segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Celina Tavares confirmou um soberbo espectáculo!

Conforme se previa, o espectáculo de Celina Tavares, na noite de sábado, na Arcada, no âmbito do programa “Sons de Verão”, foi majestoso. Seguro, sóbrio, inteligente, feliz. Claro que não é um evento para as massas, para os amantes da música “pimba”, sem desprimor para quem gosta desse tipo de música (eu até gosto de alguma dela…). É um evento onde pulsa a qualidade, o bom gosto na escolha dos poemas e a diferença substantiva das músicas.
Apesar disso, largas dezenas de pessoas mantiveram-se atentas e compenetradas a absorver a voz mágica e poderosa desta cantora fafense, que merece ir muito além do seu meio natural, que a admira e apoia, e tem razões para isso. Outras muitas pessoas ouviram sentadas nas esplanadas dos cafés das redondezas, ou circulando pelos passeios da Praça.
Celina passou em revista o seu projecto “Voz em Branco” e as linhas mestras dos espectáculos que tem protagonizado em ocasiões anteriores, naturalmente adaptados ao ar livre.
Os músicos que a acompanham são de elevado gabarito, emprestando ao conjunto, naturalmente, uma mais-valia que tornam o produto final um espectáculo apetecível e de elevadíssima qualidade estética e performativa. Um belíssimo espectáculo que se ouve em Fafe como se ouviria em Guimarães, no Porto ou em Lisboa.
A força, a qualidade, a paixão da música, a arte, o talento estão lá.
Celina estará, em princípio, este sábado, ao começo da tarde, no programa Há Volta, da RTP, a emitir da Praça 25 de Abril, em Fafe, no âmbito da chegada da 3ª etapa da 74ª Volta a Portugal em Bicicleta.
Será uma óptima oportunidade para divulgar o seu talentoso trabalho e dar-se a conhecer ao país.
Muitos parabéns!
Aqui ficam expressivas imagens do espectáculo deste sábado, da lavra de Manuel Meira Correia.


domingo, 12 de agosto de 2012

Emigrantes fafenses conviveram no Jardim do Calvário

Mais de duas centenas de emigrantes participaram no XV Encontro de Emigrantes Fafenses, organizado pela autarquia local, com o propósito de juntar em salutar convívio os cidadãos naturais do concelho que deixaram a sua terra e se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo, em especial na Europa e no Brasil, na tarde e noite da passada sexta-feira.
Curiosamente, a RTP esteve por cá, o que é de assinalar, dado que não houve qualquer crime no decorrer do evento!...
Ao longo da tarde, realizaram-se jogos populares e de mesa (damas, cartas e dominó) e jogos tradicionais (petanca, andas, arco, saltar à corda e jogo do pião) a cargo da Associação Sonho e dos Restauradores da Granja, que motivaram de sobremaneira os participantes.






As actuações musicais, aconteceram a partir das 18h30, nelas intervindo os Castiços de Regadas e o Rancho Folclórico de S. Miguel do Monte, antes do jantar, que ocorreu pelas 20h00.
Por essa altura, subiu ao palco o vice-presidente da Câmara, Antero Barbosa, acompanhado pela vereadora Helena Lemos e por outros elementos do gabinete, bem como pelo presidente da Junta de freguesia de Fafe, José Mário Silva e pelo Comendador António Barros, emigrante no Brasil há mais de meio século. Antero Barbosa justificou a ausência do presidente da autarquia e teceu palavras de louvor aos emigrantes espalhados pelos quatro cantos do mundo, pedindo-lhes apoio e solidariedade para os “novos emigrantes” provocados pela crise que o país atravessa.

Após o repasto, prosseguiram as actuações, altura em que os portões do Jardim foram abertos à população em geral. Desta feita, actuaram o grupo de Danças e Cantares do Centro Cultural, Social e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Fafe, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões e o Grupo de Cavaquinhos da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio (ARCO), que finalizou.


Foi um programa diferente, mais variado, mais do agrado dos emigrantes, para quem era destinado, embora estes não tenham comparecido no número que inicialmente estava previsto, o que foi pena.

Fotos: Manuel Meira Correia


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Celina Tavares este sábado nas noites de Verão em Fafe

A cantora fafense Celina Tavares apresenta-se ao público da sua terra no âmbito do programa “Sons de Verão” promovido pela Câmara Municipal, na noite deste sábado, 11 de Agosto, a partir das 22h00, na Arcada.
É a oportunidade que os fafenses têm de ouvir, de uma forma mais alargada e livre, uma das vozes mais encantadoras e cristalinas da música fafense, que se tem empenhado na divulgação do seu trabalho “Voz em Branco”, que já apresentou em diversas salas, não apenas de Fafe mas da região.
O projecto integra composições da própria cantora, musicadas sobre textos de poetas portugueses, contemporâneos (e não só), a que junta interpretações de temas da música popular portuguesa, do fado a Zeca Afonso, ou brasileira (Chico Buarque, por exemplo).
Celina Tavares, nutricionista de formação, enveredou pela música e pelas canções e considera-se autenticamente uma “cantautora”.
A música e a arte são as suas paixões (além do Zé Rui, claro!).
Este sábado à noite acontece um grande momento cultural no coração da cidade de Fafe. Imperdível, sem dúvida!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Roubaram os filhotes dos cisnes do Jardim do Calvário

Roubaram os filhotes a estes cisnes
Há aspectos em que Fafe se começa a parecer um subúrbio de uma metrópole, onde gangues sem alma e sem lei se dedicam, com a maior ausência de escrúpulos, aos actos mais censuráveis e miseráveis, sem qualquer respeito pela coisa pública e pelo que está quieto e não faz mal a ninguém, sendo propriedade de todos. Podem não ser os mesmos protagonistas, mas também podem ser. A miséria humana é a mesma, quer se esteja a falar de vandalizar gratuitamente os vidros do elevador do Jardim do Calvário, do Monumento ao Poder Local ou do prédio que lhe está em frente, ou de incendiar papeleiras ou queimar mobiliário urbano.
Este fim-de-semana, incertos assaltaram o Jardim do Calvário e roubaram os cinco pequenos cisnes que tinham nascido há pouco mais de um ou dois meses e constituíam a mais recente atracção do local, para miúdos e graúdos.
Pergunta-se: como é possível? Para quê? Porquê? Que mal faziam os pequenos cisnes, que ainda há pouco vieram ao mundo?
Que mundo sem alma e sem respeito é este em que se rouba, se vandaliza, se viola o património público com a maior desfaçatez, a maior impunidade?!...
Apenas podemos deixar aqui o nosso grito de revolta e de indignação. Esperemos que as autoridades, a quem o caso terá sido já comunicado, consigam apurar a autoria do atentado e punir os criminosos, pois é disso que se trata, sem qualquer sombra de dúvida...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Excelente espectáculo de tributo ao rock 60/80 em Fafe

No âmbito dos “Sons de Verão 2012”, da iniciativa da Câmara Municipal de Fafe, teve lugar no sábado passado, 4 de Agosto, na Arcada, um excelente espectáculo revivalista “Old Covers”, protagonizado pelo grupo vimaranense Con’Sumo.
Durante mais de uma hora e meia, foram passados em revista grandes temas do rock de expressão anglo saxónica dos anos 60/70/80, que os mais velhos não deixam de conhecer e os mais novos conhecem, pelo menos algumas delas.
Assim, desde os Beatles, Procol Harum (esse slow que tantos namoricos incendiou, “A Whiter Shade of Pale”), Los Bravos (“Black is Black”) ou Elton John, a Moody Blues e Pink Floyd de tudo um pouco se ouviu e desfrutou de três décadas de ouro da música rock, que molda a nossa identidade individual e colectiva das últimas décadas.
Uma grande noite, com grandes músicos e intérpretes e músicas que todos conhecem.
Aqui ficam algumas imagens da actuação do Con’Sumo.
Fotos: Manuel Meira Correia!



domingo, 5 de agosto de 2012

XV Encontro de Emigrantes Fafenses sexta-feira, 10 de Agosto, no Jardim do Calvário

À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Fafe volta a organizar o tradicional Encontro de Emigrantes Fafenses, visando juntar em salutar convívio os cidadãos naturais do concelho que deixaram a sua terra e se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo, em especial na Europa e no Brasil.
O XV Encontro de Emigrantes Fafenses realiza-se esta sexta-feira, 10 de Agosto, no Jardim do Calvário, com a presença de mais de duas centenas de compatriotas.
Este ano, a autarquia pretende conferir um carácter mais festivo ao programa, de modo a incluir jogos tradicionais e de mesa (malha, petanca, cartas, damas, etc.) e animação musical, com a exibição de grupos locais, ao longo da tarde e da noite.
Visa-se, assim, que este Encontro seja de festa e de confraternização, a partir das 16h00 e até cerca da meia-noite.
Depois dos jogos e da diversão, haverá lugar para o habitual jantar de confraternização entre todos os que a ele se queiram associar e que se realiza a partir das 20h00.
A partir das 16h00, haverá então jogos populares e de mesa (damas, cartas e dominó) e jogos tradicionais (malha, petanca, andas, arco, saltar à corda e jogo do pião) a cargo da Associação Sonho e dos Restauradores da Granja.
As actuações musicais, acontecem a partir das 18h30, nelas intervindo os Castiços de Regadas, o Rancho Folclórico Unidos de Monte, o grupo de Danças e Cantares do Centro Cultural, Social e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Fafe, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões e o Grupo de Cavaquinhos da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio (ARCO).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Parabéns, mãe!


Hoje foi o dia de te dar um beijo de aniversário, mãe.
Há décadas que o venho fazendo, com o incomensurável gosto de filho. Como as aves partem, irreprimíveis, para sul, e regressam para nidificar em cada primavera.
Pela primeira vez, todavia, não estás ao alcance dos meus lábios, mãe, nem dos meus olhos, nem da capacidade de te ter a meu lado.
Não te perdoo teres-me abandonado.
Incrível: até parece que a chuva deste primeiro dia de Agosto acompanha as lágrimas que escorrem pelos olhos e inunda a coração que nunca mais foi o mesmo, podes acreditar.
A nossa casa, mãe, está vazia, penosamente deserta, infeliz, inútil.
O silêncio ensurdece a alma de memórias. Está aqui a minha infância, a minha juventude. Estás aqui, mãe, a rezingar (mais que o que devias, tantas vezes) com a pobre da tia Maria e a pedir à avó para se não meter nas vossas conversas. Às vezes, era uma comédia; outras, um riso pegado. O pai continua a trabalhar em França, pois as coisas aqui estão complicadas. Regressará apenas nos anos 80... Historicamente, as coisas sempre estiveram complicadas neste país. Como se não houvera outro destino. Outro fado. Parece que é eterna sina neste rectângulo cada vez mais descolorido, desvalorizado, desmotivado, desesperançado.
Estão também as irmãs da minha meninice, obviamente. E todas as nossas brincadeiras. E os trabalhos agrícolas em que eu participava contigo, mãe. As molhadelas do orvalho das madrugadas de Junho. As colheitas. E os primeiros namoricos. E as muitas asneiras que os mais novos faziam. E os primeiros versos e os primeiros escritos que tiveram por palco aquela casa, hoje angustiosamente povoada dos fantasmas do passado, essa recordação do que fomos e do que vivemos, e com quem vivemos, que nos dói nas veias como um veneno de serpente.
Mãe: hoje, dei-te um beijo. Quente. Mas não reagiste, nem por um momento. Foi assim um beijo surpreendentemente frio, glacial. Molhado. Branco, como o mármore. À tua volta, tudo estava parado, quieto, resolvido, final, com algumas flores, algumas velas. A fotografia do pai olhava. A lápide da tia e da avó, estava ao lado, como há tantos anos.
Mãe, pela primeira vez, festejamos o teu aniversário de uma forma diferente. Mas o meu beijo foi o mesmo. Parabéns!
À tua volta mora a eternidade!