segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

“Alzheimer e suas implicações”: obra de Rita Teixeira esta sexta-feira na Biblioteca Municipal de Fafe


A obra “Alzheimer e suas implicações”, de Rita Teixeira (autoria e organização), é apresentada esta sexta-feira, 25 de Janeiro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe.
A obra será apresentada pelo Professor José Teixeira de Sousa, médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ex-Diretor dos Serviços de Psiquiatria do mesmo hospital (reformado), ex-Governador Civil do Porto e Vereador da Câmara Municipal de Baião.
Rita Coimbra Teixeira é Licenciada em Ciências do Desporto (1999) e Mestre em Atividades Físicas para a Terceira Idade pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (2002), sendo doutoranda do Programa Doutoral em Ciências do Desporto na UTAD, com o projeto “Análise da variação de indicadores biocomportamentais em idosos com patologia de Alzheimer em níveis leve a moderado, sujeitos a um programa de exercício físico” (2011). Foi docente no Ensino Superior durante 10 anos, designadamente na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e no Instituto de Estudos Superiores de Fafe. É formadora creditada na área da Gerontologia e Envelhecimento.
É ainda autora de um capítulo sobre «A Decisão da actividade física no Idoso», que integra o livro «Decisão – Percursos e Contextos» (2012), coordenado por Jader da Silva Alves e Arthur Moreira da Silva Neto e co-autora de alguns artigos científicos relacionados com a DAlzheimer, a publicar brevemente na UTAD.
A obra, realizada em co-autoria com Pedro Bessa, Pedro Areias Grilo, Sílvia Oliveira, Arthur Moreira da Silva Neto e Jader da Silva Alves, aborda a doença de Alzheimer, que afeta milhares de portugueses e o mundo em geral.
Sendo o ser humano multifacetado e esta doença multifatorial, as terapêuticas mais adequadas deverão ser aquelas que melhor responderem à diversidade de situações, necessidades e sintomas existentes. A terapêutica medicamentosa não opera milagres como nenhuma outra. Na realidade há uma complementaridade entre as diferentes abordagens terapêuticas que devem ser utilizadas em prol da melhoria da qualidade de vida dos sujeitos acometidos pela Doença, assim como, os seus familiares e/ou cuidadores.
Há inúmeras maneiras e meios de contribuir para o bem-estar dos pacientes com Alzheimer, desde que haja interesse, conhecimento, sensibilidade e habilidade na escolha das abordagens terapêuticas mais adequadas para cada caso e sujeito, como o livro demonstra, salientando, no seu todo, o recurso à terapia não farmacológica. É possível perceber que “quanto mais precocemente identificarmos este síndrome, maior é a probabilidade de retardarmos a sua evolução”.
A publicação desta obra permite constatar que programas conducentes ao bem-estar e melhoria da qualidade de vida, podem ser necessários e muito úteis às pessoas portadoras de doenças degenerativas como o Alzheimer, bem como aos seus familiares/cuidadores.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Coral de Antime venceu XXVIII Encontro de Cantadores de Reis de Fafe


Grupo Coral de Antime - o vencedor
O Coral de Antime – Grupo Cultural e Recreativo foi o vencedor do XXVIII Encontro de Cantadores de Reis do Concelho de Fafe, que se realizou ao longo da tarde deste domingo, entre as 15h00 e as 18h30, no Pavilhão Multiusos de Fafe e contou com a participação de 28 grupos ligados a colectividades de cultura, recreio e desporto do município.
Em segundo lugar, e tal como na edição anterior, classificou-se o Futebol Clube de Marinhão e em terceiro o Grupo Coral de Armil, vencedor do encontro de 2012.
O júri que procedeu à avaliação dos agrupamentos participantes foi constituído pelo escritor Carlos Afonso, pela docente Manuela Reia (Academia de Música) e pelo escritor e editor Fernando Pinheiro.
O evento visa reviver a tradição e estimular a defesa do património cultural que são os cantadores de reis, promovendo a sua recolha e recriação.
O objectivo final da iniciativa é a apresentação das reisadas nas suas formas mais genuínas e autênticas, concretizadas na antiguidade dos cantares, na riqueza dos trajes e na adequação dos instrumentos.

Futebol Clube de Marinhão: 2º classificado

Coral de Armil: 3º classificado


Uma grande animação no final da apresentação dos grupos,
proporcionada pelo Grupo de Concertinas de Seidões

Fotos: Manuel Meira Correia

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Armando Freitas Ferreira recorda em livros vivências e figuras de Fafe de outrora






O professor Armando Freitas Ferreira nasceu em Fornelos, neste concelho, em 1941. Foi docente do ensino básico e da antiga telescola, entre 1960 e 1993 e foi subdelegado escolar na Póvoa de Lanhoso entre 1985 e 1993. Frequentemente se desloca à sua freguesia natal, onde visita a familiares, mas também à cidade.

Tive a honra de ser seu aluno, na antiga terceira e quarta classes, na escola do Toural, em Serafão e depois na Telescola de Garfe, freguesia onde reside já há décadas.

Armando Freitas Ferreira enveredou recentemente por breves incursões literárias, em poesia e em prosa. Em 2010, publicou o livro Sentimentos e Afectos.

Em 2012 reincidiu, mas em dose tripla. Começou por publicar Angústia Poemetos, em que junta a poesia e a prosa, neste caso, por ordem inversa. “Angústia” é o título de um belíssimo conto, a que se segue um conjunto de 25 poemas sobre os mais diversificados temas, mas envolvendo, na sua simplicidade, a vida campesina, profissional e até o lazer (festas e romarias).

Depois, publicou um pequeno volume, Narrativas, no qual mistura, outra vez, a poesia e a prosa, abordando a recordação de profissões e episódios de há algumas décadas, como o carteiro, as carvoeiras (“desciam da serra, até à vila, saco às costas ou à cabeça ou governando um jumento carregado com alguns taleigos de carvão”), o feirante, as feiras, as vindimas ou o Natal de antigamente. Também lugar para a evocação do Zeca Ferrador, que tinha uma tasca mas também “calçava” os cavalos com as adequadas ferraduras.

Finalmente, no final do ano, Armando Ferreira publicou um livro para Relembrar Figuras típicas da sua Fornelos natal.

Em pinceladas rápidas, é-nos traçado um retrato sumário de figuras como o Dóio, o Adelino Mau, o Quim Ceguinho, o Horácio Sorna, o Zé do Assento, que matava porcos (é interessante a descrição do dia da matança), o Tónio Vali Dou, o Fidalgo da Luz, o Teixeira, o Álvaro Chança, a São Sapateira e as Bichas, em que se faz também uma interessante descrição do ciclo da palha e da trança, o Cantarra, o TitoFunileiro, o Joaquim Fogueteiro, Pingle, o Armindo Matai-mee Chingle, “dois sapateiros que tratavam do calçado aos fornelenses”.

Um conjunto de testemunhos deveras interessante para recordar vivências e figuras típicas de há 50/60 anos, quer de Fornelos, quer de Fafe e da região.

Como escrevi em tempos, sobre este adorável docente fafense e grande amigo, desde a minha infância, “há figuras queridas que nos marcam profundamente, desde o luminoso encontro inicial que com elas tivemos. Uma delas é, sem dúvida, o professor Armando Freitas Ferreira, homem que estimo imensamente e a quem me ligam laços profundos de amizade desde há mais de quatro décadas”.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Estado injecta 5,6 milhões de euros na recapitalização da banca privada: um escândalo nacional!...


1. Está a dar que falar por estes dias: o Estado vai injectar 1100 milhões de euros na operação de recapitalização do BANIF, indicou o Ministério das Finanças em comunicado à CMVM.
O ministério liderado por esse incompetente (não há outra designação para quem não acerta uma previsão que faz…) Vítor Gaspar, que deverá ser remodelado não tarda muito, indicou que «após esta injecção de capital, um total de 5,6 mil milhões de euros terá sido injectado no sistema bancário privado português». Beneficiando o BCP, o BPI, a CGD e o BANIF. Alegadamente ao «abrigo do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal». Não deixa de constituir um escândalo e uma protecção ignóbil ao sistema financeiro, que foi quem desencadeou a crise em que o país se encontra e que os cidadãos acabam por pagar com os seus impostos e o empobrecimento generalizado.
Significa que o sistema capitalista implantado em Portugal pela tróica e seus capatazes internos está absolutamente preocupado com a saúde financeira dos bancos, sugadores dos depositantes, mas nadíssima importado com as grandes ou pequenas empresas que vão à falência por falta de liquidez financeira ou de créditos bancários. Ou com os cidadãos que entram em insolvência porque ninguém lhes empresta dinheiro, ou acredita neles.
Os bancos estão sempre na maior: no tempo das “vacas gordas”, ganham milhões a explorar os cidadãos, em empréstimos e outras operações financeiras o mor das vezes absolutamente especulativas. Nos tempos de crise, os bancos têm de ser “recapitalizados”, coitadinhos, embora não emprestem dinheiro nenhum à economia ou aos cidadãos.
Não é isto uma vergonha? Afinal, o sistema bancário serve para quê? Para explorar e viver à custa dos contribuintes, que são quem acaba por pagar a factura, em ambas as situações?
Vão o governo e a tróica gozar com a cara da suas tias!... E deixem os portugueses em paz!...
Não se pode exterminá-los?

2. Por isso, não custa concordar com o Bloco de Esquerda que considerou, pela voz do deputado Pedro Filipe Soares, a recapitalização do Banif uma «expropriação de dinheiro dos contribuintes», em que o Estado paga mas não manda.
«O Estado português avança com 1100 milhões de euros para um banco avaliado em 570 milhões, mas nem assim terá qualquer voz na sua gestão. É a nacionalização na versão PSD e CDS, o Estado paga, assume os riscos mas não tem nada a dizer sobre a condição dos destinos do banco. Isto não é uma injecção de capital, nem sequer é uma nacionalização. Isto é uma expropriação do dinheiro dos contribuintes», contestou.
«O dinheiro que o Governo colocou no Banif, sem nenhuma garantia de o voltar a ver, é mais do que o subsídio retirado aos funcionários públicos ou quase tanto como a sobretaxa de IRS criada agora pelo Governo. Os sacrifícios para as pessoas estão a servir na prática para salvar os bancos privados», comparou o deputado.
Neste sentido, considera que esta operação vai sair muito cara aos contribuintes.
É uma vergonha, e um escândalo, sem qualquer dúvida!

3. Mas não há quem ponha cobro a esta pouca vergonha!... Teremos de assistir passivamente a este crime de lesa-portugueses?!...

XXVIII ENCONTRO DE CANTADORES DE REIS DE FAFE COM 28 GRUPOS PARTICIPANTES



O município de Fafe leva a efeito mais uma edição do tradicional encontro de cantadores de reis do concelho, este domingo, 13 de Janeiro  a partir das 14h30, no Pavilhão Multiusos.
O XXVIII Encontro de Cantadores de Reis regista a participação de 28 grupos ligados a colectividades de cultura, recreio e desporto do município.
O evento visa reviver a tradição e estimular a defesa do património cultural que são os cantadores de reis, promovendo a sua recolha e recriação.
O objectivo final da iniciativa é a apresentação das reisadas nas suas formas mais genuínas e autênticas, concretizadas na antiguidade dos cantares, na riqueza dos trajes e na adequação dos instrumentos.
Participam nesta edição os seguintes grupos de cantares: Grupo Coral de Ardegão, Centro Social Paroquial de Golães, Grupo Coral de Santa Maria de Várzea Cova, Grupo Cultural e Desportivo de Armil, Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio, Grupo Coral de Fornelos, Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Fafe, Grupo Coral Cultural e Recreativo de Medelo, Grupo Coral e Paroquial de Estorãos, Centro Social e Paroquial de Revelhe – Lar da Criança, Associação Cultural e Recreativa de Folclore de Paços, Grupo “Amiguinhos de Jesus” – Arões Santa Cristina, Grupo Desportivo Vasco da Gama, Rancho Folclórico Santo Estêvão da ACSS Regadas, Grupo de Cavaquinhos dos Bombeiros Voluntários de Fafe, Grupo de Jovens “Criar Asas” – Fafe, Grupo Coral de Armil, Centro Cultural Social e Desportivo dos Trabalhadores da CM Fafe, Rancho Folclórico de Fafe, Associação Recreativa e Artística do Bugio, Agrupamento de Escuteiros 961 - Fornelos, Coral de Antime – Grupo Cultural e Recreativo, Futebol Clube Marinhão, Grupo Recreativo de Ardegão, Grupo Cultural e Desportivo de Regadas, Associação de Reformados e Pensionistas de Arões S. Romão, Agrupamento de Escuteiros 899 – S. Julião de Serafão e Agrupamento de Escuteiros 88 – Regadas.
No final da apresentação dos grupos concorrentes, e durante a reunião dos jurados, actua o Grupo de Concertinas de Seidões.
Para efeitos de eleição dos três primeiros classificados, o júri será constituído por três personalidades idóneas a indigitar pela Câmara Municipal de Fafe, coordenado por um representante da Câmara Municipal de Fafe. Todos os grupos participantes têm o direito a um prémio de presença, no valor de 150 €. São premiados os três primeiros classificados com montantes de 125 €, 100 € e 75 €, respectivamente.

domingo, 30 de dezembro de 2012

MANUEL PINTO LOPES ESTEVE NOS PORTUGUESES DE VALOR 2012

Estamos no final do ano e quero trazer aqui um facto que passou despercebido aos fafenses.
O nosso conterrâneo Manuel Pinto Lopes, empresário de sucesso em França e benemérito dos Bombeiros Voluntários de Fafe, integrou a selecção dos 100 Portugueses de Valor 2012, iniciativa promovida pelo grupo de comunicação social Lusopress, voltado para as comunidades portuguesas.
Trata-se de uma iniciativa realizada pelo segundo ano consecutivo e que se destina a premiar os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, homens e mulheres que, pelas mais variadas razões, se destacam pelo percurso que empreenderam ao longo das suas vidas profissionais. São artistas, empresários, desportistas, políticos, dirigentes associativos.

Desconhecemos (não conseguimos mesmo apurar) quem foram os 10 vencedores, mas honra-nos saber que o amigo Pinto Lopes foi seleccionado entre milhares de grandes portugueses que se salientam no âmbito da diáspora portuguesa.
Nascido em Fafe em 1956, abalou para França aos 11 anos e aí fez os seus estudos e trabalhou durante uma década na indústria com o pai, até se instalar por conta própria. Em 1987, começou a trabalhar no sector dos andaimes e há uma dúzia de anos abriu uma empresa nesse ramos que hoje empresa 47 pessoas, muitas das quais portuguesas.
Influenciado pelo pai, bombeiro voluntário em Fafe até emigrar, sempre teve gosto pelo espírito associativo, criando associações (futebol e folclore), em que avulta a fundação da Santa Casa da Misericórdia de Paris e, há uma dúzia de anos, uma agremiação de apoio aos Bombeiros Voluntários de Fafe, para a qual ofereceu oito viaturas e outros equipamentos.
Sente-se uma pessoa feliz, porque conseguiu realizar quase todos os seus sonhos. Se tivesse poder ilimitado, Pinto Lopes mudaria o egoísmo que considera ser comum hoje em dia e redistribuía a riqueza do mundo por todas as pessoas.
Não consegue passar sem a família, os amigos e um copo de champanhe.
“Acredito num mundo onde há a possibilidade de ultrapassar o egoísmo” é o seu lema.

Um país surreal!...


Este país é mesmo surreal.
O caricato secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, defendeu hoje que os portugueses têm a obrigação de contribuir para a sustentabilidade do SNS, prevenindo doenças e recorrendo menos aos serviços.
Ou seja, para que o Serviço Nacional de Saúde funcione quando eu estiver doente, não me desloco ao centro de saúde ou ao hospital. Posso gerir a doença em casa, qualquer que ela seja (eu sou médico e enfermeiro…), ou morrer por minha conta, para não onerar o erário público. Há que recorrer menos aos serviços…
Porque quando eu estou com saúde e apto a beber uns copos, obviamente não estou na disposição de pagar as taxas moderadoras para ir fazer uma visita ao meu médico de família.
Se vou aos serviços de saúde, é porque necessito deles! Ninguém quer estar doente, ninguém planeia estar doente.
Qualquer imbecil entende isso! Nem é preciso ser secretário de Estado.
Já quanto à prevenção, o caso é o mesmo. Tendo em vista que os cidadãos adoecem por via da alimentação, do ambiente, da poluição, da sua própria natureza, a prevenção pode fazer-se em matar os portugueses à fome, para não ingerirem ”venenos” (acabe-se com todas as superfícies comerciais), eliminem-se, de uma vez por todas, o tabaco, o trânsito automóvel, a produção fabril, a poluição dos rios, etc.
Reduza-se este país à nulidade, a zero, ao niilismo absoluto, como quer o governo. Aí já não haverá factores propiciadores de doenças, mas também não haverá portugueses!
Como sustentou hoje Luísa Ramos, do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos, que somos todos nós: «Esta gente tem de ser corrida o mais rapidamente possível».