terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fingertips encerram o "Justice Fafe Fest" esta sexta-feira no Multiusos de Fafe


 
A banda portuguesa Fingertips atua esta sexta-feira, 2 de Novembro, a partir das 21h30, no Pavilhão Multiusos de Fafe, a fechar o projecto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, promovido pela Câmara Municipal.
Na mesma noite sobe ao palco a banda fafense Progeto Aparte, um grupo local em expansão, que terá assim oportunidade de actuar junto de uma banda de renome nacional. De igual forma, está prevista a presença dos espanhóis Guitarra.
Os bilhetes para este robusto espectáculo custam apenas 7,5 euros e estão à venda no Posto de Turismo e no local do concerto.
Fingertips é uma banda de pop rock portuguesa, que iniciou a sua carreira, em 2003, com o lançamento do seu álbum de estreia “All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors”, atingindo o 1º lugar de airplay com o single “Melancholic Ballad”. Seguiram-se mais duas edições discográficas, “Catharsis”, em 2006, e “Live Act”, em 2007. Em 2010, mudou de vocalista, entrando Joana Gomes, com quem gravaram mais dois CD: “Venice” e “2”.
O projecto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, arrancou em 31 de Março com a actuação dos Santos & Pecadores e continuou, em 22 de Junho, com um memorável concerto dos Moonspell.
Uma segunda vertente do programa, levou às EB2,3 das freguesias de Arões e Revelhe o Festival de Bandas Emergentes, visando descentralizar a cultura e proporcionar aos alunos o contacto com os músicos e técnicos dos concertos para conhecimento das suas carreiras, e poderem assistir ao trabalho de bastidores dos espectáculos.
O projecto inclui ainda a edição de um CD com a participação dos vários intervenientes no “Justice Fafe Fest – Música com Causas”.
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Chico-espertismo a contornar a lei da limitação de mandatos!

 
1. Quando se aproximam as autárquicas de 2013, começam a aflorar candidaturas, anunciadas com retumbância, ainda que inequivocamente à margem da actual legislação eleitoral. É o caso de Luís Filipe Menezes que, acabada a possibilidade legal de se recandidatar, pretende ser “recompensado” pelos “buracos” que deixou em Gaia com a titularidade da autarquia do outro lado do Douro, que tem feito gala exactamente na recuperação financeira. Isto, obviamente, se chegar a formalizar a candidatura, se esta for aceite pelos tribunais e se o eleitorado da segunda maior cidade do país for na cantiga!
Em causa está a violação da famigerada Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto, do tempo de José Sócrates, que estabelece “limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais”, uma matéria que há anos vinha a ser debatida no espaço político, sem solução. Desde logo, porque alguns a consideravam “antidemocrática”, pelo facto de um diploma legal se substituir à alegada soberania do eleitorado. O que estava em causa era saber-se: a) devem os líderes das autarquias ter os mandatos limitados por lei, independentemente da sua vontade, visando a saudável renovação do “pessoal político” e evitando assim a eternização dos mesmos no poder, ou b) deve outorgar-se às populações o poder de decidirem, eleitoralmente, de quatro em quatro anos, se devem ou não renovar a confiança aos “dinossauros” do Poder Local, sem olhar aos anos de governação?
Mas essa não era nem é a única questão em jogo.
Nos termos daquele diploma, que entrou em vigor em 1 de Janeiro seguinte, “o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo”. Mais se estabelecia que aqueles autarcas, “depois de concluídos os mandatos referidos, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido”.
Este é o articulado ainda em vigor e que é absolutamente claro: os autarcas que tenham atingido o terceiro mandato consecutivo, não podem candidatar-se no mandato seguinte.
Absolutamente claro, mas o chico-espertismo sobretudo do PSD está a esforçar-se por contornar a lei, para que Menezes (PSD) se possa candidatar ao Porto… Pelos vistos, e segundo o Expresso do último sábado, o PS já não alinha nessa vigarice. Só lhe fica bem!...
Quando os interesses partidários se sobrepõem ao respeito pela legalidade e pelo “espírito do legislador”, algo está errado, e contribui para o desprestígio das instituições e para denegrir ainda mais a péssima imagem que já está consolidada da classe política. Porque o que a lei visa é a saudável renovação dos titulares dos cargos políticos a nível autárquico, o que nem sempre agrada aos aparelhos partidários, com outra lógica de interesses.
Mas não custa a admitir que a união de esforços dos “interessados”, no Parlamento, consiga “clarificar” a possibilidade de um autarca que já tenha esgotado os seus mandatos num concelho possa apresentar-se a votos num município ao lado. O CDS é contra, entendendo (e bem) que após os três mandatos definidos na lei um presidente de câmara não deve poder candidatar-se num outro concelho.
Desvirtuar este princípio é manifestamente “driblar” a lei.
Mas quando o insuspeito ministro Miguel Relvas se arroga o direito de interpretar o «espírito do legislador» e decreta que «esta reforma quando foi feita, foi sempre (no sentido de) que a limitação seria sobre o território e não sobre a função», está tudo dito do que há a esperar!...
Pode vir a ser uma interpretação correcta da lei; pode vir a ser legal, porque a lei se molda e ajusta ao que dela se pretende, para manter o domínio. Mas não deixa de ser uma vergonha e uma indecência, que deveria fazer corar quem tem algum pingo de respeito pela ética e pela moral na política, o que, desafortunadamente, vai sendo mais difícil de encontrar do que candidatos a mudar de município, para tentar a perpetuação no poder!...
 
2. O mesmo raciocínio se aplica, obviamente, às novas unidades territoriais saídas da reforma administrativa autárquica. Quer dizer, os agrupamentos ou uniões de freguesias. Um autarca que esgotou três ou mais mandatos, deveria estar impedido de se candidatar a outra freguesia ou a uma “união de freguesias”. Mas já se ouvem uns zunzuns em sentido contrário. O que francamente se lamenta, pelas razões aduzidas…
 
3. Questão diferente é saber se é justo e razoável que a lei de limitação de mandatos se aplique apenas à parte mais frágil do corpo político do país, os autarcas, deixando de fora os deputados, os ministros e os chefes dos governos regionais, dado que o presidente da República sempre esteve limitado a dois mandatos. E não é justo, nem razoável que um presidente de câmara ou de junta apenas possa exercer os seus mandatos durante 12 anos e um deputado o possa fazer durante décadas seguidas.
Mas, como diz o povo, quem manda (quer dizer, legisla) pode!... Ou não!...

Mário Daniel trouxe a sua magia a Fafe

Na noite de sábado, o Teatro-Cinema de Fafe foi palco de um fantástico espectáculo com o conhecido mágico Mário Daniel. Irreal, assombroso, fascinante, maravilhoso, incrível – são alguns dos adjectivos que nos ocorrem perante uma apresentação do outro mundo!...
"Fora do Baralho" era o título do espectáculo, que encheu por completo a nossa belíssima sala e entremeou o teatro e a magia, misturando a arte da ilusão com a cénica e a teatral, criando não só magia, mas uma atmosfera mágica.
No palco, Mário Daniel actuou na companhia da esposa Cláudia Pedrosa (Rosinha) e do actor Paulo Monteiro (Artur).
O evento conta a história de um mágico que está num ateliê a tentar criar o seu próximo espectáculo. Nesse mundo existem outras personagens, a empregada que detesta ver tudo desarrumado, ou o artesão das ilusões do Mário. Numa relação muito divertida, e invocando os valores da amizade, cooperação e família, fazem com que os “truques” surjam de forma natural no decorrer da narrativa e se transformem em verdadeira magia!
Os fafenses que tiveram a felicidade de assistir adoraram o espectáculo, que poderá vir a ser repetido no próximo ano, dado haver muitas pessoas que gostariam de ter acedido e não puderam por falta de bilhetes.






O Mário Daniel é uma simpatia, além de um extraordinário artista e um mágico sublime!
 Fotos: Manuel Meira Correia

FAFE EM VINHAIS

 
Na tarde deste sábado, o Centro Cultural, Social e Desportivo (CCSD) dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Fafe organizou um passeio até à festa da castanha de Vinhais, no distrito de Bragança. Foi um belíssimo dia, pleno de confraternização e convívio entre mais de meia centena de participantes.
Depois de uma breve paragem para café em Chaves, rumámos à vetusta vila de Vinhais (vejam só esta aliteração…), onde nos esperava o maior assador de castanhas do mundo, recorde homologado em 2007 pelo Guiness World Records, com gostosas castanhas assadas, que nos reconfortaram o estômago, quatro horas depois da saída de Fafe. E um dia fabuloso, de sol e temperatura amena.
O grupo entrou depois no Pavilhão Multiusos onde se alinhavam dezenas de “stands” com sacos de saborosas castanhas, nozes, vinhos, broa, bem como doces, geleia e muitos outros produtos locais à base de castanha. Uma festa enorme em torno das potencialidades locais, que pudemos apreciar até ao final da tarde.
De realçar ainda que, pouco antes do regresso, o grupo de música popular do CCSD fez uma arrancada musical pelo pavilhão, cantando a alma e o coração do Minho, em pleno Trás-os-Montes, o que deixou boquiabertos e extasiados os expositores e populares.
Ao final da tarde, regressámos todos à nossa querida terra, carregados de quilos de castanhas, nozes, broa e doces para o domingo e dias seguintes.
Um grande dia, sem dúvida, para todos nós!


 
Fotos: João Artur Pinto
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mágico Mário Daniel actua este sábado no Teatro-Cinema de Fafe

A programação do Teatro-Cinema de Fafe prossegue na noite deste sábado, 27 de Outubro, com a realização de um espectáculo com o conhecido mágico Mário Daniel.
O autor, apresentador e mago do "Minutos Mágicos", programa de sucesso de horário nobre da SIC, apresenta "Fora do Baralho", que assume ser muito mais do que um espectáculo de magia! Mistura a arte da ilusão com a cénica e a teatral, criando não só magia, mas uma atmosfera mágica.
Conta a história de um mágico que está num ateliê a tentar criar o seu próximo espectáculo. Nesse mundo existem outras personagens, a empregada que detesta ver tudo desarrumado, ou o artesão das ilusões do Mário. Numa relação muito divertida, e invocando os valores da amizade, cooperação e família, fazem com que os “truques” surjam de forma natural no decorrer da narrativa e se transformem em verdadeira magia! Esta é uma nova proposta de espectáculo e uma nova forma de encarar esta arte.
Com autoria de Mário Daniel Produções e Inflama Produções, encenação de Sílvia Ribeiro, textos de Mário Daniel e Sílvia Ribeiro, “Fora do baralho” tem interpretação de Cláudia Pedrosa, Mário Daniel e Paulo Monteiro.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sarau cultural do Núcleo de Artes e Letras de Fafe encantou os presentes

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe, a que me honro presidir, promoveu no dia 19 de Outubro, um fantástico sarau cultural, na Sala Manoel de Oliveira, que encantou quem a ele teve o privilégio de assistir.
Foi uma sessão de motivação para uma oficina de escrita criativa que está prevista para Novembro.
O evento começou com uma encenação no “foyer” do Teatro-Cinema, onde se encontrava uma farta mesa de livros de autores locais, um “banquete literário” preparado artisticamente pela artista Conceição Antunes e que foi fruído pelos assistentes. “Passo a passo se percorrem caminhos, palavra a palavra se escrevem vidas” – compuseram as alunas da Escola Secundária.
Os assistentes entraram depois na Manoel de Oliveira, seguindo a flauta de Ana Catarina Costa, onde tive a oportunidade de introduzir a sessão e evocar a morte de Manuel António Pina, um poeta maior da nossa literatura, antes do primeiro momento musical, com excelentes interpretações do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do Prof. Tiago Ferreira.
Depois, os criadores literários fafenses Acácio Almeida, Artur Coimbra, Conceição Antunes, Pompeu Martins, Jorge Oliveira, Augusto Lemos, José Rui Rocha, Carlos Afonso e José Peixoto Lopes abordaram brevemente a sua obra, falaram da forma de escrever e dos pretextos para a escrita, acabando com a leitura de um poema de sua autoria, acompanhada melodiosamente pelo pianista Giosuè Di Vincenti, professor da Academia de Música.
A poetisa brasileira Carmen Cardin, apresentada por Daniel Bastos, aproveitou a oportunidade para falar do seu último livro, A Música das Estrelas, declamando cerca de uma dezena de poemas, que surpreenderam os presentes.
Realçaram-se ainda duas pequenas encenações criativas, por alunos da Escola Secundária e dois momentos musicais, com um quarteto de saxofones (Eduardo Teixeira, Simão Silva, Pedro Marques e Alex Fernandes) e um duo de clarinetes (Filipa Daniela Leite e Tânia Carina Ferreira) da José Atalaya, que interligaram os vários intervenientes.
Entretanto, a oficina de escrita criativa decorre na Biblioteca Municipal de Fafe nos sábados 3, 10 e 17 de Novembro, entre as 10h00 e as 13h00, sob a orientação do escritor Carlos Afonso.










Fotos: Manuel Meira Correia

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove motivação para oficina de escrita criativa

Sarau cultural esta sexta-feira, 19 de Outubro

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai levar a efeito uma oficina de escrita criativa, dirigida ao público em geral e sob a epígrafe “Viajar pelas palavras”.
Para o dia 19 de Outubro, está prevista uma sessão de motivação, no âmbito de um sarau cultural a realizar na Sala Manoel de Oliveira, a partir das 21h00.
O evento começa com um momento musical, durante o qual intervém o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do Prof. Tiago Ferreira e que inclui a actuação de Ana Catarina Costa (Flauta) e de Giosuè Di Vincenti (Pianista Acompanhador).
Depois, os criadores literários fafenses Pompeu Martins, Jorge Oliveira, Artur Coimbra, Augusto Lemos, José Rui Rocha, Carlos Afonso, Acácio Almeida, Conceição Carvalho e José Peixoto Lopes e a poetisa brasileira Carmen Cardin (que aproveita a oportunidade para apresentar o seu último livro, A Música das Estrelas) falam da sua experiência como escritores e da sua obra. O som melodioso de um piano acompanhará a leitura de alguns excertos narrativos e de poemas.
Seguem-se ainda duas pequenas encenações criativas, por alunos da Escola Secundária e dois momentos musicais, com um quarteto de saxofones (Eduardo Teixeira, Simão Silva, Pedro Marques e Alex Fernandes) e um duo de clarinetes (Filipa Daniela Leite e Tânia Carina Ferreira) da Escola de Música José Atalaya, que interligarão os vários oradores.
Entretanto, a oficina de escrita criativa decorre na Biblioteca Municipal de Fafe nos sábados 3, 10 e 17 de Novembro, entre as 10h00 e as 13h00, sob a orientação do Prof. Carlos Afonso.
São objectivos da acção desenvolver e aprofundar o gosto pela escrita como forma de expressão eminentemente humana, desenvolver, de forma lúdica, a expressão escrita, promover formas alternativas de expressão, desenvolver métodos e técnicas de planificação, produção e avaliação de diferentes tipos de texto, promover o gosto pela leitura como meio de enriquecimento pessoal, mas também como ferramenta de trabalho, descobrir e valorizar o gosto e o talento para a escrita.