terça-feira, 26 de junho de 2012

Viagem pelos Monumentos da cidade de Fafe (II)

MONUMENTO À JUSTIÇA DE FAFE
Cronologicamente, é o segundo monumento a ser erigido na cidade de Fafe, exactamente meio século após o primeiro, laureando os mortos da grande guerra e de que falámos no post anterior.
Todos os fafenses sabem que a “Justiça de Fafe” é um dos símbolos referenciais maiores, embora controverso, desta cidade. É para muitos o verdadeiro “ex-libris” de Fafe. Como tal, não podia deixar de haver um monumento evocativo dessa tradição, que percorre o país de lés a lés, associada ao nome de Fafe e ao que por aqui vai acontecendo, nem sempre pelos melhores motivos.
O monumento à Justiça de Fafe foi inaugurado pelas 11 horas do dia 23 de Agosto de 1981, no espaço traseiro do Palácio da Justiça. A sua implantação mereceu, na altura, o reparo de alguns sectores de opinião local, que advogavam a sua localização num espaço com maior visibilidade. Hoje merece o reparo de outros, como se sabe.
A construção do monumento era ideia já antiga, no sentido de mostrar a quem visita a cidade o símbolo maior deste concelho, tantas vezes utilizado em cartazes e outras formas de promoção da terra. A sua concretização, segundo a imprensa da época, deveu-se à iniciativa do falecido Eng.º Mário Valente, na altura técnico da Câmara Municipal e que congregou à sua volta o apoio de dedicados fafenses, destacando-se João da Costa, Carlos Alberto Soares, Abílio Peixoto de Freitas e António Magalhães, constituídos em comissão promotora e que desde o início teve o inteiro apoio da autarquia.
A cerimónia de inauguração integrou-se na Festa do Emigrante, realizada durante dois dias e contou com a presença do Governador Civil de Braga, Dr. Fernando Alberto Ribeiro da Silva, do Presidente da Câmara de Fafe, Dr. Parcídio Summavielle, vereadores, autarcas das Juntas de Freguesia, muitos emigrantes e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Fafe.
As figuras que compõem o monumento são fundidas em bronze e medem 2,20 metros cada, pesando no seu conjunto cerca de duas toneladas.
A sua escultura é obra do escultor portuense Eduardo Tavares, professor de Belas Artes.
O custo total do monumento rondou os 800 contos (4 000 euros), tendo a comissão promotora conseguido apoios financeiros por parte da Câmara Municipal, Governo Civil, comércio e indústria locais, emigrantes em França e público em geral.          

domingo, 24 de junho de 2012

Viagem pelos Monumentos da cidade de Fafe (I)

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA

Aproveitando a "boleia" do debate público sobre a eventual deslocalização do monumento da Justiça de Fafe, com a qual discordamos em absoluto, como já aqui escrevemos, vamos passar em revista os principais monumentos existentes na cidade (e depois, nas aldeias), para melhor informação dos nossos leitores. Até porque muitos fafenses não sabem onde se localizam os monumentos, ou desconhecem a sua designação, simbolismo ou o que homenageiam.
Começamos esta breve viagem pelo Monumento que homenageia os mortos da Primeira Grande Guerra Mundial. 

Localizado no “coração” da cidade, na Praça 25 de Abril, o Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra, é o mais antigo dos monumentos de que a cidade de Fafe dispõe. Os preparativos para a sua construção remontam ao ano de 1920, em plena 1ª República e dois anos após o término da Primeira Grande Guerra Mundial, quando a Câmara Municipal – na sequência de um apelo lançado pela Junta Patriótica do Norte, em 30 de Julho de 1919 – deliberou delegar numa comissão de ilustres fafenses o patriótico encargo de levar a efeito a perpetuação da memória dos filhos desta terra que morreram nos campos da batalha de África e França. Integravam essa comissão o Dr. Parcídio de Matos, pela Câmara, Dr. José Summavielle Soares, pela Associação Comercial e Industrial de Fafe, Dr. Florêncio Monteiro Vieira de Castro, pelo Sindicato Agrícola de Fafe, Domingos da Costa, pela Associação de Classe das Quatro Artes de Construção Civil, João da Silva Ribeiro, pela Associação de Classe dos Trabalhadores de Fafe, Júlio Martins, pela Associação de Classe dos Empregados do Comércio de Fafe, Artur Pinto Bastos, pela Imprensa de Fafe, António Joaquim Teixeira, pelo Núcleo do Professorado Primário de Fafe e Dr. Artur Vieira de Castro, pela Escola Superior de Fafe.
Foi efectuado uma subscrição, para angariação de fundos, por todo o concelho e só mais de uma década depois o Monumento aos Mortos da Grande Guerra se tornou uma realidade.
O auto de colocação da primeira pedra ocorreu no dia 17 de Maio de 1931, na “placa norte da Praça da República”, onde se deslocou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, sob a presidência do cidadão José Garcia de Almeida Guimarães, seu vogal mais velho, servindo de presidente.
O monumento, quadrangular, da autoria do arquitecto Manuel Faria Marques dos Reis, tem 6,80 metros de altura, sendo construído em diversas qualidades de mármore. A placa principal, representando um soldado ferido mortalmente (da autoria de Zeferino Couto), bem como a cruz de Cristo que encima o monumento, são em bronze, para maior valorização do mesmo. Nos quatro lados do monumento, a meia altura, estão inscritos os nomes de locais de batalhas da Guerra de 1914-18: La Lys, Ruvuma, Fauquissart, La Couture, Neuve-Chapelle, Chapigny, Flandres (onde, entre muitos outros, certamente, esteve o nosso conterrâneo Major Miguel Ferreira), Naulila e Nevala. Diversos festões e a esfera armilar integram um monumento de linhas sóbrias, construído pela oficina de Joaquim Fernandes Álvares & Cª, de Guimarães, pelo montante de 23 500$00.
Menos de dois meses após a adjudicação, o monumento foi inaugurado com a maior pompa e circunstância, no dia 12 de Julho de 1931, pelas 16 horas, no âmbito das Festas em honra de Nª Sª de Antime. Perante um largo completamente pejado de gente, a crer nos jornais da época, não faltou a presença de dois ministros do Governo: do Interior e da Guerra. Da festividade, abrilhantada por seis bandas de música, foi lavrado o auto respectivo.
Relatava o jornal local O Desforço do dia 23 seguinte:
As festas de 11 e 12 de Julho de 1931 ficam bem gravadas na memória de todos pelo significado cívico que tiveram – A inauguração do monumento aos Mortos da Grande Guerra e o aparato bélico que a revestiu.
A comissão das Grandes Festas de Fafe que foi a iniciadora deste Monumento que aí fica a perpetuar a memória dos que morreram na Grande hecatombe, levou com brilho a cabo a sua missão.
A Câmara, que aproveitou a ideia de realizar uma obra justa e que depois se prontificou a custear todas as despesas, é, como aquela, digna de aplausos.
As Festas da véspera já estiveram belas, mas, as do dia 12, foram brilhantíssimas.
Concorreram a elas milhares e milhares de pessoas de longe e de perto, tão atraentes e grandiosas são já, de tanta e justificada fama gozam, precisamente, no país.
Festas de Fafe, senhora de Antime!
Fafe, terra bela já em si, cheia de encantos naturais, vestiu-se de galas, desses ornamentos preciosos que Constantino Lira sabe empregar para actos solenes, os quais juntos às belezas naturais, a tornavam mais maravilhosa ainda.
Agradáveis os festivais de sábado no Bairro Operário de Antime e no Jardim do Calvário.
Pitoresco o grande arraial de Domingo na Vila, com as suas tendas e diversões.
Aparatosa a chegada de Caçadores 9 e da Banda do 8. Recrudesce o entusiasmo, a alegria, porque surge a procissão e aparece então, a famosa imagem da Senhora de Antime acompanhada por uma interminável multidão de devotos.
Veículos, de todos os lados, vêm às dezenas, comboios sempre apinhados.
É que se aproxima a hora da inauguração do Monumento e todos querem assistir.
Não se cabe no vasto Largo.
Tudo se prepara, pois, para o momento solene. Chegam os Senhores Ministros do Interior e da Guerra que são recebidos nos Paços do Concelho. Pouco depois, é o descerramento, perante elementos oficiais militares e civis, associações, colectividades etc. com calorosas salvas de palmas da imensa assistência, executando-se nessa ocasião, as 6 bandas a Portuguesa e estrondeando no ar profuso fogo.
Agrada o discurso do Capelão Militar da Grande Guerra Ver. José Pinho, todo alusivo ao acto e manifestamente patriótico.
Depois regressa a procissão a Antime, juntando-se no Lombo, para assistir ás despedidas e ver queimar o tradicional castelo, uma compacta multidão.
E, por fim, enquanto o banquete em honra dos senhores Ministros e das autoridades superiores do distrito corre, As iluminações do lira de Felgueiras brilham, os fogos de Lanhelas sobressaem e as bandas vibram sons de entusiasmo e alegria.
O regresso dos visitantes é pelas 2 horas. Surpreendente fogo preso inicia a sua queima às 3 e o bouquet rematante ilumina os ares pelas 4 horas, lindo, multicolor.
No entanto, as musicas prosseguem nos seus coretos, o povo continua divertindo-se em danças e descantes e, quando vê o sol despontar, é que se lembra que as festas terminaram. Recolhe então a casa, mas não sem saudades…
E da forma como decorreram a recepção na Câmara e o banquete, já o disseram os grandes diários de Lisboa, Porto e Braga, o que supérfluo é repetir.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Votaremos, “logo que possível”!

Pela primeira vez, em trinta anos de vida activa, fui espoliado do meu direito ao subsídio de férias. Tal como 600 mil funcionários públicos, que vão dos professores aos juízes e dos polícias aos médicos e aos militares. Que, pelo que me informam blogues e redes sociais, mas me recuso a acreditar, os deputados de todas as bancadas, se recusam a abdicar. Ou seja, recebem o subsídio, como se estivéssemos em tempo de vacas gordas e como se os trabalhadores em funções públicas que auferem vencimentos acima dos 600 euros não estivessem sujeitos a cortes graduais, que se transformam em totais a partir dos 1 100 euros.
Estava eu a pensar nisso e a ouvir na televisão que os trabalhadores portugueses (não todos, certamente, porque estes cortes apenas atingem os funcionários públicos, que acumulam ainda cortes progressivos do vencimento mensal, a partir de determinado valor, que é para não terem a mania de pensar que estão ao serviço da coisa pública, numa altura em que o que é privado é que é fixe, e o resto que se lixe…) perderam qualquer coisa como 23% do poder de compra desde 2010, o que é uma enormidade, sem qualquer dúvida.
E ainda vem o imbecil do Cadilhe propor um imposto de 4% ao ano sobre o rendimento de todos os portugueses, “a bem da Nação”: que o pague ele e os seus mui amigos do BPN e afins. Que paguem as grandes fortunas, que não têm contribuído nada para minorar a crise. Que paguem os Belmiros, os Mellos, os Alexandres Soares dos Santos, os Paulos Teixeira Pinto, os António Borges., os Jardim Gonçalves e tantos outros que têm muito por onde expressar a sua “solidariedade activa” neste momento difícil que o país atravessa, sem ser apenas o 31 de boca.
Eu para esse peditório já dou e mais que dou: além de um corte mensal injustificado, dois subsídios saqueados pelo seu amigo de Massamá a partir deste ano. Ainda quer mais? Vá ao Totta, ao BPP ou ao BPN. Se pensa que sou a Santa Casa da Misericórdia bateu à porta errada. Está lá o seu companheiro Santana Lopes.
O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, prometeu esta semana que os subsídios serão repostos «logo que possível». É claro que isto não quer dizer nada. É apenas para enganar meninos e comer-lhe as papas na cabeça. Como nada quis dizer quando o ministro Vítor Gaspar primeiro anunciou que os subsídios começariam a ser repostos a partir de 2015, mas depois já só eram 25%, gradualmente, até 2018. Tudo aldrabice. Posteriormente, recusou-se já com uma data específica para o regresso destas prestações, que foram suspensas para funcionários públicos e pensionistas, afirmando (como se não se soubesse isso dias antes) que há uma «considerável incerteza» à volta da evolução da economia portuguesa e da europeia. Que grande novidade!...
Mais disse o supersónico ministro Gaspar: «Não é possível de forma definitiva projectar o que vai acontecer nos anos seguintes», pelo que a hipótese de repor 25% dos subsídios em 2015 é uma mera «perspectiva técnica» e não «um compromisso».
Estamos conversados. É tudo treta. Conversa fiada. Os funcionários públicos que esperem sentados, para não ganharem varizes, que com este governo nem em 2020 lá vão!...
Parafraseando o secretário Hélder Rosalino, julgo que está na altura de os funcionários públicos também começarem a tomar posição e afiançarem, sem qualquer receio: votaremos, “logo que possível”!
Esta gente merece o respeito que merece.
Assaltam-nos as carteiras e ainda têm o desplante de nos querem de cara alegre, bem dispostos, cheios de optimismo como se apenas houvesse amanhã. É preciso muita cara de pau!...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Miguel Relvas salvo pelos amigos na ERC

Que credibilidade pode ter uma deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que iliba o ministro Miguel Relvas de pressões ilícitas sobre uma jornalista do Público, quando se vem a saber que foi votada apenas pelos membros eleitos ou indicados pelo PSD?
O Conselho de Redacção do Público denunciou, a 18 de maio, ameaças do ministro Miguel Relvas sobre o jornal e a jornalista Maria José Oliveira.
As alegadas ameaças eram a divulgação na Internet de dados da vida privada da jornalista e um boicote noticioso do Governo ao diário, caso fosse publicada uma notícia sobre declarações do ministro no Parlamento relativamente ao chamado "caso das secretas".
Afinal, passado este tempo e depois de várias inquirições, não se provou nada… No meio de toda esta tramóia, a única vítima foi a jornalista, que se demitiu do Público, no início deste mês. De resto, é tudo boa gente!...
Pode afirmar-se que, nos termos da Lei nº 53/2005, de 8 de Novembro, que cria a ERC, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, é uma pessoa colectiva de direito público, com natureza de entidade administrativa independente, que visa assegurar as funções que lhe foram constitucionalmente atribuídas, “definindo com independência a orientação das suas actividades, sem sujeição a quaisquer directrizes ou orientações por parte do poder político”.
Isso é o que está na lei, a realidade são os Magnos e outros membros sorridentes para os Relvas e a quem só vagamente interessa a descoberta da verdade.
Por isso, desde o início, já se esperava o epílogo que veio a apurar-se. Que é a vénia ao poder. Simplesmente.
Por isso é que a ERC é uma inutilidade enquanto regulador que nada regula, aliás como os restantes reguladores. Por isso é que o PSD também não quer que o processo seja reaberto no Parlamento e que Miguel Relvas lá regresse para prestar mais esclarecimentos. O silêncio é de oiro, sem dúvida!...

“Recordações de Fafe”: obra musical de Arthur Napoleão dedicada ao Comendador Albino de Oliveira Guimarães (Séc. XIX)

Há perto de três décadas, a mão amiga do grande António Fernandes de Barros fez-nos chegar esta raridade, “sacada” de uma biblioteca musical de S. Paulo, no Brasil. Nada mais nada menos que a obra “Recordações de Fafe (Souvenir de Fafe)”, op. 69, para piano, do compositor portuense Arthur Napoleão, editada no Rio de Janeiro em finais do século XIX e dedicada ao Comendador Albino de Oliveira Guimarães (1834-1908), um ilustre brasileiro fafense profundamente ligado aos mais significativos empreendimentos levados a cabo em Fafe, nos finais do século XIX e primeiros anos do seguinte. Aqui ficam algumas breves notas sobre este fafense que importa divulgar.
Aquando da fundação dos Bombeiros, em Abril de 1890, contribuiu com a avultada quantia de 100 mil réis para a corporação. Em 1892, era inaugurado festivamente o Jardim do Calvário, de que Albino Guimarães foi o principal impulsionador. Pertenceu, depois, à Comissão Iniciadora da Igreja Nova, cujos trabalhos começaram em 1895 e para a qual contribuiu com avultada quantia. Antes, havia-se empenhado na construção do Hospital (1863) e foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia, beneficiando-o imensamente durante o período em que exerceu o cargo.
Em 1907, participou nas festividades comemorativas da chegada do comboio a Fafe, com outros brasileiros ilustres da então vila, emigrados no Rio de Janeiro.
Em Fafe, construiu, na Avenida da Estação, a sua casa urbana, em 1908, a chamada “Casa do Comendador”, onde actualmente se encontra instalada a Repartição de Finanças. Apesar disso, a modéstia era a melhor coroa de triunfo que lhe assentava, como escrevia o jornal O Desforço, por altura do seu falecimento, em 6 de Março de 1908, com 74 anos de idade.
Voltando a Arthur Napoleão dos Santos, que nos trouxe cá: nasceu no Porto, em 8 de Março de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de Maio de 1925.
Foi pianista, concertista, professor, compositor e editor de música.
Aos 7 anos de idade, em companhia do pai e de dois irmãos, deu o seu primeiro concerto de piano que obteve grande repercussão no meio musical europeu. Actuou para os grandes monarcas europeus da época (rainha Vitória de Inglaterra, rei da Prússia e Napoleão III de França).
Em 1857, com 14 anos, partiu com o pai para o Brasil, onde fez uma estrondosa tournée que se estendeu ao Uruguai e à Argentina. Voltou ao Porto no ano seguinte para actuar no Teatro S. João e em 1865 para a inauguração do Palácio de Cristal.
Apaixonado pelo Brasil, pela música (e pelo xadrez), fixou-se definitivamente nesse país. Em 1868, abre um grande estabelecimento de pianos e músicas, funda uma revista musical e conhece o escritor Machado de Assis. Foi professor de Chiquinha Gonzaga, notável compositora brasileira, abolicionista e republicana.
Compôs e publicou mais de uma centena de obras, entre as quais destacamos Camões, Arco de Santana, Romance e Abanera, A Brasileira, Murmúrios do Tejo e Recordações de Fafe.
Ainda hoje é o patrono da cadeira número 18 da Academia Brasileira de Música e o patrono da Academia de Enxadristas do Brasil.
É ainda hoje considerado um dos maiores músicos luso-brasileiros do seu tempo!
Junta-se a partitura do "capricho caracteristico para piano", para os interessados e estudiosos:








quarta-feira, 20 de junho de 2012

Espetáculo do grupo SeBENTA no Teatro-Cinema de Fafe adiado para 24 de Novembro


Por motivos imprevistos, o espectáculo do grupo SeBENTA, “Grita pelo nosso Amor”, previsto para este sábado à noite no Teatro-Cinema de Fafe, foi adiado para 24 de Novembro – informou a organização.
Considerada uma das bandas que melhor rock tem feito em Portugal, os SeBENTA existem desde 2008 e registam já diversos êxitos de rádio e de público, tendo vindo a incluir alguns dos seus temas nas mais emblemáticas séries televisivas de grande audiência.

“Grita Pelo Nosso Amor” é o primeiro tema retirado do tão esperado terceiro álbum dos SeBENTA e que tem edição prevista para este ano de 2012. Temas como “Onde Estás (SeBENTA) e “Meia Conversa” fazem parte do novo álbum, bem como “Essa Voz Outra Vez”, música com letra de José Luís Peixoto e que se pode vir a tornar o segundo single do novo trabalho da banda.
A propósito desta colaboração, o consagrado escritor José Luís Peixoto considerou: “...tive a oportunidade de trabalhar nos discos dos SeBENTA, foi um conceito original, que me deu muito prazer, e é um prazer ter um pózinho de SeBENTA...Também!”.

Grande noite, em torno de Jorge Oliveira!...

Jorge Oliveira, terceiro a contar da direita, no meio dos amigos do Projecto Partilha
Cerca de uma centena de pessoas presenciaram, na noite da passada sexta-feira, no auditório da Junta de Freguesia de Antime, a apresentação do segundo livro de poesia do conhecido fotógrafo Jorge Oliveira, com o título Palavras que me tocam. Por ti!...
Um livro de amor, dedicado em pleno à sua esposa.

Depois de uma breve apresentação, em danças de salão, do par, Inês e Rui (Leões do Ferro), exibiu-se, numa primeira apresentação pública o grupo de música Projecto Partilha, com músicos de Guimarães e de Fafe, com poemas (em português) e sonoridades de grande interesse.
Seguiu-se um breve momento de leitura de poesia, começado pelo filho mais velho do autor e continuado por Artur Coimbra e Armando Teixeira, sob o violino de Teresa Marinho.


Finalmente, constituiu-se a mesa, para a apresentação da obra, tendo usado da palavra a presidente da Junta, Isaura Nogueira; Carlos Afonso, autor do prefácio, que elogiou a simplicidade e naturalidade dos versos de Jorge Oliveira, traçando a similitude com algumas características da poesia de Almeida Garrett (o “te” e o “tu”); o presidente da Câmara, José Ribeiro, que falou da sua longa amizade com o autor e disse da sua admiração da obra e da paixão de Jorge Oliveira, pela escrita, pela fotografia e pela mulher; finalmente, o autor, que fez os agradecimentos emocionados e falou da sua arte, prometendo voltar, quando for possível…
Uma grande noite, para quem a ela teve o privilégio de assistir!...



O poeta, Jorge Oliveira, agradecendo, nas palavras finais

Aqui fica um poema de um livro que vale a pena saborear.

Mil vezes mil

Mil palavras que de tua boca saem,
Mil sabores que me atraem,
Mil desejos nascidos nos beijos
Dos meus anseios.

Mils contos saídos da noite,
Mil encontros ao luar,
Mil actos de louvar
Por um amor que vai durar.

Mil olhares sentidos,
Mil sentimentos retidos.
por ti faço mil asneiras
De todas as maneiras.

Mil vezes mil
São as vontades de te amar.
Assim, aqui e agora,
Me estou a confessar.