domingo, 4 de novembro de 2012

Fingertips em Fafe – imagens

Ficam algumas imagens do excelente concerto dos Fingertips na noite de sexta-feira, no Pavilhão Multiusos de Fafe, concluindo o projecto Justice Fafe Fest – Música com Causas.
Nele também interveio a banda Progeto Aparte, de Fornelos, com música portuguesa, em especial homenageando o grande Zeca Afonso!

Pena que o público não tenha aderido, como o espectáculo merecia!

Fotos: Manuel Meira Correia






Progeto Aparte
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ajuste de contas com a Constituição e o 25 de Abril


1. A deriva de direita está a ir longe de mais, sem qualquer pudor. Mais que uma agenda ideológica deliberada para empobrecer generalizadamente este país (com a óbvia excepção dos ricos, que continuam praticamente intocáveis, e dos políticos sedeados em S. Bento, a quem a crise não afecta minimamente, por desvergonha de todos eles), o que está em causa, por parte do governo e em especial de Passos Coelho e do funcionário do FMI Vítor Gaspar, é o determinado empenho em curso para alterar o paradigma político, económico e social fundado pelo 25 de Abril de 1974 e legitimado pela Constituição da República Portuguesa, dois anos depois.
Há inequivocamente, a pretexto da grave crise económica, uma estratégia política para alterar os fundamentos em que assenta a democracia tal como a temos vivido desde a estabilização constitucional.
A solene treta da “refundação” do programa de ajustamento, não passa de uma descarada tentativa de legitimar o desmantelamento do Estado Social, uma das bandeiras das sociedades modernas, como garante do acesso de todos os cidadãos a sistemas públicos em áreas fundamentais como a saúde, a educação e a segurança social.
Para lograr aquela estratégia, Passos Coelho lança o engodo ao Partido Socialista, como se não fosse contraditório um partido socialista embarcar em aventuras despudoradamente liberalizadoras. Obviamente, o PS não se mostra disponível para destruir o Estado Social, e ainda bem. Porque ao Estado incumbe defender o sector público da economia e da sociedade. O Estado não pode ser o provedor dos interesses das grandes empresas, da finança e da banca, que é o que este governo está a fazer.
E quando o primeiro-ministro ameaça que ou “refundação” ou um segundo resgate, todos concluímos há muito que um segundo resgate é inevitável, e menos doloroso do que triturar até ao osso os portugueses, em especial a classe média. É preciso mais tempo e mais dinheiro. Só a prepotência, a insensibilidade social e a teimosia de um político impreparado e incompetente como o que nos governa tem adiado o indeclinável. Porque a questão é tão óbvia como isto: se não há dinheiro para pagar a dívida nos prazos estabelecidos, a solução é renegociar, como qualquer doméstica ensinará. Renegociar prazos e juros perante uma troika que não passa de pura especuladora e destruidora da economia nacional (em pouco mais de um ano de resgate, Portugal perdeu 428 mil empregos), que por isso devia ser incriminada e os governos que conduziram ao “buraco” onde nos encontramos. Mas para isso é necessário um governo que não passe de mero capacho da senhora Merkel; que a tudo diga ámen e curve servilmente o cachaço. É necessário um governo que tenha vontade política de dialogar e negociar, não apenas cumprir, obedecer, ceder.
Ou seja, é urgente outro governo: este deveria ser demitido sem mais delongas por má governação e por “embuste”, como disse um destes dias o insuspeito Medina Carreira. Não cumpriu nada do que prometeu e executou tudo em contradição com o que consta do seu programa eleitoral.
 
2. Enquanto tal não acontece, Passos fala agora da “reforma mais profunda” do Estado. A reforma poderia aprofundar-se, se até ao momento tivesse havido alguma reforma. Este governo não reformou coisíssima nenhuma. Limitou-se até agora a cortar salários, aumentar impostos, empobrecer os cidadãos. A única reforma executada por este governo consistiu em levar o fisco ao fundo dos bolsos dos contribuintes.
Prometeu cortar “gorduras” do Estado, mas até agora limitou-se a engordar o mesmo Estado com uma chusma de “boys” da sua rede clientelar, ditos “especialistas” (de coisa nenhuma, a não ser em chorudos vencimentos).
Corta ordenados aos trabalhadores e pensões aos reformados, mas não corta às luxuosas frotas automóveis de ministros e deputados, aos gabinetes e assessores, aos ordenados dos ministros e deputados, às viagens, às mordomias do aparelho de Estado, a começar pelo governo, parlamento e Presidência da República. Era por aí que deveria começar o exemplo.
 
3. A ministra da Justiça é muito engraçada: quando há um mês os socialistas Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos foram alvo de buscas domiciliárias pelo Ministério Público, no âmbito do inquérito crime às Parcerias Público-Privadas rodoviárias, logo veio, chincheira, Paula Teixeira da Cruz sublinhar que “ninguém está acima da lei”, que “tudo deve ser investigado” e que “acabou o tempo” em que havia “impunidade”.
A semana passada, quando o nome de Passos Coelho apareceu na imprensa associado a escutas telefónicas no quadro do caso “Monte Branco”, numa situação que não está minimamente esclarecida na opinião pública, a mesmíssima pessoa veio indignar-se e clamar contra a fuga de informação, bla, bla, bla… Afinal, há ou não há pessoas “acima da lei”?!...
Ora, vá-se catar, senhora dona!...
 
4. Um conhecido banqueiro, aludia a semana passada ao que chamava “ditadura do Tribunal Constitucional”, quando este órgão veio claramente facilitar a vida ao governo. Esta semana, atreveu-se a declarar que o povo português ainda suporta mais austeridade.
O homem só pode estar louco, ou a gozar com a cara dos portugueses!...
 
("Escrita em Dia", Povo de Fafe, 02/11/2012)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Concurso de poesia desafia os jovens alunos de Fafe a criar textos sobre o amor



No âmbito do espectáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, a realizar no Teatro-Cinema de Fafe, na noite de 17 de Novembro, com a participação dos artistas Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra), a Câmara Municipal de Fafe institui um concurso de poesia sob a epígrafe “O melhor do mundo é o Amor”, como forma de homenagear o sentimento mais nobre do ser humano.
O concurso destina-se ao público escolar, do 7º ao 12º ano das escolas do concelho de Fafe.
O tema do concurso é o “Amor”, sob todas as suas formas e em sentido lato, designadamente, ao homem ou à mulher, à mãe, ao pai, à natureza, à paz, etc.
Os textos podem ser apresentados sob qualquer forma (quadra, soneto, verso livre), devendo obrigatoriamente versar o tema do “Amor”. Será, naturalmente, valorizada a correcção linguística, a criatividade literária e a originalidade do enquadramento do tema.
Os trabalhos concorrentes devem ser remetidos para a Casa Municipal de Cultura até ao dia 14 de Novembro, às 17h30.
Os autores dos melhores trabalhos, que serão divididos em dois escalões (7º-9º e 10º-12º anos), serão premiados com um bilhete para o espectáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, bem como com edições bibliográficas da autarquia. Será também possibilitado o contacto dos concorrentes premiados com os artistas do espectáculo!
Poderão ser premiados até 20 jovens autores.
Os trabalhos premiados serão expostos no átrio do Teatro-Cinema de Fafe.

Grupo Nun'Álvares festeja o 80º aniversário da sua fundação (01-18 de Novembro)


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fingertips encerram o "Justice Fafe Fest" esta sexta-feira no Multiusos de Fafe


 
A banda portuguesa Fingertips atua esta sexta-feira, 2 de Novembro, a partir das 21h30, no Pavilhão Multiusos de Fafe, a fechar o projecto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, promovido pela Câmara Municipal.
Na mesma noite sobe ao palco a banda fafense Progeto Aparte, um grupo local em expansão, que terá assim oportunidade de actuar junto de uma banda de renome nacional. De igual forma, está prevista a presença dos espanhóis Guitarra.
Os bilhetes para este robusto espectáculo custam apenas 7,5 euros e estão à venda no Posto de Turismo e no local do concerto.
Fingertips é uma banda de pop rock portuguesa, que iniciou a sua carreira, em 2003, com o lançamento do seu álbum de estreia “All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors”, atingindo o 1º lugar de airplay com o single “Melancholic Ballad”. Seguiram-se mais duas edições discográficas, “Catharsis”, em 2006, e “Live Act”, em 2007. Em 2010, mudou de vocalista, entrando Joana Gomes, com quem gravaram mais dois CD: “Venice” e “2”.
O projecto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, arrancou em 31 de Março com a actuação dos Santos & Pecadores e continuou, em 22 de Junho, com um memorável concerto dos Moonspell.
Uma segunda vertente do programa, levou às EB2,3 das freguesias de Arões e Revelhe o Festival de Bandas Emergentes, visando descentralizar a cultura e proporcionar aos alunos o contacto com os músicos e técnicos dos concertos para conhecimento das suas carreiras, e poderem assistir ao trabalho de bastidores dos espectáculos.
O projecto inclui ainda a edição de um CD com a participação dos vários intervenientes no “Justice Fafe Fest – Música com Causas”.
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Chico-espertismo a contornar a lei da limitação de mandatos!

 
1. Quando se aproximam as autárquicas de 2013, começam a aflorar candidaturas, anunciadas com retumbância, ainda que inequivocamente à margem da actual legislação eleitoral. É o caso de Luís Filipe Menezes que, acabada a possibilidade legal de se recandidatar, pretende ser “recompensado” pelos “buracos” que deixou em Gaia com a titularidade da autarquia do outro lado do Douro, que tem feito gala exactamente na recuperação financeira. Isto, obviamente, se chegar a formalizar a candidatura, se esta for aceite pelos tribunais e se o eleitorado da segunda maior cidade do país for na cantiga!
Em causa está a violação da famigerada Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto, do tempo de José Sócrates, que estabelece “limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais”, uma matéria que há anos vinha a ser debatida no espaço político, sem solução. Desde logo, porque alguns a consideravam “antidemocrática”, pelo facto de um diploma legal se substituir à alegada soberania do eleitorado. O que estava em causa era saber-se: a) devem os líderes das autarquias ter os mandatos limitados por lei, independentemente da sua vontade, visando a saudável renovação do “pessoal político” e evitando assim a eternização dos mesmos no poder, ou b) deve outorgar-se às populações o poder de decidirem, eleitoralmente, de quatro em quatro anos, se devem ou não renovar a confiança aos “dinossauros” do Poder Local, sem olhar aos anos de governação?
Mas essa não era nem é a única questão em jogo.
Nos termos daquele diploma, que entrou em vigor em 1 de Janeiro seguinte, “o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo”. Mais se estabelecia que aqueles autarcas, “depois de concluídos os mandatos referidos, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido”.
Este é o articulado ainda em vigor e que é absolutamente claro: os autarcas que tenham atingido o terceiro mandato consecutivo, não podem candidatar-se no mandato seguinte.
Absolutamente claro, mas o chico-espertismo sobretudo do PSD está a esforçar-se por contornar a lei, para que Menezes (PSD) se possa candidatar ao Porto… Pelos vistos, e segundo o Expresso do último sábado, o PS já não alinha nessa vigarice. Só lhe fica bem!...
Quando os interesses partidários se sobrepõem ao respeito pela legalidade e pelo “espírito do legislador”, algo está errado, e contribui para o desprestígio das instituições e para denegrir ainda mais a péssima imagem que já está consolidada da classe política. Porque o que a lei visa é a saudável renovação dos titulares dos cargos políticos a nível autárquico, o que nem sempre agrada aos aparelhos partidários, com outra lógica de interesses.
Mas não custa a admitir que a união de esforços dos “interessados”, no Parlamento, consiga “clarificar” a possibilidade de um autarca que já tenha esgotado os seus mandatos num concelho possa apresentar-se a votos num município ao lado. O CDS é contra, entendendo (e bem) que após os três mandatos definidos na lei um presidente de câmara não deve poder candidatar-se num outro concelho.
Desvirtuar este princípio é manifestamente “driblar” a lei.
Mas quando o insuspeito ministro Miguel Relvas se arroga o direito de interpretar o «espírito do legislador» e decreta que «esta reforma quando foi feita, foi sempre (no sentido de) que a limitação seria sobre o território e não sobre a função», está tudo dito do que há a esperar!...
Pode vir a ser uma interpretação correcta da lei; pode vir a ser legal, porque a lei se molda e ajusta ao que dela se pretende, para manter o domínio. Mas não deixa de ser uma vergonha e uma indecência, que deveria fazer corar quem tem algum pingo de respeito pela ética e pela moral na política, o que, desafortunadamente, vai sendo mais difícil de encontrar do que candidatos a mudar de município, para tentar a perpetuação no poder!...
 
2. O mesmo raciocínio se aplica, obviamente, às novas unidades territoriais saídas da reforma administrativa autárquica. Quer dizer, os agrupamentos ou uniões de freguesias. Um autarca que esgotou três ou mais mandatos, deveria estar impedido de se candidatar a outra freguesia ou a uma “união de freguesias”. Mas já se ouvem uns zunzuns em sentido contrário. O que francamente se lamenta, pelas razões aduzidas…
 
3. Questão diferente é saber se é justo e razoável que a lei de limitação de mandatos se aplique apenas à parte mais frágil do corpo político do país, os autarcas, deixando de fora os deputados, os ministros e os chefes dos governos regionais, dado que o presidente da República sempre esteve limitado a dois mandatos. E não é justo, nem razoável que um presidente de câmara ou de junta apenas possa exercer os seus mandatos durante 12 anos e um deputado o possa fazer durante décadas seguidas.
Mas, como diz o povo, quem manda (quer dizer, legisla) pode!... Ou não!...

Mário Daniel trouxe a sua magia a Fafe

Na noite de sábado, o Teatro-Cinema de Fafe foi palco de um fantástico espectáculo com o conhecido mágico Mário Daniel. Irreal, assombroso, fascinante, maravilhoso, incrível – são alguns dos adjectivos que nos ocorrem perante uma apresentação do outro mundo!...
"Fora do Baralho" era o título do espectáculo, que encheu por completo a nossa belíssima sala e entremeou o teatro e a magia, misturando a arte da ilusão com a cénica e a teatral, criando não só magia, mas uma atmosfera mágica.
No palco, Mário Daniel actuou na companhia da esposa Cláudia Pedrosa (Rosinha) e do actor Paulo Monteiro (Artur).
O evento conta a história de um mágico que está num ateliê a tentar criar o seu próximo espectáculo. Nesse mundo existem outras personagens, a empregada que detesta ver tudo desarrumado, ou o artesão das ilusões do Mário. Numa relação muito divertida, e invocando os valores da amizade, cooperação e família, fazem com que os “truques” surjam de forma natural no decorrer da narrativa e se transformem em verdadeira magia!
Os fafenses que tiveram a felicidade de assistir adoraram o espectáculo, que poderá vir a ser repetido no próximo ano, dado haver muitas pessoas que gostariam de ter acedido e não puderam por falta de bilhetes.






O Mário Daniel é uma simpatia, além de um extraordinário artista e um mágico sublime!
 Fotos: Manuel Meira Correia