laura Summavielle Soares de Matos, o Prémio Dr. Maximino de Matos tem como objectivo galardoar anualmente o aluno do concelho que melhor classificação obtenha no mestrado em medicina.
Podem concorrer ao Prémio, no valor de 750 Euros, os recém-mestrados de qualquer dos ramos das diversas Faculdades e Institutos do País que ministram Cursos Superiores de Medicina, desde que comprovem o seu nascimento ou residência há mais de um ano no concelho de Fafe.
Os concorrentes devem apresentar as respectivas candidaturas, remetendo fotocópia da carta de curso ou certidão comprovativa da conclusão do curso, com indicação da média final, arredondada às milésimas, bem como certificado de residência no concelho para a Câmara Municipal de Fafe, até 31 de Dezembro do ano em curso.
O Prémio é entregue ao contemplado no dia 25 de Abril do próximo ano, no âmbito das comemorações do "Dia da Liberdade".
Recorde-se que a mais recente vencedora deste prémio foi a jovem médica Lídia Carina Lopes Teixeira, natural e residente na freguesia de S. Martinho de Silvares, deste concelho, o qual lhe foi entregue em 25 de Abril passado.

domingo, 20 de maio de 2012

Fernanda Aguiar abriu exposição na Casa da Cultura de Fafe: algumas imagens!


Como estava previsto, a conceituada pintora fafense Fernanda Aguiar (minha primeira professora primária, em Serafão, nos idos de 60, devo confessá-lo, com muito orgulho, em nota muito pessoal), uma das artistas que na verdade mais tem evoluído no contexto das artes plásticas locais, nos últimos anos, abriu a sua quinta exposição individual na Galeria Municipal (Casa Municipal de Cultura de Fafe), na noite de sexta-feira, 18 de Maio, na presença do Presidente da Câmara, José Ribeiro, e de dezenas de amigos, familiares e admiradores, que apreciaram circunstanciadamente as obras expostas, que se vão manter até 8 de Junho.
A exposição da conhecida artista, cuja biografia está traçada em post anterior, é constituída por duas dezenas e meia de belíssimos e deliciosos trabalhos, datados de um arco temporal compreendido entre os anos de 2010 e 2012 e em que se denota uma notável evolução da pintora, nas suas técnicas e nos seus modelos.
Juntam-se algumas imagens da autoria do fotógrafo Manuel Meira Correia.












sexta-feira, 18 de maio de 2012

UHF editou Ao Norte gravado no Teatro-Cinema de Fafe

Chama-se “Ao Norte – Unplugged” o álbum da banda UHF gravada ao vivo no Teatro-Cinema de Fafe e cujo registo discográfico já está disponível, estando prevista a sua apresentação em Fafe, em data oportuna.
Recorde-se que a banda efectuou dois grandiosos espectáculos na mítica sala fafense, na noite de 26 e na tarde de 27 de Novembro do ano passado, que aproveitou para gravar 32 músicas para a edição do trabalho discográfico.
Fafe orgulha-se de ter sido eleita para a gravação do primeiro registo ao vivo totalmente acústico da famosa banda de Almada, que quis assim homenagear o público do Minho e do Norte, onde realiza a maioria dos seus espectáculos.
O Teatro-Cinema de Fafe foi o local escolhido para o efeito, dadas as excelentes condições acústicas que disponibiliza, a beleza arquitectónica e artística da sala e o acolhimento da cidade, como na altura foi devidamente sinalizado por António Manuel Ribeiro.
Da mesma forma, a banda aproveitou para comemorar em Fafe os 33 anos da sua formação, que remonta a 1978.
Ao longo de duas horas, em cada um dos espectáculos, foram passadas em revista as canções mais emblemáticas dos UHF, em formato acústico e em alguns casos com versões distintas das originais a que estamos habituados, desde os mais antigos “Jorge Morreu” (o primeiro tema gravado pela banda, em 1979), “Cavalos de Corrida”, “Rua do Carmo”, “Rapaz Caleidoscópio”, até aos mais recentes “Na Tua Cama”, “Uma Palavra Tua”, “A Lágrima Caiu”, “Matas-me com o Teu Olhar” ou “Viver para Te Ver”. A banda interpretou ainda, magistralmente, versões de temas como “Menina Estás à Janela” ou “Vejam Bem”, esta de um dos grandes ícones da música portuguesa, Zeca Afonso, muito apreciado pelo líder do grupo, António Manuel Ribeiro. E por nós também.
Fafe só pode orgulhar-se de começar a ser, de facto, uma capital da música e da cultura deste país! Sem falsos pruridos...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fernanda Aguiar expõe pintura na Casa da Cultura de Fafe entre 18 de Maio e 8 de Junho


A conceituada artista fafense Fernanda Aguiar vai expor na Casa Municipal de Cultura de Fafe um conjunto dos seus mais recentes trabalhos artísticos, entre os dias 18 de Maio e 8 de Junho.
A inauguração ocorre esta sexta-feira, pelas 21h30, na presença da artista, de familiares e amigos.
Desde o ano de 2000, que Fernanda Aguiar nos habituou a expor de três em três anos na Galeria Municipal de Fafe.
A sua quinta exposição é constituída por duas dezenas e meia de trabalhos, datados de um arco temporal compreendido entre os anos de 2010 e 2012 e em que se denota uma notável evolução da pintora, nas suas técnicas e nos seus modelos.
Aqui se regressa a temas umbilicais da imagética de Fernanda Aguiar, como o rosto de Jesus Cristo, ou o vigor dos cavalos, em diferentes figurações e expressões. Mas também aos barcos, aos peixes, aos pelicanos, às folhas, à natureza, à festa, aos bailarinos, aos humanos alados. Para lá da já célebre obra em que homenageia o Fado, como património imaterial da Humanidade.
Eis Fernanda Aguiar em todo o seu esplendor, em toda a sua maturidade, em toda a sua criatividade!


De seu nome completo Maria Fernanda Oliveira Aguiar, a artista nasceu em Fafe em 8 de Agosto de 1935 e é professora do ensino básico aposentada. Só após a merecida reforma, veio a libertar as aptidões para o desenho e a pintura. Frequentou durante algum tempo aulas de pintura no atelier do Prof. J. J. Silva e mais tarde na Póvoa de Varzim, na cooperativa Filantrópica, sob a orientação de David Bastos. Participou em diversas exposições colectivas em Fafe, sobretudo nas colectivas de artes plásticas, em Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Póvoa de Lanhoso.
Individualmente, expôs pela primeira vez numa unidade hoteleira de Fafe, no ano 1998. Dois anos depois, expôs na Casa Municipal de Cultura de Fafe, onde voltou a mostrar os seus trabalhos em 2003, 2006 e 2009. Expôs igualmente na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, no Teatro Club da Póvoa de Lanhoso, na Junta de Freguesia de São Lázaro, em Braga, e na Aldeia das Falésia, em Albufeira, nas Biblioteca Municipais de Felgueiras e da Lixa, Posto de Turismo de Guimarães, Casa Museu Soledade Malvar, V. N. Famalicão, Galeria do Instituto Português da Juventude, Braga, Junta de Freguesia de Matosinhos, Clube Tirsense e Junta de Freguesia de Santo Tirso, Biblioteca “Dr. Marcelo Rebelo de Sousa” – Celorico de Basto, “As Palavras e o Tempo” (III Jornadas Literárias de Fafe) – Biblioteca de Fafe e Salão Paroquial de Cepães – Fafe, ambas já este ano.
Fernanda Aguiar obteve o Prémio Ilustração Bicentenário Andersen, Póvoa de Lanhoso, II Bienal Internacional de Pintura da Fundação Rotária Portuguesa – 2009 e Prémio José Augusto Távora – Póvoa de Lanhoso (2011). 
Está representada em inúmeras colecções privadas e públicas da região.

A exposição vai manter-se patente no horário: Segunda-feira: 09h00 – 12h30//14h00 – 20h00; Terça a Quinta-feira: 09h00 – 12h30//14h00 – 17h30; Sexta-feira: 09h00 -12h30.

Morreu o humorista J. Lopes de Almeida

O consagrado jornalista, autor, actor e encenador teatral José Lopes de Almeida, que várias revistas trouxe ao desaparecido Estúdio Fénix, em Fafe, por iniciativa da autarquia, foi a enterrar esta segunda-feira, no Porto. Tinha 81 anos e faleceu vítima de doença incurável, que o apoquentava nos últimos anos.
Ao longo dos últimos anos, escreveu e protagonizou peças de revista à portuguesa como “2000 Vai Ser Baril”, “Quem não berra não mama”, “2001 Odisseia do Carago!”, “Ó Zé aperta o cinto”, “Vira o disco e toca a mesma”, “Toma Zé que já almoçaste”, “Isto é que vai uma crise” e “É isto e pouca treta”.
Todas estas, ou a maioria destas, peças humorísticas de Lopes de Almeida vieram a Fafe e fizeram rir a bandeiras despregadas os fafenses que tiveram o privilégio de a elas assistir, e que se pegavam para arranjarem bilhete para assistirem à revista, numa altura em que todos os outros espectáculos eram à borla.
O Lopes de Almeida era um bom amigo. Durante muitos anos, telefonava-me para agendarmos espectáculos. Durante anos, fizemo-lo. Mais de uma década.
Lopes de Almeida foi um enorme nome do teatro português, conquanto muitos não o saibam. Foram seis décadas dedicadas ao teatro, à revista e a outras artes.
Fafe ficou ligado aos seus últimos anos de actividade (embora tenha aqui estado com a sua amiga Amália há mais de três décadas, nas Festas de Antime, no Jardim do Calvário) e aqui deixou muitos amigos e a força do seu talento e da sua capacidade de fazer rir.
Tive o privilégio de ser seu amigo. Ou de ele me considerar seu amigo. Nesta hora de pesar, curvo-me perante a sua memória. E desejo-lhe eterno descanso!