sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Celina Tavares este sábado nas noites de Verão em Fafe

A cantora fafense Celina Tavares apresenta-se ao público da sua terra no âmbito do programa “Sons de Verão” promovido pela Câmara Municipal, na noite deste sábado, 11 de Agosto, a partir das 22h00, na Arcada.
É a oportunidade que os fafenses têm de ouvir, de uma forma mais alargada e livre, uma das vozes mais encantadoras e cristalinas da música fafense, que se tem empenhado na divulgação do seu trabalho “Voz em Branco”, que já apresentou em diversas salas, não apenas de Fafe mas da região.
O projecto integra composições da própria cantora, musicadas sobre textos de poetas portugueses, contemporâneos (e não só), a que junta interpretações de temas da música popular portuguesa, do fado a Zeca Afonso, ou brasileira (Chico Buarque, por exemplo).
Celina Tavares, nutricionista de formação, enveredou pela música e pelas canções e considera-se autenticamente uma “cantautora”.
A música e a arte são as suas paixões (além do Zé Rui, claro!).
Este sábado à noite acontece um grande momento cultural no coração da cidade de Fafe. Imperdível, sem dúvida!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Roubaram os filhotes dos cisnes do Jardim do Calvário

Roubaram os filhotes a estes cisnes
Há aspectos em que Fafe se começa a parecer um subúrbio de uma metrópole, onde gangues sem alma e sem lei se dedicam, com a maior ausência de escrúpulos, aos actos mais censuráveis e miseráveis, sem qualquer respeito pela coisa pública e pelo que está quieto e não faz mal a ninguém, sendo propriedade de todos. Podem não ser os mesmos protagonistas, mas também podem ser. A miséria humana é a mesma, quer se esteja a falar de vandalizar gratuitamente os vidros do elevador do Jardim do Calvário, do Monumento ao Poder Local ou do prédio que lhe está em frente, ou de incendiar papeleiras ou queimar mobiliário urbano.
Este fim-de-semana, incertos assaltaram o Jardim do Calvário e roubaram os cinco pequenos cisnes que tinham nascido há pouco mais de um ou dois meses e constituíam a mais recente atracção do local, para miúdos e graúdos.
Pergunta-se: como é possível? Para quê? Porquê? Que mal faziam os pequenos cisnes, que ainda há pouco vieram ao mundo?
Que mundo sem alma e sem respeito é este em que se rouba, se vandaliza, se viola o património público com a maior desfaçatez, a maior impunidade?!...
Apenas podemos deixar aqui o nosso grito de revolta e de indignação. Esperemos que as autoridades, a quem o caso terá sido já comunicado, consigam apurar a autoria do atentado e punir os criminosos, pois é disso que se trata, sem qualquer sombra de dúvida...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Excelente espectáculo de tributo ao rock 60/80 em Fafe

No âmbito dos “Sons de Verão 2012”, da iniciativa da Câmara Municipal de Fafe, teve lugar no sábado passado, 4 de Agosto, na Arcada, um excelente espectáculo revivalista “Old Covers”, protagonizado pelo grupo vimaranense Con’Sumo.
Durante mais de uma hora e meia, foram passados em revista grandes temas do rock de expressão anglo saxónica dos anos 60/70/80, que os mais velhos não deixam de conhecer e os mais novos conhecem, pelo menos algumas delas.
Assim, desde os Beatles, Procol Harum (esse slow que tantos namoricos incendiou, “A Whiter Shade of Pale”), Los Bravos (“Black is Black”) ou Elton John, a Moody Blues e Pink Floyd de tudo um pouco se ouviu e desfrutou de três décadas de ouro da música rock, que molda a nossa identidade individual e colectiva das últimas décadas.
Uma grande noite, com grandes músicos e intérpretes e músicas que todos conhecem.
Aqui ficam algumas imagens da actuação do Con’Sumo.
Fotos: Manuel Meira Correia!



domingo, 5 de agosto de 2012

XV Encontro de Emigrantes Fafenses sexta-feira, 10 de Agosto, no Jardim do Calvário

À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Fafe volta a organizar o tradicional Encontro de Emigrantes Fafenses, visando juntar em salutar convívio os cidadãos naturais do concelho que deixaram a sua terra e se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo, em especial na Europa e no Brasil.
O XV Encontro de Emigrantes Fafenses realiza-se esta sexta-feira, 10 de Agosto, no Jardim do Calvário, com a presença de mais de duas centenas de compatriotas.
Este ano, a autarquia pretende conferir um carácter mais festivo ao programa, de modo a incluir jogos tradicionais e de mesa (malha, petanca, cartas, damas, etc.) e animação musical, com a exibição de grupos locais, ao longo da tarde e da noite.
Visa-se, assim, que este Encontro seja de festa e de confraternização, a partir das 16h00 e até cerca da meia-noite.
Depois dos jogos e da diversão, haverá lugar para o habitual jantar de confraternização entre todos os que a ele se queiram associar e que se realiza a partir das 20h00.
A partir das 16h00, haverá então jogos populares e de mesa (damas, cartas e dominó) e jogos tradicionais (malha, petanca, andas, arco, saltar à corda e jogo do pião) a cargo da Associação Sonho e dos Restauradores da Granja.
As actuações musicais, acontecem a partir das 18h30, nelas intervindo os Castiços de Regadas, o Rancho Folclórico Unidos de Monte, o grupo de Danças e Cantares do Centro Cultural, Social e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Fafe, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões e o Grupo de Cavaquinhos da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio (ARCO).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Parabéns, mãe!


Hoje foi o dia de te dar um beijo de aniversário, mãe.
Há décadas que o venho fazendo, com o incomensurável gosto de filho. Como as aves partem, irreprimíveis, para sul, e regressam para nidificar em cada primavera.
Pela primeira vez, todavia, não estás ao alcance dos meus lábios, mãe, nem dos meus olhos, nem da capacidade de te ter a meu lado.
Não te perdoo teres-me abandonado.
Incrível: até parece que a chuva deste primeiro dia de Agosto acompanha as lágrimas que escorrem pelos olhos e inunda a coração que nunca mais foi o mesmo, podes acreditar.
A nossa casa, mãe, está vazia, penosamente deserta, infeliz, inútil.
O silêncio ensurdece a alma de memórias. Está aqui a minha infância, a minha juventude. Estás aqui, mãe, a rezingar (mais que o que devias, tantas vezes) com a pobre da tia Maria e a pedir à avó para se não meter nas vossas conversas. Às vezes, era uma comédia; outras, um riso pegado. O pai continua a trabalhar em França, pois as coisas aqui estão complicadas. Regressará apenas nos anos 80... Historicamente, as coisas sempre estiveram complicadas neste país. Como se não houvera outro destino. Outro fado. Parece que é eterna sina neste rectângulo cada vez mais descolorido, desvalorizado, desmotivado, desesperançado.
Estão também as irmãs da minha meninice, obviamente. E todas as nossas brincadeiras. E os trabalhos agrícolas em que eu participava contigo, mãe. As molhadelas do orvalho das madrugadas de Junho. As colheitas. E os primeiros namoricos. E as muitas asneiras que os mais novos faziam. E os primeiros versos e os primeiros escritos que tiveram por palco aquela casa, hoje angustiosamente povoada dos fantasmas do passado, essa recordação do que fomos e do que vivemos, e com quem vivemos, que nos dói nas veias como um veneno de serpente.
Mãe: hoje, dei-te um beijo. Quente. Mas não reagiste, nem por um momento. Foi assim um beijo surpreendentemente frio, glacial. Molhado. Branco, como o mármore. À tua volta, tudo estava parado, quieto, resolvido, final, com algumas flores, algumas velas. A fotografia do pai olhava. A lápide da tia e da avó, estava ao lado, como há tantos anos.
Mãe, pela primeira vez, festejamos o teu aniversário de uma forma diferente. Mas o meu beijo foi o mesmo. Parabéns!
À tua volta mora a eternidade!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Que se lixem os Salvadores da Pátria!

Foto da net
1. É este o primeiro-ministro que temos. Arvorado em Salvador da Pátria, em que poucos acreditam, como já tantos houve por aí, como pregoeiros do bacalhau a pataco. Pensando reincarnar um novo Salazar, com um pouco de verniz democrático. «Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, que se lixem as eleições. O que interessa é Portugal», disse um destes dias.
Ficámos a saber, numa pequeníssima frase, várias coisas.
Primeiramente, que é um supino aldrabão: nenhum político está no poder para perder eleições. Ninguém acredita nisso. Só um mentecapto pode fazer crer que os portugueses possam algum dia acreditar numa verbosidade tal.
Em segundo lugar, nenhum democrata que se preze pode algum dia exclamar, ainda que esteja no conforto dos seus subordinados, “que se lixem as eleições”.
As eleições são o supremo exercício de uma democracia, ainda que de fachada como parece muitas vezes ser a que estamos a atravessar.
Amesquinhar um acto eleitoral, com o desplante “que se lixe!”, não é de democrata. Pode ser para os seus correligionários. Para mim, não é!
Finalmente, essa de erigir “Portugal” como grande suprassumo de todo o esforço governativo ou cantilena nacional, já tem mais barbas que o famoso adepto do Benfica.
“Portugal” como entidade mítica não existe. É uma pura e conveniente e folclórica abstracção. Muito útil para pintar discurso e decorar patranha, como é o caso. Existem os portugueses. O povo português. E esses seres concretos, com casas para pagar, prestações de carros e electrodomésticos para saldar e filhos nos infantários, está-se Passos Coelho marimbando para eles. Com abstracções lida-se bem melhor. Aos portugueses concretos, corta-se o ordenado, rouba-se o subsídio de férias e de Natal, aumenta-se os impostos, aumentam-se escandalosamente a electricidade, os combustíveis, facilita-se o despedimento, encurtam-se os direitos, designadamente ao subsídio de desemprego, às férias e a tudo o que cheire a “regalias”, aumentam-se os agravos, de toda a espécie.
Mas não são os portugueses concretos que o Passos Coelho quer salvar. Ele quer “salvar o país”, “salvar Portugal”. Aí entram, seguramente, os seus amigos banqueiros, que passam a vida a reivindicar mais dinheiro para recapitalizar o sistema financeiro, que não está a ajudar minimamente a economia (servem para quê, afinal, os bancos, nos dias de hoje, se não dão crédito nem às famílias, nem às empresas? Não servem para nada – é a resposta), os seus amigos Mexias, Catrogas, e outros capitalistas, que estão ao serviço do capitalismo e não dos portugueses!...
Se não existissem, os portugueses estariam bem melhor que o que estão, com toda a certeza!...
O “país”, o “Portugal” que Passos Coelho quer salvar é o sistema financeiro, os bancos, o sistema capitalista, os “mercados”, o patronato, o empresariado.
Está mais que visto, o lado onde está o democrata e “amigo do povo” de Massamá!...

2. Há uns dias, a mesma personagem afirmou qualquer coisa como: «As pessoas simples percebem o que fazemos»!
Acorde-nos à memória, de imediato, a Bíblia quando escreve: “benditos os pobres de espírito, que é deles o reino dos Céus”!
O que significa que Passos Coelho adora os simples, os desinformados, os analfabetos, os desintruídos, os não pensantes. Esse é que o compreendem.
Voltamos a Salazar: também ele não gostava de grandes instruções para o seu povo. Saber ler, escrever e contar, e mais nada. Já chegava, Pessoas simples, tementes a Deus e ao chefe e aptos a compreender as ordens superiores.
É inacreditável como o discurso de um pretenso democrata (não posso ter a certeza de que Passos Coelho o seja, o facto de ter vivido em democracia não quer dizer que seja democrata…) se aproxima tanto de ressonâncias que gostaríamos de nem nelas pensar.
Porque todos sabemos que a democracia só ganha com o exercício da crítica, da oposição consciente e saudável, da análise criteriosa, que só os seres mais pensantes e reflexivos podem levar a cabo. E esses sabem de certeza certa que o governo está a ir longe de mais, num excesso de austeridade que os compromissos com a troika não validam.
Espanta, assim, que se eleve aos píncaros as “pessoas simples” como aquelas que “percebem” o que o governo está a fazer.
Percebem coisa nenhuma. Compreendem a propaganda, a espuma dos dias, a rama dos factos, a areia que lhe deitam para os olhos. Que o seu interior, os seus fundamentos, nem muitas vezes os especialistas e os economistas os entendem, quanto mais “as pessoas simples”.
Deixem de brincar às políticas demagógicas e primárias!...

3. Só mais duas notas nos últimos discursos de Passos Coelho.
A primeira para lamentar que o primeiro-ministro continue a insistir na tecla de que “não estamos a exigir de mais”, quando todos já perceberam que já ultrapassámos todos os limites possíveis e imaginários. Só os distraídos e os imbecis, ou eventualmente “as pessoas simples”, pensarão o inverso.
A segunda para lastimar a arrogância de Passos Coelho, ao fim do primeiro ano de mandato (que era a arrogância de Sócrates ao fim de 3 ou 4 anos, e foi a de Cavaco ao fim de outros anos…), de que “não há alternativa”.
É claro que há sempre alternativa. Sempre houve alternativas. O país não nasceu há um ano (tem nove séculos de História, se é que esse cavalheiros andaram na escola…), nem se acabará dentro de dois ou três anos (talvez para quem lá está agora se acabe a mama, mas essa é outra questão…).
Só uma supina pesporrência, fará pensar que os actuais inquilinos de S. Bento são predestinados por Deus para a governação deste rectângulo. Tenham juízo e muita humildade. Os portugueses, os “simples” e os “complicados”, começam a ficar fartos das fitas e da demagogia barata deste “PREC de direita”, como bem o cataloga o Miguel Sousa Tavares no Expresso de há uma semana (a ler obrigatoriamente).
Parafraseando o próprio, que se lixem Passos Coelho e os Salvadores da Pátria!...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A culpa é toda do Arcebispo!

Não é que o assunto me preocupe muito, porque até nem sou grande frequentador da Igreja, para lá dos costumeiros casamentos, funerais e missas de aniversário. Mas penaliza-me este jogo constante de política religiosa do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, cujas atitudes que tem tomado nos últimos tempos, em especial nos dois últimos anos, não se entendem muito bem e não se moldam aos propósitos cristãos da pacificação e da acalmia das consciências. Nem de perto nem de longe!
E espanta-me que homens absolutamente cultos e bem formados, como são os sacerdotes, tenham de andar como autênticos títeres nas mãos dos bispos, ao sabor sabe-se lá de que estratagemas, apenas “porque tem de ser”, “porque um padre tem de cumprir as ordens superiores”, “porque é essa a vontade de Deus”! O tanas, é o que é!...
É altura de recordar a pouca-vergonha registada aqui há dois anos e a forma aviltante e indigna como o Arcebispo de Braga afastou o Padre Peixoto Lopes da titularidade da paróquia de Fafe, que se encontrava a servir havia 25 anos e na qual desenvolveu notável obra social e religiosa em favor dos paroquianos. Que, pelos vistos, não terá chegado para os desígnios insondáveis (e nunca esclarecidos) do prelado bracarense, que ficará na história por alguma marca que não pela bondade… 
Para o lugar do Padre Lopes veio o Padre João Fernando Araújo, directamente da vizinha paróquia de S. Torcato, onde esteve 11 anos e era muito querido. Durante dois anos aqui desenvolveu o seu trabalho, e bem, ao que se ouve, sem qualquer culpa do que se passou antes, mas acabou por ser vítima dos estilhaços da “guerra” que teve lugar há dois anos. Um conjunto de circunstâncias terá contribuído para a sua saída da paroquialidade. Anuncia-se que sai em Setembro próximo, exactamente dois anos após a sua chegada, por razões que são mais da ordem da presunção do que do conhecimento público. Nem isso será o mais importante.
É lamentável que tudo isto esteja a acontecer.
Peço desculpa de expender a minha opinião (e se calhar estou a meter a foice em seara alheia), mas a culpa do que está a passar-se na paróquia de Fafe é exclusivamente do Arcebispo de Braga. Não vale a pena tapar o sol com a peneira!...
Em Setembro, outro pároco (Abel Maia, que vem de Mirandela) virá para Fafe para a função de “moderador” da paróquia (até desse poder o Padre Lopes foi ilegalmente esbulhado pelo Arcebispo, lembremos).
Pelo que parece, a dança das cadeiras não pára. Nos últimos dois/três anos, entre párocos “moderadores” e coadjuvantes, já por aqui passou quase meia dúzia de clérigos. A pacificação impõe-se mas, para que tal aconteça, o prelado bracarense terá de intervir e “reabilitar” o Padre Peixoto Lopes, chamando-o a dar o seu contributo pastoral à paróquia.
O Arcebispo tem de deixar de impor a sua lei, cega e unilateral, ao seu povo e aos seus servidores. Porque o que se verifica é que o povo miúdo da igreja fafense tem-se servido do Padre Lopes para diversos actos religiosos (o que terá desgostado justamente o Padre João Fernando), num exercício de democracia directa e de desafio de que a Diocese não estaria à espera. E tal compreende-se que aconteça, porque o tempo das ditaduras há muito acabou, excepto em sectores da Igreja, como a bracarense!...
A Igreja deve estar com o povo e não contra o povo!
Qualquer arcebispo já deveria conhecer e praticar esta verdade tão comezinha há muito tempo. Mas, pelos vistos, o de Braga não sabe. Ou não quer saber. Como reza o adágio, mais cego que quem não vê a realidade, é quem persiste teimosamente em ignorá-la!...