terça-feira, 6 de novembro de 2012

“Guitarra” é um artista fafense com grande qualidade


Na passada sexta-feira, actuaram em Fafe os Fingertips num belíssimo espectáculo, a que antes fizemos referência.
Além da banda de Fornelos Progeto Aparte, subiu ao palco do Multiusos um músico fafense que os fafenses não conhecem. Dá pelo nome artístico de “Guitarra”, é natural de Regadas e vive em Espanha, há cerca de uma década.
Tem um sítio na internet, abaixo referido, onde refere que “Guitarra é o projecto pessoal de ‘guitarra’, música escrita e tocada para exorcizar o possível…”.
O artista mostra vários vídeos, com temas como “Medo”, “Por mais voltas que dês”, “Mais nada”, “Esta chuva (que não cai)” e “Improvisação Psico Tribal em mi menor”, nos quais exercita o seu talento de manipulador da guitarra e de cantor de temas em português.
É mais um valor de Fafe, que importa descobrir e valorizar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

De hoje a um ano estaremos a comemorar os 500 anos do Foral manuelino


Hoje, 5 de Novembro, decorrem 499 anos desde que o Rei D. Manuel I outorgou o Foral ao concelho de Monte Longo, antecessor do município de Fafe. De hoje a um ano, estaremos a comemorar os 500 anos do importante documento. Terá de ser um grande evento, ou conjunto de eventos, para evocar o único foral doado por um monarca ao concelho de Monte Longo, neste caso, em 5 de Novembro de 1513.
Os forais eram, na Idade Média, diplomas pelos quais o Rei ou o Senhor garantia aos moradores de determinada terra certas regalias e privilégios, visando incrementar o povoamento e a fixação das pessoas. Em grande parte dos casos, as cartas de foral eram os documentos fundadores dos concelhos, regulando a vida jurídica, administrativa e comercial das populações.
Monte Longo não está neste caso. O concelho já existia, no início do século XVI, com a sua Câmara e a sua administração municipal. Sabemos pela documentação que o município já vinha da era medieval, como se comprova pelas Inquirições de 1220 e de 1258, herdeiro da terra de Monte Longo, de que há notícia desde o séc. XI. O foral não cria assim o concelho, ao contrário do que alguns erradamente afirmam.
Os forais manuelinos, ou “forais novos”, para os casos em que já existia um “antigo”, perdem o seu pendor legislativo, jurídico e administrativo e passam a resumir-se a meras cartas de fiscalidade, fixando tributos e impostos a pagar ao Rei ou aos Senhorios por parte das populações.
Integrados na política reformadora de centralização do poder e de modernização do reino levada a cabo por D. Manuel, estes diplomas convertem-se em indicadores e guias da tributação municipal, deixando de ser instrumentos de garantia das liberdades das populações, como haviam sido nos primeiros séculos da nacionalidade. Entre 1500 e 1520, a chancelaria do “Rei Venturoso” emitiu 589 forais para todo o país, fruto do trabalho de uma comissão onde pontificava Fernão de Pina, cavaleiro da Casa Real. De todos os forais foram feitos três exemplares: um para os arquivos da Torre do Tombo, outro para a Câmara do respectivo concelho e outro para o senhor da terra.
Entre eles, conta-se o que foi outorgado “ha terra e concelho de mote longuo”, em Lisboa, no dia 5 de Novembro de 1513.
Constando de cinco folhas e dez páginas, é um documento “normalizado”, que se aplicou a Monte Longo como se aplicou a outro qualquer concelho. Muitas das determinações nele constantes, estão, ipsis verbis, em documentos congéneres de povoações vizinhas. Poucas são as informações concretas que nos permitem identificar pessoas e lugares, ou caracterizar a economia e a sociedade da época. Sabe-se, todavia, que o Senhor das terras de Monte Longo na altura era Pero da Cunha e que já seu pai detivera neste território o senhorio dos direitos reais.
O documento estabelece os procedimentos a observar pelas populações quanto aos montados, aos maninhos, tabeliães, ao gado extraviado e às penas resultantes do uso das armas.
Estávamos em presença de uma sociedade rural, que vivia basicamente da exploração da actividade agrícola e pecuária. Basta atentarmos na existência dos montados, impostos pagos normalmente em espécie e a que estavam sujeitos os donos do gado bovino e ovino, sempre que os seus gados pastavam nos terrenos do concelho ou senhorio; na dos maninhos, terrenos incultos e sem dono e que por esse motivo faziam parte das propriedades dos concelhos que os podiam dar e aforar sempre em proveito do respectivo concelho e na do chamado gado do vento, que o mesmo é dizer gado extraviado que não tinha dono.
A cópia do foral que se encontra nos cofres da Câmara Municipal, além do original do tempo de D. Manuel, insere uma tradução em “letra legível” para português do século XIX, mandada fazer por ordem do Procurador do Concelho, Francisco José Soares, e de que se encarregou o tabelião António José de Magalhães Silva, em 20 de Julho de 1829.
Na altura da outorga do foral, o concelho de Monte Longo era formado por apenas 13 freguesias e dois coutos.
Os forais, como refere o Professor Francisco Ribeiro da Silva (Universidade do Porto), “constituem uma fonte importante para o conhecimento do passado dos concelhos, mesmo que aparentemente sejam breves e simples”, como é o de Monte Longo.

“Bastien e Bastienne” – Ópera de Mozart, cantada em português, esta quinta-feira, no Teatro Cinema de Fafe

A Orquestra do Norte apresenta esta quinta-feira três espectáculos, sendo dois para o público escolar (10h30 e 15h30). À noite, a partir das 21h30, o evento é dirigido ao público em geral. Um grande espectáculo em perspectiva. Preço: 2 €. Duração: 60’. Classificação: M/3
“Bastien e Bastienne” é uma ópera em um ato, escrita pelo prodígio Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), quando tinha apenas 12 anos de idade.
Supõe-se que a ópera tenha sido encomendada por Franz Mesmer, um abastado médico e hipnotizador, e estreada em sua casa, em setembro de 1768.
Bastienne é uma pastora apaixonada por Bastien, que dela se afasta mas terminam reconciliados e felizes, por ação do Mago Colas
Esta versão cantada em português e interpretada pela Orquestra do Norte, utiliza um meio-soprano no papel do tenor Bastien.
Ficha artística:

Jorge Matta, maestro
Luiza Dedisin (Bastienne), soprano
Carolina Figueiredo (Bastien), meio-soprano
Manuel Rebelo (Mago Colas), baixo
Marie Mignot, encenação

Tradução e adaptação:
Jorge Matta, Luiza Dedisin, Carolina Figueiredo, Manuel Rebelo e Marie Mignot,
Figurinos e adereços
Dino Alves
Adereços e elementos cenográficos
Miguel Quinta

domingo, 4 de novembro de 2012

Fingertips em Fafe – imagens

Ficam algumas imagens do excelente concerto dos Fingertips na noite de sexta-feira, no Pavilhão Multiusos de Fafe, concluindo o projecto Justice Fafe Fest – Música com Causas.
Nele também interveio a banda Progeto Aparte, de Fornelos, com música portuguesa, em especial homenageando o grande Zeca Afonso!

Pena que o público não tenha aderido, como o espectáculo merecia!

Fotos: Manuel Meira Correia






Progeto Aparte
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ajuste de contas com a Constituição e o 25 de Abril


1. A deriva de direita está a ir longe de mais, sem qualquer pudor. Mais que uma agenda ideológica deliberada para empobrecer generalizadamente este país (com a óbvia excepção dos ricos, que continuam praticamente intocáveis, e dos políticos sedeados em S. Bento, a quem a crise não afecta minimamente, por desvergonha de todos eles), o que está em causa, por parte do governo e em especial de Passos Coelho e do funcionário do FMI Vítor Gaspar, é o determinado empenho em curso para alterar o paradigma político, económico e social fundado pelo 25 de Abril de 1974 e legitimado pela Constituição da República Portuguesa, dois anos depois.
Há inequivocamente, a pretexto da grave crise económica, uma estratégia política para alterar os fundamentos em que assenta a democracia tal como a temos vivido desde a estabilização constitucional.
A solene treta da “refundação” do programa de ajustamento, não passa de uma descarada tentativa de legitimar o desmantelamento do Estado Social, uma das bandeiras das sociedades modernas, como garante do acesso de todos os cidadãos a sistemas públicos em áreas fundamentais como a saúde, a educação e a segurança social.
Para lograr aquela estratégia, Passos Coelho lança o engodo ao Partido Socialista, como se não fosse contraditório um partido socialista embarcar em aventuras despudoradamente liberalizadoras. Obviamente, o PS não se mostra disponível para destruir o Estado Social, e ainda bem. Porque ao Estado incumbe defender o sector público da economia e da sociedade. O Estado não pode ser o provedor dos interesses das grandes empresas, da finança e da banca, que é o que este governo está a fazer.
E quando o primeiro-ministro ameaça que ou “refundação” ou um segundo resgate, todos concluímos há muito que um segundo resgate é inevitável, e menos doloroso do que triturar até ao osso os portugueses, em especial a classe média. É preciso mais tempo e mais dinheiro. Só a prepotência, a insensibilidade social e a teimosia de um político impreparado e incompetente como o que nos governa tem adiado o indeclinável. Porque a questão é tão óbvia como isto: se não há dinheiro para pagar a dívida nos prazos estabelecidos, a solução é renegociar, como qualquer doméstica ensinará. Renegociar prazos e juros perante uma troika que não passa de pura especuladora e destruidora da economia nacional (em pouco mais de um ano de resgate, Portugal perdeu 428 mil empregos), que por isso devia ser incriminada e os governos que conduziram ao “buraco” onde nos encontramos. Mas para isso é necessário um governo que não passe de mero capacho da senhora Merkel; que a tudo diga ámen e curve servilmente o cachaço. É necessário um governo que tenha vontade política de dialogar e negociar, não apenas cumprir, obedecer, ceder.
Ou seja, é urgente outro governo: este deveria ser demitido sem mais delongas por má governação e por “embuste”, como disse um destes dias o insuspeito Medina Carreira. Não cumpriu nada do que prometeu e executou tudo em contradição com o que consta do seu programa eleitoral.
 
2. Enquanto tal não acontece, Passos fala agora da “reforma mais profunda” do Estado. A reforma poderia aprofundar-se, se até ao momento tivesse havido alguma reforma. Este governo não reformou coisíssima nenhuma. Limitou-se até agora a cortar salários, aumentar impostos, empobrecer os cidadãos. A única reforma executada por este governo consistiu em levar o fisco ao fundo dos bolsos dos contribuintes.
Prometeu cortar “gorduras” do Estado, mas até agora limitou-se a engordar o mesmo Estado com uma chusma de “boys” da sua rede clientelar, ditos “especialistas” (de coisa nenhuma, a não ser em chorudos vencimentos).
Corta ordenados aos trabalhadores e pensões aos reformados, mas não corta às luxuosas frotas automóveis de ministros e deputados, aos gabinetes e assessores, aos ordenados dos ministros e deputados, às viagens, às mordomias do aparelho de Estado, a começar pelo governo, parlamento e Presidência da República. Era por aí que deveria começar o exemplo.
 
3. A ministra da Justiça é muito engraçada: quando há um mês os socialistas Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos foram alvo de buscas domiciliárias pelo Ministério Público, no âmbito do inquérito crime às Parcerias Público-Privadas rodoviárias, logo veio, chincheira, Paula Teixeira da Cruz sublinhar que “ninguém está acima da lei”, que “tudo deve ser investigado” e que “acabou o tempo” em que havia “impunidade”.
A semana passada, quando o nome de Passos Coelho apareceu na imprensa associado a escutas telefónicas no quadro do caso “Monte Branco”, numa situação que não está minimamente esclarecida na opinião pública, a mesmíssima pessoa veio indignar-se e clamar contra a fuga de informação, bla, bla, bla… Afinal, há ou não há pessoas “acima da lei”?!...
Ora, vá-se catar, senhora dona!...
 
4. Um conhecido banqueiro, aludia a semana passada ao que chamava “ditadura do Tribunal Constitucional”, quando este órgão veio claramente facilitar a vida ao governo. Esta semana, atreveu-se a declarar que o povo português ainda suporta mais austeridade.
O homem só pode estar louco, ou a gozar com a cara dos portugueses!...
 
("Escrita em Dia", Povo de Fafe, 02/11/2012)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Concurso de poesia desafia os jovens alunos de Fafe a criar textos sobre o amor



No âmbito do espectáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, a realizar no Teatro-Cinema de Fafe, na noite de 17 de Novembro, com a participação dos artistas Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra), a Câmara Municipal de Fafe institui um concurso de poesia sob a epígrafe “O melhor do mundo é o Amor”, como forma de homenagear o sentimento mais nobre do ser humano.
O concurso destina-se ao público escolar, do 7º ao 12º ano das escolas do concelho de Fafe.
O tema do concurso é o “Amor”, sob todas as suas formas e em sentido lato, designadamente, ao homem ou à mulher, à mãe, ao pai, à natureza, à paz, etc.
Os textos podem ser apresentados sob qualquer forma (quadra, soneto, verso livre), devendo obrigatoriamente versar o tema do “Amor”. Será, naturalmente, valorizada a correcção linguística, a criatividade literária e a originalidade do enquadramento do tema.
Os trabalhos concorrentes devem ser remetidos para a Casa Municipal de Cultura até ao dia 14 de Novembro, às 17h30.
Os autores dos melhores trabalhos, que serão divididos em dois escalões (7º-9º e 10º-12º anos), serão premiados com um bilhete para o espectáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, bem como com edições bibliográficas da autarquia. Será também possibilitado o contacto dos concorrentes premiados com os artistas do espectáculo!
Poderão ser premiados até 20 jovens autores.
Os trabalhos premiados serão expostos no átrio do Teatro-Cinema de Fafe.

Grupo Nun'Álvares festeja o 80º aniversário da sua fundação (01-18 de Novembro)